segunda-feira, dezembro 17, 2012

Jets de fora


Cinco turnovers, uma corrida de 94 jardas, a mais longa da NFL desde 2006, e o Tennessee Titans despachou o New york Jets da briga pelos playoffs por 14 a 10, no jogo que fechou a Semana 15 da Liga. No possível pior jogo da carreira do quarterback do Jets Mark Sanchez,o jogador lançou quatro interceptações e perdeu fumble na linha de 25 jardas do campo adversário, a apenas 50 segundos do fim do último período.

Muito criticado e cercado de interrogações, Sanchez teve apenas 131 jardas e acertou 13 passes dos 28 que tentou, além das quatro interceptações e do decisivo fumble perdido. Sanchez também chegou à marca de 23 turnovers – maior marca dessa temporada, ao lado de Andrew Luck – e teve o terceiro jogo da carreira com quatro intercepções.

E a surpresa da noite ficou por conta de Tim Tebow. A sensação do ano passado participou pela primeira vez na temporada de toda uma campanha do Jets. Foram duas jogadas óbvias de passe que complicaram o jogador e fizeram com que Tebow fosse sackado em uma e forçado a jogar a bola fora em outro.

A equipe do Jets precisava vencer os últimos três jogos do ano e secar os rivais para tentar chegar à temporada, mas o time não fez o próprio dever de casa. O longo touchdown pelo chão do running back Chris Johnson e oura corrida de 13 jardas do quarterback Jake Locker fizeram o Titans sair vitorioso do penúltimo Monday Night Football do ano.

Por que o Giants não vai ser bicampeão?


Ainda é cedo para cravar que a temporada do New York Giants acabou. É também perigoso apostar contra um time que fez o que fez ano passado. Afinal, bater o improvável tornou-se a marca registrada deste time e, exatamente, o que o Giants tem feito nos últimos anos. Em 2007, o time desacreditado chegou aos playoffs e derrotou o, até então, invicto New England Patriots. Em 2011, o roteiro se repetiu, talvez com uma dose menor de drama, contra o mesmo Patriots, e o Giants saiu com o Vince Lombardi debaixo do braço.

Mas muita coisa mudou do ano passado para cá. Mudanças que podem fazer os atuais campeões não conseguirem defender o título ou, talvez até, nem chegarem aos playoffs. O Giants que perdeu para o Atlanta Falcons não é nem sombra do Giants que venceu o Packers do MVP Aaron Rodgers, o 49ers da defesa mais dominante da NFL e o próprio Patriots de Tom Brady. O time perdeu quatro dos últimos seis jogos e não é mais o líder da divisão leste da Conferência Nacional.

O que mudou de um ano para o outro? O que fez o campeão mundial tornar-se um time que leva 34 pontos e não anota sequer um?

Inconsistência
De uma pós-temporada que tudo deu certo a uma temporada regular cercada de dúvidas, incertezas e estranhas atuações. Depois de um bom início, New York parece que ainda não se encontrou. O time não consegue engatar uma sequência de bons resultados. O mesmo time que conseguiu quatro vitórias seguidas este ano não anotou touchdowns aéreos em outros três jogos consecutivos. Todo o ataque tem oscilado e o jogo terrestre não consegue se impor. Eli acaba sobrecarregado e dono de todo um ataque, o que não é a praia dele.

Lesões
As contusões afetam toda a NFL e não são exclusividade apenas do New York Giants, mas esse ano, o mal das lesões pegou de jeito a equipe nova iorquina. E logo os principais jogadores. Hakeem Nicks, Jason Pierre-Paul, Osi Umenyora, Ahmad Bradshaw...Recebedores, running backs, jogadores de defesa, da secundária, da linha ofensiva. O Giants foi castigado por ter os melhores jogadores de fora e não conseguiu colocar dentro de campo peças que conseguissem repôr à altura os que saíram.

Defesa

Na liga em que o jogo pelo alto é cada vez mais valorizado e três quarterbacks (Matthew Sttaford, Tom Brady e Drew Brees) passaram das 5000 jardas em 2012, não se consegue vencer com uma secundária limitada. Este ano, o time tem a segunda pior média da NFL em jardas aéreas e cede 8,1 jardas em média a cada passe. Já pelo chão, os problemas continuam. A cada carregada, o adversário corre 4,7 jardas, o quarto time que mais permite avanços de toda a Liga. Com tantos problemas defensivos, o Giants não consegue administrar o relógio e vê o ataque muito tempo na sideline, apenas assistindo à defesa jogar.

Divisão

No ano passado, o New York Giants chegou aos playoffs com uma mediana campanha de nove vitórias e sete derrotas. A divisão leste da Conferência Nacional não oferecia muitas ameaças. Dallas e Philadelphia tinham dois bons times na teoria, mas na prática eram bem longe do ideal. Este ano, mudanças. Washington voltou a ser competitivo com as chegadas de Robert Griffin III e Alfred Morris. Já Dallas parece entrar, aos poucos, nos trilhos. Resultado: A divisão passou a ser uma das mais equilibradas da NFL. Giants, Cowboys e Redskins estão empatados na liderança com campanhas idênticas (8-6). A apenas duas rodadas, pode dar qualquer coisa.

Pode ser que o New York Giants faça queimar a boca de muita gente ainda. Dizem que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Com o time de Nova York é diferente. O raio lá caiu duas vezes. Mas será que cairá pela terceira vez? Pelo andar da carruagem azul pilotada por Eli Manning, diria que não.

sábado, dezembro 15, 2012

Tudo aberto ainda na Semana 15


Faltam apenas três rodadas para o fim da temporada 2012 da NFL e muito pouco já está definido na principal liga de futebol americano do mundo. Quatro vagas ainda estão abertas e 24 times estão na briga para estarem no Mercedes-Benz Superdome, no dia 3 de fevereiro do ano que vem. No último Thursday Night Football do ano, o Cincinnati Bengals (8-6) passou com facilidade pelo Philadelphia Eagles (4-10), 34 a 13, e continua firme na disputa pelo título da divisão norte da Conferência Americana.

No fim de semana, o Georgia Dome recebe o confronto entre Atlanta Falcons e New York Giants. O time da casa já está classificado para os playoffs, mas a equipe de Nova York precisa vencer para continuar na liderança da divisão leste da Conferência Nacional. No ano passado, o Giants bateu o Falcons por 24 a 2, na arrancada pelo título. Para Eli Manning, a única preocupação do time são os últimos três jogos de 2012. "Nosso foco é todo nesses três jogos. Precisamos continuar vencendo", disse.  

Domingo também é dia da maior rivalidade da NFL em campo. Green Bay Packers (9-4) e Chicago Bears (8-5) se enfrentam no Soldier Field em jogo que vale a liderança da divisão norte da Conferência Nacional. Uma vitória do Packers dá o título da divisão pelo segundo ano consecutivo. "Podemos resolver nossa vida essa semana e estamos em uma boa posição, mas Chicago é um time difícil de ser batido e um adversário duro. Há muito em jogo", afirmou Aaron Rodgers. Com quatro derrotas nos últimos cinco jogos, Chicago busca voltar a atuar bem. "O que acontecer nos próximos três jogos vai ditar o nosso destino e ainda podemos atingir todos os nossos objetivos", projetou o treinador do Bears, Lovie Smith. 

Jogões na Conferência Americana


Outra rivalidade que também coloca muito em jogo é Indianapolis Colts (9-4) e Houston Texans (11-2). O time de melhor campanha da Conferência Americana precisa de uma vitória para vencer a divisão sul, mas o Colts pode tirar o título de Houston em caso de vitória nos próximos três jogos. A vitória do time do calouro Andrew Luck também garante uma vaga na pós-temporada pela respescagem. No ano passado, o time venceu apenas dois jogos, lembra o defensor Anthoine Bethea. "Calamos os críticos e estamos fazendo uma ótima temporada, depois de um ano difícil. É muito bom voltar a vencer", afirmou.

Também pela Conferência Americana, Denver Broncos (10-3) e Baltimore Ravens (9-4) se enfrentam, em Baltimore, de olho na folga da primeira semana dos playoffs. Denver é o time com a maior sequência de vitórias seguidas na temporada, com oito, enquanto Baltimore tem a segunda melhor marca dentro de casa, com cinco vitórias em seis jogos.

No duelo que fecha o domingo, o Sunday Night Football pode ser a prévia do Super Bowl XLVII. O New England Patriots (10-3) vem animado de uma vitória arrasadora sobre o Houston Texans, mas encara o forte time do San Francisco 49ers (9-3-1). Para o time da Califórnia, a vitória significa o título da divisão leste da Conferência Nacional, já para o Patriots, vencer é dar mais um passo para garantir uma das duas melhores campanhas da Conferência Americana. "Tivemos pouco tempo para nos prepararmos e temos um grande time pela frente", disse Tom Brady.

Confira aqui a rodada completa da NFL:

Quinta-feira:
Philadelphia Eagles (4-10) 34 x 13 Cincinnati Bengals (8-6)
Domingo:
Atlanta Falcons (11-2) x New York Giants (8-5)
Baltimore Ravens (9-4) x Denver Broncos (10-3)
Chicago Bears (8-5) x Green Bay Packers (9-4)
Cleveland Browns (5-8) x Washington Redskins (7-6)
Houston Texans (11-2) x Indianapolis Colts (9-4)
Miami Dolphins (5-8) x Jacksonville Jaguars (2-11)
New Orleans Saints (5-8) x Tampa Bay Buccaneers (6-7)
Saint Louis Rams (6-6-1) x Minnesota Vikings (7-6)
Arizona Cardinals (4-9) x Detroit Lions (4-9)
Buffalo Bills (5-8) x Seattle Seahawks (8-5)
San Diego Chargers x Carolina Panthers (4-9)
Dallas Cowboys (7-6) x Pittsburgh Steelers (7-6)
Oakland Raiders (3-10) x Kansas City Chiefs (2-11)
New England Patriots (10-3) x San Francisco 49ers (9-3-1)
Segunda-feira:
Tennessee Titans (4-9) x New York Jets (6-7)

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Eagles erra muito e Bengals se dá bem


O ataque do Cincinnati Bengals não teve a noite dos sonhos, mas os cinco turnovers do Philadelphia Eagles – quatro deles fumbles – deixaram o Bengals ainda vivo na briga pelos playoffs. Em duelo na Filadélfia, o time visitante confirmou o favoritismo e bateu o mandante por 34 a 13, no último jogo de quinta-feira da NFL no ano. A vitória deixa Cincinnati apenas um jogo atrás do Baltimore Ravens na briga pelo título da divisão norte da Conferência Americana. 
 
No jogo de abertura da Semana 15, o time ofensivo do Bengals oscilou muito e Cincinnati se aproveitou dos turnovers adversários. O destaque foi o recebedor AJ Green que voltou a marcar pontos depois de três jogos sem pontuar. Andy Dalton também conseguiu anotar dois touchdowns – um deles pelo chão – e lançou 114 jardas, em 12 passes completos dos 26 tentados. Pelo lado do Eagles, a defesa bem que tentou, e até conseguiu, conter Andy Dalton e cia, mas os erros no ataque foram decisivos para a décima derrota do time no ano.

Confira aqui como foi o jogo:

Como costuma fazer no início dos jogos, o Cincinnati Bengals começou bem e se aproveitou dos erros do Philadelphia Eagles. O time da NFL que mais anota pontos no primeiro quarto entrou na endzone com BenJarvus Green-Ellis, depois do Bengals recuperar um fumble. Na campanha seguinte, Philadelphia tentou devolver a bola, mas o punt foi bloqueado. Já na redzone, o Eagles ampliou com field goal de 24 jardas, convertido por Josh Brown.

Depois de dois punts seguidos de Cincinnati, o Eagles tirou o zero do placar. Em jogada explosiva, Jeremy Maclin posicionou bem o time da casa com recepção de 46 jardas. Nick Foles só precisou conectar passe de 11 jardas e Riley Cooper descontou, 10 a 7. 

No segundo período, Philadelphia conseguiu criar bons momentos, mas ficou no quase nas duas vezes que esteve perto de chegar ao touchdown. Andy Dalton sofreu sack e a bola ficou com o Eagles. Na linha de 28 jardas do campo de ataque, Philadelphia esteve a apenas três jardas da endzone, mas sem conseguir anotar um touchdown, teve de se contentar com field goal de 22 jardas, cobrado por Alex Henery. 

Após o two minute warning, mais um sack em Andy Dalton e mais um fumble recuperado, agora por Darryl Tapp. Mas de novo bem perto da endzone, o Eagles não conseguiu anotar um touchdown e precisou bater outro field goal, dessa vez de 20 jardas, para deixar o jogo 13 a 10 e ir para os vestiários com a vantagem no placar.

Na volta do intervalo, os ataques seguiam sem conseguir produzir. Depois de dois punts seguidos para Cincinnati, Nick Foles lançou a bola fundo e foi interceptado pelo cornerback Leon Hall. Com a primeira boa campanha do ataque após o primeiro período, o time visitante virou para cima do Eagles. Andy Dalton correu 11 jardas pelo meio e deixou o jogo 17 a 13.

Fumble atrás de fumble
Quatro pontos atrás no placar, Philadelphia voltou ao campo para pontuar, mas logo na segunda jogada, os turnovers prejudicaram novamente o Eagles. Bryce Brown sofreu fumble e o defensor Wallace Gilberry retornou a bola para a endzone e deixou o jogo 24 a 13. De volta com a posse, mais um fumble. Na primeira vez com a bola na campanha, Nick Foles passou para o tight end Clay Harbor e o jogador perdeu a bola. O kicker Josh Brown só precisou acertar field goal de 32 jardas.

Mas continuava o problema com os turnovers. Depois de receber a bola no kickoff, o retornador do Eagles não conseguiu agarrar a bola e o jogador sofreu o quarto fumble do Philadelphia Eagles na partida. E o erro resultou em mais um castigo. Andy Dalton fez lançamento para AJ Green e o wide receiver voltou a marcar um touchdown depois de três jogos sem pontuar, 34 a 13.

Com poucos minutos no relógio e uma larga vantagem, Cincinnati administrou o relógio com o jogo terrestre, e garantiu a vitória que mantém o time vivo na briga por uma vaga na pós-temporada.

terça-feira, dezembro 11, 2012

Existe fórmula para vencer o Super Bowl?


Seria ingênuo achar que existe uma fórmula perfeita para o sucesso. Principalmente tratando-se do mundo dos esportes. Fatores como a sorte, o momento vivido e um dia iluminado fazem com que não exista uma receita infalível para o sucesso. E justamente por isso este mundo é apaixonante e atrai milhares e milhares de pessoas ao redor de todo o globo.

E o futebol americano não foge a essa regra. Nem sempre o melhor time sai com a vitória, mas é possível identificar alguns pontos comuns à maioria dos times vencedores. E que pontos seriam esses? O que costuma levar um time da NFL ao sonho de vencer um Super Bowl? E quais times hoje se encaixam nesse perfil?

Um quarterback top
Há quem diga que se pode vencer o jogo mais importante dos esportes norte-americanos sem um quarterback brilhante. E realmente há exemplos disso. Trent Dilfer, do Baltimore Ravens, e Brad Johnson, do Tampa Bay Buccaneers, não eram quarterbacks que enchiam os olhos, mas ainda assim, levaram Ravens e Bucs ao título com dominantes defesas e um produtivo jogo terrestre.

Mas pegue os últimos campeões e veja quem foram os quarterbacks de cada um dos times vencedores. Tom Brady (Duas vezes), Ben Roethlisberger (Duas vezes), Eli Manning (Duas vezes), Peyton Manning, Drew Brees e Aaron Rodgers. Seria apenas coincidência que as equipes campeãs tivessem um grande nome na posição de quarterback?

E o que faz um quarterback ser considerado top? Basicamente, ser um quarterback do primeiro escalão na NFL é ser capaz de decidir jogos quando mais se precisa e fazer com que companheiros de time, mesmo que medianos, tornem-se grandes jogadores.

Hoje, Broncos, Steelers, Patriots, Giants e Packers são times que estão na briga pelo título do Super Bowl e possuem quarterbacks tops.

Saldo positivo de turnovers

Mais do que uma incrível defesa, é preciso forçar turnovers para se vencer na NFL. E mais importante do que apenas forçá-los é não ceder muitos deles. A chave é manter um saldo positivo. Basta pegar como exemplo a defesa dos atuais campeões no ano passado.

O time de defensores do New York Giants soube aproveitar os erros dos adversários e proteger a bola. No futebol americano, ter a bola é sinônimo de mais posse de bola e mais chances de pontuar. Não ter a bola é sinal de que o outro time tem a oportunidade de anotar pontos.

Atualmente, Patriots, Giants, Texans, Bears, Ravens, Redskins, Seahawks, Packers, Falcons e 49ers são times na briga pela pós-temporada com saldo positivo.

Bons recebedores

Em uma NFL que, cada vez mais, prioriza o jogo aéreo, ter jogadores que saibam receber a bola faz a diferença entre ganhar ou não um Super Bowl. Pode-se discutir se o recebedor é realmente bom ou o quarterback top que o faz parecer ser acima da média.

Mas uma opção ou outra, não se pode abrir mão de talentosos recebedores. De novo, basta voltar aos últimos campeões. Reggie Wayne e Marvin Harrison (Colts), Victor Cruz e Hakeem Nicks (Giants), Hinus Ward e Santonio Holmes (Steelers), Greg Jennings, Donald Drive e Jordy Nelson (Packers). Todos são exemplos de recebedores que foram importantes e têm parcela importante nos títulos das respectivas equipes.

Hoje, Packers, Giants, Patriots e Falcons são os times com alvos perigosos para qualquer secundária.

Ser um time acostumado com a decisão

Michael Jordan já dizia que os homens se separam dos meninos durante os playoffs. Ter experiência e saber decidir é fundamental nos jogos mais importantes. Jogadores e treinadores que sabem lidar com a pressão na hora do "matar ou morrer" são aqueles que conseguem ir mais longe.

Claro que estar acostumado a decisões não é garantia de vitórias, mas junto com outros fatores pode ser crucial para a vitória no Super Bowl. Mais do que apenas a força física ou a técnica, o psicológico é um fator decisivo na hora de decidir.

Os times que se saem melhor nos playoffs e estão no bolo para chegar ao Super Bowl são Broncos, 49ers, Steelers, Patriots, Ravens, Packers e Giants.

De novo, o futebol americano é um esporte, e como qualquer esporte, está sujeito a fatores externos. A receita para a vitória não é matemática ou lógica, mas a mistura dos ingredientes já são um grande passo para o sucesso.

Quem estaria hoje nos playoffs da NFL?


New England Patriots, Denver Broncos, Houston Texans e Atlanta Falcons garantiram vaga nos playoffs na Semana 13 e quatro vagas ainda continuam abertas, mesmo depois da última rodada da NFL. A apenas três jogos para o fim da temporada regular, a liga de futebol americano segue embolada. Com a derrota para o Patriots, o Texans - que já está garantido pela repescagem - deixou escapar a chance de vencer a divisão sul da Conferência Americana.

Quem também deixou escapar a vitória da divisão foi o Baltimore Ravens. O time da Pensilvânia perdeu na prorrogação para o Washingto Redskins, por 31 a 28, e não aproveitou a derrota do Pittsburgh Steelers diante do San Diego Chargers para se isolar a liderança da divisão norte da Conferência Americana. Na mesma divisão, o Cincinnati Bengals perdeu para o Dallas Cowboys e segue na briga por uma vaga na repescagem.

Também pela Conferência Americana, a vitória do Indianapolis Colts de virada em cima do Tennessee Titans deu ao time de Andrew Luck a melhor campanha entre os times que brigam para chegar aos playoffs pela repescagem. Com nove vitórias, o Colts pegaria hoje o Baltimore Ravens. No outro duelo, o Pittsburgh Steelers encararia o Denver Broncos. Houston Texans e New England Patriots folgariam.

Pelo lado da Conferência Nacional, apenas o Atlanta Falcons já assegurou a vaga nos playoffs. Na divisão norte, a disputa segue embolada. O Green Bay Packers lidera com nove vitórias e quatro derrotas, mas tem na cola o Chicago Bears, oito vitórias e cinco derrotas, e o Minnesota Vikings, sete vitórias e seis derrotas.

Com o triunfo de San Francisco em cima do Miami Dolphins, o time da Califórnia hoje seria o time de segunda melhor campanha em toda a conferência. A equipe lidera a divsão oeste e está à frente do rival Seattle Seahawks, que apesar de vencer o Arizona Cardinals por 58 a 0, classificaria-se hoje através da repescagem.

Outra divisão indefinida é a do lado leste. Depois de bater o New Orleans Saints, o New York Giants segue como líder com oito vitórias e cinco derrotas. Dallas Cowboys e Washington Redkins seguem com um jogo atrás, após vencerem os jogos no domingo. Hoje, o Chicago Bears pegaria o Green Bay Packers e o Seattle Seahawks enfrentaria o New Orleans Saints, enquanto Atlanta Falcons e San Francisco 49ers
folgariam.

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Atropelo no MNF


Apesar dos muito bons jogos da Semana 14, a expectativa era de que o grande confronto da rodada fosse o Monday Night Football. Mas no duelo entre duas das melhores equipes da Conferência Americana, tudo o que não se viu foi um jogo equilibrado. Com quatro touchdowns aéreos e uma atuação de gala, Tom Brady foi o principal jogador do massacre dentro de casa do New England Patriots em cima do Houston Texans, por 42 a 14. A sétima vitória seguida do Patriots faz o time continuar na briga por uma das duas melhores campanhas da Conferência Americana. Já Houston, acendeu a luz amarela de atenção, mas perdeu apenas o segundo jogo no ano. 

Além dos quatro touchdowns, Tom Brady lançou 296 jardas e acertou 21 passes dos 35 que tentou. O quarterback também chegou ao 14º jogo da carreira com quatro touchdowns e nenhuma interceptação, recorde da NFL. Quem também teve uma boa atuação foi Aaron Hernandez. O tight end recebeu 58 jardas e anotou dois touchdowns pelo alto.

Pelo lado de Houston, os grandes nomes do ataque não conseguiram oferecer problemas ao time da casa. Matt Schaub lançou uma interceptação e 232 jardas, em 19 passes completos de 32 tentados. Arian Foster correu um touchdown, mas teve apenas 46 jardas em 15 carregadas. Já a esperança defensiva de Houston, JJ Watt, não conseguiu pressionar Tom Brady. Andre Johnson foi o melhor da equipe do Texas com 8 recepções para 95 jardas.

Confira aqui como foi o jogo:
Depois de forçar um punt do Houston Texans, o New England Patriots abriu o placar no Gillette Stadium. Wes Welker conseguiu um bom retorno e deixou a equipe da casa em boa posição de campo. O time do Patriots chegou à linha de quatro jardas do adversário e o running back Stevan Ridley correu para entrar na endzone, mas sofreu fumble. Aaron Hernandez conseguiu salvar a posse de bola e na jogada seguinte recebeu passe de Tom Brady para deixar o jogo 7 a 0. 

De volta com a bola, Houston avançou a bola até a linha de 21 jardas do New England Patriots, mas Matt Schaub foi interceptado pelo cornerback Devin McCourty. Com bons avanços pelo alto, New England abriu 14 a 0, dessa vez com passe de 37 jardas de Tom Brady para Brandon Lloyd. Houston seguia sem produzir no ataque e não ter resposta para o ataque liderado por Brady.

Logo no início do segundo quarto, New England ampliou a vantagem, novamente, com touchdown de Aaron Hernandez, agora de quatro jardas. Com 21 pontos de vantagem, o time de Tom Brady tirou o pé e viu Houston melhorar um pouco na parte defensiva, mas ainda continuar com problemas para pontuar.

Tom Brady continua ritmo forte

Na volta do intervalo, a defesa de Houston continuava a pressionar o ataque de New England. Mas depois de uma campanha que resultou em punt, o time da casa voltou a mexer no placar. O inspirado Tom Brady fez lançamento de 63 jardas para Donte’ Stallworth deixar o jogo 28 a 0.

Apesar da diferença de quatro posses de bola, Houston descontou a diferença e anotou os primeiros pontos da equipe no jogo com o corredor Arian Foster. O running back entrou na endzone apenas na metade do terceiro período, após campanha que durou pouco mais de três minutos e percorreu 88 jardas.

Mesmo com a vitória já quase assegurada, New England continuou a imprimir um forte ritmo. E quando a fase é boa, até o fumble sofrido por Danny Woodhead resulta em touchdown. O running back perdeu a bola, mas Bradon Lloyd recuperou a bola já na endzone e deixou o jogo de volta em 28 pontos de diferença, 35 a 7. Sem produzir nada ofensivamente, Houston ainda viu Stevan Ridley correr 14 jardas e anotar o 42º ponto do Patriots.

Com uma larga vantagem e a vitória já na conta, New England se deu ao luxo de poupar Tom Brady e o reserva Ryan Mallet foi interceptado. Houston aproveitou o turnover para deixar diminuir a diferença para 28 pontos, com touchdown de uma jarda de T.J Yates. A apenas dois minutos do fim do jogo, New England só queimou o relógio e garantiu a sétima vitória seguida na NFL.