Mostrando postagens com marcador Derrick Rose. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Derrick Rose. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, agosto 03, 2012

A Discussão do Team USA


Como em todo início de Jogos Olímpicos, a conversa é a mesma. O time atual venceria o antológico time de 1992, o chamado Dream Team? Este ano não foi diferente. Kobe e LeBron disseram que apesar de ser um jogo duro, o time atual venceria de Jordan, Magic, Bird, Barkley e cia. Logo falaram que as atuais estrelas estariam supervalorizando o time de hoje, mas depois do jogo contra a Nigéria, as coisas talvez tenham mudado um pouco.

Não. O time de hoje não é melhor que o time de Barcelona, mas ainda é um senhor time. Uma equipe que deve ser bastante respeitada. Uma equipe que se dá ao luxo de contar com Kevin Durant, Kobe Bryant, LeBron James, Carmelo Anthony. Com alguns deles na melhor fase da carreira. Um time que só ainda não é mais espetacular graças as lesões de Derrick Rose, Dwight Howard e Dwyane Wade.

Quem se rende ao time de Londres são os próprios integrantes do Dream Team original. Para a ESPN, Magic Johnson rasgou elogios a LeBron e os demais. "Quero parabenizar nossos jogadores por continuarem a dominar a quadra em Londres. Eles estão parecendo com o nosso time de 1992. Quero vê-los  continuarem  essa jornada e trazer a medalha de ouro para cá", disse o armador. Já Charles Barkley elogiou a seleção americana de maneira humorada. "Eles ganhariam do nosso time (o Dream team) por 83 pontos sim. Mas só se nós jogássemos hoje", brincou.

Os Estados Unidos massacraram a Nigéria e venceram por 83 pontos de diferença. A maior na história dos jogos de basquete em Olimpíadas. Foram 29 bolas de três que fizeram o atual Team USA bater o recorde do Team USA de 1992. Se a maior diferença de pontos tinha sido contra Angola por 68, a nova marca agora é de 83 pontos. Marca que também supera a maior diferença de pontos que o Team USA de 1992 já conseguiu. Antes dos Jogos Olímpicos de Barcelona, o Dream Team fez 79 pontos a mais que Cuba.

O time de Londres também tem médias de pontos superiores ao time de Barcelona. Enquanto o Dream Team original anotou 110 pontos, a equipe atual marca 121.3 de média. Apesar disso, os passeios devem ter uma pausa agora. Os Estados Unidos encaram Argentina e Lituânia, duas seleções ranqueadas entre as 5 melhores do mundo pela FIBA. Depois começam as fases de mata-mata e mesmo jogando bem, não devemos ver mais placares tão elásticos e exibições cinematográficas.

Nunca acabará o debate sobre qual seleção for melhor. Vai começar outra Olimpíada e, novamente, o mesmo assunto virá. É inevitável e quase inconsciente comparar as seleções americanas de basquete com Aquela. Aquela escrita em letras maiúsculas justamente por elar ter sido o maior time de basquete da história. Por ter contado com os jogadores mais fantásticos e ter representado o que representou. Não. Não dá pra diminuir o que o time de hoje faz. É outra equipe brilhante. Só não é o time de 1992.

sexta-feira, abril 20, 2012

As Estrelas de Volta. E agora?


Três times e três desfalques. Chicago Bulls, New York Knicks e Los Angeles Lakers jogam sem as principais estrelas, no momento. Lakers e Bulls principalmente. Em Nova York, a estrela da companhia ainda é Carmelo. Mas não dá para negar a falta que Amar'e faz. Já Los Angeles e Chicago vão se virando como dá sem Kobe e Rose.

Mas por incrível que pareça, as duas equipes parecem estar melhores do que quando contavam com seus All Stars. O Lakers então nem se fala. Gasol e Bynum vivem ótimos momentos. Finalmente começaram a  ser temidos. Porque nenhum time no mundo conta com dois jogadores no garrafão tão talentosos como o Lakers. E o que falar de Ron Artest com 16 pontos por jogo? 

A equipe do Lakers é outra sem Kobe. Mas ele volta hoje contra o Spurs. E o que esperar? Kobe voltará dando chance aos big men de Los Angeles ou voltará chutando 30 bolas por jogo? O Mamba não é bobo e sabe que não se deve mudar o que está dando certo. É óbvio que Kobe terá mais tempo e arremessos e, consequentemente, a produção de Gasol e Bynum deve diminuir. Mas dá para conciliar o seu ímpeto ofensivo com os outros jogadores.

Já em Nova York, Amar'e está de volta. E o torcedor do Knicks deve agradecer. E muito. Ter Stoudemire de volta ao time é ter mais opção ofensiva e mais uma ameaça para a defesa adversária. É verdade também que o Knicks vem muito bem. Garantiu a ida aos Playoffs e Carmelo joga, talvez, o melhor basquete de sua vida. Mas ter um jogador do calibre de Amar'e de volta é sempre bem vindo. Isso sem contar com Jeremy Lin. Sim. A sensação da NBA deve voltar contra Miami.

Já em Chicago, Rose não volta hoje, mas deve jogar nos próximos dias. Um Rose 100% todos sabemos do que é capaz. Mas o Bulls está montadinho sem ele. Encarou equipes rivais do Leste e Oeste sem o MVP e não fez feio. Pelo contrário. Ganhou seus jogos e se tornou o número 1 do Leste, mesmo sem a estrela. Rose dá mais velocidade e energia ao time, mas o ataque do Bulls fica mais centralizado em suas mãos.

Essa é a NBA. A liga em que nem sempre se joga tão bem quando a estrela está dentro de quadra. Longe de achar que Lakers, Bulls e Knicks devem abrir mão de Kobe, Rose e Stoudemire. Estaria louco. Craque é craque e quem não quer ter um craque? Mas vale a constatação.

sexta-feira, abril 13, 2012

Melhor sem Rose?


O Chicago Bulls venceu mais uma na NBA. E não foi contra qualquer time. Bateu o Miami Heat de LeBron, Wade e Bosh, mas o assunto da noite foi a péssima atuação de Derrick Rose. O atual MVP teve apenas 2 pontos em todo o jogo. Foram 13 arremessos de quadra e apenas um foi convertido. Pior jogo da carreira de Rose.

Apesar de ser um talento dos mais finos, é inevitávela a pergunta após a noite de ontem. O Chicago Bulls é um melhor time sem a presença de Derrick Rose? Os números apontam uma vantagem para quem defende esta tese. Rose ficou de fora por 23 jogos esta temporada. E o retrospecto de Chicago é de 16-7. Contra Miami, ontem, o time produziu melhor em quadra e anotou mais pontos, quando Rose viu o jogo do banco.

Mas apesar dos números, Derrick Rose é o MVP do ano passado. Não dá pra esquecer que ele levou o Chicago Bulls até as finais de conferência do Leste. É protagonista e um dos maiores jogadores da NBA hoje. Jogar contra o armador é extremamente desafiador. Rose é explosivo e traz energia para o time. O Chicago Bulls passa a ser uma equipe mais imprevisível e difícil de defender. Não se sabe se Rose parte pra cima ou arremessa.

É bom lembrar também que se Rose é protagonista, já o mesmo não se pode falar de Rip Hamilton, Carlos Boozer ou até mesmo Luol Deng. Estes são jogadores acostumados ao papel de coadjuvantes. O que não quer dizer que sejam fracos, mas não podem ter o papel que Rose tem. Não só não podem, como não conseguiriam cumprir.

Derrick Rose vem de lesão e ninguém sabe como está seu tornozelo. Voltar às quadras não é fácil após tanto tempo fora. Não se pode esperar de um jogador inativo que ele volte comendo a bola e anotando pontos de todas as formas. Seria o ideal, mas isso não existe. Rose, hoje, está longe de ser o MVP ano passado, mas qual torcedor do Bulls quer que ele saia do time? Nem o mais louco.