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terça-feira, agosto 28, 2012

Chegou a Hora?


Ele foi eliminado na 1ª rodada, nas semifinais, nas finais de conferência e finalmente nas Finais da NBA. Kevin Durant ano a ano cresceu e levou o Oklahoma City Thunder mais longe nos Playoffs. O caminho natural para o ala é que este ano ele solte o grito de campeão que estão entalado na garganta.

"Ouvi algumas vezes que em 3 ou 4 anos 'Essa liga vai ser sua'. Não gosto disso. Sinto que agora estou estabelecido na NBA. Minha hora chegou. Sinto que provei nos últimos 5 anos que eu posso ser um dos melhores jogadores da NBA. Ainda falta muito para ser o maior de todos, mas acho que meu tempo chegou. Estou começando a alcançar meu auge", afimrou Durant em entrevista ao Washington Post.

A hora dele parece ter chegado mesmo. Durant foi impressionante nas Olimpíadas. Ofuscou estrelas como Carmelo, Kobe e o próprio LeBron. De onde chutou convertou os arremessos e provou que todos estavam certos. Durant em alguns anos viraria um dos melhores jogadores do mundo. Ele hoje é realmente um dos melhores, talvez o melhor.

Oklahoma tem tudo para novamente dominar o lado Oeste da NBA. Tem no novo Los Angeles Lakers o maior adversário para chegar pelo segundo ano consecutivo nas Finais. Durant precisa apenas virar, de uma vez, dono do Thunder. Westbrook precisa entender que não pode arremessar mais vezes em um jogo do que a máquina de pontuar Kevin Durant.

Durant precisa entender também que chegou a hora de ser protagonista e a nova cara da NBA. Potencial, talento e bola ele tem de sobra. Durant também já provou que pode ser decisivo. Não foi o Durant de sempre nas Finais da temporada passada. Teve médias de 30 pontos por jogos e 50% dos arremessos de quadra. Impressionante, sem dúvidas, mas na hora que o Thunder mais precisou dele, ele não foi o Kevin Durant que conhecemos. 

Compreensível. Muito jovem, apenas 23 anos, e a primeira final de muitas outras que ainda devem pintar para o talentoso jogador de Oklahoma. 

Se chegou a hora de Durant vencer? Tem tudo para que isso aconteça. Se um Kevin Durant já fez o que fez até hoje, calcule o que ele é capaz se ele realmente chegar ao auge. Sorte do Thunder. Azar dos adversários.

quarta-feira, agosto 22, 2012

Kobe vale tudo isso?


Nem LeBron, Nowitzki, Wade, Howard, Carmelo Anthony ou Durant. O jogador mais bem pago da NBA ainda atende por Kobe Bryant. Em lista divulgada ontem, Kobe figura na liderança entre os jogadores que recebem mais dólares por temporada.

Kobe recebe U$27 milhões. O segundo lugar é o alemão Dirk Nowitzki que ganha U$20 milhões por temporada. Sim, não só satisfeito em ser o jogador com maior salário, Kobe recebe U$7milhões a mais que o segundo mais bem-pago da Liga.

Pode-se discutir se Kobe merece receber tal quantia mesmo com 33 anos (Kobe completa amanhã 34 anos). Há quem discuta que ele ganha mais do que merece. Há também quem diga que Kobe é uma lenda. Um símbolo do Lakers e um embaixador do basquete e da NBA. 

Kobe venceu o último título há dois anos. Nas últimas temporadas viu seu Lakers sair para Dallas e Oklahoma na segunda rodada. Em ambas as séries, foi nítido que Kobe poderia dar mais de si. Provar ser o Black Mamba. Kobe não foi. Este ano não conseguiu fechar dois jogos quando o Lakers ganhava do finalista Thunder. Um deles em pleno Staples Center. A culpa não é somente de Kobe. Longe disso. Mas as atenções voltam para o jogador que embolsa U$27 milhões anuais e não é campeão.

Há também o fator extraquadra. Alguém contesta o quanto de mídia e dinheiro Kobe consegue arrecadar e trazer para o Los Angeles Lakers? Em uma época em que poucos podem ser considerados ídolos, Kobe faz justamente o contrário e a cada dia coloca mais o nome na história. Não só do time de Los Angeles, mas de todo o basquete mundial. Kobe é mais que um jogador. Interfere administrativamente no Lakers, dá palpite em contratações e ajuda a franquia. Foi ele quem ligou ara Nash e Howard.

Kobe Bryant é aquilo que se pode chamar de superestrela. Vence jogos, é espetacular dentro de quadra e sabe ser decisivo. Também cumpre os papéis mais burocráticos. Por onde passa lota ginásios. Todos querem ver Kobe. Nem que seja para vaiá-lo. Extrapola a fronteira das quatro linhas da quadra.

Sim, Kobe vale o que custa aos cofres do Los Angeles Lakers. Não é mistério que o time vai até onde Kobe conseguir ir. E este ano as perspectivas são boas. Discute-se se Kobe vale o quanto ganha, principalmete, pelo pequeno período de jejum do time da Califórnia. Kobe vence o 6º título da carreira e esta conversa nunca terá existido.

sexta-feira, agosto 03, 2012

A Discussão do Team USA


Como em todo início de Jogos Olímpicos, a conversa é a mesma. O time atual venceria o antológico time de 1992, o chamado Dream Team? Este ano não foi diferente. Kobe e LeBron disseram que apesar de ser um jogo duro, o time atual venceria de Jordan, Magic, Bird, Barkley e cia. Logo falaram que as atuais estrelas estariam supervalorizando o time de hoje, mas depois do jogo contra a Nigéria, as coisas talvez tenham mudado um pouco.

Não. O time de hoje não é melhor que o time de Barcelona, mas ainda é um senhor time. Uma equipe que deve ser bastante respeitada. Uma equipe que se dá ao luxo de contar com Kevin Durant, Kobe Bryant, LeBron James, Carmelo Anthony. Com alguns deles na melhor fase da carreira. Um time que só ainda não é mais espetacular graças as lesões de Derrick Rose, Dwight Howard e Dwyane Wade.

Quem se rende ao time de Londres são os próprios integrantes do Dream Team original. Para a ESPN, Magic Johnson rasgou elogios a LeBron e os demais. "Quero parabenizar nossos jogadores por continuarem a dominar a quadra em Londres. Eles estão parecendo com o nosso time de 1992. Quero vê-los  continuarem  essa jornada e trazer a medalha de ouro para cá", disse o armador. Já Charles Barkley elogiou a seleção americana de maneira humorada. "Eles ganhariam do nosso time (o Dream team) por 83 pontos sim. Mas só se nós jogássemos hoje", brincou.

Os Estados Unidos massacraram a Nigéria e venceram por 83 pontos de diferença. A maior na história dos jogos de basquete em Olimpíadas. Foram 29 bolas de três que fizeram o atual Team USA bater o recorde do Team USA de 1992. Se a maior diferença de pontos tinha sido contra Angola por 68, a nova marca agora é de 83 pontos. Marca que também supera a maior diferença de pontos que o Team USA de 1992 já conseguiu. Antes dos Jogos Olímpicos de Barcelona, o Dream Team fez 79 pontos a mais que Cuba.

O time de Londres também tem médias de pontos superiores ao time de Barcelona. Enquanto o Dream Team original anotou 110 pontos, a equipe atual marca 121.3 de média. Apesar disso, os passeios devem ter uma pausa agora. Os Estados Unidos encaram Argentina e Lituânia, duas seleções ranqueadas entre as 5 melhores do mundo pela FIBA. Depois começam as fases de mata-mata e mesmo jogando bem, não devemos ver mais placares tão elásticos e exibições cinematográficas.

Nunca acabará o debate sobre qual seleção for melhor. Vai começar outra Olimpíada e, novamente, o mesmo assunto virá. É inevitável e quase inconsciente comparar as seleções americanas de basquete com Aquela. Aquela escrita em letras maiúsculas justamente por elar ter sido o maior time de basquete da história. Por ter contado com os jogadores mais fantásticos e ter representado o que representou. Não. Não dá pra diminuir o que o time de hoje faz. É outra equipe brilhante. Só não é o time de 1992.

sexta-feira, julho 13, 2012

Jogadores da NBA no Team USA. Válido?


Estados Unidos e República Dominicana jogavam partida de exibição, uma prévia para a Olimpíada. Mero jogo para os Estados Unidos darem show e mostrarem todo o talento do time que vai a Londres. Tudo ia muito bem até a lesão no jovem Blake Griffin. De joelho machucado, Griffin saiu do jogo, foi levado imediatamente de volta para Los Angeles e horas mais tarde descobriu-se que o ala não poderia mais conquistar a medalha de ouro. Uma lesão no menisco o tira das quadras pelas próximas 8 semanas.

A lesão de Griffin desperta, novamente, uma antiga conversa. Jogadores da NBA deveriam participar dos Jogos Olímpicos? Desde 1992, quando foi permitida a ida de jogadores da liga profissional americana para a disputa das Olimpíadas, os EUA montam esquadrões para vencer e provar ao mundo que possuem a melhor equipe de basquete. 

Em 1992 surge o Dream Team com Michael Jordan, Larry Bird, Magic Johnson, Charles Barkley, John Stockthon, Karl Malone, Charles Barkley e outras estrelas. O time de 1992, considerado o maior de todos os tempos, serviu para estabelecer um padrão altíssimo de jogo e depois daí todo time americano teria que vencer a medalha de ouro, dar show e provar superioridade frente os demais times.

A discussão é ampla e longa. Não se fala muito, nem se faz campanha, mas é notório o descontentamento dos donos das franquias ao liberar que suas estrelas deixem as férias e participem dos Jogos Olímpicos. Eles garantem contratos milionários para os principais jogadores do mundo e podem vê-los lesionados. Caso de Griffin, que um dia antes havia assinado por 5 anos, no valor de U$90 milhões.

Mas também é óbvio a vontade de todo jogador querer vencer uma medalha de ouro e escrever seu nome na história do esporte. Mesmo para craques como Kobe Bryant, LeBron James e Kevin Durant. Estrelas já consagradas, mas que mesmo assim, optaram por irem até Londres conquistar mais um ouro para o país de origem. Para eles não é preciso provar mais nada. Todos já o consideram os melhores jogadores mundiais pelo o que jogam na NBA e não pelo o que vão jogar na Olimpíada.

A lesão de Blake Griffin apenas escancarou o grande medo que torcedores e donos de franquias têm. Griffin passará pela segunda cirurgia no joelho esquerdo. A lesão não é grave, mas poderia ter sido. Foi apenas um jogo e outros 12 jogadores correm o risco de se lesionar até meados de agosto, quando acaba a Olimpíada de Londres. Também é fato que é muito mais empolgante ver as grandes estrelas disputarem o maior torneio mundial entre nações. As Olimpíadas são referência para os melhores atletas do planeta e é natural que as estrelas do basquete lá estejam.

Fato é que a discussão não tem fim. Vai haver quem defenda a ida dos craques e vai haver quem torça o nariz. Existe algum lado certo? Não. Cada um dos lados têm seus prós e contras. O joelho de Griffin serviu para reacender esta interminável discussão e enquanto for liberado que as estrelas da NBA possam ir, elas jogarão e trarão o ouro para os EUA.

quarta-feira, junho 20, 2012

Teve culpa?


Tudo caminhava para  um belo cala a boca em todos os críticos. Russell Westbrook vinha fazendo o jogo de sua carreira. Mais de 40 pontos e pura dominância do jogo. Em certo momento anotou 13 pontos seguidos do Thunder. Estava tudo bem. Tudo muito bem em jogo apertadíssimo. Até que faltando 17.3 segundos, Westbrook fez falta boba.

Forçou Mario Chalmers e levou o grande destaque do Jogo 4 para a linha dos lances livres. A posse de bola já iria passar para o Thunder, havia pouco tempo no relógio dos 24 possíveis e Chalmers estava sem ângulo e desequlibrado. Miami abria então mais de uma posse de bola e acabava com as chances do Thunder empatar a série. 

Westbrook passou de herói para vilão em instantes. Toda a performance, brilhante em quase todo o jogo, apagou-se em um lance apenas. Justo? Muito. A partida irrepreensível do armador de Oklahoma será sempre lembrada pelo fatídico lance que definiu o jogo. E Westbrook realmente tem culpa no cartório. Faltou cabeça e faltou pensar ao fazer a infantil falta. Lógico que Oklahoma podia não vencer. Mas a falta simplesmente matou qualquer esperança de vitória.

A partida de Westbrook também escancara uma das maiores críticas sobre o armador. A partida foi incrível, mas ainda assim, Westbrook chutou 32 vezes ao aro. Número completaemnte atípico para um armador, que como a própria função diz, arma o jogo. Não vai ser sempre que as bolas vão cair. E outra. Westbrook tem ao seu lado um dos maiores chutadores da NBA na atualidade: Kevin Durant.

Uma pena que para Westbrook a sua partida de gala tenha acabado tão mal. Serão poucos os que vão lembrar do Jogo 4 como o jogo em que Westbrook comeu a bola. O jogo 4 ficará marcado na história como o jogo em que armador do Thunder acabou com as chances de vitória ao fazer falta. De novo, uma pena.

segunda-feira, junho 18, 2012

Alívio


Miami assegurou mais uma vitória. Virou a série contra o Thunder e confirmou a vantagem de jogar em casa. A tônica da série se repetiu. Miami começando muito melhor, dominando o início do jogo. Já  no 2º tempo dando espaço ao Thunder. Fazendo o Oklahoma gostar do jogo e abrindo espaço para um jogo fácil tornar-se complicado.

Russell Westbrook teve a chance de empatar o jogo com um arremesso de 3 livre, mas falhou. Sem contar com Sefolosha que errou, bizonhamente, um lateral e deu a vitória, de vez, ao Heat. O quão preocupado deve estar o Thunder para o Jogo 4 amanhã? Existe aquela história de que todo jogo é uma decisão, mas amanhã será mais do que nunca. Uma vitória representa vida na série. 2x2 e tudo volta a ficar aberto. Já um revés, coloca o Thunder em uma posição complicadíssima.

Desde 1985, quando se instaurou o sistema 2-3-2, 13 times estiveram na situação que o Thunder pode estar, caso perca amanhã. Nenhum dos 13 times conseguiu chegar ao título. Pior. Nenhum time conseguiu chegar ao Jogo 7. Sempre acabou antes. 

Mas também não dá para duvidar do Oklahoma City Thunder e de Kevin Durant. Ninguém imaginou que seria possível vencer o San Antonio Spurs quatro vezes seguidas e chegar às finais. Também não se pode descartar o Thunder pelo equilíbrio da série. Até aqui, em 144 minutos de jogo, o Thunder tem um ponto a mais que o Miami Heat.

O time do Thunder é excelente, tem jogadores que respondem à pressão. Dá para dizer o mesmo de Miami? Até o momento a equipe vem irrepreensível. Inclusive Lebron. Mesmo falhando muito nos jumpshots, tem ajudado Miami nos momentos decisivos.

Tudo caminha para um espetacular jogo nesta terça. É matar ou morrer. Para o Thunder representa voltar ao caminho do título. Para o Miami representa jogar para vencer o título diante da torcida e não encarar mais o hostil ginásio de Oklahoma. Quem leva?

sexta-feira, junho 15, 2012

Calcanhar de Aquiles


Se o grande vilão do primeiro jogo das Finais da NBA foi LeBron James, no Jogo 2, foi o armador do Oklahoma City Thunder, Russell Westbrook quem roubou a cena negativamente. Novamente os números podem confundir. Quem vê apenas o boxscore se depara com 27 pontos, 8 rebotes e 7 assistências. Uma atuação quase impecável. Mas só na estatística. Dentro de quadra, foi tudo bem diferente.

Espera-se de um armador o que? Que ele arme o jogo. Que consiga distribuir passes e faça o jogo fluir. Se esse é o papel do armador, dá para dizer que Westbrook foi tudo menos isso ontem. Pelo contrário. O egoísmo de Westbrook era absurdo quase. 

Em um time com uma máquina de pontuar como Kevin Durant, não se pode chutar mais que a estrela do time. E Westbrook chutou. Foram 26 chutes e apenas 10 convertidos. E este já é o segundo jogo consecutivo que Westbrook tem 4 arremesos a mais que o All Star do Thunder.

De quem é a culpa? Primeiramente, do próprio Russell Westbrook. Não é de hoje que ele vem com o enorme apetite e busca ser "o cara" da equipe de Oklahoma. Seu talento é irrepreensível, apenas falta inteligência quando se tem a bola em posse. Russell Westbrook parece ter um ego muito grande. Quer ser o centro das atenções. Ofuscar Durant e ser a superestrela. E isso não vai acontecer.

A culpa também é do treinador Scott Brooks, do assistente técnico Maurice Cheeks e do reserva de Russell, Derek Fisher. Como 3 grandes armadores da história da NBA, é preciso que seja dito a Westbrook que para vencer um título na NBA precisa-se de um time. Nao apenas uma grande atuação .

O próprio Kevin Durant também já defendeu o armador do Thunder, ao longo da temporada. O cestinha das Finais disse que o time e ele mesmo rendem mais quando Westbrook tem mais arremessos. Nas palavras de Durant, o jogo fica mais solto e a performance do ala melhora. A julgar pelo o que foi visto no Jogo 2, o Thunder precisa mostrar esta postura.

E só para constar: LeBron James tem 4/28 em jumpshots nos últimos 3 jogos.


quarta-feira, junho 13, 2012

E aí, LeBron?


30 pontos, 9 rebotes e 4 assistências. Nada mal para um jogo de final, certo? Mais ou menos. Os números de LeBron James mentem sobre o que foi sua atuação no Jogo 1 das Finais da NBA. Se existia a dúvida de qual dos LeBron James jogaria este ano, nas Finais, pelo o que se viu no Jogo 1, a resposta não é nada boa para quem torce por um triunfo do Miami Heat.

LeBron novamente foi mal. E, de novo, na hora que mais importava. Sumiu de muitos momentos do jogo e teve atuação horrorosa quando arremessou em direção à cesta. É fato que Lebron nunca foi conhedido e aclamado por ser um exímio shooter. Se ele é MVP 3 vezes da temporada regular, deve a incrível explosão e força física em que parte para cima da cesta.

Mas não dá para um jogador do calibre de LeBron não acertar nenhum jumpshot durante todo o 1º tempo do jogo. Ao fim do confronto, LeBron havia conectado apenas 2 arremessos em 12 tentados. Se pegarmos o desempenho nos últimos dois jogos, a situação é ainda pior. LeBron tem fracos e apenas 3 jumpshots convertidos em 24 arremessos.

A decepção foi ainda maior na parte defensiva. LeBron assistiu Durant jogar e em momento algum marcou o ala do Thunder. Apenas contemplou o jovem talento de Oklahoma anotar 36 pontos e acabar com o jogo no último quarto. Já quando partiu para o ataque, Lebron teve o mesmo Kevin Durant em seu encalço. E James se assustou. Não partiu para cima, tentando cavar faltas ou impondo sua força e estatura. 

Mas a verdade é que nem tudo é culpa do camisa 6 de Miami. Wade foi extremamente passivo e não correspondeu, nem de longe, ao que se esperava da estrela do Heat. Bosh estava precipitado e tentou muitos arremessos atípicos e longos. O time também tem culpa por não ter sido time. Por não ter ajudado LeBron brilhar.

O King, sem anel, ainda tem outros jogos para provar que pode ser o LeBron da reta final da série contra o Boston Celtics. Se dá para tirar algo de bom da atuação de ontem a noite, dá para dizer que LeBron, com seus 30 pontos, bateu o recorde pessoal de pontos em um final. Mas só isso. Antes era de 25, hoje, 30.

terça-feira, junho 12, 2012

Chegou a Hora!

Miami Heat x Oklahoma City Thunder

Era a final que todos esperavam e a que todos apostavam antes do início da temporada regular. O Miami Heat das estrelas LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tentando redenção após o fiasco nas finais de 2011, contra o Oklahoma City Thunder, time jovem, mas que conta com Kevin Durant e Russell Westbrook. As duas equipes foram número 2 nas respectivas conferências e a vantagem do mando de quadro é do Thunder.

O Miami Heat chega aos 7 jogos decisivos depois de bater o New York Knicks, o Indiana Pacers e o Boston Celtics. Ambos os últimos dois confrontos terminaram em 7 confrontos. Miami vem oscilando. E a pressão em cima dos jogadores é imensa. Desde o ano passado acredita-se que o time é bom demais para não vencer. LeBron vive, novamente, uma pressão incrível. Tem o mundo nos ombros e precisa vencer para ser coroado rei. 

Já Oklahoma teve um caminho mais tranquilo até a série final. Varreu o ex-campeão Dallas Mavericks, perdeu apenas um jogo para o Los Angeles Lakers e bateu o San Antonio Spurs de forma incontestável. Tem o jovem Kevin Durant jogando o melhor basquete dos seus 23 anos de vida. O time é jovem, mas parece que chegou a hora de ser campeão. Mesmo, o muitas vezes afobado, Russell Westbrook faz um bom Playoff. Sem contar a força coletiva que tem em Ibaka um excelente defensor e em James harden um verdadeiro 6º homem.

LeBron James x Kevin Durant 

O comissário da NBA, David Stern, não poderia querer outra final. Thunder x Heat é simplesmente o confronto das duas maiores estrelas do basquete contemporâneo mundial. LeBron é o atual MVP, mas nada vai importar, caso ele deixe de vencer o anel. A situação está insustentável. Ele pode anotar 100 pontos, fazer chover, tudo será apagado com a derrota.
LeBron ainda não foi o cara que se espera dele no Playoff. Certo, fez um jogo de cinema. Para entrar nas melhores antologias do esporte, em Boston, valendo pelo Jogo 6. Mas o mesmo LeBron perdeu lances livres, arremessos fáceis e tocou de lado quando era preciso decidir para vencer.

Já Durant é justamente o contrário. Gosta do crunch time. É frio e mortal no jumpshot. Parece gostar de jogar sob enorme pressão. O ala hoje é quase impossível de se marcar. e Miami terá muitos problemas com ele. Mesmo o duelo com LeBron parece ter o ala do Thunder levando vantagem.

Dwyane Wade x Russell Westbrook


Wade vem sendo consistente até aqui. Com média de 22.9 pontos por jogo e 47% de arremessos de quadra convertidos, o armador do Miami prova que é importantíssimo. Wade precisa apenas acordar. Acordar mais cedo. É o jogador que LeBron não é no 4º período. Mas precisa ser esse jogador antes do momento decisivo.

Pelo lado do Thunder, Westbrook vive momento bom nos Playoffs. Mas precisa continuar distribuindo o jogo e deixando Durant ser o centro do jogo. Sem se afobar e forçar chutes. Westbrook é um bom jogador, mas depende da cabeça centrada. O armador precisa entender o seu papel. Qusndo o faz, torna-se peça vital.

Conclusão 

A série tem tudo para ser épica. Não se espera menos. Duas equipes que sabem jogar tanto no ataque, quanto na defesa. Equipes que contam com estrelas. Estrelas que vestem o uniforme, repsentam e fazem o espetáculo. É difícil apontar favorito. Talvez o Thunder pelos jogos em casa. A certeza é que teremos jogões e, ao fim, LeBron ou Durant ganhará seu merecido 1º anel. Que vença o melhor.

quinta-feira, junho 07, 2012

Fator decisivo

 
Tudo caminhava para um resultado incrível. O San Antonio Spurs começou como um verdadeiro rolo compressor. Tony Parker estava em noite inspiradíssima. Anotou 21 pontos e deu 10 assistências apenas no 1º quarto. Oklahoma ia sucumbindo diante do ginásio lotado. Diante da própria torcida.

Até que surgiu Kevin Durant. E quando Durant resolve aparecer... Foram 34 pontos, 14 rebotes e 5 assistências. Mais que números e estatísticas, Durant provou que é o melhor jogador da NBA, hoje. Com um incrível "clutch gene", ou seja, disposição natural para decidir, Durant tirou o Thunder do buraco e levou a equipe à final da NBA.

Com precisos e preciosos arremessos, bem colocados e na hora certa, Durant mostrou o repertório farto de jogadas. Viu-se um jogador com muita vontade. Um jogador que quer vencer o título mais do que qualquer coisa. Mesmo que para isso tivesse que passar por cima do monstruoso 1º tempo de Tony Parker. Se a primeira metade do jogo foi do francês, a segunda foi toda do jovem jogador do Thunder.

A sensação que dá é que algo é ligado na cabeça de Durant quando se é preciso decidir e fechar jogos. Ele simplesmente se transforma. Algo da sua própria natureza. Instintivo. E foi assim. Liderados por Durant, o Thunder tem a chance de conquistar o anel da NBA, 33 anos depois do último título. A vantagem de mando de quadra é também do Thunder. 

Thunder que também se torna apenas o 3º time a perder os dois primeiros jogos de uma final de conferência e vencer consecutivamente os outros 4 para avançar às finais. Espera agora por Miami ou Boston. Descansando e estudando bem o adversário. A apenas "um passo do sonho", segundo o jogador que mais joga basquete atualmente no mundo.

terça-feira, junho 05, 2012

Já deu Thunder?


A NBA segue sem ser nem um pouco previsível e óbvia. Desta vez, a nova reviravolta foi a vitória do Oklahoma. Não que o Thunder vencer seja uma surpresa. Longe disso. São não se esperava um San Antonio Spurs tão mal como o que se viu ontem.

A grande experiência mesclada com a juventude e o excelente técnico não foram capaz de parar a fortíssima equipe do Oklahoma City Thunder.  Enquanto o Thunder pareceia ter controle do jogo por todo o tempo, demonstrando calma e invejável frieza, nada disso se via no San Antonio Spurs. Bastava olhar para o banco texano. Jogadores inquietos, nervosos e com olhar amendrontados.

A situação de Tim Duncan e cia agora ficou mais complicada do que nunca. É preciso viajar até Oklahoma e vencer o Thunder diante de sua apaixonada torcida. Os fãs mais barulhentas de toda a NBA. Torcedores apoiando a chegada do time à final da NBA e batendo os grandes favoritos para vencer este ano.

Dentro do vestiário do Thunder sempre se disse que a chave de tudo era vencer o Jogo 5. Trazer a vantagem para casa. Quebrar um mando do Spurs. Está aí. Oklahoma nunca esteve tão perto da final da NBA. A hora de Durant parece ter finalmente chegado. A chance é de ouro e não deve ser desperdiçada.

San Antonio é uma equipe respeitável e muito forte. Mas toda a vantagem e momento são agora do Thunder. Também não dá para discutir que o Jogo 6, na quarta, será fraco ou ruim. Com certeza veremos mais uma batalha das duas melhores equipes do Oeste. Mas tem tudo para dar Durant.

sexta-feira, junho 01, 2012

Temos uma série?


10 pontos e 9 assistências. Números que não chamam muito a atenção, mas Russell Westbrook fez contra  Spurs, no Jogo 3 da sére, talvez, o seu melhor jogo como armador em a sua carreira. A impressão passada é que alguém chamou ele e conversou "ou você joga como um armador, ou perderemos isso".

Antes de arremessar ao aro, Westrbrook facilitava e distribuía o jogo. O tiro à cesta era usado somente em última instância. Russell passou a ser coletivo e o Thunder venceu. Logo no início do primeiro período, Westbrook tentou 7 arremessos. 4 deles precipitaodos Não à toa, San Antonio levou a vitória parcial.

Vendo o placar de inceretzas, Westbrook precisou mover mais  a bola. E o time acabou fluindo. A impressão é que o Thunder fosse o Spurs. Tamanha coletividade e jogo em quipe. Westbrook também fez ecelente marcação. Manteve o corpo nas jogadas, estava em todos os lugares e evitou infiltrações.

O armador do Thunder apesar da fama de fominha, resolveu passar a bola. San Antonio pode ligar o sinal de alerta, se Russell Westbrook resolver aderir a nova filosofia. Basquete é um jogo de equiope. Westbrook descobre isso e junto com Kevin Durante, podem começar a sonhar com o anel de campeão.

domingo, maio 27, 2012

Quem leva no Oeste?


Começam hoje as finais da Conferência Oeste. De um lado, o San Antonio Spurs. De outro, o Oklahoma City Thunder. Duelo de gerações na NBA. Duelo dos melhores ataques da Liga e das duas melhores equipes, até aqui, dos Playoffs. Duelo que todos queriam ver e que promete ser a final antecipada da Liga.

Quando a temporada começou, foi unanimidade apostar no Oklahoma City Thunder, em uma eventual final. Nada mais natural. O time com o melhor jogador da NBA, com dinamismo, torcida apaixonada e excelente conjunto. Tudo estava preparado para a chegada do Thunder ao título. Para o 1º anel do craque Durant. Esse ano pareceia não ter como escapar. Todos só não esperavam na volta do temido San Antonio Spurs.

A equipe do Texas, apesar da idade, mostrou que ainda é um dos times mais perigosos da NBA. Usando e abusando da experiência do trio prinicipal, o Spurs teve uma fantástica campanha depois do All Star Game. Logo se alçou a melhor time da Liga. Era difícil acreditar no que era visto. Um time tão envelhecido jogar como verdadeiros jovens.

Duncan com 36 anos e 13 temporadas na bagagem parece viver o melhor momento como jogador de basquete. Forma física impecável e atuação defensiva de dar inveja. O papel de protagonista passou para o armador Tony Parker. Mais maduro, Parker desbancou Rose, Rondo, Deron Willians e Chris Paul. Hoje ele é o melhor armador da Liga. Sem contar com Ginobili. O argentino voltou a sofrer com lesões, mas voltou a tempo de ser decisivo e importante para San Antonio.

Já o Thunder confia na continuidade das atuações de Westbrook. Principal jogador na série contra o Lakers, o armador do Thunder tenta provar que é,sim, um jogador de valor para Oklahoma e que também é tão importante quanto Kevin Durant. A defesa do Thunder também conta com dois ótimos nomes. Ibaka e Perkins dão o equilíbrio necessário ao setor defensivo. Ibaka é, inclusive, para muitos, o melhor jogador de defesa hoje na NBA.

Vale lembrar que ambas equipes têm mostrado um basquete de altíssimo nível nos jogos da pós-temporada. Enquanto o Spurs varreu o Utah Jazz e Los Angeles Clippers, o Thunder varreu o campeão passado, Dallas Mavericks, e perdeu apenas um jogo para o Los Angeles Lakers.

No confronto direto entre as duas equipes, nos últimos 10 jogos, foram 8 vitórias para o lado do Spurs. Dos 3 jogos, nessa temporada de tiro curto, o Spurs venceu os 2 últimos. Um deles com direito a atuação de gala do francês Tony Parker, e no ginásio do Oklahoma. Parker tirou o sono de Russell Westbrook, com 42 pontos e 9 assistências.Vale lembrar também que nos 3 confrontos da temporada regular, Ginobili esteve machucado e não esteve, sequer, um minuto em quadra contra Durant e cia.

É certo que podemos esperar uma série espetacular pela frente. Ambos os conjuntos e elencos são fora de série. As duas melhores equipes do Oeste chegaram à final com todos os méritos. Todas as duas equipe têm muito a perder. Já nós, amantes do melhor basquete do mundo, só temos a ganhar.

terça-feira, maio 15, 2012

Vem varrida aí?


Primeiro jogo da série entre Lakers x Oklahoma e 1º atropelo. Não deu para o Lakers. A equipe de Los Angeles viu o Thunder fazer um jogo perfeito. Tudo caiu para Oklahoma e até o que não vinha acontecendo, resolveu acontecer na partida de ontem.

A começar pelos pontos positivos de OKC. Russell Westbrook teve uma partida mágica. Converteu 10 de 15 arremessos de quadras. Não foi o jogador que prende o jogo, arremessa e, na maioria das vezes, desperdiça oportunidades. Outro ponto de destaque foi o desempenho ofensivo de Oklahoma. Líder em turnovers da NBA, com 16 por jogo de média, o Thunder cedeu apenas 4 ao Lakers, na noite passada. O Lakers apenas assistiu o Thunder dar seu show. Isso sem contar com o já habitual Kevin Durant sempre fantástico.

Já pelo lado do Lakers, os problemas já habituais. Kobe anotou 20 pontos, mas errou 11 arremessos de 18. O time parecia não estar ligado no jogo. Abateu-se facilmente com a rápida transição do Thunder e não conseguiu acompanhar o ritmo. Alguém precisa avisar que já estamos nos Playoffs. Raça, vontade e determinação são precisos para um time que quer vencer e ser campeão.

Ramon Sessions e Steve Blake também não apareceram. Gasol foi soft, após a excelente partida que fez contra Denver. Kobe forçou tudo e Mike Brown apenas contemplava com olhar estático o massacre. Caso não mude a postura, a coisa vai ficar feia para o lado do Lakers. Contra um time pior, já foi varrido ano passado. O Thunder deste ano é melhor que o Mavericks campeão da temporada anterior. Significa que vem outra varrida por aí?

Talvez. Ainda é cedo. Oklahoma, sem dúvidas, acertou um jogo perfeito. Um jogo em que tudo deu certo. Será difícil repetir a dose. Mas, independentemente disto, ainda é mais time que o Los Angeles Lakers. A equipe de idade do Lakers tem tudo para sofrer com a juventude, velocidade e vontade do Thunder. Kobe ainda pode ganhar jogos para LA. Mas ganhar a série, pelo o que foi visto até aqui, será extremamente difícil. Bem improvável