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quarta-feira, agosto 22, 2012

Kobe vale tudo isso?


Nem LeBron, Nowitzki, Wade, Howard, Carmelo Anthony ou Durant. O jogador mais bem pago da NBA ainda atende por Kobe Bryant. Em lista divulgada ontem, Kobe figura na liderança entre os jogadores que recebem mais dólares por temporada.

Kobe recebe U$27 milhões. O segundo lugar é o alemão Dirk Nowitzki que ganha U$20 milhões por temporada. Sim, não só satisfeito em ser o jogador com maior salário, Kobe recebe U$7milhões a mais que o segundo mais bem-pago da Liga.

Pode-se discutir se Kobe merece receber tal quantia mesmo com 33 anos (Kobe completa amanhã 34 anos). Há quem discuta que ele ganha mais do que merece. Há também quem diga que Kobe é uma lenda. Um símbolo do Lakers e um embaixador do basquete e da NBA. 

Kobe venceu o último título há dois anos. Nas últimas temporadas viu seu Lakers sair para Dallas e Oklahoma na segunda rodada. Em ambas as séries, foi nítido que Kobe poderia dar mais de si. Provar ser o Black Mamba. Kobe não foi. Este ano não conseguiu fechar dois jogos quando o Lakers ganhava do finalista Thunder. Um deles em pleno Staples Center. A culpa não é somente de Kobe. Longe disso. Mas as atenções voltam para o jogador que embolsa U$27 milhões anuais e não é campeão.

Há também o fator extraquadra. Alguém contesta o quanto de mídia e dinheiro Kobe consegue arrecadar e trazer para o Los Angeles Lakers? Em uma época em que poucos podem ser considerados ídolos, Kobe faz justamente o contrário e a cada dia coloca mais o nome na história. Não só do time de Los Angeles, mas de todo o basquete mundial. Kobe é mais que um jogador. Interfere administrativamente no Lakers, dá palpite em contratações e ajuda a franquia. Foi ele quem ligou ara Nash e Howard.

Kobe Bryant é aquilo que se pode chamar de superestrela. Vence jogos, é espetacular dentro de quadra e sabe ser decisivo. Também cumpre os papéis mais burocráticos. Por onde passa lota ginásios. Todos querem ver Kobe. Nem que seja para vaiá-lo. Extrapola a fronteira das quatro linhas da quadra.

Sim, Kobe vale o que custa aos cofres do Los Angeles Lakers. Não é mistério que o time vai até onde Kobe conseguir ir. E este ano as perspectivas são boas. Discute-se se Kobe vale o quanto ganha, principalmete, pelo pequeno período de jejum do time da Califórnia. Kobe vence o 6º título da carreira e esta conversa nunca terá existido.

sexta-feira, agosto 03, 2012

A Discussão do Team USA


Como em todo início de Jogos Olímpicos, a conversa é a mesma. O time atual venceria o antológico time de 1992, o chamado Dream Team? Este ano não foi diferente. Kobe e LeBron disseram que apesar de ser um jogo duro, o time atual venceria de Jordan, Magic, Bird, Barkley e cia. Logo falaram que as atuais estrelas estariam supervalorizando o time de hoje, mas depois do jogo contra a Nigéria, as coisas talvez tenham mudado um pouco.

Não. O time de hoje não é melhor que o time de Barcelona, mas ainda é um senhor time. Uma equipe que deve ser bastante respeitada. Uma equipe que se dá ao luxo de contar com Kevin Durant, Kobe Bryant, LeBron James, Carmelo Anthony. Com alguns deles na melhor fase da carreira. Um time que só ainda não é mais espetacular graças as lesões de Derrick Rose, Dwight Howard e Dwyane Wade.

Quem se rende ao time de Londres são os próprios integrantes do Dream Team original. Para a ESPN, Magic Johnson rasgou elogios a LeBron e os demais. "Quero parabenizar nossos jogadores por continuarem a dominar a quadra em Londres. Eles estão parecendo com o nosso time de 1992. Quero vê-los  continuarem  essa jornada e trazer a medalha de ouro para cá", disse o armador. Já Charles Barkley elogiou a seleção americana de maneira humorada. "Eles ganhariam do nosso time (o Dream team) por 83 pontos sim. Mas só se nós jogássemos hoje", brincou.

Os Estados Unidos massacraram a Nigéria e venceram por 83 pontos de diferença. A maior na história dos jogos de basquete em Olimpíadas. Foram 29 bolas de três que fizeram o atual Team USA bater o recorde do Team USA de 1992. Se a maior diferença de pontos tinha sido contra Angola por 68, a nova marca agora é de 83 pontos. Marca que também supera a maior diferença de pontos que o Team USA de 1992 já conseguiu. Antes dos Jogos Olímpicos de Barcelona, o Dream Team fez 79 pontos a mais que Cuba.

O time de Londres também tem médias de pontos superiores ao time de Barcelona. Enquanto o Dream Team original anotou 110 pontos, a equipe atual marca 121.3 de média. Apesar disso, os passeios devem ter uma pausa agora. Os Estados Unidos encaram Argentina e Lituânia, duas seleções ranqueadas entre as 5 melhores do mundo pela FIBA. Depois começam as fases de mata-mata e mesmo jogando bem, não devemos ver mais placares tão elásticos e exibições cinematográficas.

Nunca acabará o debate sobre qual seleção for melhor. Vai começar outra Olimpíada e, novamente, o mesmo assunto virá. É inevitável e quase inconsciente comparar as seleções americanas de basquete com Aquela. Aquela escrita em letras maiúsculas justamente por elar ter sido o maior time de basquete da história. Por ter contado com os jogadores mais fantásticos e ter representado o que representou. Não. Não dá pra diminuir o que o time de hoje faz. É outra equipe brilhante. Só não é o time de 1992.

quarta-feira, julho 18, 2012

Como fica o Knicks sem Lin?


Fim de novela. O New York Knicks não igualou a proposta e a sensação Jeremy Lin é oficialmente jogador do Houston Rockets para as próximas 4 temporadas da NBA. Apesar dos rumores iniciais indicarem que o Knicks cobriria qualquer oferta pelo armador, no sábado estourou que a situação não era bem assim. E os rumores se provaram verdadeiros. 

Mas com a saída de Jeremy Lin consolidada, como fica o New York Knicks? Já dito antes, não dá para dizer que Jeremy Lin não sabe jogar. Mas fará tanta falta ao Knicks?  Com Kidd e Lin, o Knicks usaria o experiente armador como titular e Lin viria do banco. Haveria um sistema de mentor e aluno entre os dois. Kidd prepararia e moldaria Jeremy Lin para os próximos anos de NBA, transmitindo todo a sua experiência para o jovem asiático.

Com Lin fora, a situação muda. Raymond Felton será o titular e Kidd o reserva. Uma boa dupla e que pode fazer o jogo fluir. A grande questão do New York Knicks independe de Lin. É ainda saber se as duas principais estrelas conseguem atuar juntos. Duas estrelas que vão precisar descobrir como fazer o jogo de ambos renderem. Carmelo e Amar'e podem jogar um do lado do outro? Também há a questão sobre Amar'e Stoudemire. A temporada do Knicks deve muito a sua saúde. Se ele estiver saudável, o Knicks é um time. Se tudo cair nas costas de Carmelo Anthony, o Knicks passa a ser outro time.

Hoje no Leste ainda há 4 times melhores que New York. São eles Miami, Chicago, Boston e Brooklyn. O Knicks fica com a 5ª posição, já que Orlando e Atlanta já não são mais os mesmos. A verdade também é que o New York Knicks é a 5ª equipe do Leste com ou sem Jeremy Lin.  Sua saída não será sentida assim logo de cara, no quesito dentro de quadra. 

Fora de quadra, a história é outra. O Knicks deixa de arrecadar muito dinheiro sem a figura de Jeremy Lin. Camisas, ingressos, souvenirs... O Knicks perdeu uma enorme fonte extra de renda, mas pensou racionalmente em manter o teto salarial da equipe estável para os próximos anos. Um dos argumentos usados pelo Knicks é que Stoudemire e Carmelo têm 3 anos ainda de contrato. Lin poderia não se tornar o armador que todos pensam que ele pode ser em 3 anos e isto comprometeria a janela de título para os dois All Stars.

Sem assinar um contrato pesado com Lin, o Knicks abre espaço para mover algumas peças e ser campeão dentro destes 3 anos. Não arrisca na aposta. Faz o chamado "correto". Se a opção foi acertada, só o tempo dirá.

segunda-feira, julho 16, 2012

Linsanity saindo de Nova York?


Parece que tudo mudou em Nova York. Se antes era prometido que o New York Knicks igualaria qualquer proposta para manter Jeremy Lin, as coisas esse final de semana mudaram um pouco de cara. A história que circula agora por Manhattan é que o Knicks não vai cobrir a proposta do Houston Rockets e a Linsanity já está de malas prontas para a terra dos foguetes.

A pergunta que vem logo à cabeça é simples. O New York Knicks está certo ou não em mandar Jeremy Lin para Houston? Primeiro de tudo é preciso dizer que a proposta do Rockets para ter o armador é muito boa. Jeremy Lin teria um contrato de 4 anos e U$30 milhões. Nada mal para quem até outro dia estava na Summer League e sem perspectiva alguma de vingar na NBA. Só no terceiro ano de contrato, Jeremy Lin embolsaria U$14,8 milhões garantidos.

Não se duvida do potencial de Jeremy Lin. Em 25 jogos, o armador de olho puxado conseguiu virar fenômeno e ter o rosto mundialmente veiculado. Levantou uma franquia em decadência e trouxe o Knicks de volta aos holofotes. A questão é se é racional pagar tudo isto para Lin. Se Lin vale quase U$15 milhões em uma única temporada? Sim, ele anotou 38 pontos contra o Lakers. Sim, ele teve 28 pontos e 14 assistências contra o atual campeão, Dallas Mavericks. Mas o que se diz em Nova York é que não se acha que Lin tem todo esse valor.

Lin pode jogar e o Knicks sabe disso. Mas os valores para uma renovação seriam considerados muito acima para tamanha aposta. Ninguém sabe como Lin vai voltar após artroscopia no joelho. Também não se sabe se a Linsanity era apenas fogo de palha ou realmente uma realidade. Os valores são considerados altos para um investimento de muito risco. Lin não vinga e o Knicks tem uma bucha de U$30 milhões nos próximos 4 anos.

Também vale lembrar que Jeremy Lin fez o que fez quando pegou um remendado time do New York Knicks, sem as principais estrelas. Lin foi protagonista e comandou a equipe. Com Carmelo e Amar'e de volta, as coisas podem ficar diferentes. Como Lin se sairia sendo o coadjuvante da companhia? Tem ele bola para liderar dois All Stars como os que estão no Knicks?

Mas perder Lin de graça? Um jogador que pode trazer muita renda e uma visibilidade inimaginável para o Madison Square Garden. A princípio, a saída do armador seria frustrante, mas de fácil assimilação. O New York Knicks trouxe Jason Kidd e readquiriu Raymond Felton por 3 anos. Dois bons e experientes armadores capazes de armar para Nova York com eficiência e organizar o jogo das duas estelas de Manhattan. 

Uma saída para o Houston Rockets também não significaria também uma possível rivalidade com o Knicks na Conferência Leste, nem na divisão do Atlântico. Perder Lin para um time da Conferência Oeste é diferente de perdê-lo para um Boston Celtics ou um Brooklyn nets. Mas apesar de não representar uma real ameaça, apenas em uma eventual e surreal final, ver o jovem armador destruindo em Houston seria de doer para todo torcedor do Knicks.

A definição de nova York deve sair até amanhã. É claramente uma decisão entre o coração e a razão. Acreditar no potencial de uma jovem estrela e tudo que ela pode fazer e trazer para a equipe ou pensar a longo prazo e não comprometer o teto salarial da franquia?

segunda-feira, julho 09, 2012

Briga na Big Apple


Que a Conferência Leste vai ficando melhor a cada dia, não se discute. Mas um dos duelos interssantes é um que vai se formando em Nova York. Com a chegada do Nets ao Brooklyn e um New York Knicks mais competitivo, desde a chegada de Carmelo e Stoudemire, o embate entre os dois novos rivais deve movimentar não só a Big Apple, mas a NBA, na próxima temporada.

O New York Knicks adicionou ao seu elenco o experiente armador Jason Kidd e renovou com a sensação Jeremy Lin por U$28 milhões. Ambos vêm para somar com o pivô Tyson Chandler e a dupla de estrelas. O grande reforço para a temporada, Jason Kidd, entrará vindo da banco, já que os 39 anos pesam nas costas. O titular será Lin, que ainda não se sabe como voltará de lesão e se é realmente uma realidade ou apenas um brilhareco.

As opções no mercado para o Knicks também não são muito lá animadores. Steve Nash foi para Los Angeles, Goran Drajic para Phoenix, Jamal Crawford para o Clippers e JR Smith optou por sair de New York. Sem contar que Dwight Howard já esteve sondado em muitos lugares, mas nunca o Knicks foi citado.

Já o New Jersey Nets parece já querer causar impacto logo de cara. Assinou por 5 anos e U$98 milhões com o armador Deron Willians. Trouxe Joe Johnson e ainda tem Gerald Wallace. Os três tem tudo para formar um dos melhores backcourts da Liga. Jogando no garrafão, o Nets ainda conta com o eficiente Kris Humphries e o muito bom Brook Lopez. A situação do último ainda indefinida, mas a tendência é que permaneça. Caso saia, a chegada de Dwight Howard seria apenas uma formalidade e uniria o desejo de Nets e do pivô. Mas mesmo sem D12, as coisas vão bem no garrafão do Brooklyn,

Se a rivalidade entre New Jersey e New York nunca foi uma rivalidade real, os dois times agora têm a chance de movimentar Nova York. De cara, quem sai na frente é o Nets. Brooklyn tem mais elenco e um quinteto titular mais forte. Não que se possa desconsiderar o Knicks, mas ainda é incógnita como voltará Jeremy Lin, se Kidd pode ainda ser útil com a idade e se Stoudemire voltará bem das lesões que tanto o persguiram esse ano e também da cabeça, já que não é lá muito esperto sair de um Playoff, após cortar a mão em um extintor durante ataque de fúria.

Não dá para discutir que Miami é o favorito da NBA e consequentemente a melhor equipe do Leste, mas a nova equipe do Brooklyn não fica muito atrás de Boston, com a chegada de Jason Terry e a renovação de Kevin Garnett, e de Chicago, com a volta de um Derrick Rose saudável. E o Knicks? Ainda vai ser preciso aguardar vê-los jogar, mas é bem provável que o time do Madison Square Garden se junte a elite do Leste.


terça-feira, maio 01, 2012

Acabou?


Sim. Parece que acabou. Se o New York Knicks tinha esperanças ainda em vencer o Miami Heat, Amar'e Stoudemire terminou de acabar com ela. Com um soco em um escudo protetor do extintor de fogo, Stoudemire cortou a mão e está foda da série. Uma ação juvenil e boba. A raiva e o descontentamento consigo mesmo tirou Stat dos dois próximos jogos contra o Heat.

Não que sua presença até aqui estivesse contribuindo muito para o New York Knicks. Em dois jogos, Amar'e tentou apenas 16 arremessos. Em comparação, arremessou 25 menos vezes que Carmelo. Também foi mal na defesa. LeBron e cia. fizeram gato e sapato, novamente, do Knicks.

Knicks que além de Stoudemire também não pode contar com Shumpert. Fora pelos próximos 6 meses, graças a uma lesão no joelho, fica tudo mais fácil para D.Wade. Wade que por sinal deve ter algo contra o Knicks. Novamente ele se exibe em sua melhor forma contra o time de Nova York. Ainda não há explicação para a lesão de Jeremy Lin, que não volta nunca. Baron Davis é outro que enfrenta problemas de lesão. Desta vez nas costas.

Mas o grande fesfalque, até aqui, tem sido, sem dúvidas, Tyson Chandler. O pivô esteve irreconhecível nos dois primeiros jogos. Com uma forte gripe, Chandler não era sombra do jogador que é. Sem portência defensiva alguma. Viu LeBron penetrar como quis no garrafão. O jogo 3 é apenas na quinta. Tempo suficiente para Chandler se recuperar e mostrar porque muitos acreditam ter sido ele o fator decisivo para o título, ano passado, do Dallas Mavericks.

Uma derrota no Madison Square Garden, na quinta, pode significar ao Knicks a 13ª derrota seguida em pós-temporadas. Recorde negativo e que ninguém quer ter. A última vez que o Knicks venceu um jogo nos Playoffs foi no dia 26 de abril de 2001. Já são 11 anos. Que o New York Knicks não deve passar pelo Miami, isso é ponto pacífico. Mas pode, sim, conseguir uma vitória para quebrar o tabu.

Há quem diga que o Knicks sem Amar'e é um melhor time. Passa a ser o time de Carmelo. Ele dita o ritmo, joga mais solto. Na temporada, são 14 vitórias em 19 jogos, quando Stoudemire fica de fora. Esperar pra ver. Se não vier a vitória, que ao menos venha uma postura diferente.

segunda-feira, abril 30, 2012

Ainda dá?


Um dos confrontos mais esperados nesse início de Playoffs era, sem dúvidas, o jogo entre New York Knicks e Miami Heat. O Heat vem com toda a pressão de conquistar o 1º título para LeBron James. Já o Knicks vem mal classifcado, mas é uma das equipes com mais potencial no Leste. O Knicks também vinha de uma série interessante de jogos, com a volta de Stoudemire e um Carmelo Anthony comendo a bola. Jogo duro e série disputadíssima, certo? Bem, pelo o que foi o 1º jogo da série. Nada disso.

O New York Knicks simplesmente não viu a cor da bola. Na Flórida, só entrou em quadra um time. E este time foi o Miami Heat. Se todos os olhares estão voltados para como LeBron irá jogar nos Playoffs, a primeira impressão do, provável, MVP da temporada foi excelente. James anotou 32 pontos e dominou completamente a equipe de Nova York.

Mas mais que a atuação de LeBron e do Miami, surpreendente mesmo foi ver a patética atuação do Knicks. Os titulares não passaram de 30 pontos. LeBron James teve mais pontos que todo o quinteto principal de New York. A estrela da companhia, Carmelo Anthony, acertou apenas 3 de 15 arremessos de quadra. Com tudo isto que está jogou o Miami e o que não jogou o Knicks, dá para dizer que acabou?

Que seria uma série extremamente complicada para o time de Manhattan, todos sabiam. Miami é um time encaixado e que conta com dois dos principais jogadores da NBA. Previu-se uma série parelha pelo momento que ambos os times viviam. O Knicks bem e um Miami oscilante. Só não contavam com a vontade que Miami entrou em quadra, no dia 28.

Os números do New York Knicks assustam também. Stoudemire teve apenas 2 arremessos, durante 32 minutos que esteve em quadra. Foram 24 turnovers o jogo todo. No 2º quarto o Miami fez 30 pontos, enquanto o Knicks fez apenas 13.

Só é possível imaginar, hoje, um New York Knicks vencendo com atuações soberbas de Carmelo. Chandler precisa voltar urgentemente. Amar'e também não pode se esconder. O Knicks tem de ser menos passivo e jogar de igual para igual com Miami. A lesão de Shumpert é bem sentida, já que o jovem era quem melhor marcava por lá. A volta de Lin deve acontecer somente na próxima temporada. Landry Fields precisa se esconder menos e J.R. Smith ser menos forçado a criar, e sim, passar mais.

O jogo 4 entre as duas equipes acontece no domingo. Se Nova York quiser ter alguma chance até lá, vai precisar mudar muito. Caso contrário, arrisca ser varrido por LeBron e cia.

segunda-feira, abril 23, 2012

O Potencial do Knicks


Com a vaga assegurada nos Playoffs,  resta saber se o New York Knicks encara o Chicago Bulls ou o Miami Heat. Independente de quem seja, é uma pedreira. Bulls e Heats são duas das melhores equipes da NBA. Uma bucha enorme para o Knicks. O que nos leva a uma pergunta: Até onde pode chegar a equipe nova iorquina nos Playoffs?

Os números não ajudam em nada o Knicks. Na temporada regular, são 14 vitórias e 20 derrotas contra times com mais vitórias que derrotas. Já jogando fora de casa, o Knicks tem 13 vitórias e 19 derrotas, o que significa o pior retrospecto jogando fora por um time classificado para os Playoffs no Leste. Números que assustam. O Knicks nos Playoffs vão encarar times que mais vencem do que perdem. Também enfrentará times que será preciso vencer fora de casa.

Se os números não são favoráveis, o que vemos em quadra é um pouco diferente. Apesar de ser a maior montanha-russa da NBA, em 2011-12, o momento vivido hoje é muito bom. Mike Woodsen caiu de paraquedas como treinador interino por lá e parece ter se encaixado muito bem. Deu poder defensivo a um time que não marcava ninguém há 3 anos. Carmelo vive um momento mágico na carreira. Ontem mesmo foram 39 pontos e 10 rebotes contra o Atlanta Hawks. Também contra o Hawks apareceu Amar'e Stoudemire. Com uma exibição consistente e longe de levantar suspeitas sobre sua condição física, Stat anotou 22 pontos e pegou 12 rebotes.

A grande dúvida quando to elenco do Knicks é o que acontece com Jeremy Lin. Uma lesão no joelho parou a sensação da NBA. Já são 2 meses fora, o que não é costume para uma lesão como ele teve. Não há notícias sobre sua recuperação e há quem diga que ele pode, inclusive, perder os Playoffs. Apesar dos turnovers, a adição de Lin viria a cair como uma luva. Além de movimentar a NBA, traria mais uma força ao ataque rápido do New York Knicks, já que Baron Davis não anda muito bem como armdor principal da equipe do Madison Square Garden.

O New York Knicks é sem dúvida uma das equipes com maior potencial no Leste. Talvez seja de toda a NBA. Mas potencial não ganha jogo. Potencial é indicativo de que você ainda não ganhou nada. Pegar Miami ou Chicago não será nada fácil, mas o torcedor pode sonhar.

segunda-feira, abril 16, 2012

A Importância de Stoudemire


"Não sei quando ele vai estar de volta, mas espero que seja o quanto antes". Carmelo Anthony foi enfático após a derrota para o Miami Heat. O "ele" da questão é Amar'e Stoudemire. Carmelo ainda completou dizendo que Amar'e é um dos jogadores chaves para o Knicks e que para que apareçam resultados, a sua volta é crucial.

Nennhum exagero aí. A ideia do Knicks, ano passado, ao trazer ambas as peças foi formar uma equipe composta por dois líderes e All Stars em quadra. Carmelo e Amar'e. Um completando o outro. Mas foi justamente na ausência do pivô, que Anthony resolveu brilhar. O mês de abril vem sendo fantástico para o ala. Carmelo é o líder em Nova York e seus números provam isso. 31.7 pontos de média em abril.

Naturalmente, sem os outros pontuadores lesionados, a bola passa mais pela mão de Carmelo. Bom para Carmelo se firmar como estrela da companhia. Mas não se chega a lugar nenhum na NBA com apenas uma estrela. Por mais que ela esteja jogando o fino. Basta comparar com o adversário do fim de semana. Carmelo Anthony foi bravo, brigou e jogou muito, mas quem venceu foi o Miami Heat do trio LeBron, Wade e Bosh.

Vale lembrar que antes do All Star Game, em fevereiro, Carmelo Anthony estava de fora e Amar'e era o cara. Com médias de 26 pontos por jogo. Na temporada, Stoudemire tem médias de 17 pontos e 8 rebotes por jogo. Números medianos, mas para um jogador que não se sabe em que estado jogou, devido às lesões nas costas e joelhos, são números que chamam a atenção.

Um exército de um homem não vence anéis na liga de basquete americano. E Carmelo sabe bem disso. Não é a toa que quer o quanto antes que Amar'e volte às quadras. Apenas com Melo, o Knicks dificilmente passa da 1º semana de maio. Com a dupla jogando, as chances ainda são pequenas, mas elas passam a existir. Com a dupla, ninguém quer ver o Knicks pela frente.

segunda-feira, abril 02, 2012

Mais Uma Baixa


Algumas semanas atrás cravei aqui que o New York Knicks. Mas as notícias vindo de Nova York não são nada boas. Não bastasse a lesão de Amar'e Stoudemire, mais uma bomba caiu na Big Apple. O armador Jeremy Lin sofreu uma lesão no joelho e terá que passar por uma cirurgia. A expectativa é que Lin fique de fora por 6 semanas. A temporada regular já terá terminado quando Jeremy Lin puder voltar. E agora?

Sem Amar'e, sem Lin = Sem Playoffs? Não. Nem tudo está perdido ainda. Faltam 13 jogos para o Knicks encerrar a participação na temporada regular. Verdade que são 8 jogos contra times com mais de 50% de aproveitamento. Mas New York entra, nesta segunda, com 2 1/2 de vantagem sobre o Milwaukee Bucks. O que joga contra o New York Knicks são os adversários de Milwaukee. 6 dos últimos 14 jogos de Milwaukee são os últimos times em suas respectivas divisões.

New York terá que confiar em Carmelo. O ala precisará mostrar porque é a principal estrela da companhia. E torcer também para a bruxa ir embora. Ou pelo menos deixar o Knicks pr um tempinho. Além de Lin e Stoudemire, Chandler e Baron Davis não estão 100%.

As derrotas no início da temporada nunca foram tão sentidas. Seria um desastre ficar fora dos Playoffs. O time está sendo formado para o ano que vem. Mas ir para a pós-temporada sempre é bom. Traz dinheiro, movimenta a cidade e os fãs. Carmelo volta a ser a figura central. Como gostava de ser em Denver. Tem tudo para provar que o antigo Carmelo ainda está lá, apenas se perdeu por um breve tempo.

A Linsanity por esta temporada chega ao fim. Não o fim que esperávamos. Mas a torcida é que seja apenas uma breve pausa.

terça-feira, março 27, 2012

E agora?


Amar'e Stoudamire está lesionado. Problemas nas costas e não se sabe quando ele voltará às quadras. Desfalque importante para o New York Knicks. Stoudemire é uma das estrelas do time de Nova York. Junto com Carmelo e Lin são os prinicipais nomes da franquia. Com o forte baque sofrida pela lesão, até onde pode chegar o New York Knicks?

Primeiramente vale lembrar que, sim, o New York Knicks estará nos Playoffs. Mesmo sem Amar'e. O time é acima da média e o Milwaukee Bucks não é bom o suficiente para alcançar o time nova iorquino. O Knicks irá se classificar. A equipe vem em uma crescente desde que Mike D'antoni deixou de ser técnico. São 7 vitórias em 8 jogos. Pode-se perguntar quem o Knicks venceu. E ok, realmente nenhum time contender ou que encha os olhos. Mas times que fogem essa regra na NBA são exceções.

Vale destacar como vem jogando a defesa do Knicks. Sim, palavra e filosofia que passaram longe de Nova York pelos quase 4 anos que D'antoni passou por lá. O Knicks passou a ser um time que faz contato, que bate e que é duro. Até Carmelo vem defendendo. Para ser um time que realmente postule algo na NBA, é preciso que se defenda. E o Knicks vem fazendo isso ao longo de seus últimos jogos.

E toda essa surpreendente e incrível melhora se deve ao técnico Mike Woodsen. O Knicks ainda pagará por um início irregular. Deve se classificar em 7º ou 8º e encarar Miami ou Chicago. Provavelmente será desclassificado. Sem Stoudemire, Carmelo poderá desempenhar o papel que esteve acostumado fazer toda a sua carreira em Denver. Ser o principal protagonista. AO lado de Stoudemire, precisava passar mais e dividir atenções. Carmelo terá a chance de voltar a ser Carmelo e isso pode ser positivo para o Kincks.

É importante que se veja o potencial a longo prazo desta equipe. E o futuro do Knicks para 2012-13 parece ser animador.