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segunda-feira, dezembro 10, 2012

Atropelo no MNF


Apesar dos muito bons jogos da Semana 14, a expectativa era de que o grande confronto da rodada fosse o Monday Night Football. Mas no duelo entre duas das melhores equipes da Conferência Americana, tudo o que não se viu foi um jogo equilibrado. Com quatro touchdowns aéreos e uma atuação de gala, Tom Brady foi o principal jogador do massacre dentro de casa do New England Patriots em cima do Houston Texans, por 42 a 14. A sétima vitória seguida do Patriots faz o time continuar na briga por uma das duas melhores campanhas da Conferência Americana. Já Houston, acendeu a luz amarela de atenção, mas perdeu apenas o segundo jogo no ano. 

Além dos quatro touchdowns, Tom Brady lançou 296 jardas e acertou 21 passes dos 35 que tentou. O quarterback também chegou ao 14º jogo da carreira com quatro touchdowns e nenhuma interceptação, recorde da NFL. Quem também teve uma boa atuação foi Aaron Hernandez. O tight end recebeu 58 jardas e anotou dois touchdowns pelo alto.

Pelo lado de Houston, os grandes nomes do ataque não conseguiram oferecer problemas ao time da casa. Matt Schaub lançou uma interceptação e 232 jardas, em 19 passes completos de 32 tentados. Arian Foster correu um touchdown, mas teve apenas 46 jardas em 15 carregadas. Já a esperança defensiva de Houston, JJ Watt, não conseguiu pressionar Tom Brady. Andre Johnson foi o melhor da equipe do Texas com 8 recepções para 95 jardas.

Confira aqui como foi o jogo:
Depois de forçar um punt do Houston Texans, o New England Patriots abriu o placar no Gillette Stadium. Wes Welker conseguiu um bom retorno e deixou a equipe da casa em boa posição de campo. O time do Patriots chegou à linha de quatro jardas do adversário e o running back Stevan Ridley correu para entrar na endzone, mas sofreu fumble. Aaron Hernandez conseguiu salvar a posse de bola e na jogada seguinte recebeu passe de Tom Brady para deixar o jogo 7 a 0. 

De volta com a bola, Houston avançou a bola até a linha de 21 jardas do New England Patriots, mas Matt Schaub foi interceptado pelo cornerback Devin McCourty. Com bons avanços pelo alto, New England abriu 14 a 0, dessa vez com passe de 37 jardas de Tom Brady para Brandon Lloyd. Houston seguia sem produzir no ataque e não ter resposta para o ataque liderado por Brady.

Logo no início do segundo quarto, New England ampliou a vantagem, novamente, com touchdown de Aaron Hernandez, agora de quatro jardas. Com 21 pontos de vantagem, o time de Tom Brady tirou o pé e viu Houston melhorar um pouco na parte defensiva, mas ainda continuar com problemas para pontuar.

Tom Brady continua ritmo forte

Na volta do intervalo, a defesa de Houston continuava a pressionar o ataque de New England. Mas depois de uma campanha que resultou em punt, o time da casa voltou a mexer no placar. O inspirado Tom Brady fez lançamento de 63 jardas para Donte’ Stallworth deixar o jogo 28 a 0.

Apesar da diferença de quatro posses de bola, Houston descontou a diferença e anotou os primeiros pontos da equipe no jogo com o corredor Arian Foster. O running back entrou na endzone apenas na metade do terceiro período, após campanha que durou pouco mais de três minutos e percorreu 88 jardas.

Mesmo com a vitória já quase assegurada, New England continuou a imprimir um forte ritmo. E quando a fase é boa, até o fumble sofrido por Danny Woodhead resulta em touchdown. O running back perdeu a bola, mas Bradon Lloyd recuperou a bola já na endzone e deixou o jogo de volta em 28 pontos de diferença, 35 a 7. Sem produzir nada ofensivamente, Houston ainda viu Stevan Ridley correr 14 jardas e anotar o 42º ponto do Patriots.

Com uma larga vantagem e a vitória já na conta, New England se deu ao luxo de poupar Tom Brady e o reserva Ryan Mallet foi interceptado. Houston aproveitou o turnover para deixar diminuir a diferença para 28 pontos, com touchdown de uma jarda de T.J Yates. A apenas dois minutos do fim do jogo, New England só queimou o relógio e garantiu a sétima vitória seguida na NFL.

quarta-feira, novembro 21, 2012

O que fazer sem Gronkowski?


O New England Patriots faz uma grande campanha em 2012, com sete vitórias em dez jogos, mas a sorte não parece andar junto com o time de Tom Brady. Depois de perder por lesão o tight end Aaron Hernandez, o recebedor Julian Edelman e os bloqueadores Logan Mankins e Dan Connoly, New England não terá Rob Gronkowski, no mínimo, pelas próximas quatro semanas, devido a uma fratura no antebraço. Sem o tight end, como a lesão do jogador pode afetar a temporada do New England Patriots?  

Apesar das muitas contusões ao longo do ano, o time de ataque comandado pelo quarterback Tom Brady continua como o primeiro da NFL. Em média por jogo, o Patriots anota 35,8 pontos e tem 431,9 jardas, e Rob Gronkoski é considerado a principal peça desse explosivo ataque.O tight end esteve em 668 snaps, ou seja, 93% das jogadas de ataque do New England Patriots tiveram o atleta em campo. Um dos alvos favoritos de Brady, Gronkowski também é o único tight end da história a ter dez ou mais touchdowns em três temporadas seguidas.

E a importância de Rob Gronkowski nao é apenas nas recepções. O jogo terrestre do New England Patriots vai sofrer com a ausência do jogador. Na temporada atual, o tight end é um dos principais fatores pela boa perfomance dos running backs. Gronkowski participou como bloqueador em 44,8% dos snaps que participou e está entre os tight ends da NFL que melhor abrem espaço para os corredores.

Sem uma grande força ofensiva, New England precisa mais do que nunca de folgar na primeira rodada dos playoffs. Em caso de classificação em primeiro ou segundo lugar da Conferência Americana, o time teria mais uma semana para a recueperação de Rob Gronkowski, sem apressar o retorno do tight end.

Hoje, o New England Patriots é o terceiro lugar dentro da Conferência Americana. O time de Massachussetts está atrás do Houston Texans (9-1) e do Baltimore Ravens (8-2). Na semana 14, New England encara Houston e pode diminuir a diferença para a equipe de melhor classificação da NFL. Mas uma derrota também pode significar o adeus à semana de folga.

As últimas rodadas passam a ser chave para o New England Patriots chegar aos playoffs com força total. Mas ao mesmo tempo em que vitórias precisam vir a qualquer custo, o Patriots não vai poder contar com a principal arma do ataque.

domingo, novembro 18, 2012

Patriots atropela Colts

No duelo que pôs frente a frente experiência e juventude, os 13 anos de NFL do quarterback Tom Brady falaram mais alto que os apenas nove jogos da carreira de Andrew Luck. Em uma das maiores rivalidades do futebol americano nos anos 2000, o New England Patriots mostrou por que é um dos principais candidatos ao Super Bowl e amassou o Indianapolis Colts, por 59 a 24. A vitória fez o New England Patriots tornar-se cada vez mais líder da divisão leste da Conferência Americana. Já o Indianapolis Colts perdeu a quarta em dez jogos, mas segue vivo na briga pelas duas vagas da repescagem.

Tom Brady teve mais uma atuação de gala. O quarterback foi um dos principais jogadores do New England Patriots com 3 touchdowns, 331 jardas e 24 passes dos 35 que tentou. Julian Edelman também foi um dos que roubaram a cena. Desde 1985, um jogador de New England não anotava um touchdown pelo alto e outro por retorno de punts. Pelo lado do Indianapolis Colts, Andrew Luck não teve um dos melhores jogos na NFL. O novato lançou três interceptações, duas delas retornadas para touvhdown. Luck também lançou dois touchdowns e passou para 334 jardas, em 27 passes dos 50 que tentou. 

Confira como foi o jogo:

Na primeira campanha do jogo, o Indianapolis Colts chegou à redzone depois de uma interferência no recebedor do Colts. A apenas uma jarda da endzone, Delone Carter correu e abriu o placar do jogo, 7 a 0. Em resposta direta, o New England Patriots conseguiu percorrer o campo em quatro minutos e empatou o jogo depois de Rob Gronkowski agarrar passe de quatro jardas.

O jogo continuava em ritmo alucinante e Andrew Luck lançou touchdown para T.Y. Hilton. O wide receiver agarrou passe de 14 jardas, depois de uma campanha de quase seis minutos e 84 jardas. Na primeira vez que as defesas funcionaram, Tom Brady não conseguiu avançar em uma terceira descida para cinco jardas. Em campo para chutar o field goal, Stephen Gostkowski errou chute de 36 jardas e o Colts voltaram a ter a bola.

Sem conseguir avançar, o Indianapolis Colts foi forçado a devolver a bola. Mas no punt, o time visitante pagou caro. Julio Edelman retornou a bola para a endzone depois de correr 68 jardas e empatou o jogo para o New England Patriots, em 14 a 14. Com a bola, Luck lançou para ninguém e Aqib Talib interceptou o novato. Depois de correr 59 jardas, o cornerback retornou a interceptação e o New England Patriots passou à frente do placar, 21 a 14.

De volta com a posse e sem errar, Andrew Luck levou o Colts à marca de 29 jardas do campo de ataque e Adam Vinatieri acertou chute de 47 jardas. Depois de muito tempo na sideline, o time de ataque do New England Patriots avançou até a linha de 13 jardas de ataque, mas teve de se contentar com um field goal de 31 jardas, convertido por Stephen Gostkowski. Com pouco menos de dois minutos no relógio, o Indianapolis Colts ainda tentou descontar, mas Adam Vinatieri errou longo field goal de 58 jardas e o jogo foi para o intervalo em 24 a 17.

Segundo tempo e mais show do New England Patriots

O jogo mal voltou e o New England Patriots continuou em um forte ritmo. Em quatro minutos, o Patriots chegou à endzone com conexão entre Tom Brady e Julio Edelman. Depois de passe de duas jardas, o time da casa ampliou vantagem sobre o Colts, 31 a 17. Andrew Luck precisava fazer o Colts recuperar-se no jogo, mas o calouro sofreu fumble e o New England Patriots voltou a ter a bola.

Com a posse, Tom Brady, na primeira jogada com a bola, achou Rob Gronkowski para 24 jardas e o New England Patriots aumentou ainda mais a vantagem, 38 a 17. 21 pontos atrás no placar e mais um balde de água fria no Indianapolis Colts. Já no campo de ataque, Luck lançou outra interceptação, e dessa vez, quem retornou para touchdown foi Alfonzo Dennard, 45 a 18.

Muito atrás, Andrew Luck percorreu 74 jardas em dois minutos e diminuiu a vantagem para 21 pontos. O novato conseguiu lançar o segundo touchdown para T.Y. Hilton, agora de 43 jardas. Mas como em todo o jogo, New England não descansava e Julian Edelman correu 47 jardas para deixar o Patriots a apenas duas jardas da endzone. Aí só bastou um pequeno avanço e Stevan Ridley anotou o 52º ponto do New England Patriots no jogo.

Depois de mais um ótimo retorno de Julian Edelman, New England chegava de novo perto da endzone adversária. A duas jardas de anotar o touchdown, Shane Vereen ampliou ainda mais a vantagem e dexou o jogo em 59 a 24. Andrew Luck ainda foi interceptado mais uma vez antes do New England Patriots ajoelhar na bola e pôr fim a esta grande vitória do time de Massachussets.

sexta-feira, novembro 16, 2012

Chegou a hora dos reservas!


Antes, a única coincidência que aproximava o Pittsburgh Steelers e o Philadelphia Eagles era pertencer ao mesmo estado, a Pensilvânia. Mas na Semana 11, outra curiosidade deixa as duas franquias mais próximas. Nem o Steelers, nem o Eagles vão poder contar com os quarterbacks titulares. Michael Vick está de fora com uma concussão e Ben Roethlisberger não joga, devido a uma lesão no ombro.

Com os titulares de fora, chegou a hora dos quarterbacks reservas mostrarem serviço. Pelo lado do Steelers, Byron Leftwich tem a dura missão de substituir Ben Roethlisberger. A lesão de Big Ben chega no pior momento da temporada para Pittsburgh. Com seis vitórias em nove jogos, o Steelers pega o rival Baltimore Ravens, pelo Sunday Night Football. Uma das maiores rivalidades da NFL, o confronto também vale a liderança da divisão norte da Conferência Americana.

Leftwich entrou no segundo tempo do Monday Night Football, contra o Kansas City Chiefs. Muito tempo parado, o reserva pareceia estar enferrujado. Byron Leftwich entrou em um campo depois de dois anos e não conseguiu dar ritmo ao ataque do Pittsburgh Steelers. No domingo, Leftwich vai precisar ter uma atuação muito melhor para o time do Steelers ter chance contra o Ravens.

Já em Philadelphia, a lesão de Michael Vick pode ter chegado na hora certa. O quarterback colecionou turnovers em 2012 e a torcida já queria que o calouro Nick Foles ganhasse uma chance. O treinador Andy Reid bancou Vick, mas a situação já estava insustentável.

Foles entra em um momento complicado. Philadelphia está em crise, Andy Reid não deve continuar para o ano que vem e o time vai passar mais um ano sem chegar aos playoffs. Mas em momentos como este que pode surgir um talentoso quarterback. Em 2001, Eric Bledsoe machucou e Tom Brady assumiu a titularidade do New England Patriots. De lá para cá, Brady chegou em cinco Super Bowls e ganhou três deles.

terça-feira, outubro 30, 2012

NFL - Semana 8

Quem brilhou:

Peyton Manning - O quarterback do Denver Broncos segue impararável na NFL. Manning é o único jogador da história da NFL a ter em quatro jogos consecutivos pelo menos 300 jardas, mais de 3 TDs e aproveitamento superior a 70% dos passes. No primeiro reencontro com Drew Brees após a derrota no Super Bowl XLIV, o quarterback do Denver Broncos teve 305 jardas, três touchdowns e acertou 22 dos 30 passes que tentou.

Rob Gronkowski - Sempre bem servido por Tom Brady, o tight end foi um dos protagonistas e o principal alvo do quarterback do New England Patriots na vitória em cima do Saint Louis Rams, em Wembley, na Inglaterra. Gronkowski teve dois touchdowns em oito recepções e 146 jardas.

Jason Witten - O Dallas Cowboys perdeu para o New York Giants, mas o tight end agarrou 18 lançamentos de Tony Romo, recorde da franquia de Dallas, para 167 jardas.

A defesa do Chicago Bears - Em Chicago, quando o ataque não aparece, a defesa é quem se destaca. Atrás no placar por todo o jogo contra o Carolina Panthers, o cornerback Tim Jennings teve duas interceptações, uma delas retornadas para touchdown, e deu ao Chicago Bears a sexta vitória da temporada.

Alex Smith - Em San Francisco, muito se fala que o quarterback é o elo mais fraco da equipe, mas contra o Arizona Cardinals, Smith mostrou que o 49ers não se resume apenas a um bom jogo terrestre e uma forte defesa. Smith errou apenas um passe dos 19 que tentou e lançou três touchdowns e 232 jardas.

Quem decepcionou:

Mark Sanchez - Será que finalmente chegou a hora de Tim Tebow ser titular do New York Jets? Frente o Miami Dolphins, o quarterback não conseguiu produzir, foi interceptado e perdeu um fumble que virou touchdown.

Jay Cutler - O Chicago Bears venceu, mas não deve isso à produção ofensiva do quarterback Jay Cutler. Ainda em recuperação de lesão nas costelas, Cutler sofreu dois fumbles, foi derrubado seis vezes atrás da linha de scrimmage, lançou uma interceptação e teve  uma tarde para se esquecer.

O ataque do Dallas Cowboys - O time ofensivo produziu 434 jardas, mas sofreu muitos turnovers. Tony Romo teve quatro interceptações, sendo três delas apenas no primeiro tempo. O ataque ainda perdeu dois fumbles recuperados pelo New York Giants e o Dallas Cowboys agora completa quatro jogos sem sem vencer o maior rival no novo Cowboys Stadium.

sexta-feira, outubro 26, 2012

Patriots @ Rams


A NFL volta domingo ao lendário estádio de Wembley, na Inglaterra, com o jogo entre Saint Louis Rams e New England Patriots. Líder da divisão leste da Conferência Americana com quatro vitórias em sete jogos, o time de Tom Brady encara os Rams para se consolidar como um dos principais candidatos da Conferência Americana para chegar ao Super Bowl.

Mesmo com três jogos ganhos nos últimos quatro confrontos, os Patriots tiveram problemas na defesa contra o passe. O técnico Bill Belichick mostrou preocupação com as últimas atuações do time, em especial da secundária. "Temos ainda muitas coisas que precisamos trabalhar e melhorar", disse o treinador.

Com os  safeties titulares Patrick Chung e Steve Gregory lesionados, New England cedeu 338 jardas aéreas por jogo e 14 touchdowns pelo alto nos últimos cinco jogos. Joe Flacco, Mark Sanchez, Ryan Fitzpatrick e Russell Wilson já se aproveitaram e tiveram as melhores marcas da temporada contra New England. O time de Massachussets levou pelos menos 20 pontos em cada um dos últimos seis jogos e contra os Jets, na semana passada, cedeu 403 jardas.

Conhecido pela força no ataque, os comandados de Tom Brady também não vivem o melhor momento. Apesar de liderar a NFL em jardas totais com 436,1 por jogo, o New England Patriots anotou apenas dois touchdowns ofensivos em cada um dos dois últimos jogos. O quarterback Tom Brady admitiu as inconsistências do time até aqui e disse que o desempenho no ataque é consequência direta disso. "Para voltarmos a pontuar, vamos ter que acertar as coisas por aqui", afirmou.
Pelo lado do Saint Louis Rams, o time tenta contra o New England Patriots se recuperar da derrota para o Green Bay Packers. Depois de encarar Aaron Rodgers em noite inspirada, os Rams agora têm mais um grande quarterback pela frente. "Achamos que podemos enfrentar qualquer time e vamos com essa mentalidade para cima dos Patriots no domingo", disse o quarterback de Saint Louis, Sam Bradford.

Apesar da confiança do quarterback, o Saint Louis Rams é apenas o 26º da liga em pontos por jogo, com 18,6, e 315,1 jardas por jogo, quinta pior marca da NFL. Fora do Edward Jones Dome, a equipe ainda não venceu, mas o treinador Jeff Fischer está animado com as chances do time para domingo. "O time está confiante e pronto para encarar os desafios que estão por vir", disse.

Nos últimos três encontros entre as duas equipes, o New England Patriots venceu os três jogos, entre eles o Super Bowl XXXVI, em 2002.

quarta-feira, outubro 17, 2012

Duelo de defesas


Tudo indicava no início da temporada que o San Francisco 49ers venceria novamente a divisão oeste da Conferência Nacional e teria um fácil caminho até os playoffs. O time da Califórnia foi o único que na temporada passada teve mais vitórias que derrotas, mas a trajetória para chegar até a pós-temporada não deve ser tranquila como era previsto. Após a pior derrota sob o comando do treinador John Harbaugh, o San Francisco 49ers tenta se recuperar dos 26 pontos sofridos contra o New York Giants e recebe o Seattle Seahawks pela abertura da sétima semana da NFL.

Com a mesma campanha de 4-2, o San Francisco 49ers, o Arizona Cardinals e o Seattle Seahawks dividem a liderança da divisão mais disputada da NFL e uma vitória no jogo de quinta é fundamental na briga pela liderança da divisão. O time de John Harbaugh busca voltar a vencer depois de sofrer contra os atuais campeões. No jogo de domingo, O QB Alex Smith lançou 3 INTS e foi derrubado seis vezes atrás da linha de scrimmage pela defesa do New York Giants.

"No momento, não temos opção. Precisamos sacudir a poeira e nos preparar para a batalha de quinta-feira contra o Seattle", disse Harbaugh em entrevista coletiva. Grande força dos 49ers por toda a temporada passada, a defesa de San Francisco é uma das defesas mais perigosas e a que menos cede jardas na NFL, com média de 275,8 por jogo.

Já pelo lado do time rival, o Seattle Seahawks viaja até San Francisco embalado depois da vitória de virada em cima do New England Patriots. Mesmo após ceder 475 jardas para a equipe de Tom Brady, os Seahawks conseguiram uma conexão de 46 jardas entre o calouro Russell Wilson e o recebedor Sidney Rice com apenas 1:18 restando no relógio. Contra o Patriots, o criticado ataque de Seattle funcionou e o quarterback Russell Wilson teve a melhor atuação da carreira. Ameaçado toda a temporada de perder a titularidade, Wilson anotou 293 jardas e lançou 3 TDs.

O time comandado por Pete Carroll impression até aqui com uma defesa muito sólida e vitórias em cima de Green Bay Packers e New England Patriots, favoritos a chegarem ao Super Bowl. "Quando nós mais precisamos, nós jogamos o nosso melhor. Estou muito animado de termos tido um final bom como o que tivemos contra os Patriots", afirmou o treinador Pete Carroll.

O confronto entre Seattle Seahawks e San Francisco 49ers também pode marcar a recuperação dos running backs das duas equipes. Marshawn Lynch, dos Seahawks, correu apenas 41 jardas em 15 carregadas contra os Patriots. Já Frank Gore, dos 49ers, teve a pior marca da temporada, 36 jardas, contra o New York Giants e enfrenta a defesa de Seattle, a segunda melhor defesa contra o jogo terrestre com 70 jardas cedidas por jogo.

domingo, outubro 14, 2012

Seattle bate New England


No duelo que colocou frente a frente o melhor ataque contra a melhor defesa, quem saiu vencedor foi o Seattle Seahawks. A equipe conseguiu conter Tom Brady e bateu o New England Patriots por 24 a 23, com TD de Sidney Rice com apenas 1:18 restante para o fim do jogo.

Seattle apostava todas as fichas na defesa que menos cede jardas para bater o explosivo ataque dos Patriots, mas quem brilhou no CenturyLink Field foi o calouro Russell Wilson. Muito criticado e ameaçado de perder a titularidade, o quarterback lançou 3 TDs, entre eles o que deu a vitória ao Seahawks, e teve 293 jardas em 16 passes completos de 27 tentados.

Em um confronto marcado pelo equilíbrio durante todo jogo, New England deu as cartas logo no início com touchdown de 46 jardas pelo alto de Wes Welker. Mas a equipe de Seattle respondeu de imediato e Russell Wilson conectou passe de 24 jardas para Doug Baldwin e fechou o primeiro quarto com vitória parcial do Seattle Seahawks por 10 a 7.

No segundo quarto, as muitas opções no ataque dos Patriots fizeram a diferença para o time de Massachussetts. Aaron Hernandez voltou aos gramados após ter sofrido lesão no tornozelo na semana 2, recebeu passe de uma jarda para virar o jogo pra cima de Seattle e deu 10 pontos de vantagem para New England no intervalo.

Vitória emocionante no último quarto

Com um terceiro quarto morno e com as defesas bem, as emoções ficaram reservadas para o quarto período. Tom Brady foi interceptado dentro da redzone e deu o gás e moral que Seattle precisava para vencer o jogo. Mesmo com 13 pontos de vantagem, após Stephen Gostkowski converter um fiel goal de 35 jardas, Wilson brilhou e uma quarta descida lançou umtouchdown de 10 jardas para o recebedor Braylon Edwards.

Faltando quatro minutos para acabar o jogo, a defesa do Seahawks provou por que é uma das melhores da NFL e parou Tom Brady. Wilson precisava então de um touchdown para dar a vitória ao time da casa. E foi justamente isso que ele fez. TD longo de Sidney Rice e, com apenas um minuto no relógio, Brady não conseguiu a 38ª virada da carreira em quartos períodos.

Mas, apesar da derrota, o New England Patriots provou por que é um dos times mais temidos ofensivamente da NFL. Tom Brady acertou 36 passes dos 58 que tentou, anotou dois TDs e teve 395 jardas. Já entre os recebedores dos Patriots, Wes Welker teve mais uma grande atuação com 10 recepções para 138 jardas.

New England @ Seattle


No melhor estilo "ataque contra defesa", o explosivo time ofensivo do New England Patriots viaja até o CenturyLink Field, no domingo, encarar os dominantes defensores da equipe do Seattle Seahawks. Comandado pelo quarterback Tom Brady, New England este ano não aposta somente no jogo aéreo. Stevan Ridley e Danny Woodhead comandam o o terceiro melhor desempenho da NFL pelo chão, com 165,4 jardas terrestres por jogo e 10 TDs corridos.

Já a jovem defesa do Seattle Seahawks é uma das sensações da NFL. O time de Seattle é a equipe que menos cede jardas por jogos aos adversários (258,6)  e é o segundo em pontos sofridos, com apenas 14 por jogo. Contra uma defesa tão perigosa, Tom Brady tentará impor a força do time ofensivo treinado pelo experiente técnico Bill Belichick. New England lidera a NFL ofensivamente com impressionantes médias de 439,4 jardas e 33 pontos por jogo.

Aaron Hernandez pode reforçar o Patriots

Se em Seattle está tudo bem com a defesa, não dá para dizer o mesmo do ataque. Apesar de uma boa pré-temporada, o quarterback calouro Russell Wilson parece não estar pronto para ser titular e já vê o veterano e reserva Matt Flynn pronto para ganhar uma chance. A grande esperança no ataque é o veterano running back Marshawn Lynch, que já acumula 508 jardas e dois TDs na temporada.

A grande surpresa no domingo pode ser a volta de Aaron Hernandez. O tight end do New England Patriots pode voltar aos campos pelos primeira vez após ter sofrido uma lesão no tornozelo na segunda rodada, contra o Arizona Cardinals.

quarta-feira, outubro 10, 2012

O que mudar em Denver?


Três TDs, nenhuma INT e 345 jardas em 31 passes completados de 44 tentados. Belíssima atuação de Peyton Manning e virória do Denver Broncos. Certo? A atuação sim, já a vitória... Os Broncos perderam o terceiro jogo da temporada para o New England Patriots, no duelo entre Manning e Brady. Mais uma prova de que ter Peyton Manning no time é excelente, mas não é garantia de que ele resolva todos os problemas.

A boa notícia é que o quarterback tem sido o jogador que o Denver Broncos esperava que ele fosse e que depositou todo o caminhão de dinheiro em seu contrato de 5 anos. Nos últimos dois jogos, Manning completou 61 passes em 82, anotou 6 TDs e alcançou a marca de 683 jardas. Manning também não lança uma interceptação há 15 quartos. E que tal a marca estabelecida por ele no domingo? O quarterback teve o 66º jogo com mais de 300 jardas, recorde da NFL.

Mas não basta apenas um jogador como Peyton Manning para se chegar a um Super Bowl. Prova disso é a campanha de Denver, mesmo com o QB jogando em altíssimo nível. Maior prova disso foi o jogo de domingo. O time não esteve a altura do seu pricipal jogador. Willis McGahee sofreu um fumble na redzone e dropou um passe numa tentativa de quarta descida. Demaryus Thomas foi outro. Sofreu um fumble no teritório de New England e matou o momento de Denver no jogo.

A defesa também esteve longe do que se espera dela no domingo. Permitiu New England e Tom Brady converterem 11 de 17 terceiras descidas. Os Patriots também tiveram 35 first downs, recorde da franquia, e 251 jardas terrestres.

Bill Belichick explicou bem a situação dos Broncos logo após o jogo. "Denver competiu e lutou muito até o fim, mas nossos jogadores conseguiram fazer mais jogadas que o time deles", disse o treinador dos Patriots. E isso é o que times do calibre do New England Patriots fazem. Mais jogadas que os adversários.

Denver precisa usar Peyton Manning e construir um time em volta da principal estrela. Há muita diferença entre ter o QB como referência e só depender de Manning. Existe muita coisa boa acontecendo com o retorno de Peyton Manning. Ninguém esperava que ele pudesse voltar como voltou. A chave agora é passar esta boa fase também para os companheiros de time. 

A era Manning precisa disto para ser vitoriosa em Denver. É preciso um esforço de todo o time para que Denver se torne mais que um time de um jogador só. Os Broncos precisam tornar-se um time por inteiro e conseguindo isso, ainda vão dar muito trabalho na NFL.

terça-feira, outubro 02, 2012

NFL - Semana 4




Quem Brilhou

- Drew Brees - O New Orleans Saints perdeu de novo. Mas se dá para ver algum lado bom na 4ª derrota do time de New Orleans, foi a atuação de Drew Brees. Foram 446 jardas e 3 TDs em 35 passes completos.

- Peyton Manning -O atual quarterback dos Broncos nos fez lembrar do Peyton Manning que antes jogava pelo Indianapolis Colts. O QB tentou 38 passes e só não completou 8 deles. 338 jardas e 7 diferentes recebedores dos Broncos tiveram pelo menos duas recepções.

- Jay Cutler -O quarterback do Chicago Bears mostrou que quando tem tempo para lançar, boas coisas podem acontecer e os Bears podem até sonhar com a NFC North. Contra o Dallas Cowboys, vimos justamente isso. Após um 1º tempo muito fraco, o ataque dos Bears voltaram bem e Cutler completou 18 de 24 passes, com 2 TDs para 275 jardas.

- O ataque do New England Patriots - Já é chover no molhado dizer que Tom Brady teve outra grande atuação. Mas ele realmente teve. 340 jardas e 3 TDs. Mas quem brilhou mesmo foi o jogo terrestre. Desde 1982, New England não tinha dois jogadores com mais de 100 jardas. Brandon Bolden e Stevan Ridley combinaram para 3 TDs e 243 jardas. Isso sem contar os 45 pontos nos dois últimos quartos.

- Aaron Rodgers - Green Bay precisa de Aaron Rodgers e o quarterback não decepcionou contra os Saints. De 41 passes, acertou 31. Comandou a campanha da virada e ainda anotou 4 TDs distribuídos em 319 jardas.


Quem Decepcionou

- Dallas Cowboys -Em pleno Cowboys Stadium, não se esperava ver tamanho vexame contra o Chicago Bears. Além de levar 34 pontos, Dallas teve Tony Romo com 5 INTs, um grupo de recebedores com incontáveis drops e uma defesa que assistiu Chicago jogar. Ou tudo muda por lá, ou Dallas vai amargar mais um ano sem ir aos Playoffs.

- Mark Sanchez -A pressão em Sanchez continua. E domingo foi dia de mais uma má atuação do QB. Todos em Nova York já querem a entrada de Tebow e o único que parece ainda confiar em Sanchez é o próprio treinador da equipe. Sanchez lançou para apenas 103 jardas, teve uma INT, sofreu um fumble retornado para TD após tentar correr com a bola e ainda foi sacado 3 vezes. Tarde para esquecer.

- A defesa do Buffallo Bills -O time foi para o vestiário no meio do jogo com 21 x 7 no placar. Zebra na NFL, certo? Errado. A defesa dos Bills permitiu incríveis 45 pontos no 3º e 4º períodos. 35 deles seguidos. New England fez o que quis. Por cima, por baixo. Onde está a nova e melhorada defesa de Buffalo? 

domingo, setembro 30, 2012

Não se pode duvidar


A semana toda ouviu-se que o New England Patriots não era mais o mesmo New England Patriots. Os argumentos eram os mais variados. Depois de 9 temporadas com mais vitórias que derrotas, os Patriots viam no retrospecto uma vitória e duas derrotas. Mas a verdade é que o time de Bill Belichick e Tom Brady ainda está entre os melhores da NFL. Isso se não for o melhor de toda a liga.

Maior cala boca foi o jogo de hoje contra o Buffalo Bills. Tudo levava a crer que os Patriots sofreriam mais uma derrota. Começaram perdendo e foram para o vestiário atrás no placar. O que não se esperava era que os Pats voltassem do intervalo e anotassem 45 pontos. Sim. Desde os Bengals em 1972, um time não anotava 45 pontos.

Vitória maíscula que volta a colocar New England nos trilhos. Vitória que faz o time de Tom Brady voltar a ser respeitado. E merecidamente. Nas duas derrotas, New Engaland tinha a vitória nas mãos e deixou escapar em dois chutes. Contra os Cardinals, Gostkowski errou um FG de 40 jardas. Já contra Baltimore, o kicker dos Ravens quase perdeu um fácil FG de 27 jardas. Dois chutes no fim fizeram New England perder dois jogos, deixar de ter uma campanha perfeita e ter uma pequena crise instaurada em Massachussetts.

A preocupação em cima dos Patriots também é exagerada. A divisão é fraca. O Miami Dolphins é um time em formação. Os Bills têm potencial, mas vimos hoje que pode ser facilmente amassado pelos Patriots. Já os Jets apostavam todas suas fichas na defesa, mas perderam o ótimo Darrelle Rives e o ataque não existe. Prova maior foi a derrota por 34 x 0 para os 49ers, em pleno MetLife Stadium. Resultado: Mesmo sem ser brilhante, os Patriots só precisam de um Tom Brady saudável para garantir presença nos Playoffs.

A experiência da equipe de New England também é motivo de inveja. Todos os times da NFL passam por momentos em que nada dá certo, mas os Patriots têm a vantagem de contar com um rodado técnico e um QB vencedor de 3 Super Bowls. Ambos sabem passar por adversidades, e pelo o que parece, o momento difícil do New England já chegou e passou bem rápido.

Por último, o TE Aaron Hernandez, ao que tudo indica, voltará no final de outubro. Com Hernandez, Brady ganha mais uma opção e as defesas adversárias dividirão a atenção com Welker e Gronkowski. Ou seja, mais espaço e mais uma explosiva opção para um ataque eficiente.

Se existe um time que aprendemos ao longo dos anos a não duvidar, esse time é o New England Patriots. Por que então duvidar este ano? Os Patriots vêm forte e são fortíssimos candidatos a estarem em fevereiro no Super Dome representando a AFC. Não se pode nunca descartar o New England Patriots.

sexta-feira, maio 25, 2012

O menino de New Orleans

 
De jogador não draftado a ídolo da cidade. Essa é a história do campeão do Super Bowl, o widereceiver do New Orleans Saints, Lance Moore. Em coletiva após os primeiros workouts dos Saints, Moore opinou sobre Drew Brees. O recebedor considerou o quarterback o principal responsável por onde Moore hoje está. Perguntado se Brees deveria ser o mais bem pago QB da NFL, Moore não hesitou em afirmar que Drew Bress merece, inclusive, o mundo.

Herói da cidade de New Orleans, Brees ultrapassa a atuação no campo. É exemplo e ídolo da cidade que foi desvastada pelo furacão Katrina. Voltou a trazer alegria para New Orleans com a vitória no Super Bowl. É muito mais que um simples jogador. A relação de Brees e a cidade é especial. Transcende a barreira do profissionalismo.
 
 Se ele merece ser o mais bem pago quarterback da NFL? Talvez. Os números não escondem a superioridade de Brees sobre os demais. Se pegarmos os melhores QBs da atualidade, Brees leva vantagem sobre todos. Sejam eles Manning, Brady ou Rodgers.
 
Desde que assinou com o New Orleans Saints ,em 2006, a equipe da Louisiana é número 1 em jardas passadas, passes para touchdown, porcentagem de passes completos e a 3ª equipe em rating no passe. Drew Brees tem também, desde 2006, 7000 jardas pelo alto a mais que Peyton Manning e Tom Brady. Já contra Aaron Rodgers, são 2000 jardas a mais e um melhor índice de aproveitamento nos passes.

O que Drew Brees faz, joga e representa é incrível. É o melhor quarterback da NFL? É discutível, mas está entre os 5, sem dúvidas. Merece ser o quarterback mais bem pago? Isso ele já provou que sim.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Vale Culpar Welker?


Se existe um momento que todo torcedor do New England Patriots vai custar para esquecer é o drop de Wes Welker no 4º quarto do Super Bowl XLVI. Faltavam 4:10 para o fim de jogo e New England tinha a bola na marca de 45 jardas do campo de ataque. Brady acha um livre Wes Welker, líder em recepções este ano na NFL. Mas ele não consegue segurar. Seria uma excelente posição de campo para os Patriots. Poderiam chutar um Field Goal e quem sabe até anotar um TD.

Wes Welker recebesse o passe e a discussão hoje seria completamente diferente. Estaríamos debatendo sobre o porquê do New York Giants ter perdido, se Tom Coughlim é o técnico ideal e se Eli foi superestimado. Mas ele dropou. O quanto da culpa pode ser colocado nas costas de Welker? Em entrevista ao fim do jogo, visivelmente abatido, Welker colocou 100% da resposabilidade pela derrota em seus ombros. Uma declarão de classe feito por um jogador de classe. Welker admitiu que era uma bola passível de recepção e que ele havia errado.

O drop de Welker despertou também a ira da mulher de Tom Brady, a supermodelo brasileira Gisele Bündchen. Ao fim do jogo, foi flagrada por torcedores dos Giants. Ao escutar que Eli colocou Brady no bolso, Gisele reclamou sobre os recebedores de New England. "Meu marido não pode lançar e receber as bolas", chiava a modelo. Mas será que a culpa é toda de Welker mesmo?

Não podemos esquecer que estamos falando de um dos maiores quarterbacks da história da NFL. E com todo este status, não dá para eximir a culpa de Tom Brady. Welker estava livre e, sim, o passe não foi dos melhores. Não foi, já que estamos falando do talvez quarterback mais preciso que a NFL já viu em seus campos e de um dos que postularam o título de MVP da temporada regular.

Para falar a verdade, Brady fez um péssimo passe para um completamente livre Wes Welker. Se alguém é responsável pela derrota do New England Patriots nesta jogada, este alguém, para mim, é o quarterback. Welker, sem marcação, precisou se esforçar e pular muito alto para agarrar a bola. O que não seria necessário se o passe tivesse sido um passe que nos acostumamos a ver Tom Brady lançar. O passe foi acima do ombro contrário ao que seria natural. O passe também pecou por ter sido um pouco alto e para fora da rota corrida por Welker.

Em tempo, vale lembrar que o Super Bowl XLVI teve audiência de 111,3 milhões de pessoas e tornou-se o programa de maior audiência da história da televisão norte-americana. É o sétimo Super Bowl consecutivo em que a audiência é superior ao Super Bowl passado. Este ano, o número superou os 111 milhões da final entre Steelers e Packers de 2011.

Para rever o lance crucial da partida, aqui está o link - http://www.youtube.com/watch?v=or1nSVUJeq8

domingo, fevereiro 05, 2012

Campeões Mundiais


Acredite se quiser, mas os Giants fizeram de novo. New York é o campeão do Super Bowl XLVI. Como na campanha do Super Bowl XLII, os Giants apareceram e cresceram na hora certa. Como dito e debatido por aqui já há algum tempo, souberam pegar fogo na hora certa e em qualquer esporte, quando cria-se o chamado momento, as chances de tudo darem certo são imensas. E não deu outra. Eli venceu novamente os Patriots e Tom Brady. Desta vez por 21 x 17, mas também não faltou emoção e Eli Manning liderou o New York Giants a mais um título no Super Bowl.

No Super Bowl XLVI não foi David Tyree, mas Mario Manningham que segurou uma fantástica bola entre dois defensores do New England Patriots. Eli foi pra variar, de novo, brilhante nos momentos mais importantes do jogo. Se a defesa dos Giants não pressionou tanto Tom Brady, o ataque correspondeu com o trio de recebedores de New York aparecendo na hora certa. Com campanhas sempre comandadas por Eli, os Giants chegaram a vitória com um Touchdown sentado de Ahmad Bradshaw faltando 57 segundos para o marcador zerar.

Brady teve a chance de colocar de vez seu nome na história. Mas não foi o que aconteceu. A defesa apareceu na hora H. Com um Hail Mary, Brady jogou a bola para o alto, a bola ainda pipocou na endzone, mas ninguém de New England segurou. Os Giants tornaram-se, então, os campeões inquestionáveis da temporada de 2011-12.

Nada mais merecido também que o MVP do Super Bowl. Eli ganha seu segundo anel e seu segundo MVP. Ultrapassa o irmão mais velho e coloca um ponto final nisso de estar sempre por trás de Peyton. O quarterback dos Giants também coloca seu nome de vez na lista de jogadores imortais da NFL. Além disso, se junta a um seleto grupo de jogadores com dois títulos de MVP em Super Bowls. Vale lembrar também que Eli se torna o único quarterback da história dos Giants a vencer dois anéis e tem o melhor recorde na NFL em jogos de pós-temporada jogando fora de casa com 7 vitórias e uma derota apenas. O antes nem rankeado entre os 100 melhores jogadores da liga é protagonista de um dos mais emocionantes jogos da história do futebol americano.

Já o técnico dos Giants vence seu 2º título de Super Bowl e também garante sua presença entre os Hall da Fama. Coughlim também agora é o treinador mais velho a conquistar um Super Bowl com 65 anos e 158 dias. Contestado e a toda semana com sua cabeça a prêmio na imprensa nova iorquina, Coughlim deve ter um pouco de trégua e terá mais tranquilidade para preparar os Giants para a temporada 2012-13.

Já Tom Brady recebe mais um golpe em seu legado na NFL. Perde novamente para o New York Giants. Time que realmente parece não encaixar com seu estilo de jogo. E desta vez Brady esteve muito bem. Teve inclusive a chance de ganhar o jogo e virar herói. Brady também não contou com um saudável Rob Gronkowski, mas ainda assim tornou-se recordista em passes completos seguidos em Super Bowls, com 16, ultrapassando o lendário Joe Montana. O problema foi justamente enfrentar um talentosíssimo time do outro lado.

Com o título conquistado, o New York Giants passa a ter 4 campeonatos do título mais buscado por todas as equipes da NFL. Superação, vontade e bola são as melhores palavras para descrever o que foram os Giants essa temporada. Sempre considerados os azarões e com um quarterback cercado de dúvidas, New York provou, mais uma vez, que é nessa situação que o time mais gosta de estar.

A NFL volta somente em setembro, mas em abril temos o draft e ainda discutiremos o Super Bowl XLVI e alguns desdobramentos dele. Fique ligado no nosso blog.

sábado, fevereiro 04, 2012

Super Bowl XLVI


New York Giants x New England Patriots

Finalmente chegou o momento mais esperado da temporada. New York Giants e New England Patriots se enfrentam no Super Bowl XLVI, Lucas Oil Stadium, em Indianapolis. Jogo que coloca frente a frente, mais uma vez, Eli Manning e Tom Brady. Para o quarterback dos Giants, é a chance definitiva de se colocar como um dos maiores jogadores da história da NFL, ganhar seu segundo anel de título e sair da sombra do irmão mais velho, Peyton. Já para o principal jogador do New England Patriots, o Super Bowl XLVI é a chance de se vingar da doída vitória no SuperBowl de quatro anos atrás. Para Brady, uma vitória também representa o seu reencontro com os títulos e quem sabe até consolidar seu nome como maior quarterback que o campo da NFL já viu.


New York Giants

O New York Giants é o time que chega como azarão. Quando a temporada começou, talvez nem o maior torcedor de New York apostasse que o time iria chegar tão longe. Os problemas eram muitos. Os Giants viviam momento de turbulência. Tom Coughlim e Eli Manning eram os pontos de interrogação. O primeiro um técnico já ultrapassado e sem mais química com o elenco. O segundo um quarterback inseguro e que não trazia confiança.

Contra tudo e contra todos, o New York Giants juntou as tropas e pegou fogo na hora certa. Venceu quando precisou. Viu seus dois maiores pontos de interrogação darem certo. Eli, antes contestado, passou a ser inquestionável. Venceu jogos. Foi um quarterback seguro e eficiente. Uma verdadeira virada na sua carreira. Sempre sob desconfiança, esse ano viu-se um Eli capaz de vencer jogos e muitas adversidades. Um jogador com o chamado "clutch gene". Ou seja, quando o jogo aperta e é preciso decidir, Eli dá um passe a frente e chama a responsabilidade para ele.

Eli também teve participação do excelente trio de recebedores. Hakeem Nicks, Mario Manningham e Victor Cruz foram um dos pilares dos Giants. Victor Cruz é a verdadeira revelação e principal válvula de escape do ataque nova iorquino. Apesar de ainda não ter anotado nenhum TD, nos playoffs, o salsa boy é sempre perigoso e a atenção em cima do wide-receiver deve ser redobrada.

E aí está um dos problemas para a defesa dos Patriots. Não basta olhar de perto apenas Cruz. Nicks e Manningham também são talentosos e formam um dos melhores trios de recebores da NFL. O ataque aéreo dos Giants também é líder em jogadas que superam 40 jardas. Foram 18. Recorde da NFL. Em jogadas em que superam 20 jardas, o ataque aéreo também não faz feio. São 67 e número 5 na NFL.

O jogo terrestre dos Giants também chama a atenção. Pior marca correndo com a bola, na temporada regular, os running backs de New York parecem ter despertado. A dupla Brandon Jacobs e Ahmad Bradshaw se completa. Jacobs tem porte físico impressionante para um corredor e não é qualquer jogador defensivo que o consegue parar. Já Bradshaw é ágil e New York tentará estabelecer o jogo terrestre com ele para não colocar tudo nas mãos de Eli Manning.

Outro ponto chave que pode decidir o vencedor no domingo é como a linha ofensiva do New York Giants estará. Se por um lado ela tem protegido muito bem Eli nos Playoffs e dado tempo ao quarterback, ela ainda não vem abrindo muitos furos para que o jogo terrestre tenha vez. Exemplo claro foi contra os 49ers, em que Eli precisou soltar o braço e lançar 58 vezes, graças a pouca produtividade da dupla Bradshaw e Jacobs. Em termos de proteger Eli, os Giants foram 7º na NFL em número de sacks cedidos. Foram 28.

Mas na NFL não se vence apenas com o ataque. A defesa tem papel fundamental. E neste ponto, o New York Giants está bem servido. Se até hoje Tom Brady sonha com a pressão sofrida no SuperBowl XLII, o confronto de domingo não deve se mostrar nem um pouco diferente. Jean Pierre-Paul, Osi Umenyora e Justin Tuck são responsáveis por 9 sacks nos Playoffs e 48 na temporada regular. O problema para os Giants é conseguir parar New England e seu rápido ataque. Por isso, a pressão em Tom Brady é fundamental. Não dá para se imaginar vitória dos Giants com um Tom Brady tranquilo e tendo tempo para distribuir seus lançamentos.

Chaves do Jogo para o New York Giants:
- Repetir 2008 e deixar Tom Brady o mais desconfortável possível no pocket. Pressão atrás de pressão
- Parar os passes curtos.
- Estabelecer o jogo terrestre e não fazer Eli ter que lançar o jogo inteiro.


New England Patriots

Sem vencer um único jogo de pós-temporada, desde o SuperBowl XLII, os Patriots voltaram a vencer este ano e quis o destino que o desfecho da temporada fosse, de novo, contra o New York Giants, no jogo mais esperado da NFL. Time de segunda melhor campanha em 2011-12, os Patriots tiveram uma defesa oscilante e que cedeu muitas jardas. Mas também tiveram como principal nome por todo o ano o seu quarterback.

Tom Brady voltou a se exibir em grande nível após anos estando abaixo do que conhecemos como Tom Brady. Com uma temporada digna de um MVP, Brady anotou 5325 jardas que resultaram em 39 TDs e apenas 12 INTs, com rating de 105.6. O SuperBowl XLII também é a chance de Brady finalmente apagar da memória o jogo de 2008, em que viveu um verdadeiro pesadelo. Se em 2008 Brady se viu pressionado por todos os lados, o quarterback dos Patriots pode esperar mais um jogo de turbulência no pocket.

Apesar de contar com uma linha ofensiva que cedeu 30 sacks por toda a temporada, no jogo da temporada regular entre Giants e Patriots, vimos New England, novamente, ter problemas contra a agressiva linha defensiva de New York. O time de bloqueadores também não brilha quando o assunto é dar espaço aos corredores. Os Patriots foram apenas o 20º time correndo com a bola e apesar dos 18 TDs, muito do crédito deve ser dado às campanhas de Tom Brady.

Se os corredores e a linha defensiva não são brilhantes, não se pode dizer o mesmo da dupla de tight ends do New Englad Patriots. Extremamente rápidos e atléticos, Aaron Hernandez e Rob Gronkowski formam, sem dúvidas, a melhor dupla de tight ends da NFL. A dupla é responsável por 24 TDs e 2237 jardas. Na NFL inteira, apenas 9 times tiveram mais de 24 TDs aéreos. O problema para os Patriots é como estará Gronkowski para o jogo. O tight end teve uma lesão no tornozelo contra os Ravens e deve operar após o SuperBowl. Certamente menos jogadas serão chamadas para ele e sua explosão física estará longe da ideal. Válvulas de escape de Brady, Hernandez e Gronkowski também têm a companhia de Wes Welker para dividir a atenção.

Welker passou a ser o grande nome dos wide receivers dos Patriots após a saída de Randy Moss, ano passado. Chad Ochocinco e Deion Branch não são mais os jogadores de antes. Já Welker este ano teve sua melhor temporada na carreira. Foram incríveis 122 recepções e 1569 jardas. Apesar disso, Welker ainda não mostrou nos Playoffs o jogador que foi na temporada regular. Mas não é por isso que a defesa dos Giants deve bobear com ele. Pelo contrário. Welker precisa estar bem marcado, pois a ligação com Brady e ele pode ser fatal. Sem Gronkowski 100%, muitos passes devem ser lançados em sua direção e Welker pode aparecer mais.

A defesa dos Patriots também são outro fator determinante para a final de domingo. Sempre forte nos times comandados por Bill Belichik, a defesa da temporada 2011-12 dos Patriots foge a essa regra. Se nos 16 jogos da temporada regular foi a penúltima defesa da NFL, nos Playoffs a história é bem diferente. Na temporada regular New England cedia 411 jardas por jogo. Contra Denver e Baltimore essa média caiu para 325. Outros números também provam a melhora defensiva em New England. Antes os Patriots cediam 21 pontos por jogos, 6 jardas por jogada e 2,5 sacks por jogo. Nos Playoffs, o número de pontos por jogo cai para 15 pontos. O número de jardas por jogada vai para 4,6 e o número de sacks por jogo sobe para 4. Entretanto, vale lembrar que nem Denven, tampouco Baltimore são times tidos como potências ofensivamente, portanto, essa melhora defensiva pode ser ilusória e somente domingo contra os Giants será possível comprovar se a defesa, de fato, melhorou ou se os adversários é que foram mal ofensivamente.

Chaves do Jogo para o New England Patriots:
- Atenção redobrada com o time de wide receivers dos Giants.
- Usar e abusar dos TEs e ter Welker como alternativa ao não 100% Rob Gronkowski
- Proteger e dar tempo para Tom Brady trabalhar no pocket.

Tudo está pronto para domingo em Indianapolis. A revanche que todos queriam ver acontecerá. Quem leva a melhor? New England ou New York?

Transmissão: (Kickoff às 21:30)
- ESPN
- ESPN HD
- TV Esporte Interativo (Com comentários do companheiro do blog Raphael Martins)



quinta-feira, fevereiro 02, 2012

A Hora de Tom Brady


Após um início brilhante , Brady hoje enfrenta um momento não tão especial quanto antes em sua carreira. Sim. Tom Brady está em mais uma final de SuperBowl. A sua 5ª partida no jogo mais desejado por todos os jogadores da NFL. Brady teve um começo em pós-temporadas incrível. 10 vitórias consecutivas. E os seus três SuperBowls vieram nessa incrível invencibilidade.

Mas desde então, Brady teve mais 11 jogos de Playoffs. E os números estão longe do que foi visto antes. Foram 6 vitórias e 5 derrotas. Uma dessas derrotas para o mesmo New York Giants que o Patriots encara no próximo domingo. Além do número de vitórias e derrotas, alguns outros também saltam aos olhos.

Se nos primeiros 10 jogos de pós-temporada Brady foi impecável com 14 TDs e apenas 3 INTs, os últimos 11 jogos mostram um Tom Brady bem mais mediano, com 24 TDs e 16 INTs. O Rating dos últimos jogos também é menor. É de 84.8, enquanto nos 10 jogos iniciais de sua carreira nos Playoffs é de 91.1.

Olhando estes números, logo vem à cabeça a pergunta. Seria Tom Brady um quarterback superestimado? Para mim, a resposta é clara e cristalina. Não. Não se pode apagar uma carreira inteira por um pequeno momento. Brady ainda tem 16 vitórias em 21 jogos de Playoffs na NFL. Pode ganhar seu 4º título no domingo. E muito possivelmente com mais um Vince Lombardi debaixo do braço, reinvidicar seu posto como maior quarterback de todos os tempos.

Desde a derrota no SuperBowl para o New York Giants, em 2007, os Patriots não venciam um jogo de pós-temporada. Foram vencer Denver e Tim Tebow este ano para quebrar este pequeno tabu. Nem por isso se discutiu a importância e o legado que Brady deixará quando se aposentar.

Brady joga domingo contra os Giants com a chance de se vingar pela doída derrota em 2007, que acabou com uma sequência de 18 vitórias e de uma temporada irretocável. Chega ao SuperBowl como principal responsável pelo retrospecto positivo na temporada 2011-12. Leva uma das piores defesas da liga ao SuperBowl. Também enfrenta uma complicada defesa do New York Giants e não contará com sua principal arma, Rob Gronkowski, 100%.

Brady está sob uma das maiores pressões em sua vida. Joga domingo contra a maré. Tudo parece estar a um passo de desmoronar. Mas é aí que o craque cresce e aparece.