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quinta-feira, agosto 02, 2012

Novo Líder em Boston


Foi-se a época de Paul Pierce, Kevin Garnett e Ray Allen. Não que os dois primeiros não continuem tendo papel importante no Boston Celtics, mas está mais claro do que nunca que o time antes comandado pelo trio, agora, passa a ser liderado pelo armador. E quem disse isso não foi nada mais, nada menos que o respeitado treinador do time de Massachussetts, Doc Rivers.

O treinador do Celtics ratificou essa posição e ficou do lado do armador, acusado de ser um dos responsáveis pela saída de Ray Allen para o Miami Heat. "As pessoas podem usar isso de que o Rondo tinha problemas de relacionamento com Ray Allen. Sim, realmente tinham, mas foi mais eu do que o Rondo. Eu fui o cara que deu a bola para Rondo e isso não significa que algumas pessoas gostaram disso, entre elas Ray", defendeu o treinador do Celtics, em entrevista ao Yahoo Sports.

Essa foi a primeira vez que não se ouve rumores sobre uma suposta troca envolvendo Rajon Rondo e também a primeira vez que Rivers escancarou sua defesa em torno do armador. De quase jogador trocado, para conseguir Chris Paul antes do início da temporada, a estrela que se monta um time em torno, a ascensão de Rondo como franchise player de Boston veio muito em função das seguras atuações na última temporada.

Com médias sólidas de 11.9 pontos por jogo e a liderança na liga em médias de assistência com 11.7, Rondo levou Boston a outro patamar e fez a equipe verde sonhar até em derrotar o poderoso Miami Heat. De time envelhecido e acabado, Rondo colocou Boston de volta a conversa de melhores times da Liga e comandou uma incrível sequência de recuperação pós-All Star Game.

Rivers admitiu ainda  que foi dando poder e liderança aos poucos para o jogador de 26 anos. Rondo soube assumir a posição e garantiu seu lugar como um dos principais armadores da Liga. Hoje é fundamental para o esquema de Boston. De um time armado sobre três pilares, Boston hoje tem como protagonista o seu armador e vê Garnett e Pierce como coadjuvantes de luxo.

"Durantes os Playoffs, eles entenderam que Rondo é o líder do time. Todos jogam com ele. Garnett é ainda um ótimo jogador e Pierce é o nosso melhor pontuador. Cada um entendeu seu papel no time", afirmou Doc Rivers.

A nova responsabilidade assumida por Rondo não tira dos outros dois veteranos o importante papel exercido por cada um. Garnett e Pierce ainda vão ser fundamentais para Boston sonhar com um próximo anel. Mas Boston viu temporada passada que pode contar com uma nova estrela. Que pode confiar em Rondo para montar um time que possa vencer campeonatos quando a janela de Pierce e Garnett se fechar.

Boston teve a prova de que Rajon Rondo tem o gene da liderança. Soube passar de jogador secundário a estrela da companhia. Resta saber quais serão os próximos passos do armador como líder. À primeira vista, ele não parece ter problemas em assumir tal posto. Porque isso é o Rondo faz de melhor.

quarta-feira, julho 18, 2012

Como fica o Knicks sem Lin?


Fim de novela. O New York Knicks não igualou a proposta e a sensação Jeremy Lin é oficialmente jogador do Houston Rockets para as próximas 4 temporadas da NBA. Apesar dos rumores iniciais indicarem que o Knicks cobriria qualquer oferta pelo armador, no sábado estourou que a situação não era bem assim. E os rumores se provaram verdadeiros. 

Mas com a saída de Jeremy Lin consolidada, como fica o New York Knicks? Já dito antes, não dá para dizer que Jeremy Lin não sabe jogar. Mas fará tanta falta ao Knicks?  Com Kidd e Lin, o Knicks usaria o experiente armador como titular e Lin viria do banco. Haveria um sistema de mentor e aluno entre os dois. Kidd prepararia e moldaria Jeremy Lin para os próximos anos de NBA, transmitindo todo a sua experiência para o jovem asiático.

Com Lin fora, a situação muda. Raymond Felton será o titular e Kidd o reserva. Uma boa dupla e que pode fazer o jogo fluir. A grande questão do New York Knicks independe de Lin. É ainda saber se as duas principais estrelas conseguem atuar juntos. Duas estrelas que vão precisar descobrir como fazer o jogo de ambos renderem. Carmelo e Amar'e podem jogar um do lado do outro? Também há a questão sobre Amar'e Stoudemire. A temporada do Knicks deve muito a sua saúde. Se ele estiver saudável, o Knicks é um time. Se tudo cair nas costas de Carmelo Anthony, o Knicks passa a ser outro time.

Hoje no Leste ainda há 4 times melhores que New York. São eles Miami, Chicago, Boston e Brooklyn. O Knicks fica com a 5ª posição, já que Orlando e Atlanta já não são mais os mesmos. A verdade também é que o New York Knicks é a 5ª equipe do Leste com ou sem Jeremy Lin.  Sua saída não será sentida assim logo de cara, no quesito dentro de quadra. 

Fora de quadra, a história é outra. O Knicks deixa de arrecadar muito dinheiro sem a figura de Jeremy Lin. Camisas, ingressos, souvenirs... O Knicks perdeu uma enorme fonte extra de renda, mas pensou racionalmente em manter o teto salarial da equipe estável para os próximos anos. Um dos argumentos usados pelo Knicks é que Stoudemire e Carmelo têm 3 anos ainda de contrato. Lin poderia não se tornar o armador que todos pensam que ele pode ser em 3 anos e isto comprometeria a janela de título para os dois All Stars.

Sem assinar um contrato pesado com Lin, o Knicks abre espaço para mover algumas peças e ser campeão dentro destes 3 anos. Não arrisca na aposta. Faz o chamado "correto". Se a opção foi acertada, só o tempo dirá.

segunda-feira, julho 09, 2012

Briga na Big Apple


Que a Conferência Leste vai ficando melhor a cada dia, não se discute. Mas um dos duelos interssantes é um que vai se formando em Nova York. Com a chegada do Nets ao Brooklyn e um New York Knicks mais competitivo, desde a chegada de Carmelo e Stoudemire, o embate entre os dois novos rivais deve movimentar não só a Big Apple, mas a NBA, na próxima temporada.

O New York Knicks adicionou ao seu elenco o experiente armador Jason Kidd e renovou com a sensação Jeremy Lin por U$28 milhões. Ambos vêm para somar com o pivô Tyson Chandler e a dupla de estrelas. O grande reforço para a temporada, Jason Kidd, entrará vindo da banco, já que os 39 anos pesam nas costas. O titular será Lin, que ainda não se sabe como voltará de lesão e se é realmente uma realidade ou apenas um brilhareco.

As opções no mercado para o Knicks também não são muito lá animadores. Steve Nash foi para Los Angeles, Goran Drajic para Phoenix, Jamal Crawford para o Clippers e JR Smith optou por sair de New York. Sem contar que Dwight Howard já esteve sondado em muitos lugares, mas nunca o Knicks foi citado.

Já o New Jersey Nets parece já querer causar impacto logo de cara. Assinou por 5 anos e U$98 milhões com o armador Deron Willians. Trouxe Joe Johnson e ainda tem Gerald Wallace. Os três tem tudo para formar um dos melhores backcourts da Liga. Jogando no garrafão, o Nets ainda conta com o eficiente Kris Humphries e o muito bom Brook Lopez. A situação do último ainda indefinida, mas a tendência é que permaneça. Caso saia, a chegada de Dwight Howard seria apenas uma formalidade e uniria o desejo de Nets e do pivô. Mas mesmo sem D12, as coisas vão bem no garrafão do Brooklyn,

Se a rivalidade entre New Jersey e New York nunca foi uma rivalidade real, os dois times agora têm a chance de movimentar Nova York. De cara, quem sai na frente é o Nets. Brooklyn tem mais elenco e um quinteto titular mais forte. Não que se possa desconsiderar o Knicks, mas ainda é incógnita como voltará Jeremy Lin, se Kidd pode ainda ser útil com a idade e se Stoudemire voltará bem das lesões que tanto o persguiram esse ano e também da cabeça, já que não é lá muito esperto sair de um Playoff, após cortar a mão em um extintor durante ataque de fúria.

Não dá para discutir que Miami é o favorito da NBA e consequentemente a melhor equipe do Leste, mas a nova equipe do Brooklyn não fica muito atrás de Boston, com a chegada de Jason Terry e a renovação de Kevin Garnett, e de Chicago, com a volta de um Derrick Rose saudável. E o Knicks? Ainda vai ser preciso aguardar vê-los jogar, mas é bem provável que o time do Madison Square Garden se junte a elite do Leste.


quinta-feira, junho 14, 2012

Fim de uma era?


Há 5 anos atrás o Boston Celtics montava um time de dar inveja em todos as equipes da NBA. Procurava-se recuperar de umas das piores campanhas da história e para isso trazia ao elenco Ray Allen e Kevin Garnett. A dupla recém-contratada juntaria-se a Paul Pierce. Nascia aí um novo Boston Celtics. Com um anel a mais após este longo casamento, é provável que o Big Three de Massachussets esteja próximo do fim.

Ray Allen é a saída mais esperada. Apesar do desejo de querer continuar jogando na NBA, Boston e Allen devem se separar. Avery Bradley e a volta de Jeff Green tornam difícil que Ray Allen continue no Celtics. Já com Garnett, a história é um pouco diferente. Apesar de provar que ainda não está acabado, anotando 19,2 pontos e 10,4 rebotes por jogo, há boatos que o ala-pivo pode se aposentar,

A decisão não cabe ao técnico Doc Rivers, mas se dependesse dele, o trio estaria junto pelo menos por mais uma temporada. "Quero ficar junto desse grupo, seja por mais alguns dias, semanas ou mais tempo. Eu apenas quero continuar com eles", afirmou Doc Rivers.

Boston começou a temporada oscilando com 15 vitórias e 17 derrotas, mas logo se encontrou. Chegou à final do Leste, no ano em que menos se esparava da equipe do Celtics. Quando todos acreditaram que o time já tinha dado tudo o que podia dar, o time reapareceu e por pouco não jogou as Finais da NBA.

Cinco anos mais tarde, Doc Rivers ainda não esquece a série de lesões que o time enfrentou nas últimas temporadas. Após vencer o título quando se juntaram pela primeira vez, o Celtics sempre bateu na trave. "Queria ter uma sequência com os jogadores todos 100%. Este time venceu um título, perdeu um Jogo 7 das Finais por um arremesso, chegou a estar a um jogo das finais este ano. Não sei se poderíamos tirar mais deste grupo", lamentou Doc Rivers.

Boston renasceu e voltou a ser grande graças ao Big Three formado por Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett. Todos importantes e, sem dúvidas, com o nome eternizado na história do time mais vezes vencedor da NBA.




sexta-feira, junho 08, 2012

LeBron tira Miami do buraco

 
Oeste e Leste vinham com finais de conferência bem parecidas entre si. Quase que como um espelho. Boston e Oklahoma haviam vencido 3 jogos consecutivos e buscavam terminar a série com uma vitória em casa. O Thunder consguiu e de forma espetacular. Já o Celtics deixou escapar a chance. Mais do que isso. Miami conseguiu impedir o vexame. 

Miami impediu que fosse eliminado e se alguém deve ser ser responsávell por isso, que o nome dele seja dado: LeBron James. Em noite de Wade apagado, quem brilhou foi o camisa 6 de Miami. Com uma exibição impecável, James anotou 45 pontos, 15 rebotes e 5 assistências. Não só impecável, mas também histórica.

Lebron James é apenas o 2º jogador da história da NBA a ter em um jogo de Playoff 45 pontos, 15 rebotes e 5 assistências.Apenas Wilt Chamberlain, lenda do basquete, já havia anotado tamanha marca. Dos 45 pontos, 30 vieram do 1º e LeBron saiu de quadra para descanasar apenas quando faltavam poucos minutos para o término do jogo.

Mass e por uma lado tudo foi bem para LeBron e o Miami Heat, o lado perdedor do jogo de hoje foi muito mal. Boston e seus jogadores não foram nem uma mera sombra do que nos acostumamos a ver e do que sabemos que eles podem fazer. Rondo teve recorde de turnovers na carreira. Foram 6 deles. PIerce errou tudo que tentou e Ray Aleen foi omisso.

Para se ter uma ideia do que foi LeBron James nesa quitna, ele bateu em pontos, rebotes e assistências o Big Three de Massachussets.

Sábado de noite temos o último capítulodo Leste. Falta ainda um ato. Quem joga dia 12, contra Oklahoma, em Oklahoma? A figura mudou um pouco. Tudo indica que agora Miami é a equipe tem ligeira vantagem. Para aumentar um pouco a expcetativa, Bosh, hoje, teve mais tempo de quadra. Quando ele jogou, o Heat converteu 24-45 arremessos, aproveitamento de quase 54%. Com Bosh fora, o desempenha despenca para 13-31, ou 42%.

Vale lembrar que apesar da perfomance entregue, a pressão está longe de acabar. Pelo contrário, LeBron tem pela frente um Jogo 7. E após o que ele fez hoje, todos vão estar de olho no King. O torcedor de Miami torce para que isso seja passado, que LeBron comece a decidir e fechar jogos. Que a bola não seja passada para Wade quando a situação apertar.

quarta-feira, junho 06, 2012

Acabou para o Heat?


Da mesma forma que no Oeste, o Leste da NBA continua disputado e trazendo surpresas. Se na segunda-feira quem aprontou foi o Thunder, contra o Spurs e fora de casa, ontem foi a vez de Boston, que venceu também fora o poderoso Miami Heat.

A série está praticamente acabada. A expressão dos jogadores de Miami retrata bem isto. Todos não pareciam acreditar no que viam. Um Boston convertendo incríveis bolas, com destaque para uma de Paul Pierce, ao fim do jogo. Já Miami precisava confiar em Dwyane Wade. Se Wade está mal, Miami vai mal. E foi assim até o 4º período, quando a estrela da Flórida acordou.

Já LeBron continua sendo LeBron. Quando é preciso aparecer, não paarece. Quando precisa decidir, não decide. Segue erradno jumpshots, lances livres e passando a bola de bola. Boston dá uma aula de jogo coletivo em Miami. Enquanto o time do Celtics pensa como unidade, como conjunto, Miami, basicamente, resume-se a duas esrtrelas. Não é um time formado. Mas uma equipe extremamente dependente de LeBron w Wade.

A série está perdida para Miami? Ainda não. Da mesma forma que não se esperava um revés fora de casa, o mesmo pode acontecer e Miami bater o Celtics em plena Boston. Não é impossível que aconteça, só é difícil de imaginar com o retrospecto atual da equipe da Flórida. 

A verdade, em 5 jogos até aqui, é que o Boston Celtics vem mostrando na série para o Miami Heat o que é ser, de fato, um time.

terça-feira, maio 29, 2012

Miami passeia em 1º jogo


Se a ideia era impressionar e dizer logo de cara que o Heat ainda é o melhor time, Miami conseguiu. Com uma atuação expressiva e sem contestação, mesmo para os mais céticos, LeBron e Wade comandaram a primeira vitória sobre o Boston Celtics e deram mais um passo para o objetivo. Vencer a NBA.

Comparando time a time, o Miami é, sem dúvidas, superior. Mas na atuação de ontem, o Heat que foi muito bem ou Miami que foi muito mal? A noite na Flórida juntou ambos elementos. O Heat tem, na teoria, a melhor dupla de jogadores da NBA. LeBron James e Dwyane têm um potencial talento que combinados podem fazer um incrível estrago.

Ontem a dupla funcionou também na prática. Os dois combinaram para 54 pontos. LeBron não sentiu o peso da decisãoe  anotou 32 pontos e pegou 12 rebotes. Miami nunca se viu em apuros. Desde o início dominando e impondo seu jogo. Fez valer o mando de quadra como manda o figurino.

Já Boston não foi o Boston que conhecemos. O Celtics não é melhor que o Heat, mas é um time que pode sim dar mais trabalho para LeBron e cia. Defensivamente, apenas GKevin garnett apareceu para o jogo. E só com ele, não dá tem como parar o rolo compressor que é o ataque do time da Flórida.

A série continua na quarta. De novo em Miami. O Celtics precisa mudar de postura, caso queira ter alguma chance. O Miami precisa repetir a dose. Abrir 2x0 daria tranquilidade e colocaria o Heat bem próximo do que sonha desde quando perdeu para o Dallas, ano passado.

quinta-feira, abril 26, 2012

Balanço Geral


Chega ao fim hoje a temporada da NBA. Se pararmos pra pensar, olharmos lá atrás, uma temporada que quase não aconteceu. Divergências entre donos das equipes e jogadores. Um acordo que não saía de jeito nenhum. Que levou a temporada deste ano não ter 82 jogos, mas sim, 66 confrontos. Temporada que como todas as outras contou com bons e maus momentos.

Temporada que teve a volta do San Antonio Spurs e o Boston Celtics como uns dos melhores times da Liga. Ambas equipes cresceram muito após o All Star Game. Boston, desde o Jogo das Estrelas, teve o melhor retrospecto da NBA. Já o Spurs conquistou o Oeste quando não se esperava mais nada de um time envelhecido. Tony Parker hoje vive seu melhor momento em anos de carreira. Tim Duncan, agora coadjuvante, é extremamente consistente, e o elenco mostra força, já que mesmo na ausência de Manu Ginobili, esteve lá e garantiu o topo do Oeste. Quem iria dizer no início da temporada que o Spurs sobrepujaria a juventude e qualidade do Thunder?

A temporada também contou com as boas participações de Miami e Chicago que lideraram o Leste do início ao fim. O Bulls teve que lidar sem o principal jogador, Derrick Rose, que passou boa parte do tempo lesionado. Apareceram pro jogo Luol Deng e Carlos Boozer e estes deram conta do recado.

Pelo lado do Miami, a missão era se recuperar do baque pós-final da temporada passada. Derrota para o Dallas Mavericks com atuação abaixo da média. LeBron amarelando e perdendo a chance de gritar "É campeão!" pela 1ª vez na carreira. Miami  se recuperou e foi dominante. Também jogou sem Dwyane Wade muitos jogos. LeBron foi o MVP da temporada. Tá certo que nada disso valeu, caso o título não venha, mas as coisas parecem estar no caminho certo.

Já o Thunder é há alguns anos a promessa da NBA. Todo ano parece que vai. Será que 2012 é o ano de deixar de ser promessa e virar realidade? Com início irrepreensível, mas final oscilante, ainda não dá para saber. Kevin Durant continua impecável. É hoje o melhor jogador da NBA, mas Westbrook... Anda chutando mais que o próprio Durant. Não encaixa como armador. Tem velocidade, mas prende demais o jogo. Pode ser um risco para Oklahoma.

Ainda no Oeste, o Lakers teve uma temporada de reconstrução. Após anos de Phil Jackson, Mike Brown deu lugar ao Mr.Zen. Kobe, mesmo em sua 16ª temporada e com 33 anos, mostrou ainda ter gás no tanque. Tornou-se o 5º maior pontuador da história da NBA. O novo gerenciamento da equipe de Los Angeles também causou problemas. Ninguém gostou de ver Lamar Odom deixar o time por alguns milhões de dólares. Fisher também deixou a equipe, mas Gasol e Bynum foram mantidos. Bynum não se sabe até quando, já que declarou guerra ao técnico Mike Brown, após muitas divergências ao longo do ano.

Também em Los Angeles, o Clippers deixou de ser o Clippers. O time vai aos Playoffs mais forte como nunca. Créditos a Chris Paul que transformou o time. De uma das piores equipes da NBA, levou o time a ser um dos favoritos ao caneco. Some isto a um Blake Griffin mais maduro e aí está o ex-primo pobre de Los Angeles.

Voltando ao Leste, Orlando manteve Dwight Howard. Howard consolida, cada vez mais, seu nome como grande ídolo do Magic. Mas o pivô terá de passar por uma cirurgia nas costas e volta apenas ano que vem. A certeza é que a equipe da Flórida não terá mais o técnico Stan Van Gundy. A corda vai arrebentar o lado mais fraco e o Orlando terá novo técnico, após a briga entre Howard e Van Gundy.

Agora nada na NBA foi tão bom de se ver como a Linsanity. O fenônemo global causado pelo asiático Jeremy Lin foi, sem dúvida alguma, o melhor da temporada 2011-12. Talvez não a maior febre do esporte mundial, porque também lá nos EUA tivemos a Tebowmania. Como em um conto de fadas, Jeremy Lin saiu de uma Liga secundária, não foi draftado, passou por dois times e entrou em uma fria enorme. Ser armador do New York Knicks. Com um simples detalhe: Em plena crise. Todos adoram torcer pelo improváel e com Lin não foi diferente.

Com um palco como a cidade de Nova York, Jeremy Lin foi incrível. Conseguiu suportar a pressão. Levou o Knicks de volta às vitórias, mesmo sem Amar'e Stoudemire e Carmelo Anthony. Uma pena que tão rápida como a ascensão meteórica, também foi a lesão que lhe custou toda a temporada regular. O mundo viu o rosto de Jeremy Lin. Fosse no jornal, revista, TV, internet.... Só deu Jeremy Lin. Sensação global. Uma pena que não tivemos a chance de ver como o conto de fadas terminaria. Se com um final feliz ou não. Isso se, de fato, terminaria...

A NBA 2011-12 foi, basicamente, isso. Foi muito bom acompanhar o melhor basquete do mundo e agora a tendência é só melhorar. Playoffs e Finais. Mais perguntas virão. A principal é se LeBron conseguirá, enfim, vencer o tão sonhado anel. Será? A certeza é uma só. Ainda bem que a NBA existe.


terça-feira, março 13, 2012

Gasol por Rondo?


Dois dias para o fim do período de trocas na NBA e o LA Times ontem divulgou uma possível negociação. Negociação essa, no mínimo, interessante. Envolvendo os dois maiores rivais da NBA. Los Angeles Lakers e Boston Celtics. A possível troca colocaria em Los Angeles Rajon Rondo. Já Boston receberia Pau Gasol.

Ambos parecem estar com os dias contados em seus respectivos times. Gasol tem um alto salário, não parece animado como nos últimos anos e constantemente vê seu nome ligado a trocas. Já Rondo quer vencer e Boston deve viver uma renovação nos próximos anos. O clima no vestiário também não é nada bom com Doc Rivers, segundo fontes. Seria unir o últil ao agradável. Mas o Lakers declinou a oferta.

A primeira vista, não se entende a razão disso. Rondo seria uma peça importante para o Lakers. Finalmente o time voltaria a ter um armador que realmente arme o jogo. O time californiano se veria livre de Gasol e poderia sonhar com o título. Não dá para imaginar o atual time do Lakers vencendo o anel em junho. Uma mudança para mexer as coisas por lá são mais que necessárias. Rondo faria esse papel.

Mas a direção de Los Angeles parece ainda dar um voto de confiança a Pau Gasol. Importante adesão do Lakers nos últimos anos. O espanhol, juntamente com Kobe, liderou o time a três finais de NBA e dois anéis. O Lakers se dá ao luxo hoje de possuir o maior garrafão da liga. E possivelmente o mais talentoso. Gasol e Bynum poderiam infernizar defesas, mas na prática não é o que acontece.

Pelo contrário. Vemos um Los Angeles Lakers extramamente dependente da mão de Kobe. Mão fantástica. Mas não dá para contar com ela em todos os jogos da temporada. Invariavelmente ela não vai dar conta. E aí está o buraco do Lakers.

Kobe também adora Pau Gasol. Poderia ficar insatisfeito com a troca. Seria o segundo baque em poucos meses. O Black Mamba não esperava a saída de outro amigo. Lamar Odom. Seria criar mais problemas.

E Rondo se encaixaria no time de Los Angeles? O armador infiltra e passa para alguém aberto arremessar. Mas só Kobe por lá tem essa capacidade. Falta um ala-armador em Los Angeles. E não é Metta World Peace ou Devin Ebanks que os converterá arremessos.

Rondo no Lakers seria positivo pelo impacto que seria causado. No jogo mesmo, não sei se seria a melhor opção. Atualmente é impossível para os lagoanos vencerem Oklahoma e o Oeste. Só uma mudança de postura ou uma troca. O Lakers apostou na mudança de postura.

sexta-feira, março 02, 2012

De Saída?


Com o limite de transferências entre as equipes da NBA indo até 15 de março, os GMs vêm se mexendo para tentar reforços de última hora. A bola da vez agora joga em Boston e atende por Rajon Rondo. Reporta-se por lá que o ambiente para Rondo não é nada bom. O armador do Celtics teria problemas particulares com o treinador Doc Rivers e sua saída do Boston estaria bem perto de acontecer.

Enquanto os boatos apontam para uma mudança, o que é dito para a imprensa é completamente diferente. Perguntado sobre o relacionamente que teria extra-quadra com o armador, Doc Rivers foi enfático e negou qualquer conflito. "Meu relacionamento com Rondo está tão forte quanto sempre foi. Nossa comunicação nunca esteve melhor. Quero ele por aqui. Posso dizer com 100% de certeza que ele vai terminar a temporada conosco. Estou cansado desses boatos. Não é justo", afirmou Doc.

Em Boston, também se diz que o chefão dos Celtics, Dany Ainge, não liga oferecendo Rondo a outras equipes. Em compensação, não reclama se o telefone tocar perguntando sobre ele. Muito pelo contrário.

O grande problema de Rondo, se é que isso pode ser problema, é o seu incrível espírito de campeão. Mesmo ainda jovem, Rondo quer vencer. E Boston hoje vive uma fase de entressafra. O período do time com o Big 3 está no seu fim. KG, Ray Allen e Paul Pierce não são mais os jogadores de anos atrás. Boston para vencer, precisa mexer algumas peças. E isso pode não acontecer do dia para noite. E aí está o problema. Rondo não quer esperar. Rondo quer jogar e vencer. Já Boston precisa se reconstruir e isso demanda tempo.

Outro ponto é que Rajon Rondo joga na posição de líder do time de basquete. É o armador. Tudo passa por suas mãos. Mas Rondo não tem a personalidade de líder. Em Boston ele divide com os outros 3 pilares da equipe. Então, como seria um time em que Rondo tivesse que exercer este papel que ele nunca atuou?

Até o dia 15, muito ainda deve se especular. Não acho que Rondo saia até o fim da temporada. Mas também acho que a época de Rondo em Boston se foi. Dificilmente ele vestirá verde e branco daqui a alguns meses.