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sexta-feira, outubro 26, 2012

Patriots @ Rams


A NFL volta domingo ao lendário estádio de Wembley, na Inglaterra, com o jogo entre Saint Louis Rams e New England Patriots. Líder da divisão leste da Conferência Americana com quatro vitórias em sete jogos, o time de Tom Brady encara os Rams para se consolidar como um dos principais candidatos da Conferência Americana para chegar ao Super Bowl.

Mesmo com três jogos ganhos nos últimos quatro confrontos, os Patriots tiveram problemas na defesa contra o passe. O técnico Bill Belichick mostrou preocupação com as últimas atuações do time, em especial da secundária. "Temos ainda muitas coisas que precisamos trabalhar e melhorar", disse o treinador.

Com os  safeties titulares Patrick Chung e Steve Gregory lesionados, New England cedeu 338 jardas aéreas por jogo e 14 touchdowns pelo alto nos últimos cinco jogos. Joe Flacco, Mark Sanchez, Ryan Fitzpatrick e Russell Wilson já se aproveitaram e tiveram as melhores marcas da temporada contra New England. O time de Massachussets levou pelos menos 20 pontos em cada um dos últimos seis jogos e contra os Jets, na semana passada, cedeu 403 jardas.

Conhecido pela força no ataque, os comandados de Tom Brady também não vivem o melhor momento. Apesar de liderar a NFL em jardas totais com 436,1 por jogo, o New England Patriots anotou apenas dois touchdowns ofensivos em cada um dos dois últimos jogos. O quarterback Tom Brady admitiu as inconsistências do time até aqui e disse que o desempenho no ataque é consequência direta disso. "Para voltarmos a pontuar, vamos ter que acertar as coisas por aqui", afirmou.
Pelo lado do Saint Louis Rams, o time tenta contra o New England Patriots se recuperar da derrota para o Green Bay Packers. Depois de encarar Aaron Rodgers em noite inspirada, os Rams agora têm mais um grande quarterback pela frente. "Achamos que podemos enfrentar qualquer time e vamos com essa mentalidade para cima dos Patriots no domingo", disse o quarterback de Saint Louis, Sam Bradford.

Apesar da confiança do quarterback, o Saint Louis Rams é apenas o 26º da liga em pontos por jogo, com 18,6, e 315,1 jardas por jogo, quinta pior marca da NFL. Fora do Edward Jones Dome, a equipe ainda não venceu, mas o treinador Jeff Fischer está animado com as chances do time para domingo. "O time está confiante e pronto para encarar os desafios que estão por vir", disse.

Nos últimos três encontros entre as duas equipes, o New England Patriots venceu os três jogos, entre eles o Super Bowl XXXVI, em 2002.

domingo, outubro 14, 2012

Seattle bate New England


No duelo que colocou frente a frente o melhor ataque contra a melhor defesa, quem saiu vencedor foi o Seattle Seahawks. A equipe conseguiu conter Tom Brady e bateu o New England Patriots por 24 a 23, com TD de Sidney Rice com apenas 1:18 restante para o fim do jogo.

Seattle apostava todas as fichas na defesa que menos cede jardas para bater o explosivo ataque dos Patriots, mas quem brilhou no CenturyLink Field foi o calouro Russell Wilson. Muito criticado e ameaçado de perder a titularidade, o quarterback lançou 3 TDs, entre eles o que deu a vitória ao Seahawks, e teve 293 jardas em 16 passes completos de 27 tentados.

Em um confronto marcado pelo equilíbrio durante todo jogo, New England deu as cartas logo no início com touchdown de 46 jardas pelo alto de Wes Welker. Mas a equipe de Seattle respondeu de imediato e Russell Wilson conectou passe de 24 jardas para Doug Baldwin e fechou o primeiro quarto com vitória parcial do Seattle Seahawks por 10 a 7.

No segundo quarto, as muitas opções no ataque dos Patriots fizeram a diferença para o time de Massachussetts. Aaron Hernandez voltou aos gramados após ter sofrido lesão no tornozelo na semana 2, recebeu passe de uma jarda para virar o jogo pra cima de Seattle e deu 10 pontos de vantagem para New England no intervalo.

Vitória emocionante no último quarto

Com um terceiro quarto morno e com as defesas bem, as emoções ficaram reservadas para o quarto período. Tom Brady foi interceptado dentro da redzone e deu o gás e moral que Seattle precisava para vencer o jogo. Mesmo com 13 pontos de vantagem, após Stephen Gostkowski converter um fiel goal de 35 jardas, Wilson brilhou e uma quarta descida lançou umtouchdown de 10 jardas para o recebedor Braylon Edwards.

Faltando quatro minutos para acabar o jogo, a defesa do Seahawks provou por que é uma das melhores da NFL e parou Tom Brady. Wilson precisava então de um touchdown para dar a vitória ao time da casa. E foi justamente isso que ele fez. TD longo de Sidney Rice e, com apenas um minuto no relógio, Brady não conseguiu a 38ª virada da carreira em quartos períodos.

Mas, apesar da derrota, o New England Patriots provou por que é um dos times mais temidos ofensivamente da NFL. Tom Brady acertou 36 passes dos 58 que tentou, anotou dois TDs e teve 395 jardas. Já entre os recebedores dos Patriots, Wes Welker teve mais uma grande atuação com 10 recepções para 138 jardas.

New England @ Seattle


No melhor estilo "ataque contra defesa", o explosivo time ofensivo do New England Patriots viaja até o CenturyLink Field, no domingo, encarar os dominantes defensores da equipe do Seattle Seahawks. Comandado pelo quarterback Tom Brady, New England este ano não aposta somente no jogo aéreo. Stevan Ridley e Danny Woodhead comandam o o terceiro melhor desempenho da NFL pelo chão, com 165,4 jardas terrestres por jogo e 10 TDs corridos.

Já a jovem defesa do Seattle Seahawks é uma das sensações da NFL. O time de Seattle é a equipe que menos cede jardas por jogos aos adversários (258,6)  e é o segundo em pontos sofridos, com apenas 14 por jogo. Contra uma defesa tão perigosa, Tom Brady tentará impor a força do time ofensivo treinado pelo experiente técnico Bill Belichick. New England lidera a NFL ofensivamente com impressionantes médias de 439,4 jardas e 33 pontos por jogo.

Aaron Hernandez pode reforçar o Patriots

Se em Seattle está tudo bem com a defesa, não dá para dizer o mesmo do ataque. Apesar de uma boa pré-temporada, o quarterback calouro Russell Wilson parece não estar pronto para ser titular e já vê o veterano e reserva Matt Flynn pronto para ganhar uma chance. A grande esperança no ataque é o veterano running back Marshawn Lynch, que já acumula 508 jardas e dois TDs na temporada.

A grande surpresa no domingo pode ser a volta de Aaron Hernandez. O tight end do New England Patriots pode voltar aos campos pelos primeira vez após ter sofrido uma lesão no tornozelo na segunda rodada, contra o Arizona Cardinals.

quarta-feira, outubro 10, 2012

O que mudar em Denver?


Três TDs, nenhuma INT e 345 jardas em 31 passes completados de 44 tentados. Belíssima atuação de Peyton Manning e virória do Denver Broncos. Certo? A atuação sim, já a vitória... Os Broncos perderam o terceiro jogo da temporada para o New England Patriots, no duelo entre Manning e Brady. Mais uma prova de que ter Peyton Manning no time é excelente, mas não é garantia de que ele resolva todos os problemas.

A boa notícia é que o quarterback tem sido o jogador que o Denver Broncos esperava que ele fosse e que depositou todo o caminhão de dinheiro em seu contrato de 5 anos. Nos últimos dois jogos, Manning completou 61 passes em 82, anotou 6 TDs e alcançou a marca de 683 jardas. Manning também não lança uma interceptação há 15 quartos. E que tal a marca estabelecida por ele no domingo? O quarterback teve o 66º jogo com mais de 300 jardas, recorde da NFL.

Mas não basta apenas um jogador como Peyton Manning para se chegar a um Super Bowl. Prova disso é a campanha de Denver, mesmo com o QB jogando em altíssimo nível. Maior prova disso foi o jogo de domingo. O time não esteve a altura do seu pricipal jogador. Willis McGahee sofreu um fumble na redzone e dropou um passe numa tentativa de quarta descida. Demaryus Thomas foi outro. Sofreu um fumble no teritório de New England e matou o momento de Denver no jogo.

A defesa também esteve longe do que se espera dela no domingo. Permitiu New England e Tom Brady converterem 11 de 17 terceiras descidas. Os Patriots também tiveram 35 first downs, recorde da franquia, e 251 jardas terrestres.

Bill Belichick explicou bem a situação dos Broncos logo após o jogo. "Denver competiu e lutou muito até o fim, mas nossos jogadores conseguiram fazer mais jogadas que o time deles", disse o treinador dos Patriots. E isso é o que times do calibre do New England Patriots fazem. Mais jogadas que os adversários.

Denver precisa usar Peyton Manning e construir um time em volta da principal estrela. Há muita diferença entre ter o QB como referência e só depender de Manning. Existe muita coisa boa acontecendo com o retorno de Peyton Manning. Ninguém esperava que ele pudesse voltar como voltou. A chave agora é passar esta boa fase também para os companheiros de time. 

A era Manning precisa disto para ser vitoriosa em Denver. É preciso um esforço de todo o time para que Denver se torne mais que um time de um jogador só. Os Broncos precisam tornar-se um time por inteiro e conseguindo isso, ainda vão dar muito trabalho na NFL.

domingo, setembro 30, 2012

Não se pode duvidar


A semana toda ouviu-se que o New England Patriots não era mais o mesmo New England Patriots. Os argumentos eram os mais variados. Depois de 9 temporadas com mais vitórias que derrotas, os Patriots viam no retrospecto uma vitória e duas derrotas. Mas a verdade é que o time de Bill Belichick e Tom Brady ainda está entre os melhores da NFL. Isso se não for o melhor de toda a liga.

Maior cala boca foi o jogo de hoje contra o Buffalo Bills. Tudo levava a crer que os Patriots sofreriam mais uma derrota. Começaram perdendo e foram para o vestiário atrás no placar. O que não se esperava era que os Pats voltassem do intervalo e anotassem 45 pontos. Sim. Desde os Bengals em 1972, um time não anotava 45 pontos.

Vitória maíscula que volta a colocar New England nos trilhos. Vitória que faz o time de Tom Brady voltar a ser respeitado. E merecidamente. Nas duas derrotas, New Engaland tinha a vitória nas mãos e deixou escapar em dois chutes. Contra os Cardinals, Gostkowski errou um FG de 40 jardas. Já contra Baltimore, o kicker dos Ravens quase perdeu um fácil FG de 27 jardas. Dois chutes no fim fizeram New England perder dois jogos, deixar de ter uma campanha perfeita e ter uma pequena crise instaurada em Massachussetts.

A preocupação em cima dos Patriots também é exagerada. A divisão é fraca. O Miami Dolphins é um time em formação. Os Bills têm potencial, mas vimos hoje que pode ser facilmente amassado pelos Patriots. Já os Jets apostavam todas suas fichas na defesa, mas perderam o ótimo Darrelle Rives e o ataque não existe. Prova maior foi a derrota por 34 x 0 para os 49ers, em pleno MetLife Stadium. Resultado: Mesmo sem ser brilhante, os Patriots só precisam de um Tom Brady saudável para garantir presença nos Playoffs.

A experiência da equipe de New England também é motivo de inveja. Todos os times da NFL passam por momentos em que nada dá certo, mas os Patriots têm a vantagem de contar com um rodado técnico e um QB vencedor de 3 Super Bowls. Ambos sabem passar por adversidades, e pelo o que parece, o momento difícil do New England já chegou e passou bem rápido.

Por último, o TE Aaron Hernandez, ao que tudo indica, voltará no final de outubro. Com Hernandez, Brady ganha mais uma opção e as defesas adversárias dividirão a atenção com Welker e Gronkowski. Ou seja, mais espaço e mais uma explosiva opção para um ataque eficiente.

Se existe um time que aprendemos ao longo dos anos a não duvidar, esse time é o New England Patriots. Por que então duvidar este ano? Os Patriots vêm forte e são fortíssimos candidatos a estarem em fevereiro no Super Dome representando a AFC. Não se pode nunca descartar o New England Patriots.

terça-feira, agosto 07, 2012

Existe vida sem Sean Payton?


Os jogos de pré-temporada da NFL podem não significar muita coisa, mas no pontapé inicial temporada 2012-2013 da NFL, já deu para ver como será o New Orleans Saints sem o técnico Sean Payton. Primeiro é difícil se acostumar com a ideia de ver outro treinador na beira do campo vestindo as cores dourada e preta do time da Lousiana. 

Payton tornou-se figura emblemática da equipe. Não apenas pelo o que conquistou, mas por tudo que ele representou. E ainda representa. Reconstruiu o time ao mesmo tempo em que uma cidade destruída pelo furacão Katrina se levantava aos poucos. Trouxe felicidade a uma população que sofria com o título do Super Bowl e de uma franquia que antes não tinha importância na NFL, levou o Saints a ser olhado com olhos atentos por todos.

Tudo mudou entre a temporada passada e a atual. Os Saints se viram em meio a uma enorme confusão e muitos escândalos. O maior deles envolvendo um programa de recompensas para jogadores de defesa que conseguissem lesionar adversários e, consequentemente, tirá-los do jogo. A NFL julgou Payton como cúmplice do esquema e puniu-o por um ano. E aí está um dos grandes problemas para esta temporada. É possível sobreviver sem Sean Payton?

Sobreviver sim. O New Orleans Saints não é qualquer equipe da NFL. Conta com um quarterback excepcional, um ataque carregado de boas opções e uma defesa que mesmo desfalcada do líder Johnathan Vilma consegue ser eficiente. Mas isso é suficiente para fazer com que New Orleans volte a dominar a NFC e seja potencial favorito a chegar ao Super Bowl?

A resposta é: muito provavelmente não. Payton tinha uma relação quase paternalista com a equipe. Era querido por todos e se envolvia como time como muito poucos outros técnicos. Tinha como carro-chefe definir as chamadas ofensivas. Sempre jogando para frente. Ou alguém não se lembra do onside kick contra o Indianapolis Colts, logo no kickoff do segundo tempo?

Apesar de Drew Brees dizer que o seu desempenho deve melhorar com ele tendo mais liberdade para chamar as jogadas, isso não deve ser muito visto. Payton lê defesas adversárias como poucos. Brees também tem nas costas o peso de ser, mais do que nunca, o líder dos Saints em campo. Não que já não tivesse esse papel, mas agora é Brees ou Brees. E é aí que pode morar o perigo. Após uma temporada impecável e de poucas interceptações, Brees pode ter um ano com muitas falhas, ao tentar forçar os passes e salvar o dia.

Se os Saints chegarão aos Playoffs? Bem possível que sim. Além da qualidade técnica da equipe, os Saints contam com a arena mais hostil da NFL. O Superdome realmente faz diferença e exercendo o mando de campo, o caminho para a pós-temporada já vai estar bem encaminhado.

A temporada também terá um gostinho de todos contra o New Orleans Saints. Pode ter certeza que a punição aplicada ao time da Lousiana servirá de motivação para que a equipe tente chegar o mais longe possível. Os Saints querem mostrar que Roger Goodell errou e pegou pesado nas punições. Que o New Orleans Saints foi injustamente condenado. 

Depois do Spygate, o New England Patriot viu na punição uma motivação e chegou ao Super Bowl com uma campanha invicta. A "pequena" diferença é que Bill Belichick não foi suspenso. Já Sean Payton...