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quarta-feira, outubro 03, 2012

Ainda o cara


A NBA volta apenas em novembro, mas os training camps já começaram. E o time que todo mundo quer ver em quadra já está reunido. O Los Angeles Lakers desta temporada reúne uma game de talentos invejável. Além dos medalhões Kobe Bryant e Pau Gasol, este ano juntam-se aos dois Dwight Howard e Steve Nash.

No papel, possivelmente, o melhor elenco da NBA. Ainda é cedo para afirmar se na prática todo a expectativa em cima dos Lakers se confirmará, mas vai ser interessante ver essas engrenagens fazerem Los Angeles funcionar. 

A primeira grande pergunta é de quem é o time? Mesmo com a chegada de uma estrela como Dwight Howard, não há dúvidas. Kobe será a figura principal até se aposentar. Mesmo com seus tão falados 34 anos, o armador é a alma da equipe. Cabem aos outros apenas respeitar o papel que Kobe tem dentro do Lakers.

Ainda nesta linha, podem Nash e Kobe coexistir dento de quadra? A pergunta vem já que Nash sempre foi o dono do Phoenix Suns. Tem um estilo de jogo em que ele é o centro do seu próprio universo. Segura a bola, abusa dos pick 'n rolls e acha arremessadores livres para pontuar. Nem de perto o jogo que Kobe gosta e está acostumado.

Mas Nash jogava assim em Phoenix. Não tem a mesma moral para chegar em Los Angeles e mudar completamente o estilo de jogo do Lakers. São 5 anéis de Kobe e toda a reputação conquistada ano após ano contra nenhum anel de Nash.

Não que Nash não tenha vez em Los Angeles. Ele será o armador, terá a bola muito tempo e conseguirá ser o jogador que o Lakers busca há tantos anos. Mas ainda assim Kobe será o cara por lá.

Kobe é constantemente chamado de egoísta por passar pouco a bola. Apesar de Kobe negar, fato é que o Black Mamba ao longo dos anos chutou mais vezes em direção ao aro. Mas justamente por não ter um armador ao seu lado. As coisas agora devem ser diferentes. Kobe jogará ao lado de 3 grandes jogadores. Azar é de quem tiver que defender esse novo Lakers.

Em tempo, 5 meses após uma cirurgia nas costas, Dwight Howard voltou às quadras. O treinador Mike Brown gostou do que viu e conta as horas para que Howard seja 100% liberado para ajudar o Lakers. Quem viu, disse que o pivô está bem, saudável e feliz. Sorte de Los Angeles.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Time a ser batido?

 
21 de maio. O Lakers era eliminado em cinco jogos pela 2ª rodada dos Playoffs do NBA. Em 2011, o mesma já havia acontecido contra o Dallas Mavericks, este ano a derrota veio para o Oklahoma City Thunder. Perguntado sobre o futuro da equipe de Los Angeles, a estrela Kobe Bryant sorriu e apenas respondeu "Não sou a pessoa mais paciente e a organização também não. Queremos ganhar e ganhar agora. Tenho certeza que nós vamos dar um jeito. Nós sempre demos e eu tenho certeza que vamos de novo", afirmou Kobe.

Naquela época, a estrela do Lakers confiou na tradição da franquia em não se acomodar e sempre estar em busca de títulos, fazendo sempre o possível para adquirir novas peças. E desta vez não foi diferente. Kobe ao sorrir, parecia já imaginar que o futuro do Lakers realmente seria, no mínimo, interessante.

Tudo começou com a chegada do armador Steve Nash. Ok. O armador tem idade e assinou por longos dois anos, mas mesmo já rodado e com seus 38 anos de bagagem, Nash conseguiu ter bons números em Phoenix e continua sendo até hoje um dos melhores armadores da NBA. Com talento de sobra e técnica apurada, Nash deu ao Lakers o que há muito tempo não se via. Um jogador capaz de comandar o showtime do Lakers com velocidade e com a força e velocidade do contra-ataque como não se via desde a época de Magic Johnson.

Se com Nash o Lakers já passava a ter outra cara, depois de sexta, dá para dizer que chegou a Los Angeles a cereja do bolo. Sim, a novela acabou e Dwight Howard, enfim, vestirá a camisa roxa e dourada da equipe da Califórnia. Howard chegou em troca que envolveu outros três times. Os boatos estavam certos e o superpivô agora integra um dos prováveis favoritos ao título.

Vale lembrar que o Lakers conseguiu manter também o pivô Pau Gasol. Tem como lineup agora Steve Nash, Kobe Bryant, Metta World Peace, Pau Gasol e Dwight Howard. Time que impressiona no papel e deve impressionar quando o Lakers entrar em quadra no início da temporada. Se os favoritos para o título eram Miami e Oklahoma, dá para dizer que com as novas aquisições, o Lakers entra forte na corrida por mais um anel.
 
Os dois fracassos consecutivos do Lakers serviram de chamado de atenção para Los Angeles. A franquia e seus managers perceberam que para voltar e brigar e disputar o título seria preciso que mudasse a espinha dorsal do time. E aí está. Se Miami conta com o Big Three, dá para dizer que o Lakers agora tem o Big Four da NBA.
 
É verdade que por mais brilhante que seja Dwight Howard, o dono do time ainda é Kobe. E o Lakers também só chegará até onde Kobe conseguir levar a equipe. Acreditava-se que a janela para o Black Mamba estava se fechando, mas com D12, ela voltou a se escancarar. 
 
Por mais que Miami e o Thunder já estejam arumados, a verdade é que em 2012-2013, o time a ser batido voltou a ser o Los Angeles Lakers.

quinta-feira, agosto 09, 2012

Novela chegando ao final?


Parece que a novela tem tudo para acabar nesta sexta. De novo, são fontes que dizem que o negócio está praticamente selado, mas agora são muitas que confirmam a chegada de Dwight Howard no Los Angeles Lakers. A troca que faria o superpivô chegar ao time da Califórnia envolveria 4 times. Além do Lakers, o Philadelphia 76ers, o Denver Nuggets e, obviamente, o Orlando Magic.

Com a negociação, o Lakers adicionaria ao seu plantel Dwight Howard. Pelo lado do Denver Nuggets, chegaria Andre Iguodala. Já o time da Philadelphia pegaria Jason Richardson e Andrew Bynum. Por fim, Orlando teria Arron Afflalo, Al Harrington, Nikola Vucevic e uma primeira rodada futura do draft de cada uma das três outras equipes.

Há quem diga que Pau Gasol também poderia estar envolvido na troca e iria jogar pelo Nuggets, mas as fontes dizem que existem cenários com e sem o pivô espanhol dentro do bolo de jogadores. Um fator complicador também seria Andrew Bynum. Sempre ele. o 76ers não teria conversado ainda com o pivô e seus agentes. Não sabem se Bynum toparia se comprometer com a equipe do Sixers.

Outras fontes afirmam que Bynum só aceitaria assinar uma entensão de contrato com o Lakers. Há o risco de Bynum sair de graça após um ano, quando ele se torna agente livre e pode assinar por 5 anos, no valor de U$102 milhões. Caso Bynum assinasse a extensão, seriam mais 3 anos e U$60 milhões no bolso do pivô do Lakers.

Que Howard quer sair, não há novidade alguma. Há meses se escuta que ele fala pra quem quiser ouvir sobre o desejo de se transferir. O Lakers assumiria o risco de trazer Howard e poder vê-lo sair no ano seguinte como agente livre. Mas Los Angeles parece querer assumir este risco. Acredita que Howard se sentiria bem em um ambiente que pudesse ganhar o anel da NBA.

De novo, são especulações e fontes. Mas parece que agora vai.

sexta-feira, agosto 03, 2012

A Discussão do Team USA


Como em todo início de Jogos Olímpicos, a conversa é a mesma. O time atual venceria o antológico time de 1992, o chamado Dream Team? Este ano não foi diferente. Kobe e LeBron disseram que apesar de ser um jogo duro, o time atual venceria de Jordan, Magic, Bird, Barkley e cia. Logo falaram que as atuais estrelas estariam supervalorizando o time de hoje, mas depois do jogo contra a Nigéria, as coisas talvez tenham mudado um pouco.

Não. O time de hoje não é melhor que o time de Barcelona, mas ainda é um senhor time. Uma equipe que deve ser bastante respeitada. Uma equipe que se dá ao luxo de contar com Kevin Durant, Kobe Bryant, LeBron James, Carmelo Anthony. Com alguns deles na melhor fase da carreira. Um time que só ainda não é mais espetacular graças as lesões de Derrick Rose, Dwight Howard e Dwyane Wade.

Quem se rende ao time de Londres são os próprios integrantes do Dream Team original. Para a ESPN, Magic Johnson rasgou elogios a LeBron e os demais. "Quero parabenizar nossos jogadores por continuarem a dominar a quadra em Londres. Eles estão parecendo com o nosso time de 1992. Quero vê-los  continuarem  essa jornada e trazer a medalha de ouro para cá", disse o armador. Já Charles Barkley elogiou a seleção americana de maneira humorada. "Eles ganhariam do nosso time (o Dream team) por 83 pontos sim. Mas só se nós jogássemos hoje", brincou.

Os Estados Unidos massacraram a Nigéria e venceram por 83 pontos de diferença. A maior na história dos jogos de basquete em Olimpíadas. Foram 29 bolas de três que fizeram o atual Team USA bater o recorde do Team USA de 1992. Se a maior diferença de pontos tinha sido contra Angola por 68, a nova marca agora é de 83 pontos. Marca que também supera a maior diferença de pontos que o Team USA de 1992 já conseguiu. Antes dos Jogos Olímpicos de Barcelona, o Dream Team fez 79 pontos a mais que Cuba.

O time de Londres também tem médias de pontos superiores ao time de Barcelona. Enquanto o Dream Team original anotou 110 pontos, a equipe atual marca 121.3 de média. Apesar disso, os passeios devem ter uma pausa agora. Os Estados Unidos encaram Argentina e Lituânia, duas seleções ranqueadas entre as 5 melhores do mundo pela FIBA. Depois começam as fases de mata-mata e mesmo jogando bem, não devemos ver mais placares tão elásticos e exibições cinematográficas.

Nunca acabará o debate sobre qual seleção for melhor. Vai começar outra Olimpíada e, novamente, o mesmo assunto virá. É inevitável e quase inconsciente comparar as seleções americanas de basquete com Aquela. Aquela escrita em letras maiúsculas justamente por elar ter sido o maior time de basquete da história. Por ter contado com os jogadores mais fantásticos e ter representado o que representou. Não. Não dá pra diminuir o que o time de hoje faz. É outra equipe brilhante. Só não é o time de 1992.

quinta-feira, julho 26, 2012

Novela que segue


Em mais uma sessão de rumores sobre Dwight Howard, a novidade, ou nem tanto, é que o pivô encontrou-se com o General Manager de Orlando ontem e mostrou  a Rob Hennigan o seu desejo de não jogar a próxima temporada pelo Orlando Magic.

Howard não assinará uma extensão de contrato ou concordará em jogar por Orlando após seu contrato expirar em julho de 2013. Já manifestou desejo em ser trocado para o Los Angeles Lakers ou para o Brooklyn Nets. A questão é que Hennigan está firme e sem pressa para negociar.

O GM de Orlando quer um bom negócio para trocar Dwight Howard. Mas  até agora, nada de aparecer um bom negócio ainda. Brooklyn não consegue mover suas peças e fazer valer a pena para o Magic. Já com o Lakers a situação é fazer com que Andrew Bynum se comprometa a escolher o Orlando como opção para os próximos anos de sua carreira. E aí está outro problema. Fazer com que Bynum se comprometa a algo.

Enquanto nada se resolve, Howard continua insatisfeito na Flórida. A posição do GM Rob Hennigan é interessante. Mesmo com toda a pressão para que Howard saia, ele continua firme e espera uma boa proposta, sempre sem se precipitar. Já Dwight Howard segue envolto de muitos rumores e boatos. Sempre se comenta do desejo do superpivô em sair, mas a verdade é que Howard ainda não se pronunciou oficialmente sobre isso. 

E até isso acontecer, seguirão os boatos e o disse-me-disse sobre o pivô.

quinta-feira, julho 19, 2012

Vai pra onde, Howard?


O boato do dia era que Dwight Howard havia definido novo rumo para a sua carreira. Aceitaria ser trocado para o Los Angeles Lakers e assinar uma extensão com o time angelino quando terminasse seu atual contrato. Mas como já dito, apenas boato. E quando se fala em Dwight Howard, tudo é um pouco mais complicado.

A novidade agora é que o agente de Howard desmentiu tudo isto. "A posição de Howard continua a mesma dese o fim da última temporada. Ele tem a intenção de explorar o período como agente livre ao fim da próxima temporada, independente do time que adquiri-lo em uma possível troca. Inclusive o Brooklyn Nets", disse Dan Fegan.

Os boatos ainda davam conta que o Lakers envolveria o Cleveland Cavaliers ou o Houston Rockets como terceiro time para mandar para Orlando jovem promessas do draft e liberar espaço no teto salarial, já que não é de hoje que Orlando deseja aliviar seu teto trocando alguns contratos altíssimos. Bynum também estaria envolvido na troca e Orlando só não teria aceitado ainda a proposta, devido não achar que estaria se dando bem com a troca. 

O desejo de D12 não assinar uma extensão é apenas financeira. Howard poderia estender seu contrato por até 3 anos, segundo fontes da ESPN americana. Esperando o contrato acabar, o superpivô poderia assinar com qualquer time pela duração de 5 anos e por incríveis U$108 milhões. Mesma conta de Chris Paul como Los Angeles Clippers.

Se por algumas horas o destino de Howard ficou mais transparente, parece que tudo volta a ficar turvo e embaçado. Não se sabe quem arriscará ter Howard por apenas um ano. Novela que segue.

quinta-feira, julho 12, 2012

Bynum por Howard. E aí? Vale a pena?


A novela Dwight Howard ganhou mais um capítulo. Chegou dia 11 e o Brooklyn Nets confirmou a chegada de Joe Johnson e a renovação de Brook Lopez, o que pôs fim aos planos do pivô jogar com o Nets, pelo menos na próxima temporada, já que o teto salarial da nova equipe de Nova York está no limite. A novidade agora são as fontes que dizem que uma troca entre Lakers e Magic é possível de acontecer.

O Lakers abriria mão do seu pivô Andrew Bynum e receberia Dwight Howard de Orlando. D12 nunca manifestou interesse de jogar pelo Lakers enquanto Kobe fosse a estrela por lá. Howard seria coadjuvante, o número 2 da cidade e isso o pivô não quer. Apesar disso, diz-se que é possível que aconteça a tal troca e o Lakers tenha Kobe, Nash, Gasol e Howard, em 2012-13.

A grande questão é saber se é bom para o Lakers abrir mão de Andrew Bynum. O pivô do time californiano é mais jovem e apresenta talento incrível. Há anos era tido como promessa e aos poucos vai finalmente se vendo em quadra o que era previsto para Bynum. Um pivô versátil, muito físico e habilidoso. Hoje Dwight Howard é melhor, mas a longo prazo, a história pode ser um pouco diferente.

Mas há também quem já acredite que Bynum é melhor hoje que Dwight Howard. O pivô do Lakers é mais efetivo ofensivamente e tem aproveitamento muito superior na linha dos lances livres. O que ainda pesa na balança para Howard é o seu jogo defensivo. Mas ainda assim, Bynum mostrou esse ano que pode defender e a tendência é que ele melhore defensivamente ao longo das próximas temporadas.

O ponto de interrogação é a personalidade de Andrew Bynum. O pivô é o jogador que bateu de frente com o treinador Mike Brown. Bynum disse que jogaria da forma que ele achasse que seria melhor para seu jogo. Mesmo que para isso tivesse que continuar chutando bolas de 3 sem que o técnico ficasse satisfeito. Bynum também aprontou e dispensou o treinador particular Kareem Abdul-Jabbar por achar que não tinha mais o que aprender com um dos maiores jogadores da história da NBA.

A troca pode sair dos boatos e tornar-se realidade, mas o Lakers viverá um dilema. Manter um jogador que futuramente pode vir a ser melhor que o próprio Dwight Howard, mas que ao mesmo tempo se comporta e tem atitude que compromete a própria equipe. Um jogador extremamente temperamental que parece jogar para si mesmo e não pensar coletivamente. 

Vale a pena pagar esse preço e manter Bynum?

segunda-feira, julho 02, 2012

Qual o destino?


A temporada da NBA acabou, mas continuam as novelas. E, novamente, quem domina a mídia é o pivô Dwight Howard. O assunto? Não poderia ser outro. Howard está, de novo, envolvido em conversas que o tiram do Orlando Magic. 

Com performance muito abaixo do esperado e um time pouco competitivo, o pivô buscava uma troca já no ano passado, mas com a pressão de torcedores, Dwight Howard resolveu ficar por mais um ano e não se tornar um Free Agent, logo de cara. Howard optou por mais um ano de extensão do contrato. Empolgante na hora do acordo, logo se viu que era apenas o adiamento de um divórcio inevitável

A temporada se passou e Howard conseguiu o que queria. Orlando demiitiu o técnico Stan Van Gundy e o general manager Otis Smith. A princípio, tudo estaria resolvido e o superpivô poderia voltar a ter paz na Flórida. Mas Howard agora volta a forçar sua saída e exige ser trocado. Em entevista ao Yahoo! Sports, no domingo, o superpivô disse já ter conversado com o atual GM, Rob Henningan. Quer sair e só aceita uma troca com contrato longo para apenas um destino. Caso contrário, disse que joga por Orlando e sai a custo zero ao fim do contrato.

Não é segredo para ninguém que Howard quer o Brooklyn Nets. A outra saída seria ser trocado, jogar uma temporada e depois ir para o Nets, sendo assinado como agente livre. A permanência de Howard em Orlando, mesmo que apenas por mais um ano é extremamente improvável. Apenas uma virada na franquia faria o pivô mudar de ideia. Orlando precisaria se livrar de muitos jogadores e dar cara nova ao time. Ter um time competitivo e que fosse capaz de brigar no Leste com Chicago, Boston e Miami.

Howard tem Orlando como casa. Lá ele é rei e adorado por todos. Dificilmente teria tal status em Nova York. Mas é lá que ele vê a chance de ganhar seu primeiro anel. Na Flórida, até os sempre defensores de Howard já começam a se mexer. O site Stay Howard, em português Fica Howard, já começou a questionar as novas atitudes do pivô.

No Twitter oficial da campanha, foi publicado "Howard disse que só assinará um contrato longo com um time? O Nets deveria oferece-lo um contrato de valor mínimo e ver se ele aceita. Sem lealdade".

O clima começa a ficar ruim na Flórida e a saída já é dada como quase certa. Apenas questão de tempo. Dificilmente a temporada começa com Dwight Howard no Magic. Mas parece que a sua chegada no Nets também ficou difícil. Joe Johnson foi trocado hoje e vai para Nova York. O que significa que não há mais espaço para o salário de Howard no teto do Brooklyn.

É aguardar os próximos capítulos dessa novela que ainda deve render. E muito. Afinal, para onde vai Dwight Howard? Será ele o novo "vilão" da NBA. Será que a história de LeBron se repetirá com Howard?

quinta-feira, abril 19, 2012

Problemas na Flórida


Se antes eram só boatos a briga entre Dwight Howard e o técnico do Orlando Magic, Stan Van Gundy, agora parece que realmente existe um problema na Flórida. Fontes dizem que a estrela de Orlando deu um ultimato. Escolher entre ele ou Van Gundy. O superpivô ameaçou não entrar em quadra no fim da temporada regular e nos Playoffs, caso o técnico seja mantido.

E na NBA, por mais que o jogador esteja errado, em um duelo "Estrela x Técnico" a corda acaba sempre tendendo para o lado do jogador. E não que isto esteja errado. Afinal, quem entra em quadra é o jogador. Ainda mais a estrela. Dwight Howard levantou de volta a franquia do Orlando Magic. Se Orlando hoje construiu uma nova arena e é um time respeitado, deve quase que tudo ao seu pivô. Não fosse ele, as coisas estariam bem diferentes por lá.

Mas também é preciso ver o outro lado. Apesar do jogador ter maior peso, não dá para mitificá-lo. Howard está errado. E muito. Tem contrato com Orlando e deve cumprí-lo, gostando ou não do técnico. Orlando vendeu ingressos, a TV comprou jogos, torcedores gastaram seu dinheiro com camisas e outros itens. Todos esperam ver Howard em quadra. Brigado ou não com Van Gundy. Porque hoje, querendo ou não, Orlando é Dwight Howard.

Não acredito que D12 se recuse a jogar. Seria se queimar com a torcida e mídia, além de ruir a lua de mel que vive, no momento, por lá. Poderia ser uma grande fratura em seu impecável currículo. Howard não é bobo e sabe que, cedo ou tarde, Van Gundy sairá de Orlando. Basta esperar.

quinta-feira, abril 05, 2012

Fim da Linha?


O que andam colocando na água dos times da NBA? É crise atrás de crise nos vestiários. Bulls, Lakers e o, agora bola da vez, Orlando Magic. O técnico Stan Van Gundy disse abertamente que pode sair do comando da equipe da Flórida. O motivo? Dwight Howard não o quer mais por lá.

O pivô jura ser mentira, especulação ou algo para desestabilizar a equipe. Mas Van Gundy continua seu discurso. Disse que sai quando for decidido. Que não se importa em ir para casa. Dwight Howard diz que o foco está totalmente em vencer jogos. Em se tornar campeão da NBA. Howard também quis saber de onde vazou esta suposta declaração de Van Gundy.

Qual não foi a reação do superpivô, quando foi convencido pelos repórteres, após inúmeras tentativas, de que quem havia proferido isto não era ninguém mais, ninguém menos, que o próprio Stan Van Gundy.

Fontes dizem que uma das condições para a permanência de D12 era ter papel mais ativo nos bastidores da franqua. Dwight Howard daria palpite no comando do atual General Manager, Otis Smith, e do treinador Stan Van Gundy. Ambos teriam seus destinos selados ao fim da temporada, por Howard. E parece que Van Gundy descobriu isso.

Faltando 12 jogos para o fim da temporada regular e já com participação quase garantida, seria loucura demitir o técnico. E não será feito. Já ao fim da temporada... Orlando ser campeão é inimaginável. Mesmo para o torcedor fanático do Magic. Howard pode conseguir a desculpa que queria para o Orlando Magic ter um novo comandante, na temporada 2012-13. Vale lembrar que Orlando teve campanhas com mais de 50 vitórias nos últimos anos. Também vale frisar que o contrato de Van Gundy vence ao fim da temporada.

Perguntado se haveria uma renovação, o GM, Otis Smith, disse que só pensaria nesta conversa em junho. Averdade é que tudo converge para a demissão de Stan Van Gundy.

quinta-feira, março 15, 2012

D12 Fica!


O dia de hoje vinha sendo esperado já há algum tempo. 15 de março. O dia de limites para times na NBA moverem suas peças com outras equipes. Muita especulação girou em torno desta data. Muitos nomes de pesos rodaram os boatos. Quase todos os times estavam envolvidos em algum boato ou rumor sobre troca.

Mas acabou que chegamos ao tão aguardado 15 de março e a maior notícia do dia não foi uma troca bombástica que mexe nas estruturas da NBA. A grande notícia de hoje foi, por incrível que pareça, a troca que não rolou. Dwight Howard, tão especulado para deixar Orlando, ficará na Flórida. Pelo menos por mais um tempo.

Rumores colocaram Howard durante o período de trocas em Los Angeles, Chicago e New Jersey. Howard nunca escondeu que tem como objetivo cego vencer um título da NBA. Em Orlando, as chances não seriam grandes. Não seriam e não são. O Magic é figurante no Leste. Chegará aos Playoffs, endurecerá jogos, mas é impensável ver o Orlando Magic batendo Miami ou Chicago.

Dwight Howard não ligou muito pra isso. Ou melhor. Ligou. Mas preferiu seguir o coração e não a razão. Preferiu permanecer em Orlando. Ele é uma espécie de Deus por lá. Talvez o maior ídolo que a cidade já teve. Dificilmente teria tamanho carinho em qualquer outra cidade dos EUA. D12 colocou na frente o seu amor à equipe e cidade, em vez de ir buscar um título insandecidamente. Todos viram o que aconteceu com LeBron. Se queimou com toda Ohio e também com os EUA. Até hoje ainda não venceu.

A escolha de Howard, por agora, é comovente e cada torcedor do Magic deve comemorar. Mas o superpivô está garantido apenas por mais este fim de temporada e a próxima. Nada impede que ele saia da cidade que ama mais para frente. É até provável que isto aconteça. Orlando precisa se mostrar capaz de montar um título que possa vencer. Caso contrário, em 2013-14, a novela ganhará novos capítulos.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

D12 no Lakers


O Oeste venceu o Leste no All Star Game da NBA, realizado em Orlando. 152x149, com Kevin Durant sendo o MVP da partida. Mas o que realmente agitou o domingo não foi o jogo, as excelentes performances de craques como o próprio Durant, LeBron, Wade, Rose ou a fratura no nariz de Kobe. O Orlando Sentinel, jornal da cidade de Orlando, cravou que Dwight Howard deixará a Flórida e jogará no Los Angeles Lakers, a partir da quinta-feira.

A troca envolveria o Magic e o Lakers. O time californiano abriria mão do seu garrafão e daria Pau Gasol e Andrew Bynum por Dwight Howard, Jameer Nelson e Hedo Turkoglu. Ainda é provável que o Toronto Raptors se junte a esta troca e ceda Calderón ao Orlando, mas a reportagem do Orlando Sentinel não soube dizer todos os jogadores que seriam negociados.

Com a confirmação desta troca, o Lakers dá todo o seu garrafão em troca de Dwight Howard. Melhor pivô hoje na NBA e três vezes consecutivas escolhido como jogador defensivo da NBA. Inegável que o Howard é um reforço extremamente importante para o Lakers, mas será que é o jogador que o Lakers realmente precisava?

O garrafão do Lakers era extremamente talentoso. Gasol chegou a Los Angeles com status de estrela e formou com Kobe uma dominante dupla que levou a dois títulos seguidos. Bynum é um pivô que muitos dizem ter extremo talento. Shaq mesmo o considera melhor que o próprio Howard. Andrew Bynum também é tão grande quanto D12 e talvez só esteja abaixo do superpivô no quesito defesa.

O grande problema enfrentado pelo Lakers é a motivação. Desde o ano passado, deixou de ser o time que nos acostumamos a ver. Gasol estava cada vez mais soft. Muito frouxo na marcação e pouco vibrante. Bynum é um excelente jogador. Sem dúvidas. Mas sempre está cercado de incertezas sobre a sua saúde. Nas últimas temporadas, vimos Bynum mais tempo no estaleiro do que em quadra.

Engana-se também quem acha que o problema do Lakers está somente no garrafão. Há anos Los Angeles vive um problema crônico na armação. A situação hoje é ainda mais difícil com um Derek Fischer visivelmente em fim de carreira e um Steve Blake longe demais das expectativas criadas em torno dele. Há também quem diga que Bynum e Gasol são preteridos por Kobe. O Black Mamba estaria querendo decidir tudo sozinho sem dar espaço para o garrafão poder brilhar.

A chegada de Dwight Howard no Lakers mexe e agita a NBA, sem dúvidas. O Lakers, esquecido esse ano pelas medíocres atuações e ofuscado pelo ex-primo pobre Clippers, volta a ser um dos centros de atenção no basquete americano. Em termos de mídia e marketing, o Lakers acertou em cheio. Todo mundo vai querer ver Kobe e Dwight jogando juntos. Já em termos de bola é preciso esperar.

Mas se o torcedor do Lakers estava desanimado, agora tem um grande e novo motivo para comemorar.