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segunda-feira, novembro 26, 2012

Panthers vencem e Eagles afundam


No duelo entre duas das maiores decepções da NFL em 2012, o Carolina Panthers bateu o Philadelphia Eagles, na Filadélfia, por 30 a 28, pelo Monday Night Football. Em jogo marcado pelo equilíbrio e muitas inversões de lideranças no placar, os turnovers que assombram o Eagles toda a temporada, voltaram a prejudicar a equipe da casa. A derrota foi o adeus definitivo de Philadelphia para a temporada de 2012. Já o Panthers venceu apenas a terceira no ano e continua como lanterna da divisão sul da Conferência Nacional.

O quarterback de Carolina Cam Newton foi o destaque do jogo que fechou a Semana 12 do futebol americano. O segundanista lançou dois touchdowns e correu para outros dois. Newton ainda lançou para 306 jardas, em 18 passes completos dos 28 que tentou. Pelo lado do Eagles, o jogo terrestre funcionou muito bem, com 204 jardas, mas não foi suficiente para levar o time da casa à vitória. Bryce Brown foi o melhor corredor com 178 jardas, em 19 carregadas.

Confira aqui como foi o jogo
Logo na primeira campanha, o Philadelphia Eagles chegou à linha de 18 jardas do Carolina Panthers, mas sem conseguir avançar, teve de se contentar com o field goal. Alex Henery acertou chute de 36 jardas e abriu o placar, 3 a 0. Com a bola, o Carolina Panthers anotou um fácil touchdown. Em passe de 24 jardas do quarterback Cam Newton, o tight end Gary Barnidge, que joga na NFL desde 2008, marcou o primeiro touchdown da carreira.

Com um ataque ineficiente, Philadelphia deu a bola para o Carolina Panthers e o time visitante logo ampliou a vantagem. De novo, Cam Newton achou o recebedor livre e Brandon Lafell deixou o jogo 14 a 3. Se a defesa do Eagles não ia bem, o ataque conseguia marcar, mesmo que apenas com field goals. Alex Henery colocou mais um no meio do “Y”, agora de 41 jardas.

O ataque de Philadelphia pelo alto não conseguia produzir, então Bryce Brown tratou de resolver pelo chão. Em longa corrida de 65 jardas, o running back furou a defesa do Panthers. Dois pontos atrás no placar, Philadelphia resolveu tentar arriscar uma conversão de dois pontos, em vez do extra point, mas Nick Foles não conseguiu anotar o “minitouchdown” e o jogo continuou 14 a 12.  

Apesar do bom início, Carolina esfriou e Philadelphia se aproveitou do mau momento do rival. Nick Foles deixou o Eagles na linha de 26 jardas do campo de ataque e Alex Henery acertou o chute que fez o time da casa ir para os vestiários com a vantagem de um ponto, 15 a 14.

Na volta do intervalo, Carolina avançou rápido em um passe profundo de 55 jardas para Louis Murphy. A uma jarda da endzone, Cam Newton se esticou todo e deixou o time visitante na frente com o touchdown marcado, 21 a 15. Mas o Panthers seguia desperdiçando chances de ampliar a vantagem e Philadelphia voltou ao jogo. 

Philadelphia e os turnovers
Após uma interferência no passe que avançou 51 jardas, Bryce Brown correu mais uma vez para a endzone e o Eagles virou o jogo para cima do Panthers, 22 a 21. O momento era todo de Philadelphia, já que Carolina sofria com problema ofensivos, mas Bryce Brown perdeu a bola e o Panthers recuperou o fumble.

Com a bola, Carolina chegou bem perto de pontuar, mas a defesa de Philadelphia apareceu e o Panthers acertou o field goal para virar novamente o jogo. O Eagles teve a chance de responder, mas não conseguiu converter uma quarta descida para uma jarda, e saiu de campo ainda com dois pontos atrás no marcador.

Em boa posição de campo, o Carolina Panthers percorreu 60 jardas e entrou na endzone com touchdown de Cam Newton pelo chão. Mas no extra point, o kicker Graham Gano errou e a vantagem do Carolina ficou em apenas uma posse de bola, 30 a 22. Precisando brigar contra o tempo e anotar pontos, o Eagles voltou a sofrer com turnovers. No retorno de kickoff, Brandon Boykin sofreu fumble e Carolina recuperou de novo a bola.

Restou ao Carolina Panthers apenas ajoelhar na bola, garantir a terceira vitória na temporada e afundar ainda mais o Phildelphia Eagles.

segunda-feira, setembro 17, 2012

O que acontece?


Primeiro uma derrota para o Washington Redskins. Estreia impecável do calouro Robert Griffin III e uma atuação bem estranha de um irreconhecível Drew Brees. Todos sabiam que a temporada dos Saints não seria nada fácil. Todos os problemas extra-campo, milhares de teorias da conspiração e um punhado de jogadores e técnicos suspensos.

Mas New Orleans teria a chance de dar a volta por cima em cima do Carolina Panthers. Time com o segundanista Cam Newton. Muito bom jogador, mas líder de uma equipe frágil e extremamente dependente do quarterback. Tudo levava a crer que os Saints venceriam. Mas Cam Newton e cia. trataram de jogar água no choop do time da Lousiana.

Derrota por 35x27 e uma enorma dor de cabeça para New Orleans. Com duas derrotas logo de cara, os Playoffs vão ficando distantes. De time que dominou facilmente a NFC South por anos, os Saints hoje estão em última na divisão. Para piorar. O time não é time. E as perspectivas não são nada boas.

"Ninguém vai entrar em pânico" é o que diz o treinador interino Aaron Kromer. "Nós vamos esquentar e continuar a trabalhar duro? Sim, nós vamos".

Verdade que ainda é cedo. São apenas dois jogos de 16 no total que serão disputados. New Orleans tem um mando de campo que poucos times podem se dar o luxo de ter. Não é nada fácil encarar o Super Dome lotado. New Orleans também conta com um time que ainda está bem próximo do que ano passado venceu 13 jogos. E aí está a grande questão. O time não joga nem perto do que pode potencialmente jogar.

Os números também jogam contra. Desde quando a NFL passou a classificar 12 times para os Playoffs, em 1990, apenas 12% dos times que começaram com 0-2 foram à pós-temporada. 

Há quem diga que precisa-se pôr algumas ressalvas nas derrotas de New Orleans. A equipe teria enfrentado os dois ataques mais pouco convencionais da NFL. Justamente pela imprevisibilidade dos dois quarterback, Robert Griffin III e Cam Newton.

Por mais que haja algum ponto nesse argumento, ver a defesa de New Orleans ser amassada duas semanas consecutivas é inadmissível. Principalmente devido ao talento que ela tem presente. Também não dá para ver um quarterback talentoso como Drew Brees encontrar tanta dificuldade. Onde está o jogador que foi líder em jardas no ano passado e que ultrapassou Dan Marino?

Se é hora de New Orleans entrar em pânico? Talvez. No mínimo ligar o sinal de alerta. Ou daqui a pouco pode ser muito tarde.

segunda-feira, setembro 03, 2012

Prévia NFC

NFC

 

NFC East


New York Giants
Atual campeão da NFL, o New York Giants aprendou em 2008 que não é nada fácil manter e repetir a campanha vitoriosa de vencer um Super Bowl. Não é novidade para ninguém que a equipe tem falhas e que perdeu jogadores importantes, mas também não é mistério que os Giants continuam fortes onde precisam ser. A equipe conta com um QB de elite no auge da carreira, recebedores que podem mudar a cara de um jogo e uma poderosa equipe de jogadores que apressam e pressionam o quarterback adversário. Não se esquece como se joga e os Giants são uma força a ser reconhecida na NFC.


Dallas Cowboys
O tempo está passando para o núcleo de jogadores mais importantes do Dallas Cowboys. Jerry Jones sabe disso e quer fazer de tudo para que o troféu do Super Bowl venha para o Cowboys Stadium esta temporada. Apesar das sempre altas expectativas em Dallas, a coisa no Texas não vai lá muito boa. Muitas questões ainda giram em torno da equipe. Tony Romo consegue levar este time aos Playoffs? A equipe tem talento suficiente para vencer? Isso sem contar as lesões dos recebedores e da linha ofensiva. Os Cowboys podem até chegar, mas não será nada fácil.


Philadelphia Eagles
No papel o Philadelphia Eagles impressiona e parece se mostrar capaz de vencer a divisão e a NFL. Mas depois do ano passado, é bom ter um pouco de calma com a equipe de Andy Reid. Michael Vick conseguirá manter-se saudável por 16 semanas? Improvável, mas não impossível. Muito da esperança dos Eagles gira em torno do estado físico do quarterback. Vick tem ótimas peças para trabalhar, mas a defesa ainda sente falta de bons nomes, principalmente na secundária.
  
Washignton Redskins
Robert Griffin III animou os torcedores do Redskins e deu a eles um motivo para acreditar que este ano pode ser muito melhor para a equipe de Washington. O treinador Mike Shanahan agora tem a missão de fazer o jovem quarterback se adaptar o mais rápido possível ao jogo profissional da NFL e montar um esquema que faça com que RGIII brilhe. A defesa é boa, a grande questão é saber como se sairá o time ofensivo comandado pelo calouro.


NFC North 


Chicago Bears
Após anos sem um grande nome na posição de wide receiver, os Bears deram a Jay Cutler o seu ex-companheiro Brandon Marshall. Com um ataque carregado de boas opções, Jay Cutler tem tudo para ter a melhor temporada da carreira. Mas se ofensivamente tudo parece dar certo, defensivamente a coisa não é lá das melhores. Brian Urlacher operou o joelho e a defesa está envelhecida. Pela primeira vez em muitos anos, Chicago deve ter um ataque explosivo e não terá de confiar cegamente na linha de defesa.

Green Bay Packers
Novamente o Green Bay Packers chega sem muitas atenções, mas logo tudo deve mudar de cara. Não existe time perfeito, mas existe time com pouquíssimos problemas e este time é o Green Bay Packers. Falar de Aaron Rodgers é chover no molhado. Ofensivamente, os Packers são os times mais dominantes da NFL. Já na defesa, os cabeças de queijo receberam adições de jovens talentos e devem ganhar ânimo. Sem contar o fácil calendário. Green Bay tem tudo para ser a melhor equipe da NFC.

Detroit Lions
Depois de uma improvável e inesperada classificação para os Playoffs na temporada passada, os Lions agora têm grandes expectativas em torno deles. A dupla Matthew Sttaford e Calvin Johnson seguirá sendo explosiva e tem tudo para ser uma das mais produtivas da NFL. Mas um jogo terrestre mais consistente para balancear o ataque e uma defesa que seja confiável ainda são os grandes problemas na terra dos carros.

Minnesota Vikings

É tempo de reconstrução em Minnesota. Sonhar com Playoffs nos próximos anos é loucura. O ano deve ser longo, mas será interessante ver como volta de lesão Adrian Peterson, após grave lesão e cirurgia no joelho. A defesa ainda é uma incógnita e o quarterback Christian Ponder ainda está se tornando um jogador de NFL. O segredo aqui é manter o pé no chão e não criar expectativas superiores ao que pode, de fato, ser alcançado.


NFC South


New Orleans Saints
O que não faltaram foram problemas na offseason. Punições, suspensões e acusações. Os Saints devem ter um ano difícil pela frente. Praticamente tudo está nos ombros de Drew Brees que terá como missão fazer o New Orleans Saints voltar a ser respeitado dentro da NFL. Missão espinhosa sem o treinador e o general manager. A história nos ensinou a não duvidar de Drew Brees. Por isso, vale a pena aguardar o que ele será capaz de fazer este ano.

Carolina Panthers
Depois de uma primeira temporada dos sonhos para um calouro, a grande questão é o que Cam Newton poderá fazer agora com um ano de experiência na NFL. A certeza é que a defesa precisa melhorar muito para sonhar em se tornar um time que vença mais do que perca. Nos últimos 6 jogos do ano passado, os Panthers venceram 4. Bom sinal? Possivelmente. Mas de novo. Tudo depende de como Cam Newton voltar aos campos.

Tampa Bay Buccaneers
Na mesma proporção que os Bucs têm um time jovem, Tampa Bay tem um time cercado de dúvidas. Com o treinador Greg Schiano vindo do College Football, a equipe volta a sonhar com os melhores anos da franquia. O treinador deve trazer um time mais disciplinado a campo e ajudar Josh Freeman comandar um melhor ataque. Não há muitas dúvidas que os Bucs irão melhorar se comparado com o que fez ano passado. A questão é que, mesmo assim, ainda falta bastante para sonhar em brigar na divisão.

Atlanta Falcons
Em quatro anos foram três aparições nos Playoffs. Atlanta pode repetir mais um ano chegando à pós-temporada? Certamente. A questão é saber se Matt Ryan finalmente  consegue vencer um jogo de Playoff. Uma das duplas mais explosivas do futebol americano precisa descobrir o atalho para sair vencedor dos jogos que mais importam na NFL.


NFC West


San Francisco 49ers
A grande surpresa do ano passado não deve surpreender ninguém este ano. Há alguém que duvida da força dos 49ers? Se tudo se resumia a defesa em 2011, as chegadas de Mario Manningham e Randy Moss devem ajudar Alex Smith e os 49ers e têm tudo para fazer a equipe de San Francisco sonhar com o Super Bowl.

Seattle Seahawks
Seattle tem um sólido jogo pelo chão e uma muito jovem, mas ao mesmo tempo, interessante defesa. O problema aqui é saber se o novato Russell Wilson conseguirá impressionar como fez na pré-temporada e converter jogadas chaves em momentos cruciais. Tudo dando certo e Seattle pode beliscar uma vaga.

Arizona Cardinals
A equipe vem de 7 vitórias nos últimos 9 jogos em 2011. Ótimo momento e uma boa temporada pela frente? Não necessariamente. Há quem diga que quando se tem dois quarterbacks, você acaba sem nenhum. E aí está o dilema dos Cardinals. A situação por lá entre Kevin Kolb e John Skelton é complicada e pode afetar o desempenho do time.


Saint Louis Rams
Mais um time que tem um futuro com boas perspectivas, mas que não deve esperar muita coisa desta temporada. O time se reconstrói ao pouco. O treinador Jeff Fischer deve começar a dar sua cara ao time e trabalhar bem com os jovens talentos que lá estão. Os Rams vão perder mais do que vão ganhar. O time deve ser mais competitivo, mas paciência ainda é a palavra de ordem por lá.

segunda-feira, agosto 27, 2012

Tudo bem?


Três jogos de pré-temporada e três derrotas. Ok. Não é lá nenhum bicho de sete cabeças perder quando a temporada não está valendo. Mas em Nova York a situação é um pouco mais complicada. Os Jets não marcam um únco touchdown já há 3 jogos.

Marca que iguala o Atlanta Falcons de 1977. Sim. 35 anos depois o New York Jets faz o mesmo que os Falcons de anos atrás. Não cruza a endzone em nenhum dos tês primeiros jogos da pré-temporada. Na ocasião, Atlata terminou a temporada com 7 derrotas e 7 vitórias. Um time que não fedeu, nem cheirou e, consequentemente, não chegou a lugar nenhum. Coisa que os Jets não almejam de jeito nenhum este ano. Basta ver o investimento e plantel da equipe nova iorquina.

Lógico que ainda é cedo para fazer prognósticos e previsões. A NFL começa a tomar forma a partir de agora. É preocupante não conseguir pontuar? Sim. Mas mais preocupante do que isso é o time achar que está tudo em ordem. "Honestamente, não acho que devemos estar frustrados com nada", disse Santonio Holmes. Sério, Holmes? Se ganha na NFL apenas pontuando de 3 em 3?

Já Mark Sanchez concordou com a noite infeliz, mas disse confiar nos companheiros de time para reverter a situação. "Como eu vejo, acho que estamos guardando o nosso melhor para a temporada regulhar", afirmou.

Verdade que pode ser discurso para a mídia. Sem querer criar muitos problemas e escancarar qualquer tipo de crise, mas é estranho, pra dizer o mínimo, viver uma situação como essa e achar que tudo anda bem. Que tudo uma hora melhora. Ou pior, que quando passar a valer, tudo se acerta.

Se a pré-temporada serve de ensaio e preparação para os 16 jogos que movimentarão os próximos três meses, a coisa não anda lá muito para o time de Nova York.

Tebow e Sanchez têm somados 30 drives e nenhum TD. Some isso mais 4 turnovers e esse é o Jets até agora. Fato que parece não incomodar o sempre otimista Rex Ryan. O treinador apontou os lançamentos de Sanchez e a proteção do pocket como pontos positivos na atuação do fim de semana contra o Carolina Panthers. Ok, Rex. Mas as pessoas estão começando a se cansar de ouvir o discurso de que tudo está sempre bem ou caminhando para que fique tudo bem.

De forma séria e sem nenhum sarcasmo, Rex terminou a entrevista com uma singela declaração. "Nosso time de Field Goal estava muito bem hoje a noite anotando os chutes".

Dá pra levar a sério?