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quarta-feira, outubro 03, 2012

Ainda o cara


A NBA volta apenas em novembro, mas os training camps já começaram. E o time que todo mundo quer ver em quadra já está reunido. O Los Angeles Lakers desta temporada reúne uma game de talentos invejável. Além dos medalhões Kobe Bryant e Pau Gasol, este ano juntam-se aos dois Dwight Howard e Steve Nash.

No papel, possivelmente, o melhor elenco da NBA. Ainda é cedo para afirmar se na prática todo a expectativa em cima dos Lakers se confirmará, mas vai ser interessante ver essas engrenagens fazerem Los Angeles funcionar. 

A primeira grande pergunta é de quem é o time? Mesmo com a chegada de uma estrela como Dwight Howard, não há dúvidas. Kobe será a figura principal até se aposentar. Mesmo com seus tão falados 34 anos, o armador é a alma da equipe. Cabem aos outros apenas respeitar o papel que Kobe tem dentro do Lakers.

Ainda nesta linha, podem Nash e Kobe coexistir dento de quadra? A pergunta vem já que Nash sempre foi o dono do Phoenix Suns. Tem um estilo de jogo em que ele é o centro do seu próprio universo. Segura a bola, abusa dos pick 'n rolls e acha arremessadores livres para pontuar. Nem de perto o jogo que Kobe gosta e está acostumado.

Mas Nash jogava assim em Phoenix. Não tem a mesma moral para chegar em Los Angeles e mudar completamente o estilo de jogo do Lakers. São 5 anéis de Kobe e toda a reputação conquistada ano após ano contra nenhum anel de Nash.

Não que Nash não tenha vez em Los Angeles. Ele será o armador, terá a bola muito tempo e conseguirá ser o jogador que o Lakers busca há tantos anos. Mas ainda assim Kobe será o cara por lá.

Kobe é constantemente chamado de egoísta por passar pouco a bola. Apesar de Kobe negar, fato é que o Black Mamba ao longo dos anos chutou mais vezes em direção ao aro. Mas justamente por não ter um armador ao seu lado. As coisas agora devem ser diferentes. Kobe jogará ao lado de 3 grandes jogadores. Azar é de quem tiver que defender esse novo Lakers.

Em tempo, 5 meses após uma cirurgia nas costas, Dwight Howard voltou às quadras. O treinador Mike Brown gostou do que viu e conta as horas para que Howard seja 100% liberado para ajudar o Lakers. Quem viu, disse que o pivô está bem, saudável e feliz. Sorte de Los Angeles.

terça-feira, agosto 28, 2012

Chegou a Hora?


Ele foi eliminado na 1ª rodada, nas semifinais, nas finais de conferência e finalmente nas Finais da NBA. Kevin Durant ano a ano cresceu e levou o Oklahoma City Thunder mais longe nos Playoffs. O caminho natural para o ala é que este ano ele solte o grito de campeão que estão entalado na garganta.

"Ouvi algumas vezes que em 3 ou 4 anos 'Essa liga vai ser sua'. Não gosto disso. Sinto que agora estou estabelecido na NBA. Minha hora chegou. Sinto que provei nos últimos 5 anos que eu posso ser um dos melhores jogadores da NBA. Ainda falta muito para ser o maior de todos, mas acho que meu tempo chegou. Estou começando a alcançar meu auge", afimrou Durant em entrevista ao Washington Post.

A hora dele parece ter chegado mesmo. Durant foi impressionante nas Olimpíadas. Ofuscou estrelas como Carmelo, Kobe e o próprio LeBron. De onde chutou convertou os arremessos e provou que todos estavam certos. Durant em alguns anos viraria um dos melhores jogadores do mundo. Ele hoje é realmente um dos melhores, talvez o melhor.

Oklahoma tem tudo para novamente dominar o lado Oeste da NBA. Tem no novo Los Angeles Lakers o maior adversário para chegar pelo segundo ano consecutivo nas Finais. Durant precisa apenas virar, de uma vez, dono do Thunder. Westbrook precisa entender que não pode arremessar mais vezes em um jogo do que a máquina de pontuar Kevin Durant.

Durant precisa entender também que chegou a hora de ser protagonista e a nova cara da NBA. Potencial, talento e bola ele tem de sobra. Durant também já provou que pode ser decisivo. Não foi o Durant de sempre nas Finais da temporada passada. Teve médias de 30 pontos por jogos e 50% dos arremessos de quadra. Impressionante, sem dúvidas, mas na hora que o Thunder mais precisou dele, ele não foi o Kevin Durant que conhecemos. 

Compreensível. Muito jovem, apenas 23 anos, e a primeira final de muitas outras que ainda devem pintar para o talentoso jogador de Oklahoma. 

Se chegou a hora de Durant vencer? Tem tudo para que isso aconteça. Se um Kevin Durant já fez o que fez até hoje, calcule o que ele é capaz se ele realmente chegar ao auge. Sorte do Thunder. Azar dos adversários.

quinta-feira, agosto 23, 2012

LeBron melhor que Jordan? Para Wade, não.


LeBron venceu, enfim, o primeiro anel na NBA. Ganhou também a Olimpíada como um dos protagonistas do Team USA e levou para casa o 3º MVP de uma temporada regular. Este ano dá para dizer que LeBron dominou o jogo de bola ao cesto e colocou de vez o nome na história. 

Mas não satisfeitos em admitir isso, muitos começaram a discutir se LeBron já poderia ser comparado ao maior da história. Enquanto Charles Barkley, por exemplo, disse que não é uma comparação absurda, o companheiro de equipe Dwyane Wade já discorda.

Wade não afirma que LeBron nunca poderá ultrapassar Jordan, mas hoje tem o pé no chão e plena certeza sobre quem é o melhor. "Minha versão para os dois é que ambos estão em um campo de golfe. A difereça é que enquanto Jordan está no 18º buraco, LeBron acaba de chegar ao 4º", comparou Wade.

É óbvio que LeBron ainda está longe de muitos jogadores, o que pensar então do maior de todos. Mas é também verdade que é cedo para afirmar que LeBron nunca conseguirá chegar ao nível de MJ. Jordan venceu o primeiro título com 27 anos. na época, já era considerado um dos melhores jogadores da NBA. Só não tinha ainda Scottie Pippen ao seu lado. Alguma coincidência com LeBron?

Sim. LeBron tem os mesmos 27 anos e também já era um dos melhores da Liga. A diferença é que trocou o Cavaliers pelo Heat. Se juntou a Bosh e Wade para só então poder soltar o grito de "É campeão!".

Enquanto segue o debate sobre quem é o melhor, Wade também falou mais especificamente sobre a próxima temporada. Perguntado sobre a dinastia que o Miami Heat pode instaurar na NBA, o armador afirmou que enquanto as principais peças do time da Flórida estiverem saudáveis, o céu é o limite para o Heat. "Você espera que o time continue a competir e chega uma hora que ele é bom o suficiente e ganha uma trás da outra. Agora que vencemos, queremos continuar sendo melhores e chegar às Finais para vencer outros títulos", disse Wade

Se comparar Jordan com Lebron ainda parece ser loucura, imaginar que o Miami Heat consiga vencer mais títulos nos próximos anos é a realidade hoje da NBA.

quarta-feira, agosto 22, 2012

Kobe vale tudo isso?


Nem LeBron, Nowitzki, Wade, Howard, Carmelo Anthony ou Durant. O jogador mais bem pago da NBA ainda atende por Kobe Bryant. Em lista divulgada ontem, Kobe figura na liderança entre os jogadores que recebem mais dólares por temporada.

Kobe recebe U$27 milhões. O segundo lugar é o alemão Dirk Nowitzki que ganha U$20 milhões por temporada. Sim, não só satisfeito em ser o jogador com maior salário, Kobe recebe U$7milhões a mais que o segundo mais bem-pago da Liga.

Pode-se discutir se Kobe merece receber tal quantia mesmo com 33 anos (Kobe completa amanhã 34 anos). Há quem discuta que ele ganha mais do que merece. Há também quem diga que Kobe é uma lenda. Um símbolo do Lakers e um embaixador do basquete e da NBA. 

Kobe venceu o último título há dois anos. Nas últimas temporadas viu seu Lakers sair para Dallas e Oklahoma na segunda rodada. Em ambas as séries, foi nítido que Kobe poderia dar mais de si. Provar ser o Black Mamba. Kobe não foi. Este ano não conseguiu fechar dois jogos quando o Lakers ganhava do finalista Thunder. Um deles em pleno Staples Center. A culpa não é somente de Kobe. Longe disso. Mas as atenções voltam para o jogador que embolsa U$27 milhões anuais e não é campeão.

Há também o fator extraquadra. Alguém contesta o quanto de mídia e dinheiro Kobe consegue arrecadar e trazer para o Los Angeles Lakers? Em uma época em que poucos podem ser considerados ídolos, Kobe faz justamente o contrário e a cada dia coloca mais o nome na história. Não só do time de Los Angeles, mas de todo o basquete mundial. Kobe é mais que um jogador. Interfere administrativamente no Lakers, dá palpite em contratações e ajuda a franquia. Foi ele quem ligou ara Nash e Howard.

Kobe Bryant é aquilo que se pode chamar de superestrela. Vence jogos, é espetacular dentro de quadra e sabe ser decisivo. Também cumpre os papéis mais burocráticos. Por onde passa lota ginásios. Todos querem ver Kobe. Nem que seja para vaiá-lo. Extrapola a fronteira das quatro linhas da quadra.

Sim, Kobe vale o que custa aos cofres do Los Angeles Lakers. Não é mistério que o time vai até onde Kobe conseguir ir. E este ano as perspectivas são boas. Discute-se se Kobe vale o quanto ganha, principalmete, pelo pequeno período de jejum do time da Califórnia. Kobe vence o 6º título da carreira e esta conversa nunca terá existido.

quarta-feira, agosto 15, 2012

Bynum chega ao 76ers

 
Anunciado esta quarta-feira pelo Philadelphia 76ers em entrevista coletiva, o pivô Andrew Bynum desejou ser parte integrante do futuro da franquia de Philadelphia. Em conferência aberta para o público, o pivô foi recepcionado pela torcida aos gritos de "Bynum!" e "Beat LA!".

Ainda sem cravar se assinará ou não a extensão com o 76ers após a temporada, Bynum respondeu que teve uma ótima primeira impressão do time e que espera que a cidade de Philadelphia seja a sua nova casa.

Bynum tem uma relação já próxima com a cidade. O jogador que teve médias de 18.7 pontos e 11.7 rebotes na última temporada, nasceu a pouco mais de uma hora da Philadelphia e tem um carinho especial pela cidade, principalmente depois da animada recepção de hoje.

Acostumado a ser um coadjuvante no time do Los Angeles Lakers, Bynum chega ao 76ers com a missão de ser assumir o papel principal da equipe. Novo desafio para ele que nunca antes se viu em tal posição, Bynum acredita que será a próxima temporada será muito importante para ele como jogador.

"É o próximo passa da minha carreira. Estou animado com esse time. O Sixers é um time jovem e com muita energia, basta ver o que Doug Collings fez com estes jogadores temporada passada", disse o pivô.

Com foco e escapando das lesões, Andrew Bynum tem tudo para em Philadelphia achar seu melhor jogo e se tornar um dos melhores pivôs da NBA. Um pivô que faça a diferença e leve o 76ers a outro patamar como time. O maior desafio? Colocar isso na cabeça de Bynum.

terça-feira, agosto 14, 2012

Chegou a hora?


Que a janela para o Dallas Cowboys está se fechando aos poucos não é novidade para ninguém. E não sou eu quem diz isso, mas sim o próprio dono da franquia, Jerry Jones. Mais uma temporada começa e Dallas tem outra chance de provar que pode, enfim, vencer um jogo de Playoff. Será este o ano de Tony Romo conseguir este feito?

Se depender dele, 2012 é o ano. 2012 tem que ser o ano. Não se discute o talento de Romo como quarterback. Ele coloca ano atrás de ano boas marcas. Na temporada passada teve o 5º QBR da NFL. Mas Romo vive o mesmo dilema que alguns jogadores enfretam/enfrentaram. Entre a lista, seletos nomes como LeBron James e Peyton Manning. O dilema de não conseguir ser decisivo. Ou melhor. Não vencer quando se é preciso.

É injusto colocar toda a culpa em Romo, mas como a NFL tem a posição de quarterback como a mais importante e valorizada, é natural que o fracasso recaia mais no colo do QB, mesmo que de forma exagerada. E é justamente isso que acontece em Dallas. Não dá pra eximir Tony Romo de tudo, mas é simplista colocar a culpa de todo o fracasso da última temporada nele. A secundária era fraquíssima e a linha ofensiva permitiu que Romo fosse sackado 36 vezes.

Este ano, pelo o que se viu, as coisas não devem melhorar muito. Tony Romo vai precisar jogar muito se quiser sonhar em ganhar um jogo de Playoff. O maior problema dos Cowboys volta a ser a linha ofensiva. Jogadores lesionados e outros jogando improvisados. Logo, problemas à vista.

É verdade também que um time com a grandeza e torcida como os Cowboys não podem se dar por satisfeitos com apenas uma vitória nos Playoffs. O objetivo deve ser vencer o Super Bowl. Ver o maior rival, o New York Giants, ganhar dois deles em um curto espaço de tempo não é fácil para quem torce para a equipe do Texas.

As coisas precisam mudar por lá. Tony Romo tem tudo para ter mais um ano com excelentes números. Mas Romo quer o plus. O algo a mais. Quer mostrar ao mundo que é um quarterback de elite. Não basta mais apenas uma temporada. Em 2012, tudo se resume a vitórias.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Time a ser batido?

 
21 de maio. O Lakers era eliminado em cinco jogos pela 2ª rodada dos Playoffs do NBA. Em 2011, o mesma já havia acontecido contra o Dallas Mavericks, este ano a derrota veio para o Oklahoma City Thunder. Perguntado sobre o futuro da equipe de Los Angeles, a estrela Kobe Bryant sorriu e apenas respondeu "Não sou a pessoa mais paciente e a organização também não. Queremos ganhar e ganhar agora. Tenho certeza que nós vamos dar um jeito. Nós sempre demos e eu tenho certeza que vamos de novo", afirmou Kobe.

Naquela época, a estrela do Lakers confiou na tradição da franquia em não se acomodar e sempre estar em busca de títulos, fazendo sempre o possível para adquirir novas peças. E desta vez não foi diferente. Kobe ao sorrir, parecia já imaginar que o futuro do Lakers realmente seria, no mínimo, interessante.

Tudo começou com a chegada do armador Steve Nash. Ok. O armador tem idade e assinou por longos dois anos, mas mesmo já rodado e com seus 38 anos de bagagem, Nash conseguiu ter bons números em Phoenix e continua sendo até hoje um dos melhores armadores da NBA. Com talento de sobra e técnica apurada, Nash deu ao Lakers o que há muito tempo não se via. Um jogador capaz de comandar o showtime do Lakers com velocidade e com a força e velocidade do contra-ataque como não se via desde a época de Magic Johnson.

Se com Nash o Lakers já passava a ter outra cara, depois de sexta, dá para dizer que chegou a Los Angeles a cereja do bolo. Sim, a novela acabou e Dwight Howard, enfim, vestirá a camisa roxa e dourada da equipe da Califórnia. Howard chegou em troca que envolveu outros três times. Os boatos estavam certos e o superpivô agora integra um dos prováveis favoritos ao título.

Vale lembrar que o Lakers conseguiu manter também o pivô Pau Gasol. Tem como lineup agora Steve Nash, Kobe Bryant, Metta World Peace, Pau Gasol e Dwight Howard. Time que impressiona no papel e deve impressionar quando o Lakers entrar em quadra no início da temporada. Se os favoritos para o título eram Miami e Oklahoma, dá para dizer que com as novas aquisições, o Lakers entra forte na corrida por mais um anel.
 
Os dois fracassos consecutivos do Lakers serviram de chamado de atenção para Los Angeles. A franquia e seus managers perceberam que para voltar e brigar e disputar o título seria preciso que mudasse a espinha dorsal do time. E aí está. Se Miami conta com o Big Three, dá para dizer que o Lakers agora tem o Big Four da NBA.
 
É verdade que por mais brilhante que seja Dwight Howard, o dono do time ainda é Kobe. E o Lakers também só chegará até onde Kobe conseguir levar a equipe. Acreditava-se que a janela para o Black Mamba estava se fechando, mas com D12, ela voltou a se escancarar. 
 
Por mais que Miami e o Thunder já estejam arumados, a verdade é que em 2012-2013, o time a ser batido voltou a ser o Los Angeles Lakers.

quinta-feira, agosto 09, 2012

Novela chegando ao final?


Parece que a novela tem tudo para acabar nesta sexta. De novo, são fontes que dizem que o negócio está praticamente selado, mas agora são muitas que confirmam a chegada de Dwight Howard no Los Angeles Lakers. A troca que faria o superpivô chegar ao time da Califórnia envolveria 4 times. Além do Lakers, o Philadelphia 76ers, o Denver Nuggets e, obviamente, o Orlando Magic.

Com a negociação, o Lakers adicionaria ao seu plantel Dwight Howard. Pelo lado do Denver Nuggets, chegaria Andre Iguodala. Já o time da Philadelphia pegaria Jason Richardson e Andrew Bynum. Por fim, Orlando teria Arron Afflalo, Al Harrington, Nikola Vucevic e uma primeira rodada futura do draft de cada uma das três outras equipes.

Há quem diga que Pau Gasol também poderia estar envolvido na troca e iria jogar pelo Nuggets, mas as fontes dizem que existem cenários com e sem o pivô espanhol dentro do bolo de jogadores. Um fator complicador também seria Andrew Bynum. Sempre ele. o 76ers não teria conversado ainda com o pivô e seus agentes. Não sabem se Bynum toparia se comprometer com a equipe do Sixers.

Outras fontes afirmam que Bynum só aceitaria assinar uma entensão de contrato com o Lakers. Há o risco de Bynum sair de graça após um ano, quando ele se torna agente livre e pode assinar por 5 anos, no valor de U$102 milhões. Caso Bynum assinasse a extensão, seriam mais 3 anos e U$60 milhões no bolso do pivô do Lakers.

Que Howard quer sair, não há novidade alguma. Há meses se escuta que ele fala pra quem quiser ouvir sobre o desejo de se transferir. O Lakers assumiria o risco de trazer Howard e poder vê-lo sair no ano seguinte como agente livre. Mas Los Angeles parece querer assumir este risco. Acredita que Howard se sentiria bem em um ambiente que pudesse ganhar o anel da NBA.

De novo, são especulações e fontes. Mas parece que agora vai.

sexta-feira, agosto 03, 2012

A Discussão do Team USA


Como em todo início de Jogos Olímpicos, a conversa é a mesma. O time atual venceria o antológico time de 1992, o chamado Dream Team? Este ano não foi diferente. Kobe e LeBron disseram que apesar de ser um jogo duro, o time atual venceria de Jordan, Magic, Bird, Barkley e cia. Logo falaram que as atuais estrelas estariam supervalorizando o time de hoje, mas depois do jogo contra a Nigéria, as coisas talvez tenham mudado um pouco.

Não. O time de hoje não é melhor que o time de Barcelona, mas ainda é um senhor time. Uma equipe que deve ser bastante respeitada. Uma equipe que se dá ao luxo de contar com Kevin Durant, Kobe Bryant, LeBron James, Carmelo Anthony. Com alguns deles na melhor fase da carreira. Um time que só ainda não é mais espetacular graças as lesões de Derrick Rose, Dwight Howard e Dwyane Wade.

Quem se rende ao time de Londres são os próprios integrantes do Dream Team original. Para a ESPN, Magic Johnson rasgou elogios a LeBron e os demais. "Quero parabenizar nossos jogadores por continuarem a dominar a quadra em Londres. Eles estão parecendo com o nosso time de 1992. Quero vê-los  continuarem  essa jornada e trazer a medalha de ouro para cá", disse o armador. Já Charles Barkley elogiou a seleção americana de maneira humorada. "Eles ganhariam do nosso time (o Dream team) por 83 pontos sim. Mas só se nós jogássemos hoje", brincou.

Os Estados Unidos massacraram a Nigéria e venceram por 83 pontos de diferença. A maior na história dos jogos de basquete em Olimpíadas. Foram 29 bolas de três que fizeram o atual Team USA bater o recorde do Team USA de 1992. Se a maior diferença de pontos tinha sido contra Angola por 68, a nova marca agora é de 83 pontos. Marca que também supera a maior diferença de pontos que o Team USA de 1992 já conseguiu. Antes dos Jogos Olímpicos de Barcelona, o Dream Team fez 79 pontos a mais que Cuba.

O time de Londres também tem médias de pontos superiores ao time de Barcelona. Enquanto o Dream Team original anotou 110 pontos, a equipe atual marca 121.3 de média. Apesar disso, os passeios devem ter uma pausa agora. Os Estados Unidos encaram Argentina e Lituânia, duas seleções ranqueadas entre as 5 melhores do mundo pela FIBA. Depois começam as fases de mata-mata e mesmo jogando bem, não devemos ver mais placares tão elásticos e exibições cinematográficas.

Nunca acabará o debate sobre qual seleção for melhor. Vai começar outra Olimpíada e, novamente, o mesmo assunto virá. É inevitável e quase inconsciente comparar as seleções americanas de basquete com Aquela. Aquela escrita em letras maiúsculas justamente por elar ter sido o maior time de basquete da história. Por ter contado com os jogadores mais fantásticos e ter representado o que representou. Não. Não dá pra diminuir o que o time de hoje faz. É outra equipe brilhante. Só não é o time de 1992.

quinta-feira, agosto 02, 2012

Novo Líder em Boston


Foi-se a época de Paul Pierce, Kevin Garnett e Ray Allen. Não que os dois primeiros não continuem tendo papel importante no Boston Celtics, mas está mais claro do que nunca que o time antes comandado pelo trio, agora, passa a ser liderado pelo armador. E quem disse isso não foi nada mais, nada menos que o respeitado treinador do time de Massachussetts, Doc Rivers.

O treinador do Celtics ratificou essa posição e ficou do lado do armador, acusado de ser um dos responsáveis pela saída de Ray Allen para o Miami Heat. "As pessoas podem usar isso de que o Rondo tinha problemas de relacionamento com Ray Allen. Sim, realmente tinham, mas foi mais eu do que o Rondo. Eu fui o cara que deu a bola para Rondo e isso não significa que algumas pessoas gostaram disso, entre elas Ray", defendeu o treinador do Celtics, em entrevista ao Yahoo Sports.

Essa foi a primeira vez que não se ouve rumores sobre uma suposta troca envolvendo Rajon Rondo e também a primeira vez que Rivers escancarou sua defesa em torno do armador. De quase jogador trocado, para conseguir Chris Paul antes do início da temporada, a estrela que se monta um time em torno, a ascensão de Rondo como franchise player de Boston veio muito em função das seguras atuações na última temporada.

Com médias sólidas de 11.9 pontos por jogo e a liderança na liga em médias de assistência com 11.7, Rondo levou Boston a outro patamar e fez a equipe verde sonhar até em derrotar o poderoso Miami Heat. De time envelhecido e acabado, Rondo colocou Boston de volta a conversa de melhores times da Liga e comandou uma incrível sequência de recuperação pós-All Star Game.

Rivers admitiu ainda  que foi dando poder e liderança aos poucos para o jogador de 26 anos. Rondo soube assumir a posição e garantiu seu lugar como um dos principais armadores da Liga. Hoje é fundamental para o esquema de Boston. De um time armado sobre três pilares, Boston hoje tem como protagonista o seu armador e vê Garnett e Pierce como coadjuvantes de luxo.

"Durantes os Playoffs, eles entenderam que Rondo é o líder do time. Todos jogam com ele. Garnett é ainda um ótimo jogador e Pierce é o nosso melhor pontuador. Cada um entendeu seu papel no time", afirmou Doc Rivers.

A nova responsabilidade assumida por Rondo não tira dos outros dois veteranos o importante papel exercido por cada um. Garnett e Pierce ainda vão ser fundamentais para Boston sonhar com um próximo anel. Mas Boston viu temporada passada que pode contar com uma nova estrela. Que pode confiar em Rondo para montar um time que possa vencer campeonatos quando a janela de Pierce e Garnett se fechar.

Boston teve a prova de que Rajon Rondo tem o gene da liderança. Soube passar de jogador secundário a estrela da companhia. Resta saber quais serão os próximos passos do armador como líder. À primeira vista, ele não parece ter problemas em assumir tal posto. Porque isso é o Rondo faz de melhor.

quinta-feira, julho 26, 2012

Novela que segue


Em mais uma sessão de rumores sobre Dwight Howard, a novidade, ou nem tanto, é que o pivô encontrou-se com o General Manager de Orlando ontem e mostrou  a Rob Hennigan o seu desejo de não jogar a próxima temporada pelo Orlando Magic.

Howard não assinará uma extensão de contrato ou concordará em jogar por Orlando após seu contrato expirar em julho de 2013. Já manifestou desejo em ser trocado para o Los Angeles Lakers ou para o Brooklyn Nets. A questão é que Hennigan está firme e sem pressa para negociar.

O GM de Orlando quer um bom negócio para trocar Dwight Howard. Mas  até agora, nada de aparecer um bom negócio ainda. Brooklyn não consegue mover suas peças e fazer valer a pena para o Magic. Já com o Lakers a situação é fazer com que Andrew Bynum se comprometa a escolher o Orlando como opção para os próximos anos de sua carreira. E aí está outro problema. Fazer com que Bynum se comprometa a algo.

Enquanto nada se resolve, Howard continua insatisfeito na Flórida. A posição do GM Rob Hennigan é interessante. Mesmo com toda a pressão para que Howard saia, ele continua firme e espera uma boa proposta, sempre sem se precipitar. Já Dwight Howard segue envolto de muitos rumores e boatos. Sempre se comenta do desejo do superpivô em sair, mas a verdade é que Howard ainda não se pronunciou oficialmente sobre isso. 

E até isso acontecer, seguirão os boatos e o disse-me-disse sobre o pivô.

sexta-feira, julho 20, 2012

Mudanças na NBA


Tradição do verão americano, a NBA se encontrou em reunião anual para discutir a Liga e como sempre, de lá saíram algumas novidades para as próximas temporadas. O encarregado de passar as novidades para a mídia foi o comissário David Stern.

Não se esperava muito mais que a inclusão de algumas pequenas particularidades. E assim foi feito. O replay usado pelo árbitro ganha duas adições. Em qualquer momento do jogo, se o árbitro assinalar uma falta flagrante, ele terá a chance de ir até o monitor classificá-la como falta flagrante 1, 2 ou até voltar atrás na chamada e passar para uma falta comum. Fica liberado também o uso de replay para chamadas de bolas na descendência, durante os dois minutos finais do jogo.

Mas a grande mudança é com relação aos uniformes. Ainda é uma ideia a ser estudada, mas a NBA sinalizou positivamente a chance de incluir pequenos patrocínios nos uniformes, a partir da temporada 2013-14. A demora seria devido a fabricação dos uniformes pela Adidas e as franquias negociarem as marcas que exibiriam. Os uniformes à venda para o público também viriam com as marcas estampadas.

Interessante ideia, já que as equipes poderiam ganhar mais receita e quem sabe até virar o jogo sobre isso nos EUA, já que lá nenhuma das ligas permite patrocínio no uniforme usado em jogos oficiais. Tem tudo para inovar e as outras ligas seguirem a nova moda.

quinta-feira, julho 19, 2012

Vai pra onde, Howard?


O boato do dia era que Dwight Howard havia definido novo rumo para a sua carreira. Aceitaria ser trocado para o Los Angeles Lakers e assinar uma extensão com o time angelino quando terminasse seu atual contrato. Mas como já dito, apenas boato. E quando se fala em Dwight Howard, tudo é um pouco mais complicado.

A novidade agora é que o agente de Howard desmentiu tudo isto. "A posição de Howard continua a mesma dese o fim da última temporada. Ele tem a intenção de explorar o período como agente livre ao fim da próxima temporada, independente do time que adquiri-lo em uma possível troca. Inclusive o Brooklyn Nets", disse Dan Fegan.

Os boatos ainda davam conta que o Lakers envolveria o Cleveland Cavaliers ou o Houston Rockets como terceiro time para mandar para Orlando jovem promessas do draft e liberar espaço no teto salarial, já que não é de hoje que Orlando deseja aliviar seu teto trocando alguns contratos altíssimos. Bynum também estaria envolvido na troca e Orlando só não teria aceitado ainda a proposta, devido não achar que estaria se dando bem com a troca. 

O desejo de D12 não assinar uma extensão é apenas financeira. Howard poderia estender seu contrato por até 3 anos, segundo fontes da ESPN americana. Esperando o contrato acabar, o superpivô poderia assinar com qualquer time pela duração de 5 anos e por incríveis U$108 milhões. Mesma conta de Chris Paul como Los Angeles Clippers.

Se por algumas horas o destino de Howard ficou mais transparente, parece que tudo volta a ficar turvo e embaçado. Não se sabe quem arriscará ter Howard por apenas um ano. Novela que segue.

quarta-feira, julho 18, 2012

Como fica o Knicks sem Lin?


Fim de novela. O New York Knicks não igualou a proposta e a sensação Jeremy Lin é oficialmente jogador do Houston Rockets para as próximas 4 temporadas da NBA. Apesar dos rumores iniciais indicarem que o Knicks cobriria qualquer oferta pelo armador, no sábado estourou que a situação não era bem assim. E os rumores se provaram verdadeiros. 

Mas com a saída de Jeremy Lin consolidada, como fica o New York Knicks? Já dito antes, não dá para dizer que Jeremy Lin não sabe jogar. Mas fará tanta falta ao Knicks?  Com Kidd e Lin, o Knicks usaria o experiente armador como titular e Lin viria do banco. Haveria um sistema de mentor e aluno entre os dois. Kidd prepararia e moldaria Jeremy Lin para os próximos anos de NBA, transmitindo todo a sua experiência para o jovem asiático.

Com Lin fora, a situação muda. Raymond Felton será o titular e Kidd o reserva. Uma boa dupla e que pode fazer o jogo fluir. A grande questão do New York Knicks independe de Lin. É ainda saber se as duas principais estrelas conseguem atuar juntos. Duas estrelas que vão precisar descobrir como fazer o jogo de ambos renderem. Carmelo e Amar'e podem jogar um do lado do outro? Também há a questão sobre Amar'e Stoudemire. A temporada do Knicks deve muito a sua saúde. Se ele estiver saudável, o Knicks é um time. Se tudo cair nas costas de Carmelo Anthony, o Knicks passa a ser outro time.

Hoje no Leste ainda há 4 times melhores que New York. São eles Miami, Chicago, Boston e Brooklyn. O Knicks fica com a 5ª posição, já que Orlando e Atlanta já não são mais os mesmos. A verdade também é que o New York Knicks é a 5ª equipe do Leste com ou sem Jeremy Lin.  Sua saída não será sentida assim logo de cara, no quesito dentro de quadra. 

Fora de quadra, a história é outra. O Knicks deixa de arrecadar muito dinheiro sem a figura de Jeremy Lin. Camisas, ingressos, souvenirs... O Knicks perdeu uma enorme fonte extra de renda, mas pensou racionalmente em manter o teto salarial da equipe estável para os próximos anos. Um dos argumentos usados pelo Knicks é que Stoudemire e Carmelo têm 3 anos ainda de contrato. Lin poderia não se tornar o armador que todos pensam que ele pode ser em 3 anos e isto comprometeria a janela de título para os dois All Stars.

Sem assinar um contrato pesado com Lin, o Knicks abre espaço para mover algumas peças e ser campeão dentro destes 3 anos. Não arrisca na aposta. Faz o chamado "correto". Se a opção foi acertada, só o tempo dirá.

segunda-feira, julho 16, 2012

Linsanity saindo de Nova York?


Parece que tudo mudou em Nova York. Se antes era prometido que o New York Knicks igualaria qualquer proposta para manter Jeremy Lin, as coisas esse final de semana mudaram um pouco de cara. A história que circula agora por Manhattan é que o Knicks não vai cobrir a proposta do Houston Rockets e a Linsanity já está de malas prontas para a terra dos foguetes.

A pergunta que vem logo à cabeça é simples. O New York Knicks está certo ou não em mandar Jeremy Lin para Houston? Primeiro de tudo é preciso dizer que a proposta do Rockets para ter o armador é muito boa. Jeremy Lin teria um contrato de 4 anos e U$30 milhões. Nada mal para quem até outro dia estava na Summer League e sem perspectiva alguma de vingar na NBA. Só no terceiro ano de contrato, Jeremy Lin embolsaria U$14,8 milhões garantidos.

Não se duvida do potencial de Jeremy Lin. Em 25 jogos, o armador de olho puxado conseguiu virar fenômeno e ter o rosto mundialmente veiculado. Levantou uma franquia em decadência e trouxe o Knicks de volta aos holofotes. A questão é se é racional pagar tudo isto para Lin. Se Lin vale quase U$15 milhões em uma única temporada? Sim, ele anotou 38 pontos contra o Lakers. Sim, ele teve 28 pontos e 14 assistências contra o atual campeão, Dallas Mavericks. Mas o que se diz em Nova York é que não se acha que Lin tem todo esse valor.

Lin pode jogar e o Knicks sabe disso. Mas os valores para uma renovação seriam considerados muito acima para tamanha aposta. Ninguém sabe como Lin vai voltar após artroscopia no joelho. Também não se sabe se a Linsanity era apenas fogo de palha ou realmente uma realidade. Os valores são considerados altos para um investimento de muito risco. Lin não vinga e o Knicks tem uma bucha de U$30 milhões nos próximos 4 anos.

Também vale lembrar que Jeremy Lin fez o que fez quando pegou um remendado time do New York Knicks, sem as principais estrelas. Lin foi protagonista e comandou a equipe. Com Carmelo e Amar'e de volta, as coisas podem ficar diferentes. Como Lin se sairia sendo o coadjuvante da companhia? Tem ele bola para liderar dois All Stars como os que estão no Knicks?

Mas perder Lin de graça? Um jogador que pode trazer muita renda e uma visibilidade inimaginável para o Madison Square Garden. A princípio, a saída do armador seria frustrante, mas de fácil assimilação. O New York Knicks trouxe Jason Kidd e readquiriu Raymond Felton por 3 anos. Dois bons e experientes armadores capazes de armar para Nova York com eficiência e organizar o jogo das duas estelas de Manhattan. 

Uma saída para o Houston Rockets também não significaria também uma possível rivalidade com o Knicks na Conferência Leste, nem na divisão do Atlântico. Perder Lin para um time da Conferência Oeste é diferente de perdê-lo para um Boston Celtics ou um Brooklyn nets. Mas apesar de não representar uma real ameaça, apenas em uma eventual e surreal final, ver o jovem armador destruindo em Houston seria de doer para todo torcedor do Knicks.

A definição de nova York deve sair até amanhã. É claramente uma decisão entre o coração e a razão. Acreditar no potencial de uma jovem estrela e tudo que ela pode fazer e trazer para a equipe ou pensar a longo prazo e não comprometer o teto salarial da franquia?

sexta-feira, julho 13, 2012

Jogadores da NBA no Team USA. Válido?


Estados Unidos e República Dominicana jogavam partida de exibição, uma prévia para a Olimpíada. Mero jogo para os Estados Unidos darem show e mostrarem todo o talento do time que vai a Londres. Tudo ia muito bem até a lesão no jovem Blake Griffin. De joelho machucado, Griffin saiu do jogo, foi levado imediatamente de volta para Los Angeles e horas mais tarde descobriu-se que o ala não poderia mais conquistar a medalha de ouro. Uma lesão no menisco o tira das quadras pelas próximas 8 semanas.

A lesão de Griffin desperta, novamente, uma antiga conversa. Jogadores da NBA deveriam participar dos Jogos Olímpicos? Desde 1992, quando foi permitida a ida de jogadores da liga profissional americana para a disputa das Olimpíadas, os EUA montam esquadrões para vencer e provar ao mundo que possuem a melhor equipe de basquete. 

Em 1992 surge o Dream Team com Michael Jordan, Larry Bird, Magic Johnson, Charles Barkley, John Stockthon, Karl Malone, Charles Barkley e outras estrelas. O time de 1992, considerado o maior de todos os tempos, serviu para estabelecer um padrão altíssimo de jogo e depois daí todo time americano teria que vencer a medalha de ouro, dar show e provar superioridade frente os demais times.

A discussão é ampla e longa. Não se fala muito, nem se faz campanha, mas é notório o descontentamento dos donos das franquias ao liberar que suas estrelas deixem as férias e participem dos Jogos Olímpicos. Eles garantem contratos milionários para os principais jogadores do mundo e podem vê-los lesionados. Caso de Griffin, que um dia antes havia assinado por 5 anos, no valor de U$90 milhões.

Mas também é óbvio a vontade de todo jogador querer vencer uma medalha de ouro e escrever seu nome na história do esporte. Mesmo para craques como Kobe Bryant, LeBron James e Kevin Durant. Estrelas já consagradas, mas que mesmo assim, optaram por irem até Londres conquistar mais um ouro para o país de origem. Para eles não é preciso provar mais nada. Todos já o consideram os melhores jogadores mundiais pelo o que jogam na NBA e não pelo o que vão jogar na Olimpíada.

A lesão de Blake Griffin apenas escancarou o grande medo que torcedores e donos de franquias têm. Griffin passará pela segunda cirurgia no joelho esquerdo. A lesão não é grave, mas poderia ter sido. Foi apenas um jogo e outros 12 jogadores correm o risco de se lesionar até meados de agosto, quando acaba a Olimpíada de Londres. Também é fato que é muito mais empolgante ver as grandes estrelas disputarem o maior torneio mundial entre nações. As Olimpíadas são referência para os melhores atletas do planeta e é natural que as estrelas do basquete lá estejam.

Fato é que a discussão não tem fim. Vai haver quem defenda a ida dos craques e vai haver quem torça o nariz. Existe algum lado certo? Não. Cada um dos lados têm seus prós e contras. O joelho de Griffin serviu para reacender esta interminável discussão e enquanto for liberado que as estrelas da NBA possam ir, elas jogarão e trarão o ouro para os EUA.

quinta-feira, julho 12, 2012

Bynum por Howard. E aí? Vale a pena?


A novela Dwight Howard ganhou mais um capítulo. Chegou dia 11 e o Brooklyn Nets confirmou a chegada de Joe Johnson e a renovação de Brook Lopez, o que pôs fim aos planos do pivô jogar com o Nets, pelo menos na próxima temporada, já que o teto salarial da nova equipe de Nova York está no limite. A novidade agora são as fontes que dizem que uma troca entre Lakers e Magic é possível de acontecer.

O Lakers abriria mão do seu pivô Andrew Bynum e receberia Dwight Howard de Orlando. D12 nunca manifestou interesse de jogar pelo Lakers enquanto Kobe fosse a estrela por lá. Howard seria coadjuvante, o número 2 da cidade e isso o pivô não quer. Apesar disso, diz-se que é possível que aconteça a tal troca e o Lakers tenha Kobe, Nash, Gasol e Howard, em 2012-13.

A grande questão é saber se é bom para o Lakers abrir mão de Andrew Bynum. O pivô do time californiano é mais jovem e apresenta talento incrível. Há anos era tido como promessa e aos poucos vai finalmente se vendo em quadra o que era previsto para Bynum. Um pivô versátil, muito físico e habilidoso. Hoje Dwight Howard é melhor, mas a longo prazo, a história pode ser um pouco diferente.

Mas há também quem já acredite que Bynum é melhor hoje que Dwight Howard. O pivô do Lakers é mais efetivo ofensivamente e tem aproveitamento muito superior na linha dos lances livres. O que ainda pesa na balança para Howard é o seu jogo defensivo. Mas ainda assim, Bynum mostrou esse ano que pode defender e a tendência é que ele melhore defensivamente ao longo das próximas temporadas.

O ponto de interrogação é a personalidade de Andrew Bynum. O pivô é o jogador que bateu de frente com o treinador Mike Brown. Bynum disse que jogaria da forma que ele achasse que seria melhor para seu jogo. Mesmo que para isso tivesse que continuar chutando bolas de 3 sem que o técnico ficasse satisfeito. Bynum também aprontou e dispensou o treinador particular Kareem Abdul-Jabbar por achar que não tinha mais o que aprender com um dos maiores jogadores da história da NBA.

A troca pode sair dos boatos e tornar-se realidade, mas o Lakers viverá um dilema. Manter um jogador que futuramente pode vir a ser melhor que o próprio Dwight Howard, mas que ao mesmo tempo se comporta e tem atitude que compromete a própria equipe. Um jogador extremamente temperamental que parece jogar para si mesmo e não pensar coletivamente. 

Vale a pena pagar esse preço e manter Bynum?

segunda-feira, julho 09, 2012

Briga na Big Apple


Que a Conferência Leste vai ficando melhor a cada dia, não se discute. Mas um dos duelos interssantes é um que vai se formando em Nova York. Com a chegada do Nets ao Brooklyn e um New York Knicks mais competitivo, desde a chegada de Carmelo e Stoudemire, o embate entre os dois novos rivais deve movimentar não só a Big Apple, mas a NBA, na próxima temporada.

O New York Knicks adicionou ao seu elenco o experiente armador Jason Kidd e renovou com a sensação Jeremy Lin por U$28 milhões. Ambos vêm para somar com o pivô Tyson Chandler e a dupla de estrelas. O grande reforço para a temporada, Jason Kidd, entrará vindo da banco, já que os 39 anos pesam nas costas. O titular será Lin, que ainda não se sabe como voltará de lesão e se é realmente uma realidade ou apenas um brilhareco.

As opções no mercado para o Knicks também não são muito lá animadores. Steve Nash foi para Los Angeles, Goran Drajic para Phoenix, Jamal Crawford para o Clippers e JR Smith optou por sair de New York. Sem contar que Dwight Howard já esteve sondado em muitos lugares, mas nunca o Knicks foi citado.

Já o New Jersey Nets parece já querer causar impacto logo de cara. Assinou por 5 anos e U$98 milhões com o armador Deron Willians. Trouxe Joe Johnson e ainda tem Gerald Wallace. Os três tem tudo para formar um dos melhores backcourts da Liga. Jogando no garrafão, o Nets ainda conta com o eficiente Kris Humphries e o muito bom Brook Lopez. A situação do último ainda indefinida, mas a tendência é que permaneça. Caso saia, a chegada de Dwight Howard seria apenas uma formalidade e uniria o desejo de Nets e do pivô. Mas mesmo sem D12, as coisas vão bem no garrafão do Brooklyn,

Se a rivalidade entre New Jersey e New York nunca foi uma rivalidade real, os dois times agora têm a chance de movimentar Nova York. De cara, quem sai na frente é o Nets. Brooklyn tem mais elenco e um quinteto titular mais forte. Não que se possa desconsiderar o Knicks, mas ainda é incógnita como voltará Jeremy Lin, se Kidd pode ainda ser útil com a idade e se Stoudemire voltará bem das lesões que tanto o persguiram esse ano e também da cabeça, já que não é lá muito esperto sair de um Playoff, após cortar a mão em um extintor durante ataque de fúria.

Não dá para discutir que Miami é o favorito da NBA e consequentemente a melhor equipe do Leste, mas a nova equipe do Brooklyn não fica muito atrás de Boston, com a chegada de Jason Terry e a renovação de Kevin Garnett, e de Chicago, com a volta de um Derrick Rose saudável. E o Knicks? Ainda vai ser preciso aguardar vê-los jogar, mas é bem provável que o time do Madison Square Garden se junte a elite do Leste.


sexta-feira, julho 06, 2012

Os futuros de Ray Allen e Jeremy Lin


Apesar de atual campeão, o Miami Heat não se acomoda e já está atrás de reforços para a próxima temporada. A bola da vez que pode se juntar a Dwyane Wade e LeBron James é o ala do Boston Celtics, Ray Allen.

Allen jantou ontem com os homens fortes de Miami, Erik Spoelstra e Pat Riley, mas ainda não acertou sua transferência. Fontes dizem que Ray Allen está dividido entre sair para a Flórida e permanecer em Boston. Ray Allen também teve garantido um papel ofensivo importante em Miami para a próxima temporada, jogando ao lado do trio do Heat.


Já a sensação Jeremy Lin recebeu oficialmente proposta do Houston Rockets. São quase U$30 milhões por 4 anos. Mas nem tudo está perdido para o Knicks. O time de Nova York pode igualar a proposta e fazendo isso Lin continua em Manhattan. Há quem diga que o Knicks igualará a proposta que for. 

Nada mais natural. Jeremy Lin vende camisa, ingresso, traz mídia e, o principal, é muito bom armador. Para Lin, a permanência no Madison Square Garden também é positiva para ele. O queridinho da NBA está no maior mercado e sob os maiores holofotes e mesmo com a chegada de Jason Kidd, continuará sendo importante para a equipe. Sua saída para o Rockets, hoje, seria um equívoco.

quinta-feira, julho 05, 2012

Kidd no Knicks


Depois de Steve Nash chegar ao Lakers, a quinta-feira surpreendeu com outra troca envolvendo um outro experiente armador. Dessa vez foi a vez de Jason Kidd. O armador resolveu trocar o Dallas Mavericks e ir jogar no Madison Square Garden, pelo New York Knicks.

Apesar da confiança do Mavericks em contar com Kidd pelos próximos três anos por U$9 milhões, o Knicks acertou com o armador por valores semelhantes. "Acho que posso ajudar. Em Nova York terei mais peças para trabalhar do que em Dallas", disse Jason Kidd, após a confirmação da sua saída do Mavericks.

A saída de Kidd se deve principalmente a dificuldade de Dallas trazer boas contratações e ser um time competitivo no Oeste. Kidd foi seduzido a ir paa Nova York pela oportunidade de levar o Knicks a ser um time de ponta no Leste, além de poder ser o mentor do jovem e queridinho da NBA, Jeremy Lin.

O contrato só poderá ser firmado no dia 11, data em que o período de trocas da NBA oficialmente tem início. Apesar da idade, Kidd é um bom reforço e dá equilíbrio e, principalmente, a expriência que faltou ao inconstante time de Manhattan