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sexta-feira, novembro 16, 2012

Chegou a hora dos reservas!


Antes, a única coincidência que aproximava o Pittsburgh Steelers e o Philadelphia Eagles era pertencer ao mesmo estado, a Pensilvânia. Mas na Semana 11, outra curiosidade deixa as duas franquias mais próximas. Nem o Steelers, nem o Eagles vão poder contar com os quarterbacks titulares. Michael Vick está de fora com uma concussão e Ben Roethlisberger não joga, devido a uma lesão no ombro.

Com os titulares de fora, chegou a hora dos quarterbacks reservas mostrarem serviço. Pelo lado do Steelers, Byron Leftwich tem a dura missão de substituir Ben Roethlisberger. A lesão de Big Ben chega no pior momento da temporada para Pittsburgh. Com seis vitórias em nove jogos, o Steelers pega o rival Baltimore Ravens, pelo Sunday Night Football. Uma das maiores rivalidades da NFL, o confronto também vale a liderança da divisão norte da Conferência Americana.

Leftwich entrou no segundo tempo do Monday Night Football, contra o Kansas City Chiefs. Muito tempo parado, o reserva pareceia estar enferrujado. Byron Leftwich entrou em um campo depois de dois anos e não conseguiu dar ritmo ao ataque do Pittsburgh Steelers. No domingo, Leftwich vai precisar ter uma atuação muito melhor para o time do Steelers ter chance contra o Ravens.

Já em Philadelphia, a lesão de Michael Vick pode ter chegado na hora certa. O quarterback colecionou turnovers em 2012 e a torcida já queria que o calouro Nick Foles ganhasse uma chance. O treinador Andy Reid bancou Vick, mas a situação já estava insustentável.

Foles entra em um momento complicado. Philadelphia está em crise, Andy Reid não deve continuar para o ano que vem e o time vai passar mais um ano sem chegar aos playoffs. Mas em momentos como este que pode surgir um talentoso quarterback. Em 2001, Eric Bledsoe machucou e Tom Brady assumiu a titularidade do New England Patriots. De lá para cá, Brady chegou em cinco Super Bowls e ganhou três deles.

segunda-feira, novembro 05, 2012

New Orleans voltou?


O New Orleans Saints recebeu o  Philadelphia Eagles no Super Dome com uma fraca campanha de apenas duas vitórias em sete jogos. O time por toda a temporada não conseguiu correr com a bola e vinha com muitos problemas defensivos, mas, no Monday Night Football, jogou como o time que quebrou recorde atrás de recorde na temporada passada. O Saints bateu o Eagles por 28 a 13 e, apesar de o sonho dos playoffs ainda estar longe, deu esperanças ao torcedor que dias melhores estão por  vir. Já o Philadelphia Eagles afundou ainda mais na divisão leste da Conferência Nacional e agora tem três vitórias e cinco derrotas, quatro delas seguidas. 

Pior time da NFL correndo com a bola, New Orleans conseguiu pela primeira vez estabelecer o jogo pelo chão. A equipe correu 141 jardas com Pierre Thomas, Mark Ingram e Chris Ivory e deu tranquilidade para Drew Brees liderar o ataque aéreo mais perigoso da Liga. Drew Brees lançou 239 jardas e dois touchdowns em 21 passes dos 27 que tentou.

Pelo lado do Philadelphia Eagles, o time da Pensilvânia voltou a ter problemas com Michael Vick. O quarterback sofreu um fumble e lançou uma interceptação retornada para touchdown, mas voltou a ter um jogo com mais de 200 jardas. Vick lançou para 272 jardas e um touchdown, em 22 passes completos dos 41 tentados. A boa notícia para o time visitante foi que LeSean McCoy correu mais com a bola e foi efetivo, com 19 carregadas para 119 jardas.

No primeiro tempo, New Orleans foi para os vestiários com 18 pontos de vantagem, apesar de ter tido menos posse de bola. Philadelphia teve a bola por 19 minutos e 26 segundos, mas só conseguiu anotar três pontos. Enquanto o Saints, mesmo com dez minutos e 34 segundos, marcou três touchdowns. Já no segundo tempo, New Orleans manteve a vantagem e não teve problemas para vencer Philadelphia.

Na primeira campanha do jogo, o Philadelphia Eagles teve a bola por sete minutos, mas Michael Vick sofreu com a pressão da defesa do Saints e precisou devolver a bola. Com a posse, New Orleans conseguiu uma boa conexão de 38 jardas entre Drew Brees e Lance Moore, mas o kicker Garrett Hartley errou o field goal de 52 jardas.

O Eagles teve a bola e Bryce Brown levou o time à redzone após correr 40 jardas. Mas a apenas quatro jardas da endzone, o Philadelphia Eagles voltou a ter problemas com os turnovers. Michael Vick lançou uma interceptação e o cornerback Patrick Robinson retornou 99 jardas para anotar os primeiros pontos do jogo, 7 a 0 New Orleans Saints.

O efetivo jogo terrestre do Saints

Já no segundo quarto, e ainda em recuperação depois de sofrer o turnover, Philadelphia chegou à redzone. Depois de grande corrida de LeSean McCoy para 34 jardas, o kicker Alex Henery diminuiu a diferença do Saints para quatro pontos, após acertar field goal curto de 22 jardas. Muito diferente do que se viu no em 2012, o Saints chegou à endzone em cinco jogadas, quatro delas pelo chão. Na última delas, Chris Ivory deixou o jogo 14 a 3, com um touchdown terrestre de 22 jardas.

E o ataque pelo chão do Saints, o mais improdutivo da NFL, continuava a fazer um excelente jogo. Pierre Thomas estabeleceu o jogo corrido e posicionou o Saints a uma jarda da endzone. Drew Brees lançou e Marques Colston recebeu a bola para marcar o touchdown. Com o passe completo, o quarterback estendeu o recorde da NFL de 51 jogos com pelo menos um touchdown aéreo. 

O segundo tempo começou como acabou o primeiro. O New Orleans Saints vinha bem e chegou à linha de dez jardas do Eagles, mas Drew Brees foi derrubado e sofreu fumble recuperado pelo Philadelphia. Em conexão rápida e explosiva, Michael Vick achou DeSean Jackson em passe de 77 jardas para deixar o jogo 21 a 10.

No chute de devolução, mais um turnover. Travaris Cadet sofreu outro fumble e o Eagles recebeu a bola na linha de 22 do New Orleans Saints. Depois de três tentativas, Philadelphia não aproveitou a boa posição de campo e contentou-se apenas com um field goal de 37 jardas para deixar o jogo 21 a 13 para o Saints.

Precisando recuperar a boa fase no jogo, o Saints percorreu 70 jardas em seis minutos e ampliou a vantagem para duas posses de bola. Jimmy Graham recebeu passe de seis jardas e anotou o 28º ponto do New Orleans Saints no jogo. 15 pontos atrás, Michael Vick liderou campanha do Philadelphia Eagles, mas Brent Celek sofreu fumble recuperado pelo Saints, pondo um ponto final ao jogo.

terça-feira, outubro 09, 2012

NFL - Semana 5




Quem Brilhou

- Drew Brees - Os Saints, enfim, voltaram a vencer na NFL e com Drew Brees como prinicpal jogador. Foram 370 jardas, 3 TDs e o recorde da Liga. Brees ultrapassou Johnnny Unitas e tornou-se o único QB com pelo menos 1 TD em 48 jogos consecutivos.

- Andrew Luck - O Indianapolis Colts vai remontando aos poucos seu time e vê que Andrew Luck pode ser sim o novo cara por lá. Luck anotou o TD da vitória contra os Packers com apenas 35 segundos restantes para o fim do jogo. Luck também teve sua melhor marca na carreira em jardas, com 363.

- Matt Ryan - Quase ninguém acreditava, mas Matt Ryan vai levando o Atlanta Falcons ao topo da NFL. O único time invicto da NFC venceu mais uma e com grande exibição do líder na corrida pelo título de MVP. Ryan teve 345 jardas e 2 TDs.

- Eli Manning - Já virou rotina ver Eli Manning saindo atrás do marcador e vencendo jogos pelo New York Giants. Domingo não foi diferente. O time perdia para o Cleveland Browns por 14 x 0, mas Eli tratou de anotar 3 TDs nas 259 jardas lançadas.


Quem Decepcionou

- Michael Vick - A grande preocupação em cima de Vick vai se justificando ao longo dos jogos. Já são 11 turnovers em apenas 5 jogos. No domingo foram dois fumbles perdidos e um primeiro tempo para se esquecer. Vick recuperou-se no segundo, mas o estrago já estava feito.

- Mark Sanchez - Sanchez tinha duas chances: Consagrar-se contra o Houston ou aumentar ainda mais a pressão para que seja substituído por Tim Tebow. E parece que a titularidade de Mark Sanchez está com os dias contados. Mais uma atuação muito fraca do ataque e muitos turnovers. A torcida já quer ver Tebow. E agora, Rex Ryan?

- Cleveland Browns - Um começo de jogo animador contra os atuais campeões, mas foi só. Cleveland perdeu para New York, cedeu 502 jardas e deu 3 bolas para os Giants. A campanha é horrorosa. São 5 derrotas em 5 jogos. Início tão ruim quanto a campanha de 1999.

quinta-feira, setembro 13, 2012

O dilema de Vick


Não é mistério para ninguém que o Philadelphia Eagles é uma grande equipe recheada de talentos. Também não é segredo para ninguém que o time depende muito de Michael Vick. E aí está o grande perigo. Os Eagles já cravaram que essa precisa ser a temporada para chegar ao Super Bowl. Ou isso ou a equipe da Phildelphia terá fracassado de novo.

A dependência no jogo de Vick é bem visível. O quarterback está entre os melhores da NFL. Consegue unir um preciso e rápido passe a um eficiente e consistente jogo terrestre. Se não dá pelo alto, Vick consegue ir pelo chão com a mesma eficiência. Mas é lógico que jogar tão fisicamente traz problemas ao jogador dos Eagles.

Sim, as lesões. E Vick sabe muito bem como é sofrer com elas. Já foram lesões nas costelas e concussões. Lesões que o tiraram de jogos decisivos e que, consequentemente, fizeram o Philadelphia Eagles não chegar até onde podia chegar.

Em entrevista ao NFL Network, o quarterback mostrou que ficar fora de jogos por contusões é o seu pior pesadelo. "Por duas semanas minha cabeça me dizia para jogar com cuidado e não se machucar na pré-temporada e eu falava comigo mesmo 'Você não pode jogar dessa forma'. Não posso jogar com tanta coisa na minha cabeça. Se Deus não te quer em campo e você vai se machucar, é isso o que vai acontecer. Vai lá e dê tudo de si. por isso nós temos jogadores reservas", confessou o quarterback.

Uma declaração honesta. Vick mostrou que teme se machucar e que não tem vergonha em tirar o pé. A grande questão é saber até onde o medo de se lesionar pode prejudicar Michael Vick e o Philadelphia Eagles. O quarterback vive um momento emocional complicado.

Tem o peso de ser o protagonista responsável por levar os Eagles ao título do Super Bowl. Também tem que lidar com a cabeça. Vick não sabe que jogador deve ser. Ou o jogador que é atualmente. Um jogador que prefira o passe à corrida. Um jogador que jogue dentro do pocket ou que escape da proteção da linha ofensiva. Um jogador que prefira mergulhar a deslizar ou um quarterback que saia de campo ou busque o contato ficando dentro dele.

Não é fácil render com tudo isto na cabeça. Some a isso o discurso de Vick após o falecimento do filho do treinador Andy Reed. O jogador prometeu que daria ao técnico o título como forma de aliviar a dor de perder um filho. E logo no primeiro jogo Vick se mostra afobado, querendo decidir a todo custo e forçando bolas atrás de bolas.

Ninguém discute o grande jogador que é Michael Vick. Mas ele precisa voltar ao seu melhor jogo. Acertar o emocional e psicológico. Ser novamente temido e mostrar que pode cumprir com o que prometeu.

terça-feira, setembro 11, 2012

NFL - Semana 1

Quem Brilhou

- Peyton Manning - 19 meses longe dos gramados da NFL, mas e daí? Peyton Manning voltou em grande estilo. 2 TDs, 253 jardas, 19/26 passes completos e a certeza de que o quarterback está longe de aposentado. Manning também chegou à marca de 400 TDs na carreira e fez todos que duvidaram dele repensarem sobre o quão Manning ainda pode ser eficiente. Nunca se pode duvidar do craque.

- Robert Griffin III - Ainda é cedo, mas o Washington Redskins já parece ser outro time. Se ele já havia ido bem na pré-temporada, RGIII pegou o poderoso New Orleans Saints e não pareceu se importar com Drew Brees e cia. 320 jardas, 2 TDs e ainda de quebra 42 jardas pelo chão.

- Mark Sanchez - Não havia jogador mais pressionado que Sanchez em toda a NFL. Examinado atentamente por todos, Sanchez não fez caso e atropelou a equipe do Buffalo Bills. Foram 3 TDs, 266 jardas e 19 de 27 passes completos. Por ora, não se fala em Tebow em Nova York, apenas de Mark Sanchez.

- O ataque do Chicago Bears - Tá certo que os Bears pegaram uma defesa mais frágil, mas foi animador ver que a dupla Jay Cutler e Brandon Marshall deve voltar a dar bons frutos. Matt Forté, de contrato e ânimo renovados, também contribuiu e mostrou que voltou bem da lesão. O time que antes confiava somente em sua defesa, parece ter encontrado o caminho para ter um poderoso ataque.

Joe Flacco - Que o QB dos Ravens não é unanimidade, todos já sabem, mas Flacco tratou de mostrar que Baltimore não precisa apenas confiar na defesa para vencer jogos. Com uma vitória expressiva de 44x13 em cima do Cincinatti, Joe Flacco teve ótimos número e comandou Baltimore. Foram 2 TDs conseguidos através de 299 jardas em 21 dos 29 passes tentados.

Quem Decepcionou

- Os QBs calouros - Com exceção de Robert Griffin III, a rodada não foi nada boa para Andrew Luck, Brandon Weeden e Ryan Tannehill. Muitas interceptações e cada um com uma tarde para ser esquecida. Ok que os times não ajudam muito, mas a expectativa estava lá em cima para os novatos.

- Chris Johnson - Início de temporada nada bom para o running back do Tennessee Titans. Depois de um ano de 2011 para se esquecer, 2012 parece ainda não ter começado para Chris Johnson. Foram 13 vezes com a bola e apenas 10 jardas. Simplesmente irreconhecível.

- Michael Vick - O quarterback foi horrível na feia vitória dos Eagles contra os Browns. Vick tentou 56 passes e completou 29. Sem contar as 4 INTs que tornaram um jogo que tinha tudo para ser tranquilo em uma verdadeira batalha. Vick forçou demais o jogo para si e acreditou que poderia vencer sozinho. Quase que não dá. Atuação inexplicável e que precisa melhorar muito, caso os Eagles sonhem chegar ao Super Bowl.

- Ryan Fitzpatrick - 2011 parece ainda não ter acabado para o quarterback dos Bills. Se temporada passada liderou a NFL em INTs lançadas, em 2012, já anotou outras 3 INTs logo no primeiro jogo contra os Jets. O QB também anotou  3 TDs, mas só quando os Jets já venciam por 41x7 e não estavam lá muito mais interessados no jogo.

segunda-feira, julho 23, 2012

O que vem por aí na NFL - Parte 1


Depois de uma conturbada e movimentada offseason, a NFL começa nesta semana os training camps. A temporada começa dentro de pouco mais de um mês e com os treinos abertos, surgem as primeiras grandes questões que devem ser respondidas ao longo do ano, mas que já intrigam a todos.

A Situação do New Orleans Saints
Programas de recompensas e escutas nos microfones adversários. O que não faltou em New Orleans foram acusações e conduta suspeita. O time começa a temporada sem alguns jogadores, entre eles o suspenso por toda a temporada Johnathan Vilma, e o técnico Sean Payton. Sem um dos melhores técnicos da Liga e de time xodó de todos para um time visto agora com muitas ressalvas, o New Orleans Saints tem tudo para ter uma complicada temporada. De positivo, a renovação de Drew Brees. Após longa negociação, o quarterback conseguiu um contrato longo, está feliz e precisará liderar a equipe.

Peyton Manning nos Broncos
Após 14 anos vestindo as cores do Indianapolis Colts, chegou a hora de Manning jogar pelo Denver Broncos. Não se sabe como está o seu estado de saúde, se ele pode lançar a bola, se o braço está forte e se o time em torno dele é talentoso. Manning terá que se acostumar a novos dirigentes, parceiros de time, cidade, torcida, técnicos, expectativas e rivais de divisão. Conseguirá Peyton Manning levar os Broncos a algum lugar?

O New York Giants
Após vencer o Super Bowl como zebra, os Giants entram 2012-13 como atuais campeões e com uma reputação a zelar. Nunca um time venceu dois Super Bowls consecutivos e certamente New York vai atrás deste feito. Antes cercado de dúvidas, Eli Manning agora figura entre os melhores QBs da NFL e já tem mais anéis que o o irmão mais velho. Com elenco praticamente mantido, Eli e os Giants conseguirão fazer o raio cair duas vezes no mesmo lugar?

Chegou a hora do Philadelphia Eagles?
Com um dos plantéis mais fortes, os Eagles chegam como favoritos para este ano. Contam com um ótimo Michael Vick, talentosos jovem jogadores e uma sólida defesa. Tudo para finalmente ganhar o 1º Super Bowl, mas temporada passada o time também era muito forte e os Eagles foram a grande decepção da liga, conseguindo apenas 8 vitórias em 16 jogos.

Tebow x Sanchez
O duelo dos QBs em Nova York promete. Sanchez é o titular, mas Tebow está pronto para assumir a titularidade. Todo mundo que em algum ponto a situação será insustentável, Sanchez encontrará dificuldades e Tebow terá sua chance de iniciar o jogo. O New York Jets vem de uma temporada conturbada nos vestiários e com um sistema que terá dois quarterbacks alternando a titularidade, mais problemas podem surgir.