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terça-feira, agosto 28, 2012

Chegou a Hora?


Ele foi eliminado na 1ª rodada, nas semifinais, nas finais de conferência e finalmente nas Finais da NBA. Kevin Durant ano a ano cresceu e levou o Oklahoma City Thunder mais longe nos Playoffs. O caminho natural para o ala é que este ano ele solte o grito de campeão que estão entalado na garganta.

"Ouvi algumas vezes que em 3 ou 4 anos 'Essa liga vai ser sua'. Não gosto disso. Sinto que agora estou estabelecido na NBA. Minha hora chegou. Sinto que provei nos últimos 5 anos que eu posso ser um dos melhores jogadores da NBA. Ainda falta muito para ser o maior de todos, mas acho que meu tempo chegou. Estou começando a alcançar meu auge", afimrou Durant em entrevista ao Washington Post.

A hora dele parece ter chegado mesmo. Durant foi impressionante nas Olimpíadas. Ofuscou estrelas como Carmelo, Kobe e o próprio LeBron. De onde chutou convertou os arremessos e provou que todos estavam certos. Durant em alguns anos viraria um dos melhores jogadores do mundo. Ele hoje é realmente um dos melhores, talvez o melhor.

Oklahoma tem tudo para novamente dominar o lado Oeste da NBA. Tem no novo Los Angeles Lakers o maior adversário para chegar pelo segundo ano consecutivo nas Finais. Durant precisa apenas virar, de uma vez, dono do Thunder. Westbrook precisa entender que não pode arremessar mais vezes em um jogo do que a máquina de pontuar Kevin Durant.

Durant precisa entender também que chegou a hora de ser protagonista e a nova cara da NBA. Potencial, talento e bola ele tem de sobra. Durant também já provou que pode ser decisivo. Não foi o Durant de sempre nas Finais da temporada passada. Teve médias de 30 pontos por jogos e 50% dos arremessos de quadra. Impressionante, sem dúvidas, mas na hora que o Thunder mais precisou dele, ele não foi o Kevin Durant que conhecemos. 

Compreensível. Muito jovem, apenas 23 anos, e a primeira final de muitas outras que ainda devem pintar para o talentoso jogador de Oklahoma. 

Se chegou a hora de Durant vencer? Tem tudo para que isso aconteça. Se um Kevin Durant já fez o que fez até hoje, calcule o que ele é capaz se ele realmente chegar ao auge. Sorte do Thunder. Azar dos adversários.

quinta-feira, agosto 23, 2012

LeBron melhor que Jordan? Para Wade, não.


LeBron venceu, enfim, o primeiro anel na NBA. Ganhou também a Olimpíada como um dos protagonistas do Team USA e levou para casa o 3º MVP de uma temporada regular. Este ano dá para dizer que LeBron dominou o jogo de bola ao cesto e colocou de vez o nome na história. 

Mas não satisfeitos em admitir isso, muitos começaram a discutir se LeBron já poderia ser comparado ao maior da história. Enquanto Charles Barkley, por exemplo, disse que não é uma comparação absurda, o companheiro de equipe Dwyane Wade já discorda.

Wade não afirma que LeBron nunca poderá ultrapassar Jordan, mas hoje tem o pé no chão e plena certeza sobre quem é o melhor. "Minha versão para os dois é que ambos estão em um campo de golfe. A difereça é que enquanto Jordan está no 18º buraco, LeBron acaba de chegar ao 4º", comparou Wade.

É óbvio que LeBron ainda está longe de muitos jogadores, o que pensar então do maior de todos. Mas é também verdade que é cedo para afirmar que LeBron nunca conseguirá chegar ao nível de MJ. Jordan venceu o primeiro título com 27 anos. na época, já era considerado um dos melhores jogadores da NBA. Só não tinha ainda Scottie Pippen ao seu lado. Alguma coincidência com LeBron?

Sim. LeBron tem os mesmos 27 anos e também já era um dos melhores da Liga. A diferença é que trocou o Cavaliers pelo Heat. Se juntou a Bosh e Wade para só então poder soltar o grito de "É campeão!".

Enquanto segue o debate sobre quem é o melhor, Wade também falou mais especificamente sobre a próxima temporada. Perguntado sobre a dinastia que o Miami Heat pode instaurar na NBA, o armador afirmou que enquanto as principais peças do time da Flórida estiverem saudáveis, o céu é o limite para o Heat. "Você espera que o time continue a competir e chega uma hora que ele é bom o suficiente e ganha uma trás da outra. Agora que vencemos, queremos continuar sendo melhores e chegar às Finais para vencer outros títulos", disse Wade

Se comparar Jordan com Lebron ainda parece ser loucura, imaginar que o Miami Heat consiga vencer mais títulos nos próximos anos é a realidade hoje da NBA.

quarta-feira, agosto 22, 2012

Kobe vale tudo isso?


Nem LeBron, Nowitzki, Wade, Howard, Carmelo Anthony ou Durant. O jogador mais bem pago da NBA ainda atende por Kobe Bryant. Em lista divulgada ontem, Kobe figura na liderança entre os jogadores que recebem mais dólares por temporada.

Kobe recebe U$27 milhões. O segundo lugar é o alemão Dirk Nowitzki que ganha U$20 milhões por temporada. Sim, não só satisfeito em ser o jogador com maior salário, Kobe recebe U$7milhões a mais que o segundo mais bem-pago da Liga.

Pode-se discutir se Kobe merece receber tal quantia mesmo com 33 anos (Kobe completa amanhã 34 anos). Há quem discuta que ele ganha mais do que merece. Há também quem diga que Kobe é uma lenda. Um símbolo do Lakers e um embaixador do basquete e da NBA. 

Kobe venceu o último título há dois anos. Nas últimas temporadas viu seu Lakers sair para Dallas e Oklahoma na segunda rodada. Em ambas as séries, foi nítido que Kobe poderia dar mais de si. Provar ser o Black Mamba. Kobe não foi. Este ano não conseguiu fechar dois jogos quando o Lakers ganhava do finalista Thunder. Um deles em pleno Staples Center. A culpa não é somente de Kobe. Longe disso. Mas as atenções voltam para o jogador que embolsa U$27 milhões anuais e não é campeão.

Há também o fator extraquadra. Alguém contesta o quanto de mídia e dinheiro Kobe consegue arrecadar e trazer para o Los Angeles Lakers? Em uma época em que poucos podem ser considerados ídolos, Kobe faz justamente o contrário e a cada dia coloca mais o nome na história. Não só do time de Los Angeles, mas de todo o basquete mundial. Kobe é mais que um jogador. Interfere administrativamente no Lakers, dá palpite em contratações e ajuda a franquia. Foi ele quem ligou ara Nash e Howard.

Kobe Bryant é aquilo que se pode chamar de superestrela. Vence jogos, é espetacular dentro de quadra e sabe ser decisivo. Também cumpre os papéis mais burocráticos. Por onde passa lota ginásios. Todos querem ver Kobe. Nem que seja para vaiá-lo. Extrapola a fronteira das quatro linhas da quadra.

Sim, Kobe vale o que custa aos cofres do Los Angeles Lakers. Não é mistério que o time vai até onde Kobe conseguir ir. E este ano as perspectivas são boas. Discute-se se Kobe vale o quanto ganha, principalmete, pelo pequeno período de jejum do time da Califórnia. Kobe vence o 6º título da carreira e esta conversa nunca terá existido.

terça-feira, agosto 14, 2012

Chegou a hora?


Que a janela para o Dallas Cowboys está se fechando aos poucos não é novidade para ninguém. E não sou eu quem diz isso, mas sim o próprio dono da franquia, Jerry Jones. Mais uma temporada começa e Dallas tem outra chance de provar que pode, enfim, vencer um jogo de Playoff. Será este o ano de Tony Romo conseguir este feito?

Se depender dele, 2012 é o ano. 2012 tem que ser o ano. Não se discute o talento de Romo como quarterback. Ele coloca ano atrás de ano boas marcas. Na temporada passada teve o 5º QBR da NFL. Mas Romo vive o mesmo dilema que alguns jogadores enfretam/enfrentaram. Entre a lista, seletos nomes como LeBron James e Peyton Manning. O dilema de não conseguir ser decisivo. Ou melhor. Não vencer quando se é preciso.

É injusto colocar toda a culpa em Romo, mas como a NFL tem a posição de quarterback como a mais importante e valorizada, é natural que o fracasso recaia mais no colo do QB, mesmo que de forma exagerada. E é justamente isso que acontece em Dallas. Não dá pra eximir Tony Romo de tudo, mas é simplista colocar a culpa de todo o fracasso da última temporada nele. A secundária era fraquíssima e a linha ofensiva permitiu que Romo fosse sackado 36 vezes.

Este ano, pelo o que se viu, as coisas não devem melhorar muito. Tony Romo vai precisar jogar muito se quiser sonhar em ganhar um jogo de Playoff. O maior problema dos Cowboys volta a ser a linha ofensiva. Jogadores lesionados e outros jogando improvisados. Logo, problemas à vista.

É verdade também que um time com a grandeza e torcida como os Cowboys não podem se dar por satisfeitos com apenas uma vitória nos Playoffs. O objetivo deve ser vencer o Super Bowl. Ver o maior rival, o New York Giants, ganhar dois deles em um curto espaço de tempo não é fácil para quem torce para a equipe do Texas.

As coisas precisam mudar por lá. Tony Romo tem tudo para ter mais um ano com excelentes números. Mas Romo quer o plus. O algo a mais. Quer mostrar ao mundo que é um quarterback de elite. Não basta mais apenas uma temporada. Em 2012, tudo se resume a vitórias.

sexta-feira, agosto 03, 2012

A Discussão do Team USA


Como em todo início de Jogos Olímpicos, a conversa é a mesma. O time atual venceria o antológico time de 1992, o chamado Dream Team? Este ano não foi diferente. Kobe e LeBron disseram que apesar de ser um jogo duro, o time atual venceria de Jordan, Magic, Bird, Barkley e cia. Logo falaram que as atuais estrelas estariam supervalorizando o time de hoje, mas depois do jogo contra a Nigéria, as coisas talvez tenham mudado um pouco.

Não. O time de hoje não é melhor que o time de Barcelona, mas ainda é um senhor time. Uma equipe que deve ser bastante respeitada. Uma equipe que se dá ao luxo de contar com Kevin Durant, Kobe Bryant, LeBron James, Carmelo Anthony. Com alguns deles na melhor fase da carreira. Um time que só ainda não é mais espetacular graças as lesões de Derrick Rose, Dwight Howard e Dwyane Wade.

Quem se rende ao time de Londres são os próprios integrantes do Dream Team original. Para a ESPN, Magic Johnson rasgou elogios a LeBron e os demais. "Quero parabenizar nossos jogadores por continuarem a dominar a quadra em Londres. Eles estão parecendo com o nosso time de 1992. Quero vê-los  continuarem  essa jornada e trazer a medalha de ouro para cá", disse o armador. Já Charles Barkley elogiou a seleção americana de maneira humorada. "Eles ganhariam do nosso time (o Dream team) por 83 pontos sim. Mas só se nós jogássemos hoje", brincou.

Os Estados Unidos massacraram a Nigéria e venceram por 83 pontos de diferença. A maior na história dos jogos de basquete em Olimpíadas. Foram 29 bolas de três que fizeram o atual Team USA bater o recorde do Team USA de 1992. Se a maior diferença de pontos tinha sido contra Angola por 68, a nova marca agora é de 83 pontos. Marca que também supera a maior diferença de pontos que o Team USA de 1992 já conseguiu. Antes dos Jogos Olímpicos de Barcelona, o Dream Team fez 79 pontos a mais que Cuba.

O time de Londres também tem médias de pontos superiores ao time de Barcelona. Enquanto o Dream Team original anotou 110 pontos, a equipe atual marca 121.3 de média. Apesar disso, os passeios devem ter uma pausa agora. Os Estados Unidos encaram Argentina e Lituânia, duas seleções ranqueadas entre as 5 melhores do mundo pela FIBA. Depois começam as fases de mata-mata e mesmo jogando bem, não devemos ver mais placares tão elásticos e exibições cinematográficas.

Nunca acabará o debate sobre qual seleção for melhor. Vai começar outra Olimpíada e, novamente, o mesmo assunto virá. É inevitável e quase inconsciente comparar as seleções americanas de basquete com Aquela. Aquela escrita em letras maiúsculas justamente por elar ter sido o maior time de basquete da história. Por ter contado com os jogadores mais fantásticos e ter representado o que representou. Não. Não dá pra diminuir o que o time de hoje faz. É outra equipe brilhante. Só não é o time de 1992.

sexta-feira, julho 13, 2012

Jogadores da NBA no Team USA. Válido?


Estados Unidos e República Dominicana jogavam partida de exibição, uma prévia para a Olimpíada. Mero jogo para os Estados Unidos darem show e mostrarem todo o talento do time que vai a Londres. Tudo ia muito bem até a lesão no jovem Blake Griffin. De joelho machucado, Griffin saiu do jogo, foi levado imediatamente de volta para Los Angeles e horas mais tarde descobriu-se que o ala não poderia mais conquistar a medalha de ouro. Uma lesão no menisco o tira das quadras pelas próximas 8 semanas.

A lesão de Griffin desperta, novamente, uma antiga conversa. Jogadores da NBA deveriam participar dos Jogos Olímpicos? Desde 1992, quando foi permitida a ida de jogadores da liga profissional americana para a disputa das Olimpíadas, os EUA montam esquadrões para vencer e provar ao mundo que possuem a melhor equipe de basquete. 

Em 1992 surge o Dream Team com Michael Jordan, Larry Bird, Magic Johnson, Charles Barkley, John Stockthon, Karl Malone, Charles Barkley e outras estrelas. O time de 1992, considerado o maior de todos os tempos, serviu para estabelecer um padrão altíssimo de jogo e depois daí todo time americano teria que vencer a medalha de ouro, dar show e provar superioridade frente os demais times.

A discussão é ampla e longa. Não se fala muito, nem se faz campanha, mas é notório o descontentamento dos donos das franquias ao liberar que suas estrelas deixem as férias e participem dos Jogos Olímpicos. Eles garantem contratos milionários para os principais jogadores do mundo e podem vê-los lesionados. Caso de Griffin, que um dia antes havia assinado por 5 anos, no valor de U$90 milhões.

Mas também é óbvio a vontade de todo jogador querer vencer uma medalha de ouro e escrever seu nome na história do esporte. Mesmo para craques como Kobe Bryant, LeBron James e Kevin Durant. Estrelas já consagradas, mas que mesmo assim, optaram por irem até Londres conquistar mais um ouro para o país de origem. Para eles não é preciso provar mais nada. Todos já o consideram os melhores jogadores mundiais pelo o que jogam na NBA e não pelo o que vão jogar na Olimpíada.

A lesão de Blake Griffin apenas escancarou o grande medo que torcedores e donos de franquias têm. Griffin passará pela segunda cirurgia no joelho esquerdo. A lesão não é grave, mas poderia ter sido. Foi apenas um jogo e outros 12 jogadores correm o risco de se lesionar até meados de agosto, quando acaba a Olimpíada de Londres. Também é fato que é muito mais empolgante ver as grandes estrelas disputarem o maior torneio mundial entre nações. As Olimpíadas são referência para os melhores atletas do planeta e é natural que as estrelas do basquete lá estejam.

Fato é que a discussão não tem fim. Vai haver quem defenda a ida dos craques e vai haver quem torça o nariz. Existe algum lado certo? Não. Cada um dos lados têm seus prós e contras. O joelho de Griffin serviu para reacender esta interminável discussão e enquanto for liberado que as estrelas da NBA possam ir, elas jogarão e trarão o ouro para os EUA.

sexta-feira, julho 06, 2012

Os futuros de Ray Allen e Jeremy Lin


Apesar de atual campeão, o Miami Heat não se acomoda e já está atrás de reforços para a próxima temporada. A bola da vez que pode se juntar a Dwyane Wade e LeBron James é o ala do Boston Celtics, Ray Allen.

Allen jantou ontem com os homens fortes de Miami, Erik Spoelstra e Pat Riley, mas ainda não acertou sua transferência. Fontes dizem que Ray Allen está dividido entre sair para a Flórida e permanecer em Boston. Ray Allen também teve garantido um papel ofensivo importante em Miami para a próxima temporada, jogando ao lado do trio do Heat.


Já a sensação Jeremy Lin recebeu oficialmente proposta do Houston Rockets. São quase U$30 milhões por 4 anos. Mas nem tudo está perdido para o Knicks. O time de Nova York pode igualar a proposta e fazendo isso Lin continua em Manhattan. Há quem diga que o Knicks igualará a proposta que for. 

Nada mais natural. Jeremy Lin vende camisa, ingresso, traz mídia e, o principal, é muito bom armador. Para Lin, a permanência no Madison Square Garden também é positiva para ele. O queridinho da NBA está no maior mercado e sob os maiores holofotes e mesmo com a chegada de Jason Kidd, continuará sendo importante para a equipe. Sua saída para o Rockets, hoje, seria um equívoco.

segunda-feira, junho 25, 2012

LeBron ou Jordan?


Todo ano é sempre a mesma história. Chovem comparações entre LeBron James e o maior de todos os tempos, Michael Jordan. Mas a conversa mal começava e já terminava com o argumento "LeBron não tem anéis". E nada mais justo.  Não dava para comparar LeBron James com Michael Jordan. Mas após o primeiro título de James, a conversa já pode se alongar?

Para Charles Barkley, integrante do Dream Team de Atlanta e hoje comentarista da NBA, a resposta é sim. Barkley acredita que, ao fim da carreira, LeBron James poderá ser lembrado como o maior jogador que já passou pelas quadras da NBA e, consequentemente, como o maior jogador de basquete da história.

As épocas são diferentes e LeBron atua em um basquete mais físico. Não falta ao ala explosão e força. James é maior e mais agressivo que Michael Jordan e isso conta de positivo ao ala do Miami Heat. Mas Michael Jordan tem algo que LeBron ainda precisa adquirir, se é que isso é possível. Determinação, garra e poder de decisão.

O karma de LeBron James pode ter se encerrado com a conquista do 1º título, mas pode também continuar. LeBron ficou marcado por enormes fracassos e desastres em jogos em que a equipe defendida pelo King mais precisou. Principalmente os jogos finais da temporada 2010-11. Com Michael Jordan, a história era justamente outra.

MJ decidia como ninguém. Pontuava, era líder e brilhava nos momentos em que era preciso ser o melhor. A determinação do maior da história era invejável e incomparável. Outro fator que pesa positivamente para o lado do ex-jogador do Chicago Bulls é a capacidade de anotar jumpshots. Se LeBron é mais explosivo e dominante no garrafão, Jordan é um arremessador muito superior ao jovem rival.

Outra comparação óbvia é o número de anéis. LeBron ganhou o primeiro. Jordan possui 6 títulos e mais 6 troféus de MVP das Finais. Lógico que também não se mede quem foi o melhor apenas por número de títulos. Afinal, a discussão é justamete quem foi o melhor, e não quem foi mais campeão. Mas a diferença entre Jordan e LeBron ainda é gritante e ainda tende muito para o lado de MJ.

LeBron é um personagem midiático, relaciona-se muito bem e é adorado pela mídia. É ícone entre crianças e é sim possível que seja visto como o maior de todos quando se aposentar. Vale lembrar que James tem 27 anos e 9 temporadas. Ainda pode vencer muitos outros títulos e escrever ainda mais o ome na história do basquete mundial contemporâneo. 

Se ele chegará a ser superior que Michael Jordan? É possível que sim, apesar de extremamente improvável

sexta-feira, junho 22, 2012

O Rei Coroado


"Já estava na hora". Foram as primeiras palavras de LeBron James, em entrevista logo após o fim do Jogo 5 entre Heat e Thunder. Aliviado, o recém-campeão desabafou. Foi o primeiro título após 9 temporadas regulares, duas finais com resultado negativo e 3 vezes o troféu de melhor jogador da NBA. Após ser muito criticado pela transferência para Miami e por não aparecer nos momentos decisivos, Lebron James, enfim, venceu a NBA.

O King James foi coroado. E com todos os méritos, diga-se logo. LeBron James e o Miami Heat bateram a poderosíssima equipe do Oklahoma City Thunder. Precisaram de apenas 5 jogos. Título incontestável. Assim como o prêmio de MVP dado a LeBron.

O ala parece ter se conformado que não adianta inventar. É preciso apenas fazer aquilo que ele é o melhor. E LeBron fez. Atacou com virilidade e dominou o garrafão. Foi explosivo, mostrou garra e extrapolou vontade. Graças a isto que ele é considerado ums dos melhores da NBA atualmente. LeBron apostou no certo e finalmente venceu o primeiro anel.

O título serve também como um passageiro cala boca a quem o criticava. LeBron cresceu nos momentos certos. Anotou mais de 40 pontos em jogos cruciais contra o Pacers e o Celtics. Se falhou decisivamente em alguns momentos, apareceu em outros.

LeBron conseguiu tirar o grito de "é campeão" que já estava entalado há algum tempo. Como ele mesmo disse, já estava na hora. Um jogador da qualidade do ala precisava vencer um título. Precisava se igualar a grandes nomes como Kobe Bryant, Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Shaq e Tim Duncan. LeBron conseguiu e o peso de ser campeão saiu de suas costas. O medo de ter uma carreira marcada por não vencer um título que fosse se encerrou.

As críticas devem cessar por um tempo. LeBron James deve ganhar um período de trégua. E, novamente, ele merece. Provou que pode ser uma grande jogador. Vibrou como criança ao fim do jogo. Parecia não acreditar que o sonho estava, enfim, se tornando realidade. Que o rei ganharia, enfim, sua coroa. 

Com 27 anos de idade, LeBron James coloca o nome na história da NBA como campeão. E o foco agora é ganhar mais e mais títulos. O primeiro passo e, provavelmente, o mais difícil deles já foi dado. A jornada de LeBron James está apenas começando. 

terça-feira, junho 19, 2012

Série Aberta?


Na primeira vez que chegou às Finais, LeBron James e o seu Cleveland Cavaliers foram varridos pelo San Antonio Spurs.No ano passado, LeBron chegou pela 2ª vez. Dessa vez representando o Miami Heat. LeBron foi muito mal e viu o Dallas Mavericks vencer.

Esta é a segunda final consecutiva que o jogador de Miami chega e este ano tudo está bastante diferente. LeBron James parece ter encontrado seu melhor jogo. Partindo para cima, forçando o contato e abusando da força física. LeBron tem mais de 50% de aproveitamento nos arremessos de quadra, mesmo com 6 jumpshots convertidos em 38 tentados.

A vitória hoje representa estar 48 minutos apenas do tão desejado anel. 48 minutos de provar que ele pode ser considerado um campeão e um grande nome da NBA. LeBron sempre se viu em adversidade quando jogou às Finais. Estava sempre atrás da série e precisava virar a situação. Desta vez, LeBron pode estar na confortável posição de ter que apenas vencer para levar o anel.

Lógico que tudo depende de uma vitória. Miami quer liquidar a fatura logo. Não quer correr o risco de voltar ao ginásio do Oklahoma City Thunder. Nunca no sistema 2-3-2, em Finais, um time reverteu a vantagem de 3x1. Miami quer se agarrar a este tabu. Nunca um time chegou sequer a levar para o Jogo 7. Mais um tabu que Miami quer manter.

Mas o Thunder é um time perigoso. Se em 94% das vezes que um time abriu 2x0 na série, esse time levou, Oklahoma se agarrou aos 6% e despachou o Spurs. Perder o Jogo 4 não significa etar eliminado. Durant e cia. podem roubar um mando de Miami e irem até como favoritos jogar em casa por duas vitórias e, consequentemente, o título. Tudo aberto ainda nas Finais. Uma derrota para o Thunder hoje não significa o fim da série. Uma vitória do Miami hoje também não representa o título.

segunda-feira, junho 18, 2012

Alívio


Miami assegurou mais uma vitória. Virou a série contra o Thunder e confirmou a vantagem de jogar em casa. A tônica da série se repetiu. Miami começando muito melhor, dominando o início do jogo. Já  no 2º tempo dando espaço ao Thunder. Fazendo o Oklahoma gostar do jogo e abrindo espaço para um jogo fácil tornar-se complicado.

Russell Westbrook teve a chance de empatar o jogo com um arremesso de 3 livre, mas falhou. Sem contar com Sefolosha que errou, bizonhamente, um lateral e deu a vitória, de vez, ao Heat. O quão preocupado deve estar o Thunder para o Jogo 4 amanhã? Existe aquela história de que todo jogo é uma decisão, mas amanhã será mais do que nunca. Uma vitória representa vida na série. 2x2 e tudo volta a ficar aberto. Já um revés, coloca o Thunder em uma posição complicadíssima.

Desde 1985, quando se instaurou o sistema 2-3-2, 13 times estiveram na situação que o Thunder pode estar, caso perca amanhã. Nenhum dos 13 times conseguiu chegar ao título. Pior. Nenhum time conseguiu chegar ao Jogo 7. Sempre acabou antes. 

Mas também não dá para duvidar do Oklahoma City Thunder e de Kevin Durant. Ninguém imaginou que seria possível vencer o San Antonio Spurs quatro vezes seguidas e chegar às finais. Também não se pode descartar o Thunder pelo equilíbrio da série. Até aqui, em 144 minutos de jogo, o Thunder tem um ponto a mais que o Miami Heat.

O time do Thunder é excelente, tem jogadores que respondem à pressão. Dá para dizer o mesmo de Miami? Até o momento a equipe vem irrepreensível. Inclusive Lebron. Mesmo falhando muito nos jumpshots, tem ajudado Miami nos momentos decisivos.

Tudo caminha para um espetacular jogo nesta terça. É matar ou morrer. Para o Thunder representa voltar ao caminho do título. Para o Miami representa jogar para vencer o título diante da torcida e não encarar mais o hostil ginásio de Oklahoma. Quem leva?

sexta-feira, junho 15, 2012

Calcanhar de Aquiles


Se o grande vilão do primeiro jogo das Finais da NBA foi LeBron James, no Jogo 2, foi o armador do Oklahoma City Thunder, Russell Westbrook quem roubou a cena negativamente. Novamente os números podem confundir. Quem vê apenas o boxscore se depara com 27 pontos, 8 rebotes e 7 assistências. Uma atuação quase impecável. Mas só na estatística. Dentro de quadra, foi tudo bem diferente.

Espera-se de um armador o que? Que ele arme o jogo. Que consiga distribuir passes e faça o jogo fluir. Se esse é o papel do armador, dá para dizer que Westbrook foi tudo menos isso ontem. Pelo contrário. O egoísmo de Westbrook era absurdo quase. 

Em um time com uma máquina de pontuar como Kevin Durant, não se pode chutar mais que a estrela do time. E Westbrook chutou. Foram 26 chutes e apenas 10 convertidos. E este já é o segundo jogo consecutivo que Westbrook tem 4 arremesos a mais que o All Star do Thunder.

De quem é a culpa? Primeiramente, do próprio Russell Westbrook. Não é de hoje que ele vem com o enorme apetite e busca ser "o cara" da equipe de Oklahoma. Seu talento é irrepreensível, apenas falta inteligência quando se tem a bola em posse. Russell Westbrook parece ter um ego muito grande. Quer ser o centro das atenções. Ofuscar Durant e ser a superestrela. E isso não vai acontecer.

A culpa também é do treinador Scott Brooks, do assistente técnico Maurice Cheeks e do reserva de Russell, Derek Fisher. Como 3 grandes armadores da história da NBA, é preciso que seja dito a Westbrook que para vencer um título na NBA precisa-se de um time. Nao apenas uma grande atuação .

O próprio Kevin Durant também já defendeu o armador do Thunder, ao longo da temporada. O cestinha das Finais disse que o time e ele mesmo rendem mais quando Westbrook tem mais arremessos. Nas palavras de Durant, o jogo fica mais solto e a performance do ala melhora. A julgar pelo o que foi visto no Jogo 2, o Thunder precisa mostrar esta postura.

E só para constar: LeBron James tem 4/28 em jumpshots nos últimos 3 jogos.


quarta-feira, junho 13, 2012

E aí, LeBron?


30 pontos, 9 rebotes e 4 assistências. Nada mal para um jogo de final, certo? Mais ou menos. Os números de LeBron James mentem sobre o que foi sua atuação no Jogo 1 das Finais da NBA. Se existia a dúvida de qual dos LeBron James jogaria este ano, nas Finais, pelo o que se viu no Jogo 1, a resposta não é nada boa para quem torce por um triunfo do Miami Heat.

LeBron novamente foi mal. E, de novo, na hora que mais importava. Sumiu de muitos momentos do jogo e teve atuação horrorosa quando arremessou em direção à cesta. É fato que Lebron nunca foi conhedido e aclamado por ser um exímio shooter. Se ele é MVP 3 vezes da temporada regular, deve a incrível explosão e força física em que parte para cima da cesta.

Mas não dá para um jogador do calibre de LeBron não acertar nenhum jumpshot durante todo o 1º tempo do jogo. Ao fim do confronto, LeBron havia conectado apenas 2 arremessos em 12 tentados. Se pegarmos o desempenho nos últimos dois jogos, a situação é ainda pior. LeBron tem fracos e apenas 3 jumpshots convertidos em 24 arremessos.

A decepção foi ainda maior na parte defensiva. LeBron assistiu Durant jogar e em momento algum marcou o ala do Thunder. Apenas contemplou o jovem talento de Oklahoma anotar 36 pontos e acabar com o jogo no último quarto. Já quando partiu para o ataque, Lebron teve o mesmo Kevin Durant em seu encalço. E James se assustou. Não partiu para cima, tentando cavar faltas ou impondo sua força e estatura. 

Mas a verdade é que nem tudo é culpa do camisa 6 de Miami. Wade foi extremamente passivo e não correspondeu, nem de longe, ao que se esperava da estrela do Heat. Bosh estava precipitado e tentou muitos arremessos atípicos e longos. O time também tem culpa por não ter sido time. Por não ter ajudado LeBron brilhar.

O King, sem anel, ainda tem outros jogos para provar que pode ser o LeBron da reta final da série contra o Boston Celtics. Se dá para tirar algo de bom da atuação de ontem a noite, dá para dizer que LeBron, com seus 30 pontos, bateu o recorde pessoal de pontos em um final. Mas só isso. Antes era de 25, hoje, 30.

terça-feira, junho 12, 2012

Chegou a Hora!

Miami Heat x Oklahoma City Thunder

Era a final que todos esperavam e a que todos apostavam antes do início da temporada regular. O Miami Heat das estrelas LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tentando redenção após o fiasco nas finais de 2011, contra o Oklahoma City Thunder, time jovem, mas que conta com Kevin Durant e Russell Westbrook. As duas equipes foram número 2 nas respectivas conferências e a vantagem do mando de quadro é do Thunder.

O Miami Heat chega aos 7 jogos decisivos depois de bater o New York Knicks, o Indiana Pacers e o Boston Celtics. Ambos os últimos dois confrontos terminaram em 7 confrontos. Miami vem oscilando. E a pressão em cima dos jogadores é imensa. Desde o ano passado acredita-se que o time é bom demais para não vencer. LeBron vive, novamente, uma pressão incrível. Tem o mundo nos ombros e precisa vencer para ser coroado rei. 

Já Oklahoma teve um caminho mais tranquilo até a série final. Varreu o ex-campeão Dallas Mavericks, perdeu apenas um jogo para o Los Angeles Lakers e bateu o San Antonio Spurs de forma incontestável. Tem o jovem Kevin Durant jogando o melhor basquete dos seus 23 anos de vida. O time é jovem, mas parece que chegou a hora de ser campeão. Mesmo, o muitas vezes afobado, Russell Westbrook faz um bom Playoff. Sem contar a força coletiva que tem em Ibaka um excelente defensor e em James harden um verdadeiro 6º homem.

LeBron James x Kevin Durant 

O comissário da NBA, David Stern, não poderia querer outra final. Thunder x Heat é simplesmente o confronto das duas maiores estrelas do basquete contemporâneo mundial. LeBron é o atual MVP, mas nada vai importar, caso ele deixe de vencer o anel. A situação está insustentável. Ele pode anotar 100 pontos, fazer chover, tudo será apagado com a derrota.
LeBron ainda não foi o cara que se espera dele no Playoff. Certo, fez um jogo de cinema. Para entrar nas melhores antologias do esporte, em Boston, valendo pelo Jogo 6. Mas o mesmo LeBron perdeu lances livres, arremessos fáceis e tocou de lado quando era preciso decidir para vencer.

Já Durant é justamente o contrário. Gosta do crunch time. É frio e mortal no jumpshot. Parece gostar de jogar sob enorme pressão. O ala hoje é quase impossível de se marcar. e Miami terá muitos problemas com ele. Mesmo o duelo com LeBron parece ter o ala do Thunder levando vantagem.

Dwyane Wade x Russell Westbrook


Wade vem sendo consistente até aqui. Com média de 22.9 pontos por jogo e 47% de arremessos de quadra convertidos, o armador do Miami prova que é importantíssimo. Wade precisa apenas acordar. Acordar mais cedo. É o jogador que LeBron não é no 4º período. Mas precisa ser esse jogador antes do momento decisivo.

Pelo lado do Thunder, Westbrook vive momento bom nos Playoffs. Mas precisa continuar distribuindo o jogo e deixando Durant ser o centro do jogo. Sem se afobar e forçar chutes. Westbrook é um bom jogador, mas depende da cabeça centrada. O armador precisa entender o seu papel. Qusndo o faz, torna-se peça vital.

Conclusão 

A série tem tudo para ser épica. Não se espera menos. Duas equipes que sabem jogar tanto no ataque, quanto na defesa. Equipes que contam com estrelas. Estrelas que vestem o uniforme, repsentam e fazem o espetáculo. É difícil apontar favorito. Talvez o Thunder pelos jogos em casa. A certeza é que teremos jogões e, ao fim, LeBron ou Durant ganhará seu merecido 1º anel. Que vença o melhor.

sexta-feira, junho 08, 2012

LeBron tira Miami do buraco

 
Oeste e Leste vinham com finais de conferência bem parecidas entre si. Quase que como um espelho. Boston e Oklahoma haviam vencido 3 jogos consecutivos e buscavam terminar a série com uma vitória em casa. O Thunder consguiu e de forma espetacular. Já o Celtics deixou escapar a chance. Mais do que isso. Miami conseguiu impedir o vexame. 

Miami impediu que fosse eliminado e se alguém deve ser ser responsávell por isso, que o nome dele seja dado: LeBron James. Em noite de Wade apagado, quem brilhou foi o camisa 6 de Miami. Com uma exibição impecável, James anotou 45 pontos, 15 rebotes e 5 assistências. Não só impecável, mas também histórica.

Lebron James é apenas o 2º jogador da história da NBA a ter em um jogo de Playoff 45 pontos, 15 rebotes e 5 assistências.Apenas Wilt Chamberlain, lenda do basquete, já havia anotado tamanha marca. Dos 45 pontos, 30 vieram do 1º e LeBron saiu de quadra para descanasar apenas quando faltavam poucos minutos para o término do jogo.

Mass e por uma lado tudo foi bem para LeBron e o Miami Heat, o lado perdedor do jogo de hoje foi muito mal. Boston e seus jogadores não foram nem uma mera sombra do que nos acostumamos a ver e do que sabemos que eles podem fazer. Rondo teve recorde de turnovers na carreira. Foram 6 deles. PIerce errou tudo que tentou e Ray Aleen foi omisso.

Para se ter uma ideia do que foi LeBron James nesa quitna, ele bateu em pontos, rebotes e assistências o Big Three de Massachussets.

Sábado de noite temos o último capítulodo Leste. Falta ainda um ato. Quem joga dia 12, contra Oklahoma, em Oklahoma? A figura mudou um pouco. Tudo indica que agora Miami é a equipe tem ligeira vantagem. Para aumentar um pouco a expcetativa, Bosh, hoje, teve mais tempo de quadra. Quando ele jogou, o Heat converteu 24-45 arremessos, aproveitamento de quase 54%. Com Bosh fora, o desempenha despenca para 13-31, ou 42%.

Vale lembrar que apesar da perfomance entregue, a pressão está longe de acabar. Pelo contrário, LeBron tem pela frente um Jogo 7. E após o que ele fez hoje, todos vão estar de olho no King. O torcedor de Miami torce para que isso seja passado, que LeBron comece a decidir e fechar jogos. Que a bola não seja passada para Wade quando a situação apertar.

quarta-feira, junho 06, 2012

Acabou para o Heat?


Da mesma forma que no Oeste, o Leste da NBA continua disputado e trazendo surpresas. Se na segunda-feira quem aprontou foi o Thunder, contra o Spurs e fora de casa, ontem foi a vez de Boston, que venceu também fora o poderoso Miami Heat.

A série está praticamente acabada. A expressão dos jogadores de Miami retrata bem isto. Todos não pareciam acreditar no que viam. Um Boston convertendo incríveis bolas, com destaque para uma de Paul Pierce, ao fim do jogo. Já Miami precisava confiar em Dwyane Wade. Se Wade está mal, Miami vai mal. E foi assim até o 4º período, quando a estrela da Flórida acordou.

Já LeBron continua sendo LeBron. Quando é preciso aparecer, não paarece. Quando precisa decidir, não decide. Segue erradno jumpshots, lances livres e passando a bola de bola. Boston dá uma aula de jogo coletivo em Miami. Enquanto o time do Celtics pensa como unidade, como conjunto, Miami, basicamente, resume-se a duas esrtrelas. Não é um time formado. Mas uma equipe extremamente dependente de LeBron w Wade.

A série está perdida para Miami? Ainda não. Da mesma forma que não se esperava um revés fora de casa, o mesmo pode acontecer e Miami bater o Celtics em plena Boston. Não é impossível que aconteça, só é difícil de imaginar com o retrospecto atual da equipe da Flórida. 

A verdade, em 5 jogos até aqui, é que o Boston Celtics vem mostrando na série para o Miami Heat o que é ser, de fato, um time.

terça-feira, maio 29, 2012

Miami passeia em 1º jogo


Se a ideia era impressionar e dizer logo de cara que o Heat ainda é o melhor time, Miami conseguiu. Com uma atuação expressiva e sem contestação, mesmo para os mais céticos, LeBron e Wade comandaram a primeira vitória sobre o Boston Celtics e deram mais um passo para o objetivo. Vencer a NBA.

Comparando time a time, o Miami é, sem dúvidas, superior. Mas na atuação de ontem, o Heat que foi muito bem ou Miami que foi muito mal? A noite na Flórida juntou ambos elementos. O Heat tem, na teoria, a melhor dupla de jogadores da NBA. LeBron James e Dwyane têm um potencial talento que combinados podem fazer um incrível estrago.

Ontem a dupla funcionou também na prática. Os dois combinaram para 54 pontos. LeBron não sentiu o peso da decisãoe  anotou 32 pontos e pegou 12 rebotes. Miami nunca se viu em apuros. Desde o início dominando e impondo seu jogo. Fez valer o mando de quadra como manda o figurino.

Já Boston não foi o Boston que conhecemos. O Celtics não é melhor que o Heat, mas é um time que pode sim dar mais trabalho para LeBron e cia. Defensivamente, apenas GKevin garnett apareceu para o jogo. E só com ele, não dá tem como parar o rolo compressor que é o ataque do time da Flórida.

A série continua na quarta. De novo em Miami. O Celtics precisa mudar de postura, caso queira ter alguma chance. O Miami precisa repetir a dose. Abrir 2x0 daria tranquilidade e colocaria o Heat bem próximo do que sonha desde quando perdeu para o Dallas, ano passado.

sexta-feira, maio 18, 2012

E agora?


Tudo o que não podia acontecer com Miami aconteceu. Tudo o que se imaginava que não aconteceria com Miami aconteceu. Favoritos para bater o Pacers e chegar à final do Leste, Miami perdeu. E perdeu feio. Indiana abriu 2x1, na série. Joga, de novo, em Indianapolis fim de semana para abrir 3x1 e complciar mais ainda as coisas para o favorito da NBA.

Miami esteve irreconhecível. Se a grande preocupação dos Playoffs era como se sairia LeBron, não se esperava que quem tivesse uma horrível noite fosse Dwyane Wade. Com atuação ridícula, Wade fez apenas 5 pontos e errou 11 arremessos em 13 tentados. Noite para se esquecer. Wade ainda brigou com o técnico Spoelstra. Bateu boca com o treinador e só complicou mais a situação do time da Flórida.

Com um bom início de 1º quarto, o Heat foi para o 2º tempo com tudo igual, no placar, mas novamente sofreu com o apagão do 3º quarto. Dessa vez, o Indiana Pacers apicou  26-12, nos primeiros 12 minutos do 2º tempo, e liquidou a fatura aí. LeBron voltou a não mostrar o porquê é 3 vezes o MVP. Viu o companheiro Wade falhar, mas não conseguiu assumir o jogo.

O Heat vai para o 4º jogo da série, praticmante, jogando a vida. Dificilmente conseguirá reverter uma diferença de 3x1. Não dá para imaginar vencendo 3 jogos seguidos. Uma vitória é urgente. 2x2 na série significa zerar tudo e jogar dois jogos em casa.

Volta toda a pressão em cima de LeBron. Mais uma temporada sem ganhar o título, seria mais um fracasso em seu currículo. Seria o fracasso da equipe de Miami e suas estrelas. Estrelas que estão desfalcadas da estrela que tem menor brilho, mas que tem uma importância absurda. Como faz falta Chris Bosh... Mas um time que tem LeBron James e Dwyane Wade não pode deixar ser levado pelo Indiana Pacers.

Miami terá de jogar muito mais no domingo. Se perder, não vai para casa. Ainda. Porque o caminho de volta para a Flórida já vai estar bem encaminhado.

segunda-feira, maio 14, 2012

Existe vida sem Bosh?

 
Não bastasse o "simples" problema de ter que ganhar o título da NBA, para, enfim, provar que LeBron James é um jogador vencedor, o Miami Heat ganha mais um problema para os Playoffs 2011-12. Desta vez foi Chris Bosh que se machucou. Ainda não há muitas informações sobre o grau da lesão do ala. Apenas que ele teve uma contusão muscular no musculatura abdominal.

Bosh é, segundo o Miami Heat, day-to-day. Ou seja, entra em quadra dependendo de como estiver no dia. Mesmo que jogue, é provável que não esteja 100%. Isso sem contar os boatos que Bosh rompeu o músculo, o que representaria um problema maior ainda.

Com Bosh de fora, ou meia-bomba, LeBron e Wade vão ter de chamar a responsabilidade. O trio do Miami passa a ser a dupla. Complicações? Não acredito que por agora. Apesar de um jogo bem parelho, ontem a tarde, Miami venceu o Pacers, 95x86. E isso deve acabar se repetindo nos próximos jogos. Muito equilíbrio, mas na hora mesmo, Miami deve mostrar porque é um melhor time.

Danny Granger, a melhor esperança do Indiana Pacers teve um desempenho preocupante e sofrível. Apenas 1 arremesso de quadra convertido em 10 tentados. Muito pouco para quem é a estrela da companhia. Muito pouco para quem sonha desbancar o Miami Heat.

A lesão de Bosh também joga mais pressão em LeBron. Mais do que nunca, ele precisará aumentar seu nível de basquete. Uma possível série com Boston, nas finais do Leste, e uma final contra Thunder ou Spurs já seriam extremamente difíceis com a presença do trio. Apenas com  a dupla, aumenta-se substancialmente o trabalho de LeBron. E consequentemente a pressão. Ou James vai querer, novamente, ser taxado de amarelão.

Por mais estranho que posssa soar, a lesão de Bosh é boa para o basquete e para quem gosta da NBA. Não por Bosh perder jogos em si. Mas por podermos ter a chance de ver quem realmente LeBron é quando mais se precisa que ele prove ser o jogador apelidado de King James, o 3 vezes MVP, o melhor pós-Michael Jordan.

quarta-feira, maio 09, 2012

O 2º melhor?


Deu muito o que falar o mais recente artigo escrito para o site da ESPN Americana. Assinado pelo jornalista Austin Link, o autor defende que depois de Michael Jordan, o melhor jogador da NBA não foi Magic Johnson, Larry Bird ou Kobe Bryant, mas sim LeBron James.

Logo de cara assusta. Como LeBron pode estar na frente de figuras importantíssimas da história da NBA e do basquete mundial? Como eleger um jogador que nem ao menos tem um título de campeão? Link explica. Usando números, Link chama LeBron de um monstro das estatísticas. O jogador do Miami supera em números os três tidos como maiores, depois de Michael Jordan. Só perde justamente para Jordan.

Link também afirma que enquanto muitos podem achar que LeBron é uma falha nos Playoffs, ele aponta bons jogos para o portfólio de LeBron. 2008 contra o Celtics, 2007 batendo o Pistons e ano passado contra o Chicago Bulls.

Mas o que chama atenção em LeBron é a dificuldade em saber ser decisivo quando preciso. LeBron não sabe fechar jogos. E isso é um fator para julgar quem foi melhor depois de Jordan. Em Miami, há quem o chame de Robin. Batman seria Wade. E por mais que LeBron seja jovem, é difícil ler que James foi o 2º maior da história e não lembrar logo de cara as patéticas atuações na final contra Dallas.

Ainda é muito cedo para discutir o legado de LeBron James na NBA. A tendência é que ele vença um anel e a discussão sobre ser um jogador amarelão ou não diminua. Mas, hoje, ele não é maior que Kobe, Duncan, Magic ou Bird. Se formos considerar apenas temporadas regulares, talvez seja. Só que não dá para medir "quem foi melhor?" desconsiderando títulos e feitos.

LeBron tem mais uma chance este ano. Deve estar na final da NBA. O Bulls, sem Rose, deve cair na 1ª rodada para o 76ers. O caminho está livre e fácil até encarar Spurs, Lakers ou Thunder, na final, em junho. Mas o discurso e postura de James precisam mudar. Nada menos que um título este ano importa para o jogador. Ele já discorda. Declarou algumas semanas atrás que não vencer o título, não significa que a temporada foi um desatre.

Sim. Será. E cabe a LeBron provar o porquê é tido por muitos como "The King"