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sexta-feira, outubro 26, 2012

Saints @ Broncos


De um lado o quatro vezes MVP da temporada regular. De outro o quarterback com mais jardas aéreas em uma única temporada. Os quarterbacks Peyton Manning e Drew Brees são as principais estrelas do Sunday Night Football entre Denver Broncos e New Orleans Saints. A última vez que os dois se enfrentaram foi no Super Bowl XLIV, quando Brees saiu vencedor. Mas de 2010 para cá, muita coisa mudou.

Peyton Manning deixou de ser o líder do Indianapolis Colts e ficou fora de toda a temporada 2011, após passar por quatro cirurgias no pescoço. Já o time do New Orleans Saints viveu inferno astral na pré-temporada de 2012, quando foi acusado pela NFL de pagar recompensas aos jogadores do time de defesa para lesionar atletas adversárias.

Com quatro derrotas seguidas no início da temporada regular e uma defesa das piores defesas da NFL, o New Orleans Saints voltou a se recuperar contra o San Diego Chargers e o Tampa Bay Buccaneers. E Drew Brees é um dos grandes responsáveis pela reabilitação do time da Louisiana. O quarterback anotou oito touchdowns nos dois últimos jogos e aumentou o recorde da NFL para 49 jogos consecutivos com pelo menos um touchdown.

New Orleans tem 66 pontos combinados contras os dois últimos adversários e vai ser reforçado pela chegada do técnico interino Joe Vitt. Suspenso pela NFL por sete jogos, devido ao envolvimento no escândalo das recompensas, Vitt assume os Saints em um bom momento. "Eu não vou fazer milagres, mas estou feliz por estar de volta e sei que podemos melhorar em todos os aspectos do nosso jogo", disse o técnico interino.

A volta de suspensão do técnico interino também pode ajudar no setor defensivo do New Orleans Saints. Vitt é treinador dos linebackers e a defesa dos Saints é uma das piores de toda a NFL. New Orlenas cede 30,3 pontos por jogo, quarta pior marca entre todos os 32 times. Contra a corrida, os Saints têm a segunda pior média com 161 jardas cedidas. Já contra o passe, o time de Drews concede por jogo 304,5 jardas, terceira pior marca da NFL.

E é justamente essa estatística que pode definir o jogo de domingo. Peyton Manning é hoje um dos quarterbacks ativos mais eficientes. O jogador se tornou o primeiro da história a ter três jogos consecutivos com três ou mais touchdowns, mais de 300 jardas e pelo menos 70% de aprovietamento do passes. No último jogo, pela Semana 6, Manning conseguiu outra marca incrível na carreira. Virou para cima do San Diego Chargers após ir para os vestiários no meio do jogo 24 pontos atrás no placar. Uma virada no último quarto contra os Saints no domingo será a 48ª da carreira do quarterback e recorde histórico da NFL.

"Ele é um gênio do esporte. Como Drew Brees, ele é forte, preciso e inteligente. Peyton Manning é um cara que torna as pessoas que jogam com ele em melhores jogadores", afirmou Joe Vitt.

quinta-feira, outubro 04, 2012

A culpa também é dele?


Já são 4 derrotas em 4 jogos. Isto para um dos grandes favoritos para chegar ao Super Bowl. Um dos favoritos para jogar a grande final da NFL em casa. O que acontece com o New Orleans Saints?

Os culpados são os mais variados. A defesa comandada por Steve Spagnuolo, a ausência do técnico Sean Payton e o escândalo extracampo e tudo que envolveu a pré-temporada dos Saints. Mas ninguém culpa o quarterback Drew Brees. E, sim. Ele tem um pouco de parcela em tudo que acontece hoje nos Saints.

Pouco se fala, mas Drew Brees demorou para renovar o contrato com o time de New Orleans. Os Saints ofereceram a segunda maior quantia garantida da história da NFL. E Drew Brees, mesmo assim, rejeitou e fez uma contraproposta. Os valores rejeitados por Brees foram acima de U$18 milhões que Tom Brady e Peyton Manning ganham. E ainda assim, o quarterback não aceitou. 

A manutenção de Brees era necessária. Inegável. Mas querer ganhar mais do que foi oferecido inicialmente custou a New Orleans Carl Nicks, Robert Moachem e Tracy Porter. Não que Brees não merecesse. Longe disso. Ele foi um dos responsáveis por construir o time a reputação dos Saints após o furacão Katrina. Trouxe autoestima de volta para a cidade e com a vitória no Super Bowl XLIV, apenas coroou a brilhante carreira e mostrou a todos de New Orleans que nada é impossível.

Mas ao não aceitar o contrato, Brees prejudicou a equipe. O GM Mickey Loomis já se via enrolado até o pescoço com o escândalo das recompensas. Brees conseguiu jogar os torcedores contra o GM. Todos iriam querer a cabeça do cartola se Drew Brees não entrasse em acordo com os Saints. Acabou que New Orleans pagou o que o quarterback quis.

Com Drew Brees feliz e garantido mais 5 anos em New Orleans, ele voltou aos treinos. Mas toda a novela fez com que ele perdesse muitos do training camp. A equipe praticou por quase toda a pré-temporada sem o treinador e o quarterback. Duas das peças chaves para o ataque e os dois que mais sabem como jogar ofensivamente por lá. 

Brees podia ter optado pela estabildiade. Mas não. Resultado? A situação que está hoje o time da Lousiana.

terça-feira, agosto 07, 2012

Existe vida sem Sean Payton?


Os jogos de pré-temporada da NFL podem não significar muita coisa, mas no pontapé inicial temporada 2012-2013 da NFL, já deu para ver como será o New Orleans Saints sem o técnico Sean Payton. Primeiro é difícil se acostumar com a ideia de ver outro treinador na beira do campo vestindo as cores dourada e preta do time da Lousiana. 

Payton tornou-se figura emblemática da equipe. Não apenas pelo o que conquistou, mas por tudo que ele representou. E ainda representa. Reconstruiu o time ao mesmo tempo em que uma cidade destruída pelo furacão Katrina se levantava aos poucos. Trouxe felicidade a uma população que sofria com o título do Super Bowl e de uma franquia que antes não tinha importância na NFL, levou o Saints a ser olhado com olhos atentos por todos.

Tudo mudou entre a temporada passada e a atual. Os Saints se viram em meio a uma enorme confusão e muitos escândalos. O maior deles envolvendo um programa de recompensas para jogadores de defesa que conseguissem lesionar adversários e, consequentemente, tirá-los do jogo. A NFL julgou Payton como cúmplice do esquema e puniu-o por um ano. E aí está um dos grandes problemas para esta temporada. É possível sobreviver sem Sean Payton?

Sobreviver sim. O New Orleans Saints não é qualquer equipe da NFL. Conta com um quarterback excepcional, um ataque carregado de boas opções e uma defesa que mesmo desfalcada do líder Johnathan Vilma consegue ser eficiente. Mas isso é suficiente para fazer com que New Orleans volte a dominar a NFC e seja potencial favorito a chegar ao Super Bowl?

A resposta é: muito provavelmente não. Payton tinha uma relação quase paternalista com a equipe. Era querido por todos e se envolvia como time como muito poucos outros técnicos. Tinha como carro-chefe definir as chamadas ofensivas. Sempre jogando para frente. Ou alguém não se lembra do onside kick contra o Indianapolis Colts, logo no kickoff do segundo tempo?

Apesar de Drew Brees dizer que o seu desempenho deve melhorar com ele tendo mais liberdade para chamar as jogadas, isso não deve ser muito visto. Payton lê defesas adversárias como poucos. Brees também tem nas costas o peso de ser, mais do que nunca, o líder dos Saints em campo. Não que já não tivesse esse papel, mas agora é Brees ou Brees. E é aí que pode morar o perigo. Após uma temporada impecável e de poucas interceptações, Brees pode ter um ano com muitas falhas, ao tentar forçar os passes e salvar o dia.

Se os Saints chegarão aos Playoffs? Bem possível que sim. Além da qualidade técnica da equipe, os Saints contam com a arena mais hostil da NFL. O Superdome realmente faz diferença e exercendo o mando de campo, o caminho para a pós-temporada já vai estar bem encaminhado.

A temporada também terá um gostinho de todos contra o New Orleans Saints. Pode ter certeza que a punição aplicada ao time da Lousiana servirá de motivação para que a equipe tente chegar o mais longe possível. Os Saints querem mostrar que Roger Goodell errou e pegou pesado nas punições. Que o New Orleans Saints foi injustamente condenado. 

Depois do Spygate, o New England Patriot viu na punição uma motivação e chegou ao Super Bowl com uma campanha invicta. A "pequena" diferença é que Bill Belichick não foi suspenso. Já Sean Payton...

terça-feira, julho 31, 2012

Brees levanta tom


Segue a briga de bastidores entre o New Orleans Saints e o comissário da NFL, Roger Goodell. Após manter-se firme nas suspensões aos integrantes dos Saints, foi a vez de Drew Brees levantar a voz para o chefão da liga de futebol americano.

"Ninguém confia nele. Ninguém mesmo. E eu não estou falando sobre dirigir alcoolizado ou estar armado dentro de um clube, que são violações claras. Acho que em muitas vezes a NFL chegou a uma decisão antes de ouvir  acusado. Agora se uma pessoa for chamada para conversar com ele, essa pessoa vai pensar duas vezes, porque ela pode achar que já se chegou a alguma conclusão", disse Brees.

Discurso pesado e que cai com muito mais força por ser dito justamente por uma figura como Drew Brees. Alguns fãs e outros jogadores já haviam alfinetado a quantidade de poder nas mãos de Goodell, mas por tal declaração vir de uma voz forte e respeitado como Drew Brees, acaba ganhando mais espaço e muito mais peso. Isso porque Drew Brees é um dos ícones da atual NFL. Figura exemplar, adorado por todos e muito respeitado dentro da Liga.

A questão é: Precisava? De certa forma, o discurso de Brees é interessante e, sim, necessário. Necessário por Brees ser o principal porta-voz de um time que acredita ser injustiçado nas punições aos seus jogadores e técnico. A declaração do quarterback volta também a levantar o debate sobre o poder de uma figura sobre a NFL. Goodell vem buscando uma faxina na NFL. Tentando tornar um jogo mais seguro e mais limpo. Tenta mudar a imagem de uma já muito bem sucedida Liga. E até então vem fazendo excelente trabalho.

A bronca de Brees pode soar uma simples réplica ao que Goodell tem feito com o Saints. Acusações e punições ao time de New Orleans. Realmente podem até ser, mas o que Drew Brees pede é que haja mais transparência em como a NFL vem tomando certas decisões.  A mais clara a que envolve o programa de recompensas do New Orleans Saints. E isso é louvável e preciso. E realmente. É no mínimo estranho punir alguém e não mostrar a este alguém as reais provas para tamanha acusação. 

Se é bom ou não os jogadores confiarem em Goodell? Pouco importa também. Ele é parte da Liga e julga o que é bom ou mau para ela. Não lhe interessa se os jogadores gostam ou confiam nele, sua função é fazer que a NFL continue a ser a liga que é. A questão continua sendo até que ponto o poder nas mãos do comissário é perigoso para a NFL.


segunda-feira, julho 23, 2012

O que vem por aí na NFL - Parte 1


Depois de uma conturbada e movimentada offseason, a NFL começa nesta semana os training camps. A temporada começa dentro de pouco mais de um mês e com os treinos abertos, surgem as primeiras grandes questões que devem ser respondidas ao longo do ano, mas que já intrigam a todos.

A Situação do New Orleans Saints
Programas de recompensas e escutas nos microfones adversários. O que não faltou em New Orleans foram acusações e conduta suspeita. O time começa a temporada sem alguns jogadores, entre eles o suspenso por toda a temporada Johnathan Vilma, e o técnico Sean Payton. Sem um dos melhores técnicos da Liga e de time xodó de todos para um time visto agora com muitas ressalvas, o New Orleans Saints tem tudo para ter uma complicada temporada. De positivo, a renovação de Drew Brees. Após longa negociação, o quarterback conseguiu um contrato longo, está feliz e precisará liderar a equipe.

Peyton Manning nos Broncos
Após 14 anos vestindo as cores do Indianapolis Colts, chegou a hora de Manning jogar pelo Denver Broncos. Não se sabe como está o seu estado de saúde, se ele pode lançar a bola, se o braço está forte e se o time em torno dele é talentoso. Manning terá que se acostumar a novos dirigentes, parceiros de time, cidade, torcida, técnicos, expectativas e rivais de divisão. Conseguirá Peyton Manning levar os Broncos a algum lugar?

O New York Giants
Após vencer o Super Bowl como zebra, os Giants entram 2012-13 como atuais campeões e com uma reputação a zelar. Nunca um time venceu dois Super Bowls consecutivos e certamente New York vai atrás deste feito. Antes cercado de dúvidas, Eli Manning agora figura entre os melhores QBs da NFL e já tem mais anéis que o o irmão mais velho. Com elenco praticamente mantido, Eli e os Giants conseguirão fazer o raio cair duas vezes no mesmo lugar?

Chegou a hora do Philadelphia Eagles?
Com um dos plantéis mais fortes, os Eagles chegam como favoritos para este ano. Contam com um ótimo Michael Vick, talentosos jovem jogadores e uma sólida defesa. Tudo para finalmente ganhar o 1º Super Bowl, mas temporada passada o time também era muito forte e os Eagles foram a grande decepção da liga, conseguindo apenas 8 vitórias em 16 jogos.

Tebow x Sanchez
O duelo dos QBs em Nova York promete. Sanchez é o titular, mas Tebow está pronto para assumir a titularidade. Todo mundo que em algum ponto a situação será insustentável, Sanchez encontrará dificuldades e Tebow terá sua chance de iniciar o jogo. O New York Jets vem de uma temporada conturbada nos vestiários e com um sistema que terá dois quarterbacks alternando a titularidade, mais problemas podem surgir. 

terça-feira, julho 03, 2012

NFL mantém punição a jogadores


Com a promessa de não ceder e manter a punição exemplar, o comissário da NFL, Roger Goodell manteve a suspensão dos quatro jogadores do New Orleans Saints, mesmo após apelação. Goodell afirmou que a pena só será diminuída ou suspensa, caso sejam levados a ele fatos que comprovem a inocência dos jogadores no programa de recompensas do New Orleans Saints, entre os anos de 2009 e 2011. 

Johnathan Vilma está suspenso por toda a temporada, Will Smith por 4 jogos, Anthony Hargrove 8 jogos e Scott Fujita 3 jogos. Longe de terminar, o caso deve agora chegar aos tribunais. Vilma já entrou com pedido na corte federal apelando contra a suspensão a NFL e os advogados dos outros três jogadores devem fazer o mesmo  até o início da semana que vem.

A associação de jogadores da NFL, em nota, novamente, lamentou a posição do comissário Goodell e reiterou a preocupação com a falta de clareza e transparência no processo que puniu os jogadores e o New Orleans Saints. A associação também considerou o comissário inelegível e inapto para julgar os jogadores, devido a sua parcialidade no caso.

Já Goodell respondeu que nenhum dos quatro jogadores quis dar explicações sobre o fato. E aí está a grande questão. A partir do momento em quem alguém é acusado, é natural que este queira se defender. Basta partir do velho princípio de que quando se fala algo que não é verdade de você, o instinto humano leva a pessoa a querer logo provar o contrário e mostrar que isso não é verdade.

A NFL também erra ao manter em segredo as investigações e não mostrar ao público as provas de que jogadores, técnicos e dirigentes dos Saints sabiam e participavam do programa de recompensas.

Programa este que estourou em março e até hoje ainda não se encerrou. Chamado de programa de recompensas, a NFL acusou o New Orleans Saints de comandar um programa ilegal que visava pagar para jogadores dos Saints lesionar jogadores alvos dos times adversários. É mais uma novela que não tem data para terminar.

quinta-feira, maio 03, 2012

Punições pelo Bounty Program


Após punir técnico, General Manager e coordenadores, a NFL divulgou ontem os jogadores do New Orleans Saints punidos pelo escândalo das recompensas para lesionar jogadores adversários, de forma intencional. Anthony Hargrove, Will Smith e Scott Fujita pegaram 8, 4 e 3 jogos de suspensão, respectivamente. Mas a punição que realmente chamou atenção foi a do linebacker dos Saints, Jonathan Vilma.

Vilma foi suspenso, nada mais, nada menos, que de toda a temproada 2012-13. Sem poder recorrer ou pagar uma fiança para diminuir sua pena. A notícia logo repercutiu no mundo do futebol americano. Vilma se disse surpreso com a decisão do comissário Roger Goodell e negou todas as acusações.

- Estou extremamente decepcionado com a a decisão da NFL de me suspender por toda a temporada. O comissário Roger Goodell se recusou a compartilhar qualquer uma das acusações que nos incriminaria e ele diz ter. Nunca paguei ou pensei em pagar qualquer quantia de dinheiro para um companheiro do meu time tirar do jogo outro jogador - afirmou o linebacker.

Já a NFLPA, associação de jogadores da NFL, disse que a Liga ainda não passou a eles nenhuma evidência que faça com que a punição seja justa ou que a acusação se confirme.

- Temos certeza que a punição sem as acusações provadas não é justa. Falamos com nossos jogadores e representantes e vamos protestar intensamente e buscar opções em nome dos jogadores envolvidos nas acusações e punições - declarou a NFLPA

Já a NFL tem a posição de que a punição é condizente com o que foi investigado. A Liga também afirmou que os jogadores punidos foram chamados, mas não quiseram dar explicações ao comissário Roger Goodell. 

E aí está a maior ironia de todo o caso. Como o jogador é acusado e não vai se defender? Vilma, em nota oficial, afirmou estar surpreso com a punição aplicada sobre ele. Mas como surpreso? Se qualquer um dos outros punidos falasse isso, seria considerável. Mas o nome de Vilma sempre esteve ligado, desde quando pipocaram as primeiras informações sobre o assunto.

Jonathan Vilma é inocente, segundo ele, mas não entra na minha cabeça a pessoa ser acusada por meses e mais meses e só quando é punida declarar não ter conhecimento das acusações. Por que não foi se encontrar com Goodell para conversar e provar sua inocência antes. Por que esperar ser punido para reclamar?

A história ainda deve dar muito pano pra manga. Goodell manteve a posição de aplicar punições exemplares aos supostos envolvidos, como havia prometido. Cabe aguaradar agora pra ver se elas serão mantidas. Se a NFL manter seu histórico, tudo deve ser ratificado.



terça-feira, março 06, 2012

Mancha Negra?


Ainda sobre o polêmico sistema de recompensas utilizado em New Orleans, hoje foi a vez do lendário quarterback, Brett Favre, opinar sobre a manobra conduzida pelo coordenador Gregg Williams para lesionar jogadores adversários importantes. "Para ser honesto, existe um tipo de recompensa em você em qualquer jogada. Agora, naquele jogo (referência ao jogo Vikings x Saints, pela final da NFC), houve jogadas em que eu não quero dizer que foram estranhas, mas eu jogava a bola e levava uma pancada. Lançava a bola e, de novo, levava uma pancada. Era uma atrás da outra. Cheguei a falar com Darren Sharper, que sempre fui amigo, 'o que você está fazendo, Sharp?'", revelou Brett Favre ao SI.com.

A entrevista do ex-quarterback do Minnesota Vikings ilustra que a NFL anda corretamente na ideia de investigar o o sistema de recompensas usadas pelo New Orleans Saints. É digno de aplausos também a atitude de Brett Favre. Sempre considerado um quarterback duríssimo e que não tem medo do contato, Favre deixou isso de lado e contou o que realmente houve e sentiu naquele domingo que levou o Saints ao Super Bowl. Brett Favre disse ter levado inúmeras pancadas que não foram inadvertidas pela arbitragem e que muito possivelmente prejudicaram o seu rendimento e consequentemente o resultado final do jogo.

Com isso, temos uma pergunta que pode incomodar muitos torcedores dos Saints, mas não tem como não ser feita. Com o sistema de recompensas funcionando a todo o vapor, pode-se dizer que isto ofusca o Super Bowl vencido pelo New Orleans Saints?

A pergunta é polêmica, mas ao mesmo tempo válida. É bom lembrar que o New Orleans Saints quebrou as regras da NFL. E as quebrou nos dois jogos que levaram o time de Drew Brees ao Super Bowl contra o Indianapolis Colts. Contra o Arizona Carrdinals, Kurt Warner foi o alvo. Contra o Minnesota Vikings, o alvo foi Brett Favre. Não que o título de campeão seja tirado do SuperDome, mas ambos os jogos passam a ter asteriscos, devido a quebra de regras do futebol americano.

Por outro lado, independente ou não do sistema de recompensas, não se pode esperar que em uma final da NFC, os jogadores de defesa não joguem pra valer. Quem defende os Saints, diz que Favre levou pancadas ao longo do jogo, fato inerente do futebol americano, e que ele não saiu lesionado. A partir do momento que o jogador está em campo, ele passa a ser um alvo. Há quem diga que o Saints deva sim ser penalizado, pois errou ao quebrar as regras, mas que em nenhum momento isto ofusca o título vencido.

A verdade é que o título é do New Orleans Saints. Ninguém tasca. A imagem do time é que está fortemente abalada. Sempre haverá alguém que irá se lembrar do Super Bowl XLIV, como o Super Bowl em que o Saints bateu o favorito Indianapolis Colts de Peyton Manning e cia. e fez história. Haverá também quem se lembrará como o título conquistado por um time que chegou ao Super Bowl jogando de forma suja.

segunda-feira, março 05, 2012

Entenda o Bountygate


E mais um escândalo chegou à NFL. E mais um escândalo envolvendo um time grande. Se há quatro anos atrás só se falava no chamado Spygate, em que o New England Patriots teve informações, vídeos e fotos de outros times para melhor se preparar contra eles, como em um verdadeiro filme de espião, desta vez temos o Bountygate. Bounty em inglês é recompensa. E é aí que se pauta a nova bomba na NFL.

O repórter da ESPN, Adam Schefter publicou que a NFL estava investigando o New Orleans Saints. O time dos Saints é suspeito de estar envolvido em um esquema em que jogadores da linha de defesa receberiam entre 5 a 10 mil dólares, caso conseguissem lesionar um jogador vital do time de ataque adversário. O responsável seria o coordenador de defesa de New Orleans, Gregg Williams. Os principais alvos foram Kurt Warner e Brett Favre.

Com caráter inédito, o mundo de quem acompanha o futebol americnao foi tomado de surpresa. Como alguém faria isso com um companheiro de trabalho, mesmo este sendo seu adversário? Mas relatos de próprios ex-jogadores de defesa já mostram que há sim na NFL algumas apostas individuais entre estes jogadores. Um big hit, ou seja, uma pancada mais forte valeria algo em torno de 100 a 500 dólares. Uma forma de motivação entre os próprios jogadores. A grande diferença agora é que o valor seria pago, caso o jogador do outro time saísse, devido uma lesão.

A crise agora respinga no, até então, intocável New Orleans Saints. Saints do quarterback fantástico Drew Brees e do fora de série Sean Payton. Assim como respingou no New England Patriots. Quatro anos após o escândalo de espionagem, New England até hoje tenta recuperar sua imagem. Se tornou uma das equipes mais odiadas nos EUA.

O mesmo pode acontecer com os Saints agora. O segundo time de todos, devido ao desastre do furação Katrina, pode perder popularidade. New Orleans também deve ser multado e perder algumas escolhas no draft, se realmente confirmado o sistema de caça a recompensas.

É preciso também calma antes de julgar o New Orleans Saints. Não sabemos se este foi um caso em particular ou se ser pago para tirar jogadores de campo é uma estratégia adotada por muitos os times na NFL, mas que só foi descoberta e trazida à tona na sexta passada. Fato é que a imagem do New Orleans Saints sofreu um forte baque. E será preciso muito tempo para repará-la.

OBS: Vale lembrar que a lesão no futebol americano, como em qualquer outro esporte, é um risco que o atleta tem de enfrentar quando entra em campo. Elas nunca vão deixar de ocorrer. A discussão aqui é a busca por uma lesão de forma intencional.