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quarta-feira, julho 18, 2012

Como fica o Knicks sem Lin?


Fim de novela. O New York Knicks não igualou a proposta e a sensação Jeremy Lin é oficialmente jogador do Houston Rockets para as próximas 4 temporadas da NBA. Apesar dos rumores iniciais indicarem que o Knicks cobriria qualquer oferta pelo armador, no sábado estourou que a situação não era bem assim. E os rumores se provaram verdadeiros. 

Mas com a saída de Jeremy Lin consolidada, como fica o New York Knicks? Já dito antes, não dá para dizer que Jeremy Lin não sabe jogar. Mas fará tanta falta ao Knicks?  Com Kidd e Lin, o Knicks usaria o experiente armador como titular e Lin viria do banco. Haveria um sistema de mentor e aluno entre os dois. Kidd prepararia e moldaria Jeremy Lin para os próximos anos de NBA, transmitindo todo a sua experiência para o jovem asiático.

Com Lin fora, a situação muda. Raymond Felton será o titular e Kidd o reserva. Uma boa dupla e que pode fazer o jogo fluir. A grande questão do New York Knicks independe de Lin. É ainda saber se as duas principais estrelas conseguem atuar juntos. Duas estrelas que vão precisar descobrir como fazer o jogo de ambos renderem. Carmelo e Amar'e podem jogar um do lado do outro? Também há a questão sobre Amar'e Stoudemire. A temporada do Knicks deve muito a sua saúde. Se ele estiver saudável, o Knicks é um time. Se tudo cair nas costas de Carmelo Anthony, o Knicks passa a ser outro time.

Hoje no Leste ainda há 4 times melhores que New York. São eles Miami, Chicago, Boston e Brooklyn. O Knicks fica com a 5ª posição, já que Orlando e Atlanta já não são mais os mesmos. A verdade também é que o New York Knicks é a 5ª equipe do Leste com ou sem Jeremy Lin.  Sua saída não será sentida assim logo de cara, no quesito dentro de quadra. 

Fora de quadra, a história é outra. O Knicks deixa de arrecadar muito dinheiro sem a figura de Jeremy Lin. Camisas, ingressos, souvenirs... O Knicks perdeu uma enorme fonte extra de renda, mas pensou racionalmente em manter o teto salarial da equipe estável para os próximos anos. Um dos argumentos usados pelo Knicks é que Stoudemire e Carmelo têm 3 anos ainda de contrato. Lin poderia não se tornar o armador que todos pensam que ele pode ser em 3 anos e isto comprometeria a janela de título para os dois All Stars.

Sem assinar um contrato pesado com Lin, o Knicks abre espaço para mover algumas peças e ser campeão dentro destes 3 anos. Não arrisca na aposta. Faz o chamado "correto". Se a opção foi acertada, só o tempo dirá.

segunda-feira, julho 09, 2012

Briga na Big Apple


Que a Conferência Leste vai ficando melhor a cada dia, não se discute. Mas um dos duelos interssantes é um que vai se formando em Nova York. Com a chegada do Nets ao Brooklyn e um New York Knicks mais competitivo, desde a chegada de Carmelo e Stoudemire, o embate entre os dois novos rivais deve movimentar não só a Big Apple, mas a NBA, na próxima temporada.

O New York Knicks adicionou ao seu elenco o experiente armador Jason Kidd e renovou com a sensação Jeremy Lin por U$28 milhões. Ambos vêm para somar com o pivô Tyson Chandler e a dupla de estrelas. O grande reforço para a temporada, Jason Kidd, entrará vindo da banco, já que os 39 anos pesam nas costas. O titular será Lin, que ainda não se sabe como voltará de lesão e se é realmente uma realidade ou apenas um brilhareco.

As opções no mercado para o Knicks também não são muito lá animadores. Steve Nash foi para Los Angeles, Goran Drajic para Phoenix, Jamal Crawford para o Clippers e JR Smith optou por sair de New York. Sem contar que Dwight Howard já esteve sondado em muitos lugares, mas nunca o Knicks foi citado.

Já o New Jersey Nets parece já querer causar impacto logo de cara. Assinou por 5 anos e U$98 milhões com o armador Deron Willians. Trouxe Joe Johnson e ainda tem Gerald Wallace. Os três tem tudo para formar um dos melhores backcourts da Liga. Jogando no garrafão, o Nets ainda conta com o eficiente Kris Humphries e o muito bom Brook Lopez. A situação do último ainda indefinida, mas a tendência é que permaneça. Caso saia, a chegada de Dwight Howard seria apenas uma formalidade e uniria o desejo de Nets e do pivô. Mas mesmo sem D12, as coisas vão bem no garrafão do Brooklyn,

Se a rivalidade entre New Jersey e New York nunca foi uma rivalidade real, os dois times agora têm a chance de movimentar Nova York. De cara, quem sai na frente é o Nets. Brooklyn tem mais elenco e um quinteto titular mais forte. Não que se possa desconsiderar o Knicks, mas ainda é incógnita como voltará Jeremy Lin, se Kidd pode ainda ser útil com a idade e se Stoudemire voltará bem das lesões que tanto o persguiram esse ano e também da cabeça, já que não é lá muito esperto sair de um Playoff, após cortar a mão em um extintor durante ataque de fúria.

Não dá para discutir que Miami é o favorito da NBA e consequentemente a melhor equipe do Leste, mas a nova equipe do Brooklyn não fica muito atrás de Boston, com a chegada de Jason Terry e a renovação de Kevin Garnett, e de Chicago, com a volta de um Derrick Rose saudável. E o Knicks? Ainda vai ser preciso aguardar vê-los jogar, mas é bem provável que o time do Madison Square Garden se junte a elite do Leste.


segunda-feira, junho 25, 2012

LeBron ou Jordan?


Todo ano é sempre a mesma história. Chovem comparações entre LeBron James e o maior de todos os tempos, Michael Jordan. Mas a conversa mal começava e já terminava com o argumento "LeBron não tem anéis". E nada mais justo.  Não dava para comparar LeBron James com Michael Jordan. Mas após o primeiro título de James, a conversa já pode se alongar?

Para Charles Barkley, integrante do Dream Team de Atlanta e hoje comentarista da NBA, a resposta é sim. Barkley acredita que, ao fim da carreira, LeBron James poderá ser lembrado como o maior jogador que já passou pelas quadras da NBA e, consequentemente, como o maior jogador de basquete da história.

As épocas são diferentes e LeBron atua em um basquete mais físico. Não falta ao ala explosão e força. James é maior e mais agressivo que Michael Jordan e isso conta de positivo ao ala do Miami Heat. Mas Michael Jordan tem algo que LeBron ainda precisa adquirir, se é que isso é possível. Determinação, garra e poder de decisão.

O karma de LeBron James pode ter se encerrado com a conquista do 1º título, mas pode também continuar. LeBron ficou marcado por enormes fracassos e desastres em jogos em que a equipe defendida pelo King mais precisou. Principalmente os jogos finais da temporada 2010-11. Com Michael Jordan, a história era justamente outra.

MJ decidia como ninguém. Pontuava, era líder e brilhava nos momentos em que era preciso ser o melhor. A determinação do maior da história era invejável e incomparável. Outro fator que pesa positivamente para o lado do ex-jogador do Chicago Bulls é a capacidade de anotar jumpshots. Se LeBron é mais explosivo e dominante no garrafão, Jordan é um arremessador muito superior ao jovem rival.

Outra comparação óbvia é o número de anéis. LeBron ganhou o primeiro. Jordan possui 6 títulos e mais 6 troféus de MVP das Finais. Lógico que também não se mede quem foi o melhor apenas por número de títulos. Afinal, a discussão é justamete quem foi o melhor, e não quem foi mais campeão. Mas a diferença entre Jordan e LeBron ainda é gritante e ainda tende muito para o lado de MJ.

LeBron é um personagem midiático, relaciona-se muito bem e é adorado pela mídia. É ícone entre crianças e é sim possível que seja visto como o maior de todos quando se aposentar. Vale lembrar que James tem 27 anos e 9 temporadas. Ainda pode vencer muitos outros títulos e escrever ainda mais o ome na história do basquete mundial contemporâneo. 

Se ele chegará a ser superior que Michael Jordan? É possível que sim, apesar de extremamente improvável