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quarta-feira, julho 18, 2012

Como fica o Knicks sem Lin?


Fim de novela. O New York Knicks não igualou a proposta e a sensação Jeremy Lin é oficialmente jogador do Houston Rockets para as próximas 4 temporadas da NBA. Apesar dos rumores iniciais indicarem que o Knicks cobriria qualquer oferta pelo armador, no sábado estourou que a situação não era bem assim. E os rumores se provaram verdadeiros. 

Mas com a saída de Jeremy Lin consolidada, como fica o New York Knicks? Já dito antes, não dá para dizer que Jeremy Lin não sabe jogar. Mas fará tanta falta ao Knicks?  Com Kidd e Lin, o Knicks usaria o experiente armador como titular e Lin viria do banco. Haveria um sistema de mentor e aluno entre os dois. Kidd prepararia e moldaria Jeremy Lin para os próximos anos de NBA, transmitindo todo a sua experiência para o jovem asiático.

Com Lin fora, a situação muda. Raymond Felton será o titular e Kidd o reserva. Uma boa dupla e que pode fazer o jogo fluir. A grande questão do New York Knicks independe de Lin. É ainda saber se as duas principais estrelas conseguem atuar juntos. Duas estrelas que vão precisar descobrir como fazer o jogo de ambos renderem. Carmelo e Amar'e podem jogar um do lado do outro? Também há a questão sobre Amar'e Stoudemire. A temporada do Knicks deve muito a sua saúde. Se ele estiver saudável, o Knicks é um time. Se tudo cair nas costas de Carmelo Anthony, o Knicks passa a ser outro time.

Hoje no Leste ainda há 4 times melhores que New York. São eles Miami, Chicago, Boston e Brooklyn. O Knicks fica com a 5ª posição, já que Orlando e Atlanta já não são mais os mesmos. A verdade também é que o New York Knicks é a 5ª equipe do Leste com ou sem Jeremy Lin.  Sua saída não será sentida assim logo de cara, no quesito dentro de quadra. 

Fora de quadra, a história é outra. O Knicks deixa de arrecadar muito dinheiro sem a figura de Jeremy Lin. Camisas, ingressos, souvenirs... O Knicks perdeu uma enorme fonte extra de renda, mas pensou racionalmente em manter o teto salarial da equipe estável para os próximos anos. Um dos argumentos usados pelo Knicks é que Stoudemire e Carmelo têm 3 anos ainda de contrato. Lin poderia não se tornar o armador que todos pensam que ele pode ser em 3 anos e isto comprometeria a janela de título para os dois All Stars.

Sem assinar um contrato pesado com Lin, o Knicks abre espaço para mover algumas peças e ser campeão dentro destes 3 anos. Não arrisca na aposta. Faz o chamado "correto". Se a opção foi acertada, só o tempo dirá.

segunda-feira, julho 16, 2012

Linsanity saindo de Nova York?


Parece que tudo mudou em Nova York. Se antes era prometido que o New York Knicks igualaria qualquer proposta para manter Jeremy Lin, as coisas esse final de semana mudaram um pouco de cara. A história que circula agora por Manhattan é que o Knicks não vai cobrir a proposta do Houston Rockets e a Linsanity já está de malas prontas para a terra dos foguetes.

A pergunta que vem logo à cabeça é simples. O New York Knicks está certo ou não em mandar Jeremy Lin para Houston? Primeiro de tudo é preciso dizer que a proposta do Rockets para ter o armador é muito boa. Jeremy Lin teria um contrato de 4 anos e U$30 milhões. Nada mal para quem até outro dia estava na Summer League e sem perspectiva alguma de vingar na NBA. Só no terceiro ano de contrato, Jeremy Lin embolsaria U$14,8 milhões garantidos.

Não se duvida do potencial de Jeremy Lin. Em 25 jogos, o armador de olho puxado conseguiu virar fenômeno e ter o rosto mundialmente veiculado. Levantou uma franquia em decadência e trouxe o Knicks de volta aos holofotes. A questão é se é racional pagar tudo isto para Lin. Se Lin vale quase U$15 milhões em uma única temporada? Sim, ele anotou 38 pontos contra o Lakers. Sim, ele teve 28 pontos e 14 assistências contra o atual campeão, Dallas Mavericks. Mas o que se diz em Nova York é que não se acha que Lin tem todo esse valor.

Lin pode jogar e o Knicks sabe disso. Mas os valores para uma renovação seriam considerados muito acima para tamanha aposta. Ninguém sabe como Lin vai voltar após artroscopia no joelho. Também não se sabe se a Linsanity era apenas fogo de palha ou realmente uma realidade. Os valores são considerados altos para um investimento de muito risco. Lin não vinga e o Knicks tem uma bucha de U$30 milhões nos próximos 4 anos.

Também vale lembrar que Jeremy Lin fez o que fez quando pegou um remendado time do New York Knicks, sem as principais estrelas. Lin foi protagonista e comandou a equipe. Com Carmelo e Amar'e de volta, as coisas podem ficar diferentes. Como Lin se sairia sendo o coadjuvante da companhia? Tem ele bola para liderar dois All Stars como os que estão no Knicks?

Mas perder Lin de graça? Um jogador que pode trazer muita renda e uma visibilidade inimaginável para o Madison Square Garden. A princípio, a saída do armador seria frustrante, mas de fácil assimilação. O New York Knicks trouxe Jason Kidd e readquiriu Raymond Felton por 3 anos. Dois bons e experientes armadores capazes de armar para Nova York com eficiência e organizar o jogo das duas estelas de Manhattan. 

Uma saída para o Houston Rockets também não significaria também uma possível rivalidade com o Knicks na Conferência Leste, nem na divisão do Atlântico. Perder Lin para um time da Conferência Oeste é diferente de perdê-lo para um Boston Celtics ou um Brooklyn nets. Mas apesar de não representar uma real ameaça, apenas em uma eventual e surreal final, ver o jovem armador destruindo em Houston seria de doer para todo torcedor do Knicks.

A definição de nova York deve sair até amanhã. É claramente uma decisão entre o coração e a razão. Acreditar no potencial de uma jovem estrela e tudo que ela pode fazer e trazer para a equipe ou pensar a longo prazo e não comprometer o teto salarial da franquia?

segunda-feira, julho 09, 2012

Briga na Big Apple


Que a Conferência Leste vai ficando melhor a cada dia, não se discute. Mas um dos duelos interssantes é um que vai se formando em Nova York. Com a chegada do Nets ao Brooklyn e um New York Knicks mais competitivo, desde a chegada de Carmelo e Stoudemire, o embate entre os dois novos rivais deve movimentar não só a Big Apple, mas a NBA, na próxima temporada.

O New York Knicks adicionou ao seu elenco o experiente armador Jason Kidd e renovou com a sensação Jeremy Lin por U$28 milhões. Ambos vêm para somar com o pivô Tyson Chandler e a dupla de estrelas. O grande reforço para a temporada, Jason Kidd, entrará vindo da banco, já que os 39 anos pesam nas costas. O titular será Lin, que ainda não se sabe como voltará de lesão e se é realmente uma realidade ou apenas um brilhareco.

As opções no mercado para o Knicks também não são muito lá animadores. Steve Nash foi para Los Angeles, Goran Drajic para Phoenix, Jamal Crawford para o Clippers e JR Smith optou por sair de New York. Sem contar que Dwight Howard já esteve sondado em muitos lugares, mas nunca o Knicks foi citado.

Já o New Jersey Nets parece já querer causar impacto logo de cara. Assinou por 5 anos e U$98 milhões com o armador Deron Willians. Trouxe Joe Johnson e ainda tem Gerald Wallace. Os três tem tudo para formar um dos melhores backcourts da Liga. Jogando no garrafão, o Nets ainda conta com o eficiente Kris Humphries e o muito bom Brook Lopez. A situação do último ainda indefinida, mas a tendência é que permaneça. Caso saia, a chegada de Dwight Howard seria apenas uma formalidade e uniria o desejo de Nets e do pivô. Mas mesmo sem D12, as coisas vão bem no garrafão do Brooklyn,

Se a rivalidade entre New Jersey e New York nunca foi uma rivalidade real, os dois times agora têm a chance de movimentar Nova York. De cara, quem sai na frente é o Nets. Brooklyn tem mais elenco e um quinteto titular mais forte. Não que se possa desconsiderar o Knicks, mas ainda é incógnita como voltará Jeremy Lin, se Kidd pode ainda ser útil com a idade e se Stoudemire voltará bem das lesões que tanto o persguiram esse ano e também da cabeça, já que não é lá muito esperto sair de um Playoff, após cortar a mão em um extintor durante ataque de fúria.

Não dá para discutir que Miami é o favorito da NBA e consequentemente a melhor equipe do Leste, mas a nova equipe do Brooklyn não fica muito atrás de Boston, com a chegada de Jason Terry e a renovação de Kevin Garnett, e de Chicago, com a volta de um Derrick Rose saudável. E o Knicks? Ainda vai ser preciso aguardar vê-los jogar, mas é bem provável que o time do Madison Square Garden se junte a elite do Leste.


sexta-feira, julho 06, 2012

Os futuros de Ray Allen e Jeremy Lin


Apesar de atual campeão, o Miami Heat não se acomoda e já está atrás de reforços para a próxima temporada. A bola da vez que pode se juntar a Dwyane Wade e LeBron James é o ala do Boston Celtics, Ray Allen.

Allen jantou ontem com os homens fortes de Miami, Erik Spoelstra e Pat Riley, mas ainda não acertou sua transferência. Fontes dizem que Ray Allen está dividido entre sair para a Flórida e permanecer em Boston. Ray Allen também teve garantido um papel ofensivo importante em Miami para a próxima temporada, jogando ao lado do trio do Heat.


Já a sensação Jeremy Lin recebeu oficialmente proposta do Houston Rockets. São quase U$30 milhões por 4 anos. Mas nem tudo está perdido para o Knicks. O time de Nova York pode igualar a proposta e fazendo isso Lin continua em Manhattan. Há quem diga que o Knicks igualará a proposta que for. 

Nada mais natural. Jeremy Lin vende camisa, ingresso, traz mídia e, o principal, é muito bom armador. Para Lin, a permanência no Madison Square Garden também é positiva para ele. O queridinho da NBA está no maior mercado e sob os maiores holofotes e mesmo com a chegada de Jason Kidd, continuará sendo importante para a equipe. Sua saída para o Rockets, hoje, seria um equívoco.

quinta-feira, julho 05, 2012

Kidd no Knicks


Depois de Steve Nash chegar ao Lakers, a quinta-feira surpreendeu com outra troca envolvendo um outro experiente armador. Dessa vez foi a vez de Jason Kidd. O armador resolveu trocar o Dallas Mavericks e ir jogar no Madison Square Garden, pelo New York Knicks.

Apesar da confiança do Mavericks em contar com Kidd pelos próximos três anos por U$9 milhões, o Knicks acertou com o armador por valores semelhantes. "Acho que posso ajudar. Em Nova York terei mais peças para trabalhar do que em Dallas", disse Jason Kidd, após a confirmação da sua saída do Mavericks.

A saída de Kidd se deve principalmente a dificuldade de Dallas trazer boas contratações e ser um time competitivo no Oeste. Kidd foi seduzido a ir paa Nova York pela oportunidade de levar o Knicks a ser um time de ponta no Leste, além de poder ser o mentor do jovem e queridinho da NBA, Jeremy Lin.

O contrato só poderá ser firmado no dia 11, data em que o período de trocas da NBA oficialmente tem início. Apesar da idade, Kidd é um bom reforço e dá equilíbrio e, principalmente, a expriência que faltou ao inconstante time de Manhattan

quinta-feira, abril 26, 2012

Balanço Geral


Chega ao fim hoje a temporada da NBA. Se pararmos pra pensar, olharmos lá atrás, uma temporada que quase não aconteceu. Divergências entre donos das equipes e jogadores. Um acordo que não saía de jeito nenhum. Que levou a temporada deste ano não ter 82 jogos, mas sim, 66 confrontos. Temporada que como todas as outras contou com bons e maus momentos.

Temporada que teve a volta do San Antonio Spurs e o Boston Celtics como uns dos melhores times da Liga. Ambas equipes cresceram muito após o All Star Game. Boston, desde o Jogo das Estrelas, teve o melhor retrospecto da NBA. Já o Spurs conquistou o Oeste quando não se esperava mais nada de um time envelhecido. Tony Parker hoje vive seu melhor momento em anos de carreira. Tim Duncan, agora coadjuvante, é extremamente consistente, e o elenco mostra força, já que mesmo na ausência de Manu Ginobili, esteve lá e garantiu o topo do Oeste. Quem iria dizer no início da temporada que o Spurs sobrepujaria a juventude e qualidade do Thunder?

A temporada também contou com as boas participações de Miami e Chicago que lideraram o Leste do início ao fim. O Bulls teve que lidar sem o principal jogador, Derrick Rose, que passou boa parte do tempo lesionado. Apareceram pro jogo Luol Deng e Carlos Boozer e estes deram conta do recado.

Pelo lado do Miami, a missão era se recuperar do baque pós-final da temporada passada. Derrota para o Dallas Mavericks com atuação abaixo da média. LeBron amarelando e perdendo a chance de gritar "É campeão!" pela 1ª vez na carreira. Miami  se recuperou e foi dominante. Também jogou sem Dwyane Wade muitos jogos. LeBron foi o MVP da temporada. Tá certo que nada disso valeu, caso o título não venha, mas as coisas parecem estar no caminho certo.

Já o Thunder é há alguns anos a promessa da NBA. Todo ano parece que vai. Será que 2012 é o ano de deixar de ser promessa e virar realidade? Com início irrepreensível, mas final oscilante, ainda não dá para saber. Kevin Durant continua impecável. É hoje o melhor jogador da NBA, mas Westbrook... Anda chutando mais que o próprio Durant. Não encaixa como armador. Tem velocidade, mas prende demais o jogo. Pode ser um risco para Oklahoma.

Ainda no Oeste, o Lakers teve uma temporada de reconstrução. Após anos de Phil Jackson, Mike Brown deu lugar ao Mr.Zen. Kobe, mesmo em sua 16ª temporada e com 33 anos, mostrou ainda ter gás no tanque. Tornou-se o 5º maior pontuador da história da NBA. O novo gerenciamento da equipe de Los Angeles também causou problemas. Ninguém gostou de ver Lamar Odom deixar o time por alguns milhões de dólares. Fisher também deixou a equipe, mas Gasol e Bynum foram mantidos. Bynum não se sabe até quando, já que declarou guerra ao técnico Mike Brown, após muitas divergências ao longo do ano.

Também em Los Angeles, o Clippers deixou de ser o Clippers. O time vai aos Playoffs mais forte como nunca. Créditos a Chris Paul que transformou o time. De uma das piores equipes da NBA, levou o time a ser um dos favoritos ao caneco. Some isto a um Blake Griffin mais maduro e aí está o ex-primo pobre de Los Angeles.

Voltando ao Leste, Orlando manteve Dwight Howard. Howard consolida, cada vez mais, seu nome como grande ídolo do Magic. Mas o pivô terá de passar por uma cirurgia nas costas e volta apenas ano que vem. A certeza é que a equipe da Flórida não terá mais o técnico Stan Van Gundy. A corda vai arrebentar o lado mais fraco e o Orlando terá novo técnico, após a briga entre Howard e Van Gundy.

Agora nada na NBA foi tão bom de se ver como a Linsanity. O fenônemo global causado pelo asiático Jeremy Lin foi, sem dúvida alguma, o melhor da temporada 2011-12. Talvez não a maior febre do esporte mundial, porque também lá nos EUA tivemos a Tebowmania. Como em um conto de fadas, Jeremy Lin saiu de uma Liga secundária, não foi draftado, passou por dois times e entrou em uma fria enorme. Ser armador do New York Knicks. Com um simples detalhe: Em plena crise. Todos adoram torcer pelo improváel e com Lin não foi diferente.

Com um palco como a cidade de Nova York, Jeremy Lin foi incrível. Conseguiu suportar a pressão. Levou o Knicks de volta às vitórias, mesmo sem Amar'e Stoudemire e Carmelo Anthony. Uma pena que tão rápida como a ascensão meteórica, também foi a lesão que lhe custou toda a temporada regular. O mundo viu o rosto de Jeremy Lin. Fosse no jornal, revista, TV, internet.... Só deu Jeremy Lin. Sensação global. Uma pena que não tivemos a chance de ver como o conto de fadas terminaria. Se com um final feliz ou não. Isso se, de fato, terminaria...

A NBA 2011-12 foi, basicamente, isso. Foi muito bom acompanhar o melhor basquete do mundo e agora a tendência é só melhorar. Playoffs e Finais. Mais perguntas virão. A principal é se LeBron conseguirá, enfim, vencer o tão sonhado anel. Será? A certeza é uma só. Ainda bem que a NBA existe.


segunda-feira, abril 23, 2012

O Potencial do Knicks


Com a vaga assegurada nos Playoffs,  resta saber se o New York Knicks encara o Chicago Bulls ou o Miami Heat. Independente de quem seja, é uma pedreira. Bulls e Heats são duas das melhores equipes da NBA. Uma bucha enorme para o Knicks. O que nos leva a uma pergunta: Até onde pode chegar a equipe nova iorquina nos Playoffs?

Os números não ajudam em nada o Knicks. Na temporada regular, são 14 vitórias e 20 derrotas contra times com mais vitórias que derrotas. Já jogando fora de casa, o Knicks tem 13 vitórias e 19 derrotas, o que significa o pior retrospecto jogando fora por um time classificado para os Playoffs no Leste. Números que assustam. O Knicks nos Playoffs vão encarar times que mais vencem do que perdem. Também enfrentará times que será preciso vencer fora de casa.

Se os números não são favoráveis, o que vemos em quadra é um pouco diferente. Apesar de ser a maior montanha-russa da NBA, em 2011-12, o momento vivido hoje é muito bom. Mike Woodsen caiu de paraquedas como treinador interino por lá e parece ter se encaixado muito bem. Deu poder defensivo a um time que não marcava ninguém há 3 anos. Carmelo vive um momento mágico na carreira. Ontem mesmo foram 39 pontos e 10 rebotes contra o Atlanta Hawks. Também contra o Hawks apareceu Amar'e Stoudemire. Com uma exibição consistente e longe de levantar suspeitas sobre sua condição física, Stat anotou 22 pontos e pegou 12 rebotes.

A grande dúvida quando to elenco do Knicks é o que acontece com Jeremy Lin. Uma lesão no joelho parou a sensação da NBA. Já são 2 meses fora, o que não é costume para uma lesão como ele teve. Não há notícias sobre sua recuperação e há quem diga que ele pode, inclusive, perder os Playoffs. Apesar dos turnovers, a adição de Lin viria a cair como uma luva. Além de movimentar a NBA, traria mais uma força ao ataque rápido do New York Knicks, já que Baron Davis não anda muito bem como armdor principal da equipe do Madison Square Garden.

O New York Knicks é sem dúvida uma das equipes com maior potencial no Leste. Talvez seja de toda a NBA. Mas potencial não ganha jogo. Potencial é indicativo de que você ainda não ganhou nada. Pegar Miami ou Chicago não será nada fácil, mas o torcedor pode sonhar.

segunda-feira, abril 02, 2012

Mais Uma Baixa


Algumas semanas atrás cravei aqui que o New York Knicks. Mas as notícias vindo de Nova York não são nada boas. Não bastasse a lesão de Amar'e Stoudemire, mais uma bomba caiu na Big Apple. O armador Jeremy Lin sofreu uma lesão no joelho e terá que passar por uma cirurgia. A expectativa é que Lin fique de fora por 6 semanas. A temporada regular já terá terminado quando Jeremy Lin puder voltar. E agora?

Sem Amar'e, sem Lin = Sem Playoffs? Não. Nem tudo está perdido ainda. Faltam 13 jogos para o Knicks encerrar a participação na temporada regular. Verdade que são 8 jogos contra times com mais de 50% de aproveitamento. Mas New York entra, nesta segunda, com 2 1/2 de vantagem sobre o Milwaukee Bucks. O que joga contra o New York Knicks são os adversários de Milwaukee. 6 dos últimos 14 jogos de Milwaukee são os últimos times em suas respectivas divisões.

New York terá que confiar em Carmelo. O ala precisará mostrar porque é a principal estrela da companhia. E torcer também para a bruxa ir embora. Ou pelo menos deixar o Knicks pr um tempinho. Além de Lin e Stoudemire, Chandler e Baron Davis não estão 100%.

As derrotas no início da temporada nunca foram tão sentidas. Seria um desastre ficar fora dos Playoffs. O time está sendo formado para o ano que vem. Mas ir para a pós-temporada sempre é bom. Traz dinheiro, movimenta a cidade e os fãs. Carmelo volta a ser a figura central. Como gostava de ser em Denver. Tem tudo para provar que o antigo Carmelo ainda está lá, apenas se perdeu por um breve tempo.

A Linsanity por esta temporada chega ao fim. Não o fim que esperávamos. Mas a torcida é que seja apenas uma breve pausa.

terça-feira, março 27, 2012

E agora?


Amar'e Stoudamire está lesionado. Problemas nas costas e não se sabe quando ele voltará às quadras. Desfalque importante para o New York Knicks. Stoudemire é uma das estrelas do time de Nova York. Junto com Carmelo e Lin são os prinicipais nomes da franquia. Com o forte baque sofrida pela lesão, até onde pode chegar o New York Knicks?

Primeiramente vale lembrar que, sim, o New York Knicks estará nos Playoffs. Mesmo sem Amar'e. O time é acima da média e o Milwaukee Bucks não é bom o suficiente para alcançar o time nova iorquino. O Knicks irá se classificar. A equipe vem em uma crescente desde que Mike D'antoni deixou de ser técnico. São 7 vitórias em 8 jogos. Pode-se perguntar quem o Knicks venceu. E ok, realmente nenhum time contender ou que encha os olhos. Mas times que fogem essa regra na NBA são exceções.

Vale destacar como vem jogando a defesa do Knicks. Sim, palavra e filosofia que passaram longe de Nova York pelos quase 4 anos que D'antoni passou por lá. O Knicks passou a ser um time que faz contato, que bate e que é duro. Até Carmelo vem defendendo. Para ser um time que realmente postule algo na NBA, é preciso que se defenda. E o Knicks vem fazendo isso ao longo de seus últimos jogos.

E toda essa surpreendente e incrível melhora se deve ao técnico Mike Woodsen. O Knicks ainda pagará por um início irregular. Deve se classificar em 7º ou 8º e encarar Miami ou Chicago. Provavelmente será desclassificado. Sem Stoudemire, Carmelo poderá desempenhar o papel que esteve acostumado fazer toda a sua carreira em Denver. Ser o principal protagonista. AO lado de Stoudemire, precisava passar mais e dividir atenções. Carmelo terá a chance de voltar a ser Carmelo e isso pode ser positivo para o Kincks.

É importante que se veja o potencial a longo prazo desta equipe. E o futuro do Knicks para 2012-13 parece ser animador.

quarta-feira, março 14, 2012

Fora


O inevitável aconteceu. Mike D'Antoni não é mais o técnico do New York Knicks. Após 18 vitórias e 24 derrotas, o técnico não resistiu e caiu. Foram 3 temporas e meia. O Knicks nunca brigou pelo título. Nem chegou perto.

Trouxe Carmelo e Stoudemire. Todos acharam que ia dar liga. Mas nada. A esperança veio então com o asiático e sensação Jeremy Lin. O descendente de taiwaneses ainda dá certo por lá, mas o Knicks deixou de vencer. Já são 5 derrotas seguidas. O clima em New York ficou insustentável. Apenas um milagre salvaria D'Antoni.

E o raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Lin salvou D'Antoni na 1ª vez. A aposta do técnico no jovem armador levou o Knicks a incríveis 9 vitórias consecutivas e a um meteórico início de carreira para Jeremy Lin. Carmelo e Amar'e voltaram e o time não encaixou. Perdeu muitos jogos. O time que antes sonhava em quem sabe até disputar uma final de conferência, hoje não está nem entre os 8 melhores do Leste.

D'Antoni nunca foi um técnico que prezou pela defesa. Sempre jogou com velocidade, em ritmo acelerado e com muita transição. Nunca deu certo. Nunca venceu. Era treinador de um time 50%. Mesmo número de vitórias e derrotas. D'Antoni viu sua estratégia falhar por onde passou. E manteve sua filosofia. Não buscou melhorar. Se hoje Mike D'Antoni está desempregado, a culpa é exclusivamente dele.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

A Carruagem Virou Abóbora?


E o Knicks de Jeremy Lin encarou o Heat de LeBron e Wade. Resultado: O Heat bateu o Knicks de forma incontestável. 102x88. O time mais assisitido e badalado hoje da Liga viu um Miami contundente e que não deu chance para New York. Mas o que foi notícia não foram as boas atuações do trio de Miami ou a confirmação de que o Heat é o melhor time do Leste e possivelmente da NBA. O destaque da noite de ontem foi Jeremy Lin. Novamente. Só que desta vez, Lin foi o destaque negativo.

A sensação mundial taiwanesa esteve bem longe do que fez nos seus primeiros 10 jogos como titular do Knicks. Lin teve péssimo aproveitamento dos arremessos de quadra. Converteu apenas 1 em 11 tentados. Não foi efetivo na transição. Parecia acanhado de ir para cima e driblar seus marcadores. Mario Chalmers, quem diria, colocou Jeremy Lin no bolso. Uma das marcas registradas do seu jogo também apareceu. Mas ontem teve mais notoriedade, afinal, o Knicks perdeu. Lin sempre foi um jogador que comete muitos turnovers. Desta vez não foi diferente. Foram 8.

Fim da Linsanity? As falhas no jogo do armador foram expostas? É o que se pergunta hoje nos EUA. Mas ainda é cedo. Diria eu, muito cedo para apontarmos isso. É preciso lembrar que Jeremy Lin mal começou a jogar na NBA. É um segundanista, mas basicamente é calouro. Não teve chances em seu 1º ano de NBA. Como qualquer calouro, Lin vai sofrer com oscilações. Nem os craques conseguem manter o nível de jogo. Sempre existirão as noites que nada vai dar certo. E Lin elevou o nível e expectativa de forma estratosférica em torno de sua figura.

Também é de se considerar que New York pegou o Hawks uma noite antes. Também é preciso dizer que Lin fez seu melhor jogo como armador contra o Atlanta Hawks, liderando o time. Nunca é fácil jogar noite atrás de noite. Some isto a encarar a melhor defesa e time da NBA. Parada duríssima.

Altos e baixos na vida de um calouro é absolutamente normal. Então calma. A Linsanity está longe de terminar. Bem longe, eu diria.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Nova Ameaça no Leste?


Duas semanas atrás o Knicks tinha um retrospecto bastante negativo. Eram apenas 8 vitórias e 15 vitórias. Hoje a situação é bem diferente. O time está em 8º na Conferência Leste, após 7 vitórias seguidas. AGora são 15 vitórias em 30 jogos. Muito ou quase toda responsabilidade por essa incrível e impressionante melhora pode ser colocada nos ombros de Jeremy Lin. O armador encantou a NBA e o mundo. Lin é fenômeno nos EUA.

Ms não satisfeito com essa situação e buscando chegar ao título a todo o custo, a diretoria do New York Knicks traz mais um reforço para a sua equipe. Agora, além de Lin, Carmelo e Stoudamire, os Knicks terão o ala/armador J.R. Smith. O Knicks traz Smith após uma breve passagem do jogador pela China.

Smith é explosivo e pode encaixar muito bem na equipe nova iorquina. Smith também não deixa de ser mais uma arma para o veloz ataque de Mike D'antoni. J.R. Smith é capaz de pontuar muito bem, como foi visto em sua passagem no Denver Nuggets. Agora, Lin distribuirá o jogo para três jogadores que notavelmente são ágeis e bons pontuadores.

A adição de J.R. Smith vem na hora certa. No melhor momento da equipe de New York na NBA essa temporada. Ainda é preciso ver como Carmelo encaixará ao lado de Lin. Mas tudo indica que o Knicks só terá a ganhar quando todos os seus jogadores estiverem prontos para o jogo. A chegada de Smith também suscita um novo debate. Os Knicks podem ser considerados como ameaças no Leste?

Ainda é cedo para dizer isso ou temer o New York Knicks. É preciso aguardar ainda. Miami é o melhor time da NBA pelos seus talentos individuais, o Bulls, mesmo sem Derrick Rose, vem ganhando jogo atrás de jogo. Além das duas potências do Leste, dá para dizer que o Philadelphia 76ers também está acima do Knicks. Mas não dá para descartar New York em um futuro breve. Ameaça? Ainda não, mas é bobo quem não observar o Knicks com um pouco mais de atenção, de agora em diante.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Jeremy Lin: Muita empolgação?


Não dá para falar de outra coisa. Até porque nos próprios EUA só se fala nisso. Jeremy Lin. Armador que surgiu na ausência de duas estrelas e levou o New York Kicks a 7 vitórias consecutivas. Lin é sensação na NBA e no mundo todo. As conversas sobre ele são muitas e uma, em particular, chama atenção. Há quem diga que Jeremy Lin é bom, mas que seus feitos são superestimados pelo fato de ser um jogador de ascedência asiática.

Quem disse isso foi nada mais nada menos que a lenda do boxe Floyd Mayweather Jr. Sempre polêmico, o boxeador escreveu em seu twitter que negros fazem o que Jeremy Lin faz todas as noites e não recebem metade do reconhecimento. Justo ou errado?

Primeiro é preciso pegar o que Jeremy Lin fez até hoje. O jovem armador apareceu como 4ª opção para um desesperado Mike D'antoni, que já não sabia mais o que fazer com a posição número 1 de seu time. Lin entrou também em um dos maiores caldeirões da NBA. Não é fácil jogar em Nova York. Some isso a atual conjuntura do Knicks.

O New York Knicks vem de um enorme jejum de títulos e começava a se reestruturar com as chegadas de Carmelo Anthony e Amar'e Stoudamire. A pressão por lá é enorme. E não é fácil sair de ligas secundárias, não ser draftado, vestir uma das camisas mais pesadas da Liga e ser dominante como Lin tem sido em seus 7 jogos como titular.

Mas é inegável também que o fator de sua ascendência asiática contribui para que haja mais hype em cima de Jeremy Lin. Não tirando nada dos seus feitos, até aqui, mas há quanto tempo não se via um jogador oriental jogando bem na NBA? Desde Yao Ming pelo Houston Rockets. E isso já tem bastante tempo.

Mas também não dá para descartar os números de Lin. Todo o hype e empolgação em cima dele se justificam por Jeremy Lin ter transformado um time desacreditado e sem muitas pretensões em uma equipe que todo mundo quer ver. Se o Knicks era subestimado e visto sem muito entusiasmo, a situação agora é outra. Já existe quem especule até em finais de conferência. Lin também se aproveita de estar no maior midiático americano.

Mas se existe algum fator que realmente tenha aumentado a animação em cima de Lin é o de um underdog chegar ao sucesso. Afinal, quem não gosta de um underdog? Lin também joga para o grupo. De que adiantaria um jogador colocando números atrás de números se o time fosse incapaz de vencer? Ele joga não só individualmente, mas faz o coletivo jogar.

O início de carreira de Jeremy Lin é fantástico e inquestionável. Sua ascedência contribui para a empolgação em cima do jovem? Sim. Um pouco. Mas não fosse ele estar jogando o que está, ser oriental não iria significar nada. São apenas 7 jogos e Carmelo ainda vem aí. Olho no time de New York.

sábado, fevereiro 11, 2012

All He Does Is LIN!


E surgiu outra meteórica estrela nos EUA. A NFL passou e junto dela a Tebowmania. A nova febre agora na terra do Tio Sam atende por Jeremy Lin. A chamada "LINsanity". Armador do New York Knicks que surgiu graças às muitas lesões que o Knicks vem sofrendo ao longo da temporada e pela improdutividade dos armadores do atual elenco nova-iorquino.

Lin saiu do banco e conseguiu a impressionante marca de 25 pontos, 5 rebotes e 7 assistências, contra o New Jersey Nets. Mero acaso ou o Knicks havia finalmente achado o seu armador? Mike D'antoni o elevou a titularidade no jogo contra o Utah Jazz. E Lin fez bonito, de novo, anotou 28 pontos e passou para 8 assistências. Na partida seguinte, o Knicks pegou o fraco Washington Wizards e Lin voltou a impressionar, anotando seu primeiro duplo-duplo na NBA com 23 pontos e 10 assistências.

Lin quase que instataneamente passou a ser a sensação da NBA. Lógico que sua figura ainda estava cercada por inúmeros questionamentos. E ontem o jovem armador teve seu primeiro teste de fogo. O Knicks pegaria o Los Angeles Lakers, em pleno Madison Square Garden. Time que o Knicks já não vencia há 9 jogos consecutivos. Lin poderia ser testado ao enfrentar uma equipe melhor que New Jersey, Utah e Washington.

Tudo conspirava para que a carruagem de Jeremy Lin virasse abóbora. Ginásio lotado, um imparável Kobe Bryant, cestinha da Liga, mesmo aos 33 anos, uma equipe de peso e uma série de derrotas para um dos maiores rivais. Mas Lin apareceu pro jogo. E como apareceu. Ofuscou a maior estrela da NBA e levou o Knicks a quebrar o tabu em cima do Lakers. Lin anotou 38 pontos e 7 assistências. O New York Knicks venceu o Lakers, em casa, com o armador sendo a principal estrela do jogo. Lin provou seu valor e mostrou que pode ter um grande futuro na NBA.

Vale lembrar que o Knicks não contou com suas duas principais estrelas. Carmelo Anthony e Amar'e Stoudemire estão no estaleiro. E Jeremy Lin conseguiu sair de mais um buraco. O todo remendado Knicks conseguiu chegar a sua 4ª vitória consecutiva. Quem precisa agradecer muito ao armador é o técnico Mike D'antoni. Com o emprego em perigo, o teinador do Knicks conseguiu ganhar um pouco mais de tempo na equipe do Madison Square Garden.

Jeremy Lin já contabiliza 89 pontos em três primeiros jogos como titular na Liga. Maior marca de pontos por um jogador em seus três primeiros jogos começando o jogo, desde que a NBA se fundiu com a ABA em 1976-1977. A semana de lin tem incríveis números. São 28.5 pontos e 8 assistências de média por jogo. Além de ser o principal assunto em fóruns, redes sociais e na mídia norte-americana.

Um jogador que não foi draftado, teve que passar por inúmeros times, jogar a Summer League e a D-League para, enfim, ter uma chance e conseguir agarrá-la com unhas e dentes. Se é na NBA, onde o incrível acontece, dá pra dizer que Jeremy Lin encontrou o lugar que merece estar.