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sexta-feira, julho 13, 2012

Jogadores da NBA no Team USA. Válido?


Estados Unidos e República Dominicana jogavam partida de exibição, uma prévia para a Olimpíada. Mero jogo para os Estados Unidos darem show e mostrarem todo o talento do time que vai a Londres. Tudo ia muito bem até a lesão no jovem Blake Griffin. De joelho machucado, Griffin saiu do jogo, foi levado imediatamente de volta para Los Angeles e horas mais tarde descobriu-se que o ala não poderia mais conquistar a medalha de ouro. Uma lesão no menisco o tira das quadras pelas próximas 8 semanas.

A lesão de Griffin desperta, novamente, uma antiga conversa. Jogadores da NBA deveriam participar dos Jogos Olímpicos? Desde 1992, quando foi permitida a ida de jogadores da liga profissional americana para a disputa das Olimpíadas, os EUA montam esquadrões para vencer e provar ao mundo que possuem a melhor equipe de basquete. 

Em 1992 surge o Dream Team com Michael Jordan, Larry Bird, Magic Johnson, Charles Barkley, John Stockthon, Karl Malone, Charles Barkley e outras estrelas. O time de 1992, considerado o maior de todos os tempos, serviu para estabelecer um padrão altíssimo de jogo e depois daí todo time americano teria que vencer a medalha de ouro, dar show e provar superioridade frente os demais times.

A discussão é ampla e longa. Não se fala muito, nem se faz campanha, mas é notório o descontentamento dos donos das franquias ao liberar que suas estrelas deixem as férias e participem dos Jogos Olímpicos. Eles garantem contratos milionários para os principais jogadores do mundo e podem vê-los lesionados. Caso de Griffin, que um dia antes havia assinado por 5 anos, no valor de U$90 milhões.

Mas também é óbvio a vontade de todo jogador querer vencer uma medalha de ouro e escrever seu nome na história do esporte. Mesmo para craques como Kobe Bryant, LeBron James e Kevin Durant. Estrelas já consagradas, mas que mesmo assim, optaram por irem até Londres conquistar mais um ouro para o país de origem. Para eles não é preciso provar mais nada. Todos já o consideram os melhores jogadores mundiais pelo o que jogam na NBA e não pelo o que vão jogar na Olimpíada.

A lesão de Blake Griffin apenas escancarou o grande medo que torcedores e donos de franquias têm. Griffin passará pela segunda cirurgia no joelho esquerdo. A lesão não é grave, mas poderia ter sido. Foi apenas um jogo e outros 12 jogadores correm o risco de se lesionar até meados de agosto, quando acaba a Olimpíada de Londres. Também é fato que é muito mais empolgante ver as grandes estrelas disputarem o maior torneio mundial entre nações. As Olimpíadas são referência para os melhores atletas do planeta e é natural que as estrelas do basquete lá estejam.

Fato é que a discussão não tem fim. Vai haver quem defenda a ida dos craques e vai haver quem torça o nariz. Existe algum lado certo? Não. Cada um dos lados têm seus prós e contras. O joelho de Griffin serviu para reacender esta interminável discussão e enquanto for liberado que as estrelas da NBA possam ir, elas jogarão e trarão o ouro para os EUA.

terça-feira, maio 08, 2012

Griffin: Tudo isso?

 
Conhecido por ser um dos jogadores mais físicos da NBA, Blake Griffin vem ganhando, com o tempo, uma fama nada boa. A de flopper. O que em português seria algo como um jogador cai-cai ou que exagera ao sofrer um contato ou uma falta. O aviso foi dado pelo ex-jogador Chris Webber.

Em uma jogada no jogo de ontem contra o Memphis Grizzlies, em que o Clippers venceu e abriu 3x1 na série, Griffin sofreu um leve contato e logo desabou no chão. Griffin é um jogador muito forte fisicamente e foi bem visível que não era para tudo aquilo. Webber chamou atenção de Griffin. Nada muito pesado. Apenas um conselho.

Disse que por experiência prórpia, o ala deveria parar de agir desta forma. Jogadores que simulam faltas ou exageram nas reações não são respeitados na NBA e nos Playoffs. E já não é a primeira vez que Griffin foi chamado a atenção. DeMarcus Cousins, do Sacramento Kings ironizou Griffin quando perguntado sobre as faltas cavadas, quando encarou Griffin. "Ele não joga em Los Angeles? Ué, a terra dos atores", disse Cousins.

Aproveitando o assunto Griffin, vale a discussão sobre suas performances até aqui. Blake contundiu-se no ano de estreia da NBA, graças a uma grave lesão no joelho. Voltou na temporada seguinte e foi uma das sensações da NBA. Não foi capaz de levar o Clippers a lugar algum, mas fez a mídia passar a ver o Clippers com outros olhos. Griffin venceu o Slam Dunk Contest enterrando por cima de um carro. Logo se tornou uma das figurinhas carimbadas da NBA. Justo?

Griffin não é um Kevin Love. Está longe de ser um franchise player. Aquele em que se monta uma franquia em torno. Não é Kobe, Durant, LeBron, Wade, Carmelo... Mas Griffin pode ser uma peça chave. Um elemento importantíssimo para um conjunto. Justamente o que vem sendo este ano. Chris Paul chegou em Los Angeles e logo formou uma bela dupla com o ala.

Griffin também tem algumas falhas graves em seu jogo. Não é um feroz marcador. Também tem um aproveitamento muito fraco na linha dos lances livres. Não é um exímio chutador de média distância. Griffin ficou famoso por dar show e ser espetacular. É superestimado?

Talvez. Mas não dá pra colocar seu valor de lado. Mesmo com todas estas deficiências em seu jogo, consegue ser dominante no garrafão. Dá muito trabalho às defesas e tem médias de 20 pontos e 10 rebotes por noite. Vale lembrar que é apenas o 2º ano na NBA. Ainda há muito o que aprender, melhorar e desenvolver no basquete.