Mostrando postagens com marcador Drew Brees. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Drew Brees. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, novembro 29, 2012

Saints e Falcons abrem Semana 13


O Atlanta Falcons só perdeu um único jogo esta temporada na NFL. E a derrota do time de melhor campanha da Conferência Nacional foi, justamente, para o New Orleans Saints, adversário do jogo de logo mais. Em busca de vingança para cima do rival de divisão sul, o Falcons recebe o Saints, no Georgia Dome, pela abertura da Semana 13 da NFL.

Além da manutenção da melhor campanha da Conferência Nacional, Atlanta busca esta quinta quebrar um indesejado tabu. O Saints já contabiliza uma sequência de quatro vitórias em cima do Falcons, três delas fora de casa. Uma vitória em cima de New Orleans também pode siginificar o título de divisão e uma vaga assegurada nos playoffs, em caso de derrota do Tampa Bay Buccaneers para o Denver Broncos no domingo.

Sexto jogador com mais recepções na NFL, 69, o tight end Tony Gonzalez disse que a vitória é importante para cumprir o primeiro objetivo do time na temporada: chegar aos playoffs. "Queremos nos colocar sempre na melhor posição possível e para isso precisamos estar ao nosso melhor nível", disse o jogador.

Pelo lado de New Orleans, o time quer voltar a engatar mais uma sequência de vitórias. Depois de cair domingo diante do 49ers, e perder a série de triunfos consecutivos, o Saints precisa vencer para manter vivas as esperanças de chegada à pós-temporada. No último jogo entre os dois times, Drew Brees lançou três touchdowns e foi um dos protagonistas da vitória. "Não podemos errar mais. Já queimamos todas as nossas sete vidas e precisamos entender o que está em jogo contra o Falcons", disse Brees.

Talvez mais do que o ataque, o que pode decidir o jogo para o New Orleans Saints é a defesa. O time ainda é o que cede mais jardas em toda a NFL, com 454,8 por jogo, mas domingo passado, o time de defesa teve o melhor desempenho no ano. Foram "apenas" 375 jardas cedidas e dois touchdowns. Responsável pela defesa, o coordenador Steve Spagnuolo acredita no potencial dos comandados por ele. "Atlanta é outro bom time de ataque que vamos enfrentar. Não tivemos muito tempo para nos preparar, mas estamos melhores a cada dia", afirmou.

segunda-feira, novembro 05, 2012

New Orleans voltou?


O New Orleans Saints recebeu o  Philadelphia Eagles no Super Dome com uma fraca campanha de apenas duas vitórias em sete jogos. O time por toda a temporada não conseguiu correr com a bola e vinha com muitos problemas defensivos, mas, no Monday Night Football, jogou como o time que quebrou recorde atrás de recorde na temporada passada. O Saints bateu o Eagles por 28 a 13 e, apesar de o sonho dos playoffs ainda estar longe, deu esperanças ao torcedor que dias melhores estão por  vir. Já o Philadelphia Eagles afundou ainda mais na divisão leste da Conferência Nacional e agora tem três vitórias e cinco derrotas, quatro delas seguidas. 

Pior time da NFL correndo com a bola, New Orleans conseguiu pela primeira vez estabelecer o jogo pelo chão. A equipe correu 141 jardas com Pierre Thomas, Mark Ingram e Chris Ivory e deu tranquilidade para Drew Brees liderar o ataque aéreo mais perigoso da Liga. Drew Brees lançou 239 jardas e dois touchdowns em 21 passes dos 27 que tentou.

Pelo lado do Philadelphia Eagles, o time da Pensilvânia voltou a ter problemas com Michael Vick. O quarterback sofreu um fumble e lançou uma interceptação retornada para touchdown, mas voltou a ter um jogo com mais de 200 jardas. Vick lançou para 272 jardas e um touchdown, em 22 passes completos dos 41 tentados. A boa notícia para o time visitante foi que LeSean McCoy correu mais com a bola e foi efetivo, com 19 carregadas para 119 jardas.

No primeiro tempo, New Orleans foi para os vestiários com 18 pontos de vantagem, apesar de ter tido menos posse de bola. Philadelphia teve a bola por 19 minutos e 26 segundos, mas só conseguiu anotar três pontos. Enquanto o Saints, mesmo com dez minutos e 34 segundos, marcou três touchdowns. Já no segundo tempo, New Orleans manteve a vantagem e não teve problemas para vencer Philadelphia.

Na primeira campanha do jogo, o Philadelphia Eagles teve a bola por sete minutos, mas Michael Vick sofreu com a pressão da defesa do Saints e precisou devolver a bola. Com a posse, New Orleans conseguiu uma boa conexão de 38 jardas entre Drew Brees e Lance Moore, mas o kicker Garrett Hartley errou o field goal de 52 jardas.

O Eagles teve a bola e Bryce Brown levou o time à redzone após correr 40 jardas. Mas a apenas quatro jardas da endzone, o Philadelphia Eagles voltou a ter problemas com os turnovers. Michael Vick lançou uma interceptação e o cornerback Patrick Robinson retornou 99 jardas para anotar os primeiros pontos do jogo, 7 a 0 New Orleans Saints.

O efetivo jogo terrestre do Saints

Já no segundo quarto, e ainda em recuperação depois de sofrer o turnover, Philadelphia chegou à redzone. Depois de grande corrida de LeSean McCoy para 34 jardas, o kicker Alex Henery diminuiu a diferença do Saints para quatro pontos, após acertar field goal curto de 22 jardas. Muito diferente do que se viu no em 2012, o Saints chegou à endzone em cinco jogadas, quatro delas pelo chão. Na última delas, Chris Ivory deixou o jogo 14 a 3, com um touchdown terrestre de 22 jardas.

E o ataque pelo chão do Saints, o mais improdutivo da NFL, continuava a fazer um excelente jogo. Pierre Thomas estabeleceu o jogo corrido e posicionou o Saints a uma jarda da endzone. Drew Brees lançou e Marques Colston recebeu a bola para marcar o touchdown. Com o passe completo, o quarterback estendeu o recorde da NFL de 51 jogos com pelo menos um touchdown aéreo. 

O segundo tempo começou como acabou o primeiro. O New Orleans Saints vinha bem e chegou à linha de dez jardas do Eagles, mas Drew Brees foi derrubado e sofreu fumble recuperado pelo Philadelphia. Em conexão rápida e explosiva, Michael Vick achou DeSean Jackson em passe de 77 jardas para deixar o jogo 21 a 10.

No chute de devolução, mais um turnover. Travaris Cadet sofreu outro fumble e o Eagles recebeu a bola na linha de 22 do New Orleans Saints. Depois de três tentativas, Philadelphia não aproveitou a boa posição de campo e contentou-se apenas com um field goal de 37 jardas para deixar o jogo 21 a 13 para o Saints.

Precisando recuperar a boa fase no jogo, o Saints percorreu 70 jardas em seis minutos e ampliou a vantagem para duas posses de bola. Jimmy Graham recebeu passe de seis jardas e anotou o 28º ponto do New Orleans Saints no jogo. 15 pontos atrás, Michael Vick liderou campanha do Philadelphia Eagles, mas Brent Celek sofreu fumble recuperado pelo Saints, pondo um ponto final ao jogo.

domingo, outubro 28, 2012

Fácil para os Broncos


No duelo ente dois dos maiores quarterbacks da história, deu Peyton Manning, no Sunday Night Football, da Semana 8 da NFL. A última vez que os dois haviam se encontrado foi no Super Bowl XLIV, quando Drew Brees e os Saints foram campeões. Mas em 2012, foi Manning quem se saiu melhor e o Denver Broncos venceu por 34 a 14 o New Orleans Saints. Com a vitória, os Broncos assumiram a liderança da divisão oeste da Conferência Americana com quatro vitórias e três derrotas. Já os Saints se afundaram ainda mais e agora têm cinco derrotas em sete jogos.

Peyton Manning manteve a boa fase e teve mais um excelente jogo. Nas últimas três vezes que o quarterback de Denver havia entrado em campo, Manning anotou pelo menos três touchdowns, 300 jardas e 70% de aproveitamento dos passes. Contra os Saints não foi diferente e o quatro vezes MVP da temporada regular lançou para 305 jardas, 4 touchdowns e acertou 22 passes em 30 tentados. Do outro lado, Drew Brees vinha de dois jogos como protagonista das vitórias do New Orleans Saints, mas apesar de tornar-se o sexto quarterback da história a anotar mais touchdowns aéreos, 301, a noite não era dele. Foram 213 jardas, dois touchdowns, uma interceptação e 22 passes completos em 42 lançados. 

A expectativa do duelo era a de um festival de jogadas aéreas ofensivas e muitos pontos, mas isso só se viu do lado dos Broncos com Peyton Manning. Denver enfrentou a defesa que mais cedeu jardas nos primeiros sete jogos de uma temporada regular da NFL e anotou 530 jardas de ataque. Willis McGahee com um touchdown em 23 carregardas para 122 jardas e Demaryius Thomas com sete recepções para 132 jardas e um touchdown também brilharam pelo lado do Denver Broncos. Já Drew Brees foi muito pressionado, enfrentou problemas com a defesa dos Broncos e não conseguiu fazer que o melhor ataque pelo alto da Liga produzisse pontos e jardas.

Logo no início do primeiro quarto, o Denver Broncos começou da linha de duas jardas e percorreu 98 jardas em quatro minutos para tirar o zero do placar. Na campanha, Peyton Manning protagonizou a principal jogada. O quarterback achou Demaryius Thomas em passe de 41 jardas. Mas foi Willis McGahee que anotou o primeiro touchdown do jogo ao entrar na endzone após correr uma jarda. No campo para igualar as coisas, Drew Brees não conseguiu avançar a bola e teve de devolver a bola para os Broncos.

Denver agradece o improdutivo ataque de New Orleans
Mas a bola voltou para o New Orleans Saints depois de Willis McGahee sofrer o 10º fumble dos Saints no ano. Já no segundo período e com uma boa posição de campo, Brees precisou apenas de quatro jogadas para empatar o jogo com passe de 29 jardas para Darren Sproles. Sem avançar com a bola, Denver deu a chance de mais um ataque dos Saints, mas Drew Brees foi interceptado por Wesley Woodyard em uma conversão de quarta descida e os Broncos voltaram ao campo.

Sem perdoar o erro dos Saints, Peyton Manning aproveitou o turnover e achou Eric Decker em passe de 13 jardas para deixar Denver novamente à frente, 14 a 7. Em um melhor momento na partida, os Broncos receberam punt dos Saints e ainda anotaram um field goal de 33 jardas com Matt Prater para irem aos vestiários com dez pontos de vantagem sobre o rival.

No segundo tempo, Peyton Manning teve mais uma campanha longa, agora de 93 jardas, e conectou passe de uma jarda para Demaryius Thomas. 17 pontos atrás no placar, o New Orleans Saints precisava de Drew Brees, mas a equipe não conseguia furar a defesa adversária e devolvia a posse de bola para o Denver Broncos em todas as campanhas.  

E os Broncos se aproveitavam da má atuação ofensiva do New Orleans Saints para pontuar. Na primeira jogada do último período, Eric Decker recebeu outro passe na endzone de Peyton Manning e o Denver Broncos fez 31 a 7 em cima dos Saints. Com a vitória já garantida, os Broncos apenas controlavam o relógio e fizeram mais três pontos em field goal de 23 jardas. Drew Brees ainda achou Jimmy Graham para deixar o jogo 34 a 14, mas não dava mais tempo para nada.

sexta-feira, outubro 26, 2012

Saints @ Broncos


De um lado o quatro vezes MVP da temporada regular. De outro o quarterback com mais jardas aéreas em uma única temporada. Os quarterbacks Peyton Manning e Drew Brees são as principais estrelas do Sunday Night Football entre Denver Broncos e New Orleans Saints. A última vez que os dois se enfrentaram foi no Super Bowl XLIV, quando Brees saiu vencedor. Mas de 2010 para cá, muita coisa mudou.

Peyton Manning deixou de ser o líder do Indianapolis Colts e ficou fora de toda a temporada 2011, após passar por quatro cirurgias no pescoço. Já o time do New Orleans Saints viveu inferno astral na pré-temporada de 2012, quando foi acusado pela NFL de pagar recompensas aos jogadores do time de defesa para lesionar atletas adversárias.

Com quatro derrotas seguidas no início da temporada regular e uma defesa das piores defesas da NFL, o New Orleans Saints voltou a se recuperar contra o San Diego Chargers e o Tampa Bay Buccaneers. E Drew Brees é um dos grandes responsáveis pela reabilitação do time da Louisiana. O quarterback anotou oito touchdowns nos dois últimos jogos e aumentou o recorde da NFL para 49 jogos consecutivos com pelo menos um touchdown.

New Orleans tem 66 pontos combinados contras os dois últimos adversários e vai ser reforçado pela chegada do técnico interino Joe Vitt. Suspenso pela NFL por sete jogos, devido ao envolvimento no escândalo das recompensas, Vitt assume os Saints em um bom momento. "Eu não vou fazer milagres, mas estou feliz por estar de volta e sei que podemos melhorar em todos os aspectos do nosso jogo", disse o técnico interino.

A volta de suspensão do técnico interino também pode ajudar no setor defensivo do New Orleans Saints. Vitt é treinador dos linebackers e a defesa dos Saints é uma das piores de toda a NFL. New Orlenas cede 30,3 pontos por jogo, quarta pior marca entre todos os 32 times. Contra a corrida, os Saints têm a segunda pior média com 161 jardas cedidas. Já contra o passe, o time de Drews concede por jogo 304,5 jardas, terceira pior marca da NFL.

E é justamente essa estatística que pode definir o jogo de domingo. Peyton Manning é hoje um dos quarterbacks ativos mais eficientes. O jogador se tornou o primeiro da história a ter três jogos consecutivos com três ou mais touchdowns, mais de 300 jardas e pelo menos 70% de aprovietamento do passes. No último jogo, pela Semana 6, Manning conseguiu outra marca incrível na carreira. Virou para cima do San Diego Chargers após ir para os vestiários no meio do jogo 24 pontos atrás no placar. Uma virada no último quarto contra os Saints no domingo será a 48ª da carreira do quarterback e recorde histórico da NFL.

"Ele é um gênio do esporte. Como Drew Brees, ele é forte, preciso e inteligente. Peyton Manning é um cara que torna as pessoas que jogam com ele em melhores jogadores", afirmou Joe Vitt.

quarta-feira, outubro 24, 2012

NFL - Semana 7



Quem Brilhou

- Drew Brees - Pela segunda semana consecutiva, Drew Brees voltou a ser fundamental na vitória do New Orleans Saints. Brees passou para 377 jardas, acertou 27 passes em 37 e marcou 4 TDs.
- Victor Cruz - Com apenas 1:13 no relógio e perdendo por 23 a 20, O New York Giants caminhava para um derrota, até que Eli Manning tirou da cartola um passe de 77 jardas para Victor Cruz dançar salsa na endzone do Washington Redskins.

- Adrian Peterson - Com Christian Ponder passando para apenas 58 jardas em todo o jogo, Minnesota usou e abusou de Adrian Peterson na vitória sobre o Arizona Cardinals. O running back anotou um touchdown, correu para 153 jardas e provou que está 100% recuparado da lesão no joelho.
- Aaron Rodgers -Não foram 6 TDs, mas o show do quarterback continuou esta semana, desta vez contra o Saint Louis Rams. Rodgers teve 3 TDs, 342 jardas e 30 passes completos em 37.
- Chris Johnson - Depois de anotar 91 jardas contra o Pittsburgh Steelers, Chris Johnson parece ter finalmente voltado à melhor forma. No melhor jogo da temporada, Chris Johnson teve 195 jardas e 2 TDs em 18 carregadas contra Buffalo Bills. Desde 2009 o running back não tinha uma marca tão boa. Na ocasião foram 228 jardas.
 

Quem Decepcionou

- Joe Flacco -Com a defesa cheia de desfalques, o Baltimore Ravens conta com Flacco para ainda sonhar com os playoffs, mas o jogo contra Houston não foi nada animador. Muito pressionado, Flacco sofreu 4 sacks e teve um rating de apenas 45,8.
- Detroit Lions - Detroi perdeu aquarta da NFL e continua jogando muito mal. Os Lions pontuaram contra os Bears quando faltavam pouco mais de um minuto para acabar o jogo. Muitos turnovers também dentro da redzone e um Calvin Johnson irreconhecível.

terça-feira, outubro 09, 2012

NFL - Semana 5




Quem Brilhou

- Drew Brees - Os Saints, enfim, voltaram a vencer na NFL e com Drew Brees como prinicpal jogador. Foram 370 jardas, 3 TDs e o recorde da Liga. Brees ultrapassou Johnnny Unitas e tornou-se o único QB com pelo menos 1 TD em 48 jogos consecutivos.

- Andrew Luck - O Indianapolis Colts vai remontando aos poucos seu time e vê que Andrew Luck pode ser sim o novo cara por lá. Luck anotou o TD da vitória contra os Packers com apenas 35 segundos restantes para o fim do jogo. Luck também teve sua melhor marca na carreira em jardas, com 363.

- Matt Ryan - Quase ninguém acreditava, mas Matt Ryan vai levando o Atlanta Falcons ao topo da NFL. O único time invicto da NFC venceu mais uma e com grande exibição do líder na corrida pelo título de MVP. Ryan teve 345 jardas e 2 TDs.

- Eli Manning - Já virou rotina ver Eli Manning saindo atrás do marcador e vencendo jogos pelo New York Giants. Domingo não foi diferente. O time perdia para o Cleveland Browns por 14 x 0, mas Eli tratou de anotar 3 TDs nas 259 jardas lançadas.


Quem Decepcionou

- Michael Vick - A grande preocupação em cima de Vick vai se justificando ao longo dos jogos. Já são 11 turnovers em apenas 5 jogos. No domingo foram dois fumbles perdidos e um primeiro tempo para se esquecer. Vick recuperou-se no segundo, mas o estrago já estava feito.

- Mark Sanchez - Sanchez tinha duas chances: Consagrar-se contra o Houston ou aumentar ainda mais a pressão para que seja substituído por Tim Tebow. E parece que a titularidade de Mark Sanchez está com os dias contados. Mais uma atuação muito fraca do ataque e muitos turnovers. A torcida já quer ver Tebow. E agora, Rex Ryan?

- Cleveland Browns - Um começo de jogo animador contra os atuais campeões, mas foi só. Cleveland perdeu para New York, cedeu 502 jardas e deu 3 bolas para os Giants. A campanha é horrorosa. São 5 derrotas em 5 jogos. Início tão ruim quanto a campanha de 1999.

quinta-feira, outubro 04, 2012

A culpa também é dele?


Já são 4 derrotas em 4 jogos. Isto para um dos grandes favoritos para chegar ao Super Bowl. Um dos favoritos para jogar a grande final da NFL em casa. O que acontece com o New Orleans Saints?

Os culpados são os mais variados. A defesa comandada por Steve Spagnuolo, a ausência do técnico Sean Payton e o escândalo extracampo e tudo que envolveu a pré-temporada dos Saints. Mas ninguém culpa o quarterback Drew Brees. E, sim. Ele tem um pouco de parcela em tudo que acontece hoje nos Saints.

Pouco se fala, mas Drew Brees demorou para renovar o contrato com o time de New Orleans. Os Saints ofereceram a segunda maior quantia garantida da história da NFL. E Drew Brees, mesmo assim, rejeitou e fez uma contraproposta. Os valores rejeitados por Brees foram acima de U$18 milhões que Tom Brady e Peyton Manning ganham. E ainda assim, o quarterback não aceitou. 

A manutenção de Brees era necessária. Inegável. Mas querer ganhar mais do que foi oferecido inicialmente custou a New Orleans Carl Nicks, Robert Moachem e Tracy Porter. Não que Brees não merecesse. Longe disso. Ele foi um dos responsáveis por construir o time a reputação dos Saints após o furacão Katrina. Trouxe autoestima de volta para a cidade e com a vitória no Super Bowl XLIV, apenas coroou a brilhante carreira e mostrou a todos de New Orleans que nada é impossível.

Mas ao não aceitar o contrato, Brees prejudicou a equipe. O GM Mickey Loomis já se via enrolado até o pescoço com o escândalo das recompensas. Brees conseguiu jogar os torcedores contra o GM. Todos iriam querer a cabeça do cartola se Drew Brees não entrasse em acordo com os Saints. Acabou que New Orleans pagou o que o quarterback quis.

Com Drew Brees feliz e garantido mais 5 anos em New Orleans, ele voltou aos treinos. Mas toda a novela fez com que ele perdesse muitos do training camp. A equipe praticou por quase toda a pré-temporada sem o treinador e o quarterback. Duas das peças chaves para o ataque e os dois que mais sabem como jogar ofensivamente por lá. 

Brees podia ter optado pela estabildiade. Mas não. Resultado? A situação que está hoje o time da Lousiana.

terça-feira, outubro 02, 2012

NFL - Semana 4




Quem Brilhou

- Drew Brees - O New Orleans Saints perdeu de novo. Mas se dá para ver algum lado bom na 4ª derrota do time de New Orleans, foi a atuação de Drew Brees. Foram 446 jardas e 3 TDs em 35 passes completos.

- Peyton Manning -O atual quarterback dos Broncos nos fez lembrar do Peyton Manning que antes jogava pelo Indianapolis Colts. O QB tentou 38 passes e só não completou 8 deles. 338 jardas e 7 diferentes recebedores dos Broncos tiveram pelo menos duas recepções.

- Jay Cutler -O quarterback do Chicago Bears mostrou que quando tem tempo para lançar, boas coisas podem acontecer e os Bears podem até sonhar com a NFC North. Contra o Dallas Cowboys, vimos justamente isso. Após um 1º tempo muito fraco, o ataque dos Bears voltaram bem e Cutler completou 18 de 24 passes, com 2 TDs para 275 jardas.

- O ataque do New England Patriots - Já é chover no molhado dizer que Tom Brady teve outra grande atuação. Mas ele realmente teve. 340 jardas e 3 TDs. Mas quem brilhou mesmo foi o jogo terrestre. Desde 1982, New England não tinha dois jogadores com mais de 100 jardas. Brandon Bolden e Stevan Ridley combinaram para 3 TDs e 243 jardas. Isso sem contar os 45 pontos nos dois últimos quartos.

- Aaron Rodgers - Green Bay precisa de Aaron Rodgers e o quarterback não decepcionou contra os Saints. De 41 passes, acertou 31. Comandou a campanha da virada e ainda anotou 4 TDs distribuídos em 319 jardas.


Quem Decepcionou

- Dallas Cowboys -Em pleno Cowboys Stadium, não se esperava ver tamanho vexame contra o Chicago Bears. Além de levar 34 pontos, Dallas teve Tony Romo com 5 INTs, um grupo de recebedores com incontáveis drops e uma defesa que assistiu Chicago jogar. Ou tudo muda por lá, ou Dallas vai amargar mais um ano sem ir aos Playoffs.

- Mark Sanchez -A pressão em Sanchez continua. E domingo foi dia de mais uma má atuação do QB. Todos em Nova York já querem a entrada de Tebow e o único que parece ainda confiar em Sanchez é o próprio treinador da equipe. Sanchez lançou para apenas 103 jardas, teve uma INT, sofreu um fumble retornado para TD após tentar correr com a bola e ainda foi sacado 3 vezes. Tarde para esquecer.

- A defesa do Buffallo Bills -O time foi para o vestiário no meio do jogo com 21 x 7 no placar. Zebra na NFL, certo? Errado. A defesa dos Bills permitiu incríveis 45 pontos no 3º e 4º períodos. 35 deles seguidos. New England fez o que quis. Por cima, por baixo. Onde está a nova e melhorada defesa de Buffalo? 

segunda-feira, setembro 17, 2012

O que acontece?


Primeiro uma derrota para o Washington Redskins. Estreia impecável do calouro Robert Griffin III e uma atuação bem estranha de um irreconhecível Drew Brees. Todos sabiam que a temporada dos Saints não seria nada fácil. Todos os problemas extra-campo, milhares de teorias da conspiração e um punhado de jogadores e técnicos suspensos.

Mas New Orleans teria a chance de dar a volta por cima em cima do Carolina Panthers. Time com o segundanista Cam Newton. Muito bom jogador, mas líder de uma equipe frágil e extremamente dependente do quarterback. Tudo levava a crer que os Saints venceriam. Mas Cam Newton e cia. trataram de jogar água no choop do time da Lousiana.

Derrota por 35x27 e uma enorma dor de cabeça para New Orleans. Com duas derrotas logo de cara, os Playoffs vão ficando distantes. De time que dominou facilmente a NFC South por anos, os Saints hoje estão em última na divisão. Para piorar. O time não é time. E as perspectivas não são nada boas.

"Ninguém vai entrar em pânico" é o que diz o treinador interino Aaron Kromer. "Nós vamos esquentar e continuar a trabalhar duro? Sim, nós vamos".

Verdade que ainda é cedo. São apenas dois jogos de 16 no total que serão disputados. New Orleans tem um mando de campo que poucos times podem se dar o luxo de ter. Não é nada fácil encarar o Super Dome lotado. New Orleans também conta com um time que ainda está bem próximo do que ano passado venceu 13 jogos. E aí está a grande questão. O time não joga nem perto do que pode potencialmente jogar.

Os números também jogam contra. Desde quando a NFL passou a classificar 12 times para os Playoffs, em 1990, apenas 12% dos times que começaram com 0-2 foram à pós-temporada. 

Há quem diga que precisa-se pôr algumas ressalvas nas derrotas de New Orleans. A equipe teria enfrentado os dois ataques mais pouco convencionais da NFL. Justamente pela imprevisibilidade dos dois quarterback, Robert Griffin III e Cam Newton.

Por mais que haja algum ponto nesse argumento, ver a defesa de New Orleans ser amassada duas semanas consecutivas é inadmissível. Principalmente devido ao talento que ela tem presente. Também não dá para ver um quarterback talentoso como Drew Brees encontrar tanta dificuldade. Onde está o jogador que foi líder em jardas no ano passado e que ultrapassou Dan Marino?

Se é hora de New Orleans entrar em pânico? Talvez. No mínimo ligar o sinal de alerta. Ou daqui a pouco pode ser muito tarde.

terça-feira, agosto 07, 2012

Existe vida sem Sean Payton?


Os jogos de pré-temporada da NFL podem não significar muita coisa, mas no pontapé inicial temporada 2012-2013 da NFL, já deu para ver como será o New Orleans Saints sem o técnico Sean Payton. Primeiro é difícil se acostumar com a ideia de ver outro treinador na beira do campo vestindo as cores dourada e preta do time da Lousiana. 

Payton tornou-se figura emblemática da equipe. Não apenas pelo o que conquistou, mas por tudo que ele representou. E ainda representa. Reconstruiu o time ao mesmo tempo em que uma cidade destruída pelo furacão Katrina se levantava aos poucos. Trouxe felicidade a uma população que sofria com o título do Super Bowl e de uma franquia que antes não tinha importância na NFL, levou o Saints a ser olhado com olhos atentos por todos.

Tudo mudou entre a temporada passada e a atual. Os Saints se viram em meio a uma enorme confusão e muitos escândalos. O maior deles envolvendo um programa de recompensas para jogadores de defesa que conseguissem lesionar adversários e, consequentemente, tirá-los do jogo. A NFL julgou Payton como cúmplice do esquema e puniu-o por um ano. E aí está um dos grandes problemas para esta temporada. É possível sobreviver sem Sean Payton?

Sobreviver sim. O New Orleans Saints não é qualquer equipe da NFL. Conta com um quarterback excepcional, um ataque carregado de boas opções e uma defesa que mesmo desfalcada do líder Johnathan Vilma consegue ser eficiente. Mas isso é suficiente para fazer com que New Orleans volte a dominar a NFC e seja potencial favorito a chegar ao Super Bowl?

A resposta é: muito provavelmente não. Payton tinha uma relação quase paternalista com a equipe. Era querido por todos e se envolvia como time como muito poucos outros técnicos. Tinha como carro-chefe definir as chamadas ofensivas. Sempre jogando para frente. Ou alguém não se lembra do onside kick contra o Indianapolis Colts, logo no kickoff do segundo tempo?

Apesar de Drew Brees dizer que o seu desempenho deve melhorar com ele tendo mais liberdade para chamar as jogadas, isso não deve ser muito visto. Payton lê defesas adversárias como poucos. Brees também tem nas costas o peso de ser, mais do que nunca, o líder dos Saints em campo. Não que já não tivesse esse papel, mas agora é Brees ou Brees. E é aí que pode morar o perigo. Após uma temporada impecável e de poucas interceptações, Brees pode ter um ano com muitas falhas, ao tentar forçar os passes e salvar o dia.

Se os Saints chegarão aos Playoffs? Bem possível que sim. Além da qualidade técnica da equipe, os Saints contam com a arena mais hostil da NFL. O Superdome realmente faz diferença e exercendo o mando de campo, o caminho para a pós-temporada já vai estar bem encaminhado.

A temporada também terá um gostinho de todos contra o New Orleans Saints. Pode ter certeza que a punição aplicada ao time da Lousiana servirá de motivação para que a equipe tente chegar o mais longe possível. Os Saints querem mostrar que Roger Goodell errou e pegou pesado nas punições. Que o New Orleans Saints foi injustamente condenado. 

Depois do Spygate, o New England Patriot viu na punição uma motivação e chegou ao Super Bowl com uma campanha invicta. A "pequena" diferença é que Bill Belichick não foi suspenso. Já Sean Payton...

terça-feira, julho 31, 2012

Brees levanta tom


Segue a briga de bastidores entre o New Orleans Saints e o comissário da NFL, Roger Goodell. Após manter-se firme nas suspensões aos integrantes dos Saints, foi a vez de Drew Brees levantar a voz para o chefão da liga de futebol americano.

"Ninguém confia nele. Ninguém mesmo. E eu não estou falando sobre dirigir alcoolizado ou estar armado dentro de um clube, que são violações claras. Acho que em muitas vezes a NFL chegou a uma decisão antes de ouvir  acusado. Agora se uma pessoa for chamada para conversar com ele, essa pessoa vai pensar duas vezes, porque ela pode achar que já se chegou a alguma conclusão", disse Brees.

Discurso pesado e que cai com muito mais força por ser dito justamente por uma figura como Drew Brees. Alguns fãs e outros jogadores já haviam alfinetado a quantidade de poder nas mãos de Goodell, mas por tal declaração vir de uma voz forte e respeitado como Drew Brees, acaba ganhando mais espaço e muito mais peso. Isso porque Drew Brees é um dos ícones da atual NFL. Figura exemplar, adorado por todos e muito respeitado dentro da Liga.

A questão é: Precisava? De certa forma, o discurso de Brees é interessante e, sim, necessário. Necessário por Brees ser o principal porta-voz de um time que acredita ser injustiçado nas punições aos seus jogadores e técnico. A declaração do quarterback volta também a levantar o debate sobre o poder de uma figura sobre a NFL. Goodell vem buscando uma faxina na NFL. Tentando tornar um jogo mais seguro e mais limpo. Tenta mudar a imagem de uma já muito bem sucedida Liga. E até então vem fazendo excelente trabalho.

A bronca de Brees pode soar uma simples réplica ao que Goodell tem feito com o Saints. Acusações e punições ao time de New Orleans. Realmente podem até ser, mas o que Drew Brees pede é que haja mais transparência em como a NFL vem tomando certas decisões.  A mais clara a que envolve o programa de recompensas do New Orleans Saints. E isso é louvável e preciso. E realmente. É no mínimo estranho punir alguém e não mostrar a este alguém as reais provas para tamanha acusação. 

Se é bom ou não os jogadores confiarem em Goodell? Pouco importa também. Ele é parte da Liga e julga o que é bom ou mau para ela. Não lhe interessa se os jogadores gostam ou confiam nele, sua função é fazer que a NFL continue a ser a liga que é. A questão continua sendo até que ponto o poder nas mãos do comissário é perigoso para a NFL.


segunda-feira, julho 23, 2012

O que vem por aí na NFL - Parte 1


Depois de uma conturbada e movimentada offseason, a NFL começa nesta semana os training camps. A temporada começa dentro de pouco mais de um mês e com os treinos abertos, surgem as primeiras grandes questões que devem ser respondidas ao longo do ano, mas que já intrigam a todos.

A Situação do New Orleans Saints
Programas de recompensas e escutas nos microfones adversários. O que não faltou em New Orleans foram acusações e conduta suspeita. O time começa a temporada sem alguns jogadores, entre eles o suspenso por toda a temporada Johnathan Vilma, e o técnico Sean Payton. Sem um dos melhores técnicos da Liga e de time xodó de todos para um time visto agora com muitas ressalvas, o New Orleans Saints tem tudo para ter uma complicada temporada. De positivo, a renovação de Drew Brees. Após longa negociação, o quarterback conseguiu um contrato longo, está feliz e precisará liderar a equipe.

Peyton Manning nos Broncos
Após 14 anos vestindo as cores do Indianapolis Colts, chegou a hora de Manning jogar pelo Denver Broncos. Não se sabe como está o seu estado de saúde, se ele pode lançar a bola, se o braço está forte e se o time em torno dele é talentoso. Manning terá que se acostumar a novos dirigentes, parceiros de time, cidade, torcida, técnicos, expectativas e rivais de divisão. Conseguirá Peyton Manning levar os Broncos a algum lugar?

O New York Giants
Após vencer o Super Bowl como zebra, os Giants entram 2012-13 como atuais campeões e com uma reputação a zelar. Nunca um time venceu dois Super Bowls consecutivos e certamente New York vai atrás deste feito. Antes cercado de dúvidas, Eli Manning agora figura entre os melhores QBs da NFL e já tem mais anéis que o o irmão mais velho. Com elenco praticamente mantido, Eli e os Giants conseguirão fazer o raio cair duas vezes no mesmo lugar?

Chegou a hora do Philadelphia Eagles?
Com um dos plantéis mais fortes, os Eagles chegam como favoritos para este ano. Contam com um ótimo Michael Vick, talentosos jovem jogadores e uma sólida defesa. Tudo para finalmente ganhar o 1º Super Bowl, mas temporada passada o time também era muito forte e os Eagles foram a grande decepção da liga, conseguindo apenas 8 vitórias em 16 jogos.

Tebow x Sanchez
O duelo dos QBs em Nova York promete. Sanchez é o titular, mas Tebow está pronto para assumir a titularidade. Todo mundo que em algum ponto a situação será insustentável, Sanchez encontrará dificuldades e Tebow terá sua chance de iniciar o jogo. O New York Jets vem de uma temporada conturbada nos vestiários e com um sistema que terá dois quarterbacks alternando a titularidade, mais problemas podem surgir. 

sexta-feira, maio 25, 2012

O menino de New Orleans

 
De jogador não draftado a ídolo da cidade. Essa é a história do campeão do Super Bowl, o widereceiver do New Orleans Saints, Lance Moore. Em coletiva após os primeiros workouts dos Saints, Moore opinou sobre Drew Brees. O recebedor considerou o quarterback o principal responsável por onde Moore hoje está. Perguntado se Brees deveria ser o mais bem pago QB da NFL, Moore não hesitou em afirmar que Drew Bress merece, inclusive, o mundo.

Herói da cidade de New Orleans, Brees ultrapassa a atuação no campo. É exemplo e ídolo da cidade que foi desvastada pelo furacão Katrina. Voltou a trazer alegria para New Orleans com a vitória no Super Bowl. É muito mais que um simples jogador. A relação de Brees e a cidade é especial. Transcende a barreira do profissionalismo.
 
 Se ele merece ser o mais bem pago quarterback da NFL? Talvez. Os números não escondem a superioridade de Brees sobre os demais. Se pegarmos os melhores QBs da atualidade, Brees leva vantagem sobre todos. Sejam eles Manning, Brady ou Rodgers.
 
Desde que assinou com o New Orleans Saints ,em 2006, a equipe da Louisiana é número 1 em jardas passadas, passes para touchdown, porcentagem de passes completos e a 3ª equipe em rating no passe. Drew Brees tem também, desde 2006, 7000 jardas pelo alto a mais que Peyton Manning e Tom Brady. Já contra Aaron Rodgers, são 2000 jardas a mais e um melhor índice de aproveitamento nos passes.

O que Drew Brees faz, joga e representa é incrível. É o melhor quarterback da NFL? É discutível, mas está entre os 5, sem dúvidas. Merece ser o quarterback mais bem pago? Isso ele já provou que sim.