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sábado, dezembro 22, 2012

Qual o segredo dos Broncos?


Seria motivo de piada afirmar que, em 2012, o Denver Broncos encabeçaria a lista dos principais favoritos ao título do Super Bowl. O time acabara de despachar a Tebowmania para Nova York, mesmo com a inacreditável vitória sobre o Pittsburgh Steelers na prorrogação dos playoffs, e fechar um acordo de cinco anos recheado de desconfiança com a, até então incógnita, Peyton Manning.

Difícil acreditar que um time mudaria tanto de cara de janeiro para outubro. A equipe do Broncos garantiu a liderança da divisão oeste da Conferência na Semana 13 e é dona da maior sequência de triunfos consecutivos na temporada com nove vitórias. Desde 2005 não tinha uma campanha tão vitoriosa. De time que vencia após Tim Tebow protagonizar verdadeiros milagres, o Broncos passou a ser um time sólido, consistente e que é dominante não só no ataque, mas também na defesa.

É indiscutível a mudança depois da chegada de Peyton Manning. Denver está competitivo e extremamente difícil de se bater. Mas engana-se quem acha que tudo é "culpa" do quarterback quatro vezes campeão do prêmio de MVP da temporada regular. O Broncos é uma boa equipe quando defende e isso se deve ao Peyton Manning da linha de defesa de Denver, o linebacker Von Miller. Juntos, Manning e Miller lideram os respectivos times de ataque e defesa.

Pela primeira vez em Denver, com um novo playbook e um ano parado depois de quatro cirurgias no pescoço, o quarterback caminha para um inédito pentacampeonato do MVP. É a 12ª temporada que o jogador passa das 4000 jardas. Ele também é o quinto jogador da história a somar 30 touchdowns, 67% de aproveitamento dos passes e menos de dez intercetações. Dos últimos quatro que fizeram o mesmo, três levaram para casa o título de jogador mais valioso da temporada regular.

Já Von Miller tem outra grande temporada depois do primeiro ano de NFL. Atual calouro de defesa, o linebacker agora sonha com o prêmio de melhor jogador defensivo de toda a Liga. Com 16 sacks, o segundanista está atrás apenas três de JJ Watt, do Texans, e Aldon Smith, do 49ers. Miller também é o segundo da NFL quando os sacks são somados aos tackles para perda de jardas. Enquanto o jogador do Denver Broncos tem 29, JJ Watt acumula 37.

Em 1994, Steve Young levou o MVP da temporada regular e Deion Sanders faturou o prêmio de melhor jogador de defesa. Naquele ano, o San Francisco 49ers foi campeão do Super Bowl. Também foi a única vez em que ambos os títulos foram concedidos para a mesma equipe.

Este ano, Manning está mais próximo de faturar o prêmio que Miller. O que não diminui as chances do Broncos levar para Denver o troféu Vince Lombardi no dia 3 de fevereiro. Os dois atletas são os responsáveis pelo o que a equipe do Colorado tornou-se. Tudo em apenas poucos meses e contra o que todos imaginavam e especulavam. Está aí a magia do Denver Broncos de 2012.

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Jets de fora


Cinco turnovers, uma corrida de 94 jardas, a mais longa da NFL desde 2006, e o Tennessee Titans despachou o New york Jets da briga pelos playoffs por 14 a 10, no jogo que fechou a Semana 15 da Liga. No possível pior jogo da carreira do quarterback do Jets Mark Sanchez,o jogador lançou quatro interceptações e perdeu fumble na linha de 25 jardas do campo adversário, a apenas 50 segundos do fim do último período.

Muito criticado e cercado de interrogações, Sanchez teve apenas 131 jardas e acertou 13 passes dos 28 que tentou, além das quatro interceptações e do decisivo fumble perdido. Sanchez também chegou à marca de 23 turnovers – maior marca dessa temporada, ao lado de Andrew Luck – e teve o terceiro jogo da carreira com quatro intercepções.

E a surpresa da noite ficou por conta de Tim Tebow. A sensação do ano passado participou pela primeira vez na temporada de toda uma campanha do Jets. Foram duas jogadas óbvias de passe que complicaram o jogador e fizeram com que Tebow fosse sackado em uma e forçado a jogar a bola fora em outro.

A equipe do Jets precisava vencer os últimos três jogos do ano e secar os rivais para tentar chegar à temporada, mas o time não fez o próprio dever de casa. O longo touchdown pelo chão do running back Chris Johnson e oura corrida de 13 jardas do quarterback Jake Locker fizeram o Titans sair vitorioso do penúltimo Monday Night Football do ano.

terça-feira, outubro 30, 2012

NFL - Semana 8

Quem brilhou:

Peyton Manning - O quarterback do Denver Broncos segue impararável na NFL. Manning é o único jogador da história da NFL a ter em quatro jogos consecutivos pelo menos 300 jardas, mais de 3 TDs e aproveitamento superior a 70% dos passes. No primeiro reencontro com Drew Brees após a derrota no Super Bowl XLIV, o quarterback do Denver Broncos teve 305 jardas, três touchdowns e acertou 22 dos 30 passes que tentou.

Rob Gronkowski - Sempre bem servido por Tom Brady, o tight end foi um dos protagonistas e o principal alvo do quarterback do New England Patriots na vitória em cima do Saint Louis Rams, em Wembley, na Inglaterra. Gronkowski teve dois touchdowns em oito recepções e 146 jardas.

Jason Witten - O Dallas Cowboys perdeu para o New York Giants, mas o tight end agarrou 18 lançamentos de Tony Romo, recorde da franquia de Dallas, para 167 jardas.

A defesa do Chicago Bears - Em Chicago, quando o ataque não aparece, a defesa é quem se destaca. Atrás no placar por todo o jogo contra o Carolina Panthers, o cornerback Tim Jennings teve duas interceptações, uma delas retornadas para touchdown, e deu ao Chicago Bears a sexta vitória da temporada.

Alex Smith - Em San Francisco, muito se fala que o quarterback é o elo mais fraco da equipe, mas contra o Arizona Cardinals, Smith mostrou que o 49ers não se resume apenas a um bom jogo terrestre e uma forte defesa. Smith errou apenas um passe dos 19 que tentou e lançou três touchdowns e 232 jardas.

Quem decepcionou:

Mark Sanchez - Será que finalmente chegou a hora de Tim Tebow ser titular do New York Jets? Frente o Miami Dolphins, o quarterback não conseguiu produzir, foi interceptado e perdeu um fumble que virou touchdown.

Jay Cutler - O Chicago Bears venceu, mas não deve isso à produção ofensiva do quarterback Jay Cutler. Ainda em recuperação de lesão nas costelas, Cutler sofreu dois fumbles, foi derrubado seis vezes atrás da linha de scrimmage, lançou uma interceptação e teve  uma tarde para se esquecer.

O ataque do Dallas Cowboys - O time ofensivo produziu 434 jardas, mas sofreu muitos turnovers. Tony Romo teve quatro interceptações, sendo três delas apenas no primeiro tempo. O ataque ainda perdeu dois fumbles recuperados pelo New York Giants e o Dallas Cowboys agora completa quatro jogos sem sem vencer o maior rival no novo Cowboys Stadium.

terça-feira, outubro 02, 2012

NFL - Semana 4




Quem Brilhou

- Drew Brees - O New Orleans Saints perdeu de novo. Mas se dá para ver algum lado bom na 4ª derrota do time de New Orleans, foi a atuação de Drew Brees. Foram 446 jardas e 3 TDs em 35 passes completos.

- Peyton Manning -O atual quarterback dos Broncos nos fez lembrar do Peyton Manning que antes jogava pelo Indianapolis Colts. O QB tentou 38 passes e só não completou 8 deles. 338 jardas e 7 diferentes recebedores dos Broncos tiveram pelo menos duas recepções.

- Jay Cutler -O quarterback do Chicago Bears mostrou que quando tem tempo para lançar, boas coisas podem acontecer e os Bears podem até sonhar com a NFC North. Contra o Dallas Cowboys, vimos justamente isso. Após um 1º tempo muito fraco, o ataque dos Bears voltaram bem e Cutler completou 18 de 24 passes, com 2 TDs para 275 jardas.

- O ataque do New England Patriots - Já é chover no molhado dizer que Tom Brady teve outra grande atuação. Mas ele realmente teve. 340 jardas e 3 TDs. Mas quem brilhou mesmo foi o jogo terrestre. Desde 1982, New England não tinha dois jogadores com mais de 100 jardas. Brandon Bolden e Stevan Ridley combinaram para 3 TDs e 243 jardas. Isso sem contar os 45 pontos nos dois últimos quartos.

- Aaron Rodgers - Green Bay precisa de Aaron Rodgers e o quarterback não decepcionou contra os Saints. De 41 passes, acertou 31. Comandou a campanha da virada e ainda anotou 4 TDs distribuídos em 319 jardas.


Quem Decepcionou

- Dallas Cowboys -Em pleno Cowboys Stadium, não se esperava ver tamanho vexame contra o Chicago Bears. Além de levar 34 pontos, Dallas teve Tony Romo com 5 INTs, um grupo de recebedores com incontáveis drops e uma defesa que assistiu Chicago jogar. Ou tudo muda por lá, ou Dallas vai amargar mais um ano sem ir aos Playoffs.

- Mark Sanchez -A pressão em Sanchez continua. E domingo foi dia de mais uma má atuação do QB. Todos em Nova York já querem a entrada de Tebow e o único que parece ainda confiar em Sanchez é o próprio treinador da equipe. Sanchez lançou para apenas 103 jardas, teve uma INT, sofreu um fumble retornado para TD após tentar correr com a bola e ainda foi sacado 3 vezes. Tarde para esquecer.

- A defesa do Buffallo Bills -O time foi para o vestiário no meio do jogo com 21 x 7 no placar. Zebra na NFL, certo? Errado. A defesa dos Bills permitiu incríveis 45 pontos no 3º e 4º períodos. 35 deles seguidos. New England fez o que quis. Por cima, por baixo. Onde está a nova e melhorada defesa de Buffalo? 

Tebow Time?


Semana 4 da NFL e chegou o momento que todos, cedo ou tarde, já esperavam. Atuações fracas de Mark Sanchez, muitos turnovers e pouca confiança. O New York Jets sofreu uma derrota humilhante em casa. Perdeu para o San Francisco 49ers. 34 x 0. Todo o cenário parece estar armado para que Sanchez dê lugar ao quarterback reserva. Tudo conspira para que a Tebowmania estreie em 2012.

Mas apesar de tudo levar a  entrada no time de Tebow, para o treinador Rex Ryan, ainda não é o momento de utilizar o ex-quarterback do Denver Broncos. Sanchez em 4 jogos tem 49.2% de passes acertados, 5 TDs e 4 INTs. Números que fariam qualquer time da NFL repensar sobre o posto de quarterback titular. Mas com os Jets, a história é um pouco diferente.

Rex Ryan podia embarcar de vez no oba-oba em cima de Tim Tebow. Escalá-lo e barrar Mark Sanchez. Mas será que hoje isso seria uma jogada inteligente? A resposta é não. Elevar Tebow a quarterback nº1 apenas traria mais problemas e discórdias para um vestiário já cercado de problemas. Ryan não é bobo e sabe que Tim Tebow é uma quarterback limitado e que não necessariamente é a resposta para todos os problema dos Jets. 

Usar Tebow hoje é quase que um ato de desespero. E é ainda cedo para tomar medidas como esta. Estamos apenas na 4ª semana. Os Jets têm um retrospecto 2-2 e, bem ou mal, ainda lideam a AFC East. A saída de Mark Sanchez significaria perdê-lo de vez. Comprovar que o time e o treinador não confiam no jovem quarterback.

E Rex Ryan sabe muito bem disso. "Acho que Mark é a resposta como nosso quarterback", disse o treinador, bancando Sanchez. Mas perguntado sobre se chegou a hora de usar Tebow, Ryan afirmou que apenas o tempo dirá. O que nos leva a uma lógica conclusão. Rex confia em Sanchez? Não. Mas ainda dará algum tempo para que o quarterback consiga se recuperar. E é bom que isto aconteça.

O problema é que tudo parece jogar contra Mark Sanchez. A fase dele não é nada boa, o ataque comandado por Tony Sparano não consegue atacar e o GM Mike Tannenbaun não tem respostas para uma ofensiva, montada por ele, que não passa, nem corre. Adicione a isso as lesões de Santonio Holmes e Darrelle Rives e você tem o tamanho do problema do New York Jets.

Sanchez admite que precisa melhorar. E realmente precisa o quanto antes. Desta vez ele tem como reserva um jogador que assumiu um Denver Broncos com fraca campanha de 1-4 e levou os Broncos aos Playoffs. Todos querem ver o que Tebow pode fazer com o New York Jets. Mas será que ele pode ser a solução dos problemas em Nova York?

Os Jets sofrem com a posição de QB, mas é ingenuidade achar que o problema é apenas o próprio quarterback. Além dos já conhecidos problemas no ataque, a equipe também sofre na defesa e no time de especialistas. O time hoje é uma grande bagunça. Tebow não será o salvador. Pode contribuir para uma melhora, mas ele não vai conseguir arrumar a casa sozinho.

Mas enquanto a Tebowmania não é liberada no ano de 2012, podemos aprender muito sobre o quão forte é a cabeça de um pressionadíssimo Mark Sanchez e o quanto Rex Ryan confia no quarterback titular.

Inegável não apontar Sanchez como um dos porquês os Jets estarem tão mal. Mas a situação só tende a piorar com uma entrada prematura de Tebow. Sanchez deve ter mais chances. Mas ele que fique atento. Porque Tebow está logo ali. Pronto para tentar repetir o que fez em 2011.

quinta-feira, agosto 30, 2012

"Sou um QB antes de tudo"

 
Demorou algum tempo, mas o que todo fã do QB maiscomentado da NFL quis sempre ouvir foi falado por Tim Tebow. Sempre questionado como quarterback que não sabe lançar e com os feitos diminuídos, Tebow nunca pareceu afetar-se pela crítica. O que para ele foi e ainda é bom. Não se abalou e aos poucos foi conquistando espaço. Meses após ouvir críticas atrás de críticas, Tebow, enfim, respondeu a quem o critica.

"Sou um quarterback primeiro e antes de qualquer coisa". Problema com a declaração do QB sensação da Liga de Futebol Americano? Não. Não mesmo. Tebow estreou ao fim da temporada 2010-2011. Fez três bons jogos e se despediu da temporada regular com o Broncos eliminado. Chegou 2011-2012 e tudo mudou. Kyle Orton errou muito e Tebow repôs o expriente quarterback que levava os Broncos a uma fraca temporada de 1 vitória em 5 jogos.

Tebow assumiu e com peculiar estilo de jogo e personalidade polarizou a NFL. Tebow conquistou não só os EUA, mas todos o mundo. A tebowmania estava em todo e qualquer lugar. Tebow era assunto da manhã até a noite. E é difícil contestar ou discutir com números.
 
Tebow conseguiu 7 vitórias entre os primeiros 8 jogos. Levou Denver aos Playoffs. Verdade que com uma campanha de reta final fraca, mas os Broncos chegaram a pré-temporada. Não bastasse tamanha façanha, Tebow e Denver triunfaram sobre a defesa número 1 da NFL. Como? De modo que nem o mais criativo roteirista conseguiria escrever.

Tebow lançou para 316 jardas e anotou um TD de 80 jardas logo de cara na prorrogação. Ok. Você pode contestar que a defesa dos Steelers estava baleada e Roethlisberger estava longe de estar 100%. Mas não dá para tirar os méritos e a vitória de Tim Tebow.

Por tudo isso, Tim Tebow conseguiu ganhar o posto de quarterback da NFL. Ele ainda não anima a grande maioria. Há quem acredite que Tebow exagera com sua religiosidade. Há quem diga que tudo foi sorte. Há quem diga que ele não pode lançar ou jogar. Que ele pertence à NFL. Apenas não como QB. Mas há quem reconheça que Tebow pode sim atuar na posição mais valorizada daNFL.

A declaração de Tebow é interessante. Não vejo como um desabafo. O jovem QB apenas falou o que ele provou em campo. Tebow chegou ao New York Jets para ser o reserva de Mark Sanchez. Não para ser fullback, punt protector, running back ou tight end.

Pode-se se discutir as reais razões para a chegada de Tebow. É verdade que o fator extracampo conta muito. Também não é mistério para ninguém que Tebow é um bom parceiro de time, une o grupo e pode fazer um rachado Jets voltar a ser uno. Tebow também deu mídia ao Jets e tirou o foco dos atuais campeões, New York Giants. Nova York parou para acompanhar a chegada de Tebow. Nunca se teve tantos repórteres em um training camp como o número que compareceu ao dos Jets. Tebow superou o hype até de Peyton Manning que chegou nos Broncos sem muito estardalhaço.

Se ele será titular em Nova York? É possível que sim. Basta Sanchez errar e todos gritarão para que a Tebowmania volte à NFL. Se ele conseguirá repetir o desempenho por lá? Ainda é cedo para falar. Tebow já entrou em campo. Não fez nada. Mas como defesa dele, não jogou como jogava em Denver. Os Jets não usaram a spread offense option. Tática usada por ele e marca registrada em Denver. Tebow também não pôde correr. 

Os Jets parecem guardar para quando estiver valendo o que Tebow pode fazer. Resta saber quais surpresas sairão da Caixa de Pandora que agora usa verde e branco.

segunda-feira, agosto 27, 2012

Tudo bem?


Três jogos de pré-temporada e três derrotas. Ok. Não é lá nenhum bicho de sete cabeças perder quando a temporada não está valendo. Mas em Nova York a situação é um pouco mais complicada. Os Jets não marcam um únco touchdown já há 3 jogos.

Marca que iguala o Atlanta Falcons de 1977. Sim. 35 anos depois o New York Jets faz o mesmo que os Falcons de anos atrás. Não cruza a endzone em nenhum dos tês primeiros jogos da pré-temporada. Na ocasião, Atlata terminou a temporada com 7 derrotas e 7 vitórias. Um time que não fedeu, nem cheirou e, consequentemente, não chegou a lugar nenhum. Coisa que os Jets não almejam de jeito nenhum este ano. Basta ver o investimento e plantel da equipe nova iorquina.

Lógico que ainda é cedo para fazer prognósticos e previsões. A NFL começa a tomar forma a partir de agora. É preocupante não conseguir pontuar? Sim. Mas mais preocupante do que isso é o time achar que está tudo em ordem. "Honestamente, não acho que devemos estar frustrados com nada", disse Santonio Holmes. Sério, Holmes? Se ganha na NFL apenas pontuando de 3 em 3?

Já Mark Sanchez concordou com a noite infeliz, mas disse confiar nos companheiros de time para reverter a situação. "Como eu vejo, acho que estamos guardando o nosso melhor para a temporada regulhar", afirmou.

Verdade que pode ser discurso para a mídia. Sem querer criar muitos problemas e escancarar qualquer tipo de crise, mas é estranho, pra dizer o mínimo, viver uma situação como essa e achar que tudo anda bem. Que tudo uma hora melhora. Ou pior, que quando passar a valer, tudo se acerta.

Se a pré-temporada serve de ensaio e preparação para os 16 jogos que movimentarão os próximos três meses, a coisa não anda lá muito para o time de Nova York.

Tebow e Sanchez têm somados 30 drives e nenhum TD. Some isso mais 4 turnovers e esse é o Jets até agora. Fato que parece não incomodar o sempre otimista Rex Ryan. O treinador apontou os lançamentos de Sanchez e a proteção do pocket como pontos positivos na atuação do fim de semana contra o Carolina Panthers. Ok, Rex. Mas as pessoas estão começando a se cansar de ouvir o discurso de que tudo está sempre bem ou caminhando para que fique tudo bem.

De forma séria e sem nenhum sarcasmo, Rex terminou a entrevista com uma singela declaração. "Nosso time de Field Goal estava muito bem hoje a noite anotando os chutes".

Dá pra levar a sério?

quinta-feira, agosto 16, 2012

O despertar de Sanchez


Se todas as atenções do training camp do New York Jets tem sido voltadas para Tim Tebow e tudo que a Tebowmania traz, chegou a vez de Mark Sanchez levantar um pouco a voz e mostrar que ele é, pelo menos ainda, o cara dos Jets. "Essa aqui é o meu huddle", disse Sanchez.

Postura interessante e corajosa do quarterback que vinha calado até aqui. A posição de lançador na NFL envolve saber ser líder e competência no jogo. Se Sanchez até agora não mostrou nenhuma das duas qualidades na sua totalidade, a temporada 2012-2013 pode marcar a virada de personalidade para Mark Sanchez.

Com desejo de, enfim, deixar de lado o status de promessa e virar realidade, Sanchez diz esperar estar entre os 10 melhores QBs, na temporada que começa em setembro. Sanchez já disse e mostrou aos que viram que o camp deste ano é, sem dúvidas, o seu melhor, desde que chegou a Liga de Futebol Americano profissional. A capacidade e a vocação para ser líder também aumentam aos poucos. 

Se Mark Sanchez antes estava acomodado e confortável como quarterback prinicipal, a chegada de Tim Tebow parece ter mexido com a cabeça de Sanchez. Se muito se discutiu sobre o porquê de trazer Tebow e todo o circo que envolve o quarterback, por mais que Tebow não tenha chances ou não jogue, dá para dizer que, ao menos, a vinda do ex-quarterback de Denver trouxe a Sanchez mais pressão e competitividade.

Até onde essa competitividade pode chegar é cedo para dizer. Problemas extracampo nos Jets não são novidade. Inclusive com o próprio Sanchez. Brigou feio com Sanotnio Holmes na última temporada. É verdade também que a pressão pode ser tanto positiva, quanto negativa. Se por um lado pode elevar o jogo de Sanchez a um novo e outro nível, basta Sanchez falhar ou errar e logo o mundo inteiro estará gritando pela entrada do garoto maravilha Tim Tebow.

Ainda falta pouco mais de um mês para ver como Rex Ryan usará os dois quaterbacks e como cada um deles atuará na jornada de levar o Jets a conquista do tão sonhado Super Bowl. Se Tebow já havia dado sinais de que busca ser o cara por lá, Sanchez parece ter finalmente acordado e manifestado o mesmo desejo. A briga vai ser boa.

segunda-feira, julho 23, 2012

O que vem por aí na NFL - Parte 1


Depois de uma conturbada e movimentada offseason, a NFL começa nesta semana os training camps. A temporada começa dentro de pouco mais de um mês e com os treinos abertos, surgem as primeiras grandes questões que devem ser respondidas ao longo do ano, mas que já intrigam a todos.

A Situação do New Orleans Saints
Programas de recompensas e escutas nos microfones adversários. O que não faltou em New Orleans foram acusações e conduta suspeita. O time começa a temporada sem alguns jogadores, entre eles o suspenso por toda a temporada Johnathan Vilma, e o técnico Sean Payton. Sem um dos melhores técnicos da Liga e de time xodó de todos para um time visto agora com muitas ressalvas, o New Orleans Saints tem tudo para ter uma complicada temporada. De positivo, a renovação de Drew Brees. Após longa negociação, o quarterback conseguiu um contrato longo, está feliz e precisará liderar a equipe.

Peyton Manning nos Broncos
Após 14 anos vestindo as cores do Indianapolis Colts, chegou a hora de Manning jogar pelo Denver Broncos. Não se sabe como está o seu estado de saúde, se ele pode lançar a bola, se o braço está forte e se o time em torno dele é talentoso. Manning terá que se acostumar a novos dirigentes, parceiros de time, cidade, torcida, técnicos, expectativas e rivais de divisão. Conseguirá Peyton Manning levar os Broncos a algum lugar?

O New York Giants
Após vencer o Super Bowl como zebra, os Giants entram 2012-13 como atuais campeões e com uma reputação a zelar. Nunca um time venceu dois Super Bowls consecutivos e certamente New York vai atrás deste feito. Antes cercado de dúvidas, Eli Manning agora figura entre os melhores QBs da NFL e já tem mais anéis que o o irmão mais velho. Com elenco praticamente mantido, Eli e os Giants conseguirão fazer o raio cair duas vezes no mesmo lugar?

Chegou a hora do Philadelphia Eagles?
Com um dos plantéis mais fortes, os Eagles chegam como favoritos para este ano. Contam com um ótimo Michael Vick, talentosos jovem jogadores e uma sólida defesa. Tudo para finalmente ganhar o 1º Super Bowl, mas temporada passada o time também era muito forte e os Eagles foram a grande decepção da liga, conseguindo apenas 8 vitórias em 16 jogos.

Tebow x Sanchez
O duelo dos QBs em Nova York promete. Sanchez é o titular, mas Tebow está pronto para assumir a titularidade. Todo mundo que em algum ponto a situação será insustentável, Sanchez encontrará dificuldades e Tebow terá sua chance de iniciar o jogo. O New York Jets vem de uma temporada conturbada nos vestiários e com um sistema que terá dois quarterbacks alternando a titularidade, mais problemas podem surgir. 

terça-feira, julho 17, 2012

Holmes detona Sanchez + Tebow


Não é mistério para ninguém que desde a chegada de Tim Tebow a Nova York, o New York Jets conta com dois quarterbacks no plantel. Mark Sanchez e Tim Tebow. Também não é mistério que na NFL quando se tem dois quarterbacks em um mesmo time com potencial para serem titulares, você tem um problema. Há quem diga que quando se tem dois quarterbacks, acaba não se tendo nenhum. Mas não para o técnico Rex Ryan. 

Perguntado alguns meses atrás se os Jets conseguiriam jogar com dois QBs, Ryan foi enfático. Os dois dividirão o posto e revezarão a posição durante o jogo. Não se sabe ainda se tal decisão será mantida e se ela dará certa, mas se depender do wide receiver Santonio Holmes, a ideia está vetada de cara. Em recente entrevista, Holmes detonou o novo sistema. 

"Não se pode jogar com dois quarterbacks". Simples e direto, Holmes sintetizou o que se pensava desde quando Ryan manifetsou o interesse em utilizar ambos quarterbacks. A posição de QB é extremamente delicada. O quarterback tem como função guiar o time de ataque dentro de campo. 

 É preciso muito entrosamento, comando e espírito de liderança. Saber se comunicar com os companheiros de ataque é imprescindível e com dois jogadores para a  a mesma posição, as chances de um ruído é exponencialmente aumentada. Apesar disso, Tebow e Sanchez, até agora, vêm mantendo a política de boa vizinhança. Ambos trocam elogios por meio da imprensa e não parecem ligar para quem será titular ou não.

Pelos últimos anos como QB, relativamente bem-sucedido em Nova York, é natural que Sanchez comece jogando, mas também é natural que a pressão e os erros comuns da posição façam com que Tebow logo seja alçado à posição de titular.

Santonio Holmes acredita que o sistema duplo de quarterbacks não funcionará, mas também acredita que Tebow pode ir a campo e ocupar dignamente a posição de lançador do time. Não é segredo que o wide receiver não se deu bem, no ano passado, com Sanchez. Após uma temporada fraca, o recebedor pode ver em Tebow uma esperança de voltar a ter bons números.

Não que Tebow tenha excepcionais números lançando a bola, nem que ele lance como Brady, Brees ou Rodgers. Mas Tebow vem para fazer com que os Jets corram com a bola e em play actions, podem surpreender defesas desguarnecidas e Holmes poderá anotar TDs e somar muitas jardas aéreas com muitas jogadas longas e fundas.

Enquanto a temporada não começa, segue a indefinição e a curiosidade em torno de como será o New York Jets em 2012-13. Setembro vem aí.

terça-feira, junho 26, 2012

Sinceridade?


Os treinos da NFL já começaram a todo vapor e, consequentemente, os jogadores começam a falar mais e darem mais entrevistas. Desta vez, quem resolveu falar foi Tim Tebow. O jogador mais comentado do futebol americano e, talvez, do esporte mundial foi novamente polêmico. Entre outras declarações, Tebow afirmou que acredita no trabalho do companheiro Mark Sanchez e torce pelo sucesso do quarterback.

"É muito fácil dizer que eu vou torcer para ele. Não vou torcer contra ele. Desejo tudo de melhor para ele, o que não significa que eu não vou treinar forte e me dedicar. Realmente acho que Sanchez faz um ótimo trabalho", disse Tebow. Estaria ele tentando ser bom moço ou o ex-jogador dos Broncos realmente está falando a verdade? 

Não dá para duvidar das ações e do ser humano que Tim Tebow é. Isso ele provou ao longo da última temporada. Mas tudo que Tebow faz ou fala vira polêmica, e dizer que torce pelo companheiro de time foi mais uma dessas.

Como um quarterback reserva que veio para ser titular do New York Knicks, torce para que o atual número 1 da posição se dê bem e tenha sucesso nas performances? Aí que está. Tebow tem todos os motivos para torcer contra Sanchez. O quarterback titular dos Jets é um empecilho para o sucesso de Tebow e sua afirmação de vez na NFL. Sanchez joga bem como Tebow diz torcer e o ex-jogador do Denver Broncos será banco. Terá ambições e sonhos quebrados.

O mais maquiavélico acredita ainda que Tim Tebow dá força a Mark Sanchez para se fazer de bom moço, ganhar mais mídia e gerar uma boa imagem. Para que mesmo indo mal, consiga manter seu espaço no noticiário e ser defendido. 

Muitos pensamentos e armações. Nem um pouco a cara do quarterback que todos conheceram melhor no ano passado. Se Tebow ainda faz declarações como esta para chamar atenção? É possível que sim. Mas também é possível que a cumplicidade e o companheirismo dentro de um esporte tão duro e competitivo como o futebol americano da NFL esteja em extinção e poucos são os que ainda acreditam nele.

quinta-feira, maio 10, 2012

Polêmica no Top 100


Liberada de tempos em tempos, a NFL decidiu hoje soltar mais 10 dos jogadores eleitos pelos próprios jogadores como um dos 100 melhores jogadores de futebol da Liga. Não há distinção entre posições, dentro de campo. A lista dos 100 se é formada pelos próprios jogadores da NFL e divulgada pela NFL Network. Também é conhecida por causar polêmica, devido à colocação de alguns jogadores.

Em abril, saíram os 10 primeiros nomes, e logo de cara, uma bomba. Tim Tebow foi o número 95. A outra surpresa ficou por conta de Tony Romo, o número 91. Sim, Romo figura apenas em 91, mesmo apesar da boa temporada. Apesar de Dallas falhar novamente, Romo foi bem e consistente todo o ano.

Já Tebow é a polêmica de sempre. "Não sabe lançar". Mas dentre 1696 jogadores de toda a liga, conseguiu estar entre os 100. Merecido. Por tudo que ele conseguiu, por que não estar entre os melhores 100? Além de atrair mídia, não dá para descartar as 6 viradas no 4º quarto, as 7 vitórias e o triunfo sobre o Steelers, nos Playoffs.

Já Joe Flacco figura em 74º. Significa que Flacco pode finalmente dizer que se consolidou na NFL. Não é o melhor quarterback da Liga, como ele disse alguns meses atrás, mas é um jogador que vem sempre batendo na porta do Super Bowl. Esse ano foi na trave. Tá certo que a defesa tem papel substancial nas boas atuações, ao longo dos anos. Mas negar o que Flacco tem feito é não querer enxergar.

Ainda assim chama a atenção a Liga em que os quarterbacks têm um peso incrível e Tony Romo aparecer apenas entre os 91 melhores da NFL. Vai entender...

quarta-feira, maio 02, 2012

Ele pode vencer de novo?


"Ele é forte, tem tamanho, tem velocidade e sabe lançar a bola". Assim definiu Rex Ryan, perguntado sobre a atuação de Tim Tebow no 1º treino do New York Jets para a temporada 2012-13. Ryan realmente falou a verdade ou apenas jogou para a galera?

O treinador fala com experiência de causa. Viu o Jets perder para o Broncos no 4º quarto. Especialidade de Tebow. Além dessa, o quarterback virou mais 5 jogos, nos momentos mais decisivos. Naquela ocasião, Rex Ryan viu, perplexamente, Tebow percorrer 95 jardas e anotar o TD vitorioso para Denver. Agora tem sob seu comando Tebow.

Sempre gira ao redor de Tim Tebow a interminável discussão. Ele consegue lançar a bola? Novamente voltamos aos números do ano passado. Em algumas estatísticas, o pior jogador quarterback da NFL. Em outras, um jogador valioso para qualquer time. Tebow ficou conhecido por fazer o que todos têm como objetivo: vencer. Mas também por ser amada e odiado. Por se tornar umas das figuras mais polarizantes do esporte mundial.

A lua de mel com Rex Ryan acabou desde o ano passado. Motim de jogadores, vestiário conturbado, um time sem comando. Deu tudo errado para o Jets. Tebow veio com o papel de agregar o time. A princípio, a sua vinda foi bem aceita. Até Sanchez, pelo menos na mídia, mostrou-se satisfeito. Tebow passa a ser o novo trunfo de Rex Ryan. Montar um time que corra com a bola, queime o tempo e vença graças à defesa. 
 
Rex Ryan já disse que alternará entre Sanchez e Tebow. A última cartada em sua manga para manter o emprego. Precisa fazer que os Jets voltem a serem respeitados. Que voltem a vencer. Será que Tebow é esse cara? Rex Ryan parece acreditar que sim.

terça-feira, abril 17, 2012

Sanchez + Tebow: Vai?


Os treinamentos da NFL ainda estão longe de começarem, mas se já há algo quase definido por lá é como jogará o New York Jets, na temporada 2012-13. Ainda não está cravado, mas Rex Ryan deve optar por um ataque que alterne entre Tim Tebow e Mark Sanchez. Sim, o técnico do Jets deve usar a mais nova aquisição do New York Jets logo de cara.

A grande questão é: Como fazer que um ataque com dois QBs funcione? A NFL nunca viu um sistema assim que tenha dado resultados. Nunca um time foi campeão jogando como os Jets pretendem jogar. Alternar dois quarterbacks pode representar também um grande problema. O sistema que Rex Ryan quer implantar tem controvérsia na sua essência.

Começa-se o jogo com um QB e logo se tira, quando ele estiver mal. Qual a confiança que o QB substituído terá? E o quarterback na NFL precisa estar confiante. É uma posição que exige precisão cirúrgica. E um jogador desequilibrado ou mal emocionalmente não conseguirá cumprir com eficiência.

Há quem defenda que 2 QBs poderia surpreender as defesas. Mas será mesmo? Todos sabem que com Tebow em campo, você pode esperar corridas. Com Sanchez, o passe. Ou seja, em vez de surpreender, acabaria deixando o trabalho da linha de defesa adversária mais fácil.

Outra questão é: Quem usar em situações decisivas? Tim Tebow, que se acostumou a desafiar o impossível, ou Mark Sanchez, que não tem lá muito histórico em decidir jogos? A resposta mais óbvia seria Tebow, mas assim voltamos à questão da confiança. Que confiança Sanchez teria em seu time e técnico, se no momento em que ele pode brilhar e que o time mais precisa de boas jogadas, ele é sacado?

Outra dúvida é se Rex Ryan realmente acredita em Mark Sanchez. Ryan sempre gostou de dominar o jogo terrestre e apostar que a defesa traga vitórias. Justamente o que Tebow pode oferecer. Quando Sanchez passou a bola, vimos um QB mediano, errando bastante e, graças isso, um motim contra o quarterback, no vestiário dos Jets, liderado por Santonio Holmes. Diem que a situação por lá se acalmou, mas é bobo pensar que tudo voltou a ficar bem tão rapidamente.

Ter 2 QBs e alternar seu uso é uma novidade interessante. Vai chamar atenção de quem for assistir os jogos dos Jets. Vai trazer mais mídia para o New York Jets. Mas existem altas chances de dar errado. Usar ora um, ora outro QB sginifica que seus lançadores têm deficiências e, consequentemente, seu time tem problemas.

Enquanto Rex Ryan decide o que ele acha melhor para seus comandados, o guard Matt Slauton já deu seu recado "É como ser dois times diferentes, mas até onde eu sei, Sanchez é nosso QB titular". Será?

quinta-feira, março 22, 2012

Pousando em Manhattan


E a Tebowmania promete tomar enormes proporções em setembro. Tim Tebow acertou sua ida para o New York Jets. Escolheu o time de Nova York a Jacksonville, onde estaria de volta à Flórida, seu estado natal. Preferiu ser banco de Mark Sanchez a ser titular nos Jaguars.

Tod a mídia está agora ligada em Tebow. Mais do que nunca. A chegada de Tebow em Nova York é um evento. O jogador com talvez a maior mídia na história do esporte norte-americano. É incrível o que Tim Tebow gera. Jornais, televisão, debates... Só se fala no quarterback que fez o impossível na temporada passada.

A chegada de Tebow em Nova York pode ser vista de duas formas. Como já dito antes, Tebow não é o melhor lançador na NFL. Longe disso. Teve o pior aproveitamento em passes completos entre todos os QBs titulares da Liga. 46,5%. Nem metade dos seus passes chegaram ao alvo. Mas independente disso, Tebow consegue vencer. Venceu 7 dos 8 primeiros jogos em que jogou em Denver, após colocar Kyle Orton no banco. Venceu 6 jogos em viradas no último quarto. Levou o time ao título da AFC West e triunfou sobre a melhor defesa da NFL, o Pittsburgh Steelers, nos Playoffs.

Tim Tebow é o cara que surge e decide no momento em que o time mais precisa dele. Gosta de enfrentar o imponderável. É diferente a sua áurea nos momentos mais importantes. Foi assim todo a temporada 2011-12. E Rex Ryan busca justamente isso. Um jogador que queira vencer. Não bastasse o perfil psicológico, Tim Tebow também tem um estilo de jogo que agrada Rex Ryan. Não dá para esperar um quarterback que saia lançando bolas no fundo de campo. Rex gosta de correr com a bola, controlar a posse e fazer com que a defesa vença. E Tim Tebow é esse cara. Jogador para segurar a bola, lançar ocasionalmente e deixar a defesa trabalhar.

Tebow finalmente terá uma defesa a altura. Os valores defensivos nos Jets são inquestionáveis. Talento defensivo é o que não falta por lá. Mas há qem critique também a chegada de Tebow. Na verdade, há muito mais gente que critica. A começar pelos já batidos argumentos, mas mesmo batidos, sempre válidos. A mecânica de Tebow é fraca, seu braço não consegue lançar, seu QI como quarterback é baixo e por aí vai...

Muitos acham que a chegada de Tebow é a cereja no bolo do que tem sido os Jets nos últimos anos. Desde 1968 sem ir ao Super Bowl, há quem acredite que com Tebow, os Jets se exporam. Admitiram ser o 2º time em Nova York. Se tornaram uma franquia que preza muito mais a mídia e o show do que a vitória. Tebow nos Jets seria trazer o circo para a cidade. Todos irão querer ver. Uma brilhante jogada de marketing, mas só. Porque Tebow nunca levaria um time a vencer um Super Bowl.

Tebow também seria uma pressão a mais para Mark Sanchez. A imprensa em Nova York é dura com ele. Ao primeiro erro, a torcida irá querer Tebow. Como dar tranquilidade a Mark Sanchez assim? Falando em pressão, Tebow sofrerá mais pressão esse ano. Como se isto fosse possível. Nova York é a Meca do esporte norte-americano. Tudo por lá alcança maiores proporções. Lá quando se vence, se vence de forma grandiosa. Mas também se perde da mesma forma.

Tebow vem como opção a Mark Sanchez. Mas é difícil imaginar que em algum momento ele não seja testado ou aproveitado. Sanchez é conhecido por errar e ceder turnovers. A paciência está se esgotando e Tebow estará pronto no banco para assumir os Jets. Tebow tem a grande chance na sua carreira. Pode brilhar na cidade de Nova York. Podem se preparar. Ainda ouviremos muito sobre Tim Tebow. Este foi só o começo.

quarta-feira, março 21, 2012

Tebow nos Jets?


O que não são algumas horas neste mundo em que vivemos? O dia começou com a notícia de que o New York Jets havia fechado com Tim Tebow. Os Jets teriam topado trazer todo o circo que envolveria Tebow para Nova York. Mesmo após renovar com Mark Sanchez. Tebow viria por uma 4ª e 5ª rodada de Draft dos Jets, dada aos Broncos.

A NFL logo entrou em polvorosa. Ninguém nem suspeitava que Tebow iria parar em Nova York. Todos foram tomados de surpresa. Tebow viria para ser banco, a princípio, mas com Mark Sanchez errando, logo haveria pressão para que Tim Tebow entrasse e fizesse a sua mágica. Tebow viria também para unir o vestiário dos Jets. Pode-se criticar o que quiser no Denver Broncos do ano passado. Mas se há algo que o quarterback fez muito bem por lá foi deixar o time unido.

Dava pra ver a união entre os jogadores. E New York precisa de um jogador agregador. O vestiário ano passado foi uma verdadeira zona. Problemas com Sanchez, Holmes, Rex Ryan. Tebow viria como uma das soluções para o tumulto que os Jets se tornaram. Mas os Jets não contavam que uma cláusula no contrato de Tebow poderia melar tudo.

O New York Jets anunciou a contratação de Tim Tebow oficialmente. Mas só foi descobrir mais tarde que para levar Tim Tebow é necessário pagar U$5 milhões para os Broncos. Uma quantia do contrato de novato do quarterback. New York recuou e vai tentar renegociar esse valor. Essa quantia seria um dos motivos de muitos times não se interessarem por Tim Tebow.

Mal começou a temporada e o New York Jets já pode ganhar o 1º mico da temporada 2012-13.

terça-feira, março 20, 2012

Onde Jogará Tebow?


Com a vinda de Peyton Manning para o Denver Broncos, surge a óbvia pergunta. O que será de Tim Tebow? O jogador que tanto gerou discussão ano passado, se vê sem espaço em Denver. O General Manager, John Elway, e o técnico, John Fox, claramente não apostam mais no jovem Tebow como opção. Tebow também não ficará de braços cruzados vendo Manning jogar.

A intenção de Denver é conseguir trocar Tim Tebow. Apostar em seu valor adquirido no ano passado. Valor de um jogador que levou um time já condenado a brigar pelas últimas posições a vencer uma partida de Playoff contra o Pittsburgh Steelers. Tebow venceu 7 de 8 jogos. Conseguiu incríveis viradas que nem o mais fanático torcedor poderia imaginaria ser possível.

Toda a imagem que Tebow passou também contribuiu para construir a figura do quarterback. Religioso fervoroso e um quarterback que não tem como principal habilidade lançar a bola. Como um jogador desses alcançaria sucesso em uma das maiores ligas do mundo? Tim Tebow foi lá, venceu e só se falou nele. Criou-se a Tebowmania. Muitos viram, incrédulos, feito atrás de feito o que Tebow era capaz.

Denver aposta nisso para trocar Tim Tebow. Resta saber quem acredita que Tebow pode repetir todo esse boom novamente. Denver já admite ter recebido algumas ligações por ele. Há quem duvide e ache que isso é apenas marketing para valorizar o quarterback. Há quem diga que Tebow não vale mais do que uma escolha de 5º round. Outros acham que Tebow será dispensado, pois Denver não conseguirá nada por ele.

Os times que Tebow teria chance de ir já contrataram QBs. Miami assinou com David Garrard. Os Seahawks pegaram Matt Flynn. A maior aposta seria o Jacksonville Jaguars. Tim Tebow lá se tornou o maior jogador da história do futebol americano universitário. O herói voltaria a casa. O barulho em torno de Tebow traria uma mídia nunca vista nos Jaguars. Venderia ingressos e traria torcedores para junto do time. Ressuscitaria uma franquia que respira por aparelhos já há algum tempo. Mas os Jaguars contrataram Chad Henne. Ainda resta o San Francisco 49ers. Time que já apostou em Alex Smith e deu certo. Faria o mesmo com Tebow?

Difícil prever para onde o quarterback vai. Difícil saber também se há interesse nele. Trazer Tebow significa mudar completamente a forma de jogar de qualquer time da NFL. Significa também ter toda uma torcida desmoronando sobre a sua cabeça no primeiro erro cometido pelo ex-jogador dos Broncos. Quem se habilita?

segunda-feira, março 19, 2012

Peyton Manning é do Denver Broncos!


É oficial. Peyton Manning acertou seu futuro. O quarterback jogará pelo Denver Broncos na temporada 2012-13. A ESPN norte-americana recebeu a notícia de que Manning pediu para que seu agente abra negociações com os Broncos. Nos próximos dias, a aquisição do camisa 18 deve ser, de fato, concretizada.

Manning escolheu, sem dúvidas, o maior desafio. Dentre todas as opções dadas como possíveis, Peyton escolheu o, teoricamente, pior dos times. A defesa está abaixo da média e os recebedores são medianos. Se há algo que chame atenção por lá é a linha ofensiva. Mas se conhecemos bem Peyton Manning, dá para dizer que ele optou justamente pelo time que lhe traria mais adversidades. Justamente por Peyton gostar e aparecer nos momentos mais difíceis.

Manning também opta por ficar na AFC, evitando um confronto mais direto com o seu irmão Eli. Uma possível ida a San Francisco significaria encontrar Eli antes de um possível e muito antecipado Super Bowl. Não dá pra esquecer também que Denver chegou aos Playoffs e bateu os Steelers, mesmo com o contestado Tim Tebow. A chegada de um Peyton Manning saudável poderia significar o passo a mais que faltou ao Broncos, na temporada passada.

Cam a chegada do 4 vezes MVP da temporada regular, Denver ganha um boost entre seus jogadores. Denver passará a ser mais respeitado. Deixará de ser o time que vence pela sorte e intervenção divina e passará a ser o time de Peyton Manning. Já Tebow, dificilmente, deve permanecer em Denver. Deve ser trocado. John Elway e John Fox cravaram que Tebow seria o QB titular no início da próxima temporada. Ninguém levou muita fé. E hoje isso só foi comprovado.

Peyton Manning é uma aposta que pode ser certeira, se ele provar ser o jogador que já foi. Pode levar Denver a outro nível. Pode também ser um verdadeiro fiasco se Manning sofrer com suas lesões no pescoço. Agora é aguardar.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Novo Drama


Quando chegou ao fim a temporada para o Denver Broncos e para Tim Tebow, o General Manager e lenda dos Broncos, John Elway, cravou "Tebow será nosso quarterback". Bem, não é o que parece. Fontes em Denver afirmam que Elway e o técnico, John Fox, planejam trazer mais dois quarterbacks para o plantel de Denver.

Assim como antes do início da temporada 2011-12, foi dito a Tebow que ele teria o papel de liderar o Broncos. Mal começou a temporada e Tebow logo perdeu este posto. Tim Tebow chegou a ser a 4ª opção como quarterback nos Broncos. Quando teve sua chance, o quarterback de 24 anos provou todos errados e venceu seus 7 primeiros jogos em 8 partidas. 5 viradas no 4º período e uma vitória espetacular sobre Pittsburgh, nos Playoffs. Teve início a Tebowmania e toda a febre em cima de Tim Tebow.

Mas para Elway e Fox ainda parece pouco. Trazer dois quarterbacks significa dar concorrência a Tebow. Competição sempre é válido, mas ao mesmo tempo, é diminuir os feitos de Tebow e quebrar sua confiança. Tebow pode não ser um quarterback brilhante, mas não dá pra negar que é eficiente e possui o "clutch gene". Pode também não ser o quarterback dos sonhos, mas provou que merece começar a temporada como titular no Denver Broncos.

Trazer concorrência é também assinar o atestado de desconfiança em cima do seu quarterback. Como se portar sabendo que seus chefes não acreditam em você?

A temporada nem começou, e Tim Tebow já está cercado de problemas.

terça-feira, janeiro 17, 2012

O pior pesadelo de John Elway


Perguntado sobre o futuro de Tim Tebow nos Broncos, o General Manager da franquia, John Elway, disse "Ele será nosso quarterback titular na próxima temporada". Frase que poderia ser comemorada com entusiasmo por todos os que se empolgaram com o jovem quarterback esse ano e também por aqueles que já estão com saudades da Tebowmania.

Mas o problema é que quem disse foi justamente John Elway. O mesmo que cravou Tebow como titular na temporada 2011-12, mas logo na primeira semana de treino foi rebaixado a 4ª opção, somente, no Denver Broncos. Como confiar então nesse voto de confiança? Elway claramente não confia em Tebow. Mesmo após ele ter feito tudo que fez essa temporada. Levar um time destroçado e com campanha de uma vitória em cinco até os playoffs e bater um dos favoritos ao título do SuperBowl.

Elway não é bobo. Não pode descartar Tebow logo de cara e logo agora. Justamente por tudo isso citado acima. Justamente por Tebow ter voltado a colocar o nome dos Broncos na mídia e ter gerado tantas discussões. Desde Tiger Woods, um esportista não tinha sido tão debatido na mídia americana .E John Elway não pode nadar contra essa corrente. Pelo menos não agora.

Apesar de todo o apoio dado a Tebow, nas últimas semanas, é notório que Tim Tebow não é nem de longe o quarterback dos sonhos de John Elway. O jeito é tolerar ele por mais um tempo. Até ele errar e o mundo, novamente, cair em cima de Tebow. É o que Elway espera acontecer.

Ele tinha tudo já preparado este ano. Mas não contava com 7 vitórias. Denver então perdeu 3 jogos seguidos e foi aos Playoffs pegar Pittsburgh. Era tudo que Elway queria e sonhava. Conseguiria se ver livre de Tebow e não haveria quem discordasse. Só que Tebow fez o que fez contra os Steelers. E o lendário quarterback do Denver Broncos se viu novamente em outra sinuca de bico. Agora precisa manter Tebow pelo menos até o início da temporada 2012-13. E também torcer para que aTtebowmania tenha, de fato, chegado ao fim.