terça-feira, julho 31, 2012

Brees levanta tom


Segue a briga de bastidores entre o New Orleans Saints e o comissário da NFL, Roger Goodell. Após manter-se firme nas suspensões aos integrantes dos Saints, foi a vez de Drew Brees levantar a voz para o chefão da liga de futebol americano.

"Ninguém confia nele. Ninguém mesmo. E eu não estou falando sobre dirigir alcoolizado ou estar armado dentro de um clube, que são violações claras. Acho que em muitas vezes a NFL chegou a uma decisão antes de ouvir  acusado. Agora se uma pessoa for chamada para conversar com ele, essa pessoa vai pensar duas vezes, porque ela pode achar que já se chegou a alguma conclusão", disse Brees.

Discurso pesado e que cai com muito mais força por ser dito justamente por uma figura como Drew Brees. Alguns fãs e outros jogadores já haviam alfinetado a quantidade de poder nas mãos de Goodell, mas por tal declaração vir de uma voz forte e respeitado como Drew Brees, acaba ganhando mais espaço e muito mais peso. Isso porque Drew Brees é um dos ícones da atual NFL. Figura exemplar, adorado por todos e muito respeitado dentro da Liga.

A questão é: Precisava? De certa forma, o discurso de Brees é interessante e, sim, necessário. Necessário por Brees ser o principal porta-voz de um time que acredita ser injustiçado nas punições aos seus jogadores e técnico. A declaração do quarterback volta também a levantar o debate sobre o poder de uma figura sobre a NFL. Goodell vem buscando uma faxina na NFL. Tentando tornar um jogo mais seguro e mais limpo. Tenta mudar a imagem de uma já muito bem sucedida Liga. E até então vem fazendo excelente trabalho.

A bronca de Brees pode soar uma simples réplica ao que Goodell tem feito com o Saints. Acusações e punições ao time de New Orleans. Realmente podem até ser, mas o que Drew Brees pede é que haja mais transparência em como a NFL vem tomando certas decisões.  A mais clara a que envolve o programa de recompensas do New Orleans Saints. E isso é louvável e preciso. E realmente. É no mínimo estranho punir alguém e não mostrar a este alguém as reais provas para tamanha acusação. 

Se é bom ou não os jogadores confiarem em Goodell? Pouco importa também. Ele é parte da Liga e julga o que é bom ou mau para ela. Não lhe interessa se os jogadores gostam ou confiam nele, sua função é fazer que a NFL continue a ser a liga que é. A questão continua sendo até que ponto o poder nas mãos do comissário é perigoso para a NFL.


sexta-feira, julho 27, 2012

O que vem por aí na NFL - Parte 2


Início dos training camps na NFL, a temporada do futebol americano vai chegando perto de começar e o nosso site traz a segunda parte do que podemos esperar dessa temporada do futebol americano.

A zona Detroit Lions
Uma das maiores e grandes surpresas da última temporada, o Detroi Lions foi de uma pífia campanha para os playoffs. Deve muito a dupla Matthew Stafford e Calvin Johnson. Tudo certo para repetir a dose este ano. Certo? Nem tanto. A offseason dos Lions foi muito tumultuada. Sete jogadores tiveram incidentes extracampo e constrangeram o time. O cornerback Aaron Berry conseguiu ser preso duas vezes em menos de um mês. Problemas e mais problemas para o técnico Jim Schwartz neste início de temporada.

Dallas Cowboys e Tony Romo
Sem vencer em Playoffs desde 1996, Tony Romo tem mais uma chance de levar o Cowboys à pós-temporada. A janela para vencer um Super Bowl com o núcleo principal de jogadores vai se fechando. Romo, Witten e Ware já estão envelhecendo e, mais do que nunca, está na hora de Dallas justificar o investimento do bilionário texano Jerry Jones. Romo terá gigantesca pressão em suas costas.

Running Backs e seus joelhos
A temporada 2012-13 marca a volta de muitos qualificados running backs que tiveram graves lesões no joelhos e agora retornam aos campos. São eles Adrian Peterson, Tim Hightower, Jamaal Charles e Mark Ingram. Apesar do jogo aéreo tornar-se cada vez mais fundamental na NFL, ainda é preciso usar o jogo terrestre, e as atenções estarão voltadas para como voltam de lesão estes running backs e também para novas lesões.

Robert Griffin III
A escolha número 1 do Draft foi Andrew Luck, mas quem pode realmente dar o que falar esse ano é a 2ª escolha, Robert Griffin III, ou simplesmente RGIII. O Colts deve ter uma dura temporada de reconstrução e Luck terá dificuldades em mostrar logo de cara porque foi uma das escolhas mais esperadas do Draft. Já RGIII tem um time mais arrumado e dependendo de como jogar, pode levar o Washington Redskins a sonhar mais alto, talvez até com Playoffs, e ser o calouro do ano.

quinta-feira, julho 26, 2012

Novela que segue


Em mais uma sessão de rumores sobre Dwight Howard, a novidade, ou nem tanto, é que o pivô encontrou-se com o General Manager de Orlando ontem e mostrou  a Rob Hennigan o seu desejo de não jogar a próxima temporada pelo Orlando Magic.

Howard não assinará uma extensão de contrato ou concordará em jogar por Orlando após seu contrato expirar em julho de 2013. Já manifestou desejo em ser trocado para o Los Angeles Lakers ou para o Brooklyn Nets. A questão é que Hennigan está firme e sem pressa para negociar.

O GM de Orlando quer um bom negócio para trocar Dwight Howard. Mas  até agora, nada de aparecer um bom negócio ainda. Brooklyn não consegue mover suas peças e fazer valer a pena para o Magic. Já com o Lakers a situação é fazer com que Andrew Bynum se comprometa a escolher o Orlando como opção para os próximos anos de sua carreira. E aí está outro problema. Fazer com que Bynum se comprometa a algo.

Enquanto nada se resolve, Howard continua insatisfeito na Flórida. A posição do GM Rob Hennigan é interessante. Mesmo com toda a pressão para que Howard saia, ele continua firme e espera uma boa proposta, sempre sem se precipitar. Já Dwight Howard segue envolto de muitos rumores e boatos. Sempre se comenta do desejo do superpivô em sair, mas a verdade é que Howard ainda não se pronunciou oficialmente sobre isso. 

E até isso acontecer, seguirão os boatos e o disse-me-disse sobre o pivô.

segunda-feira, julho 23, 2012

O que vem por aí na NFL - Parte 1


Depois de uma conturbada e movimentada offseason, a NFL começa nesta semana os training camps. A temporada começa dentro de pouco mais de um mês e com os treinos abertos, surgem as primeiras grandes questões que devem ser respondidas ao longo do ano, mas que já intrigam a todos.

A Situação do New Orleans Saints
Programas de recompensas e escutas nos microfones adversários. O que não faltou em New Orleans foram acusações e conduta suspeita. O time começa a temporada sem alguns jogadores, entre eles o suspenso por toda a temporada Johnathan Vilma, e o técnico Sean Payton. Sem um dos melhores técnicos da Liga e de time xodó de todos para um time visto agora com muitas ressalvas, o New Orleans Saints tem tudo para ter uma complicada temporada. De positivo, a renovação de Drew Brees. Após longa negociação, o quarterback conseguiu um contrato longo, está feliz e precisará liderar a equipe.

Peyton Manning nos Broncos
Após 14 anos vestindo as cores do Indianapolis Colts, chegou a hora de Manning jogar pelo Denver Broncos. Não se sabe como está o seu estado de saúde, se ele pode lançar a bola, se o braço está forte e se o time em torno dele é talentoso. Manning terá que se acostumar a novos dirigentes, parceiros de time, cidade, torcida, técnicos, expectativas e rivais de divisão. Conseguirá Peyton Manning levar os Broncos a algum lugar?

O New York Giants
Após vencer o Super Bowl como zebra, os Giants entram 2012-13 como atuais campeões e com uma reputação a zelar. Nunca um time venceu dois Super Bowls consecutivos e certamente New York vai atrás deste feito. Antes cercado de dúvidas, Eli Manning agora figura entre os melhores QBs da NFL e já tem mais anéis que o o irmão mais velho. Com elenco praticamente mantido, Eli e os Giants conseguirão fazer o raio cair duas vezes no mesmo lugar?

Chegou a hora do Philadelphia Eagles?
Com um dos plantéis mais fortes, os Eagles chegam como favoritos para este ano. Contam com um ótimo Michael Vick, talentosos jovem jogadores e uma sólida defesa. Tudo para finalmente ganhar o 1º Super Bowl, mas temporada passada o time também era muito forte e os Eagles foram a grande decepção da liga, conseguindo apenas 8 vitórias em 16 jogos.

Tebow x Sanchez
O duelo dos QBs em Nova York promete. Sanchez é o titular, mas Tebow está pronto para assumir a titularidade. Todo mundo que em algum ponto a situação será insustentável, Sanchez encontrará dificuldades e Tebow terá sua chance de iniciar o jogo. O New York Jets vem de uma temporada conturbada nos vestiários e com um sistema que terá dois quarterbacks alternando a titularidade, mais problemas podem surgir. 

sexta-feira, julho 20, 2012

Mudanças na NBA


Tradição do verão americano, a NBA se encontrou em reunião anual para discutir a Liga e como sempre, de lá saíram algumas novidades para as próximas temporadas. O encarregado de passar as novidades para a mídia foi o comissário David Stern.

Não se esperava muito mais que a inclusão de algumas pequenas particularidades. E assim foi feito. O replay usado pelo árbitro ganha duas adições. Em qualquer momento do jogo, se o árbitro assinalar uma falta flagrante, ele terá a chance de ir até o monitor classificá-la como falta flagrante 1, 2 ou até voltar atrás na chamada e passar para uma falta comum. Fica liberado também o uso de replay para chamadas de bolas na descendência, durante os dois minutos finais do jogo.

Mas a grande mudança é com relação aos uniformes. Ainda é uma ideia a ser estudada, mas a NBA sinalizou positivamente a chance de incluir pequenos patrocínios nos uniformes, a partir da temporada 2013-14. A demora seria devido a fabricação dos uniformes pela Adidas e as franquias negociarem as marcas que exibiriam. Os uniformes à venda para o público também viriam com as marcas estampadas.

Interessante ideia, já que as equipes poderiam ganhar mais receita e quem sabe até virar o jogo sobre isso nos EUA, já que lá nenhuma das ligas permite patrocínio no uniforme usado em jogos oficiais. Tem tudo para inovar e as outras ligas seguirem a nova moda.

quinta-feira, julho 19, 2012

Vai pra onde, Howard?


O boato do dia era que Dwight Howard havia definido novo rumo para a sua carreira. Aceitaria ser trocado para o Los Angeles Lakers e assinar uma extensão com o time angelino quando terminasse seu atual contrato. Mas como já dito, apenas boato. E quando se fala em Dwight Howard, tudo é um pouco mais complicado.

A novidade agora é que o agente de Howard desmentiu tudo isto. "A posição de Howard continua a mesma dese o fim da última temporada. Ele tem a intenção de explorar o período como agente livre ao fim da próxima temporada, independente do time que adquiri-lo em uma possível troca. Inclusive o Brooklyn Nets", disse Dan Fegan.

Os boatos ainda davam conta que o Lakers envolveria o Cleveland Cavaliers ou o Houston Rockets como terceiro time para mandar para Orlando jovem promessas do draft e liberar espaço no teto salarial, já que não é de hoje que Orlando deseja aliviar seu teto trocando alguns contratos altíssimos. Bynum também estaria envolvido na troca e Orlando só não teria aceitado ainda a proposta, devido não achar que estaria se dando bem com a troca. 

O desejo de D12 não assinar uma extensão é apenas financeira. Howard poderia estender seu contrato por até 3 anos, segundo fontes da ESPN americana. Esperando o contrato acabar, o superpivô poderia assinar com qualquer time pela duração de 5 anos e por incríveis U$108 milhões. Mesma conta de Chris Paul como Los Angeles Clippers.

Se por algumas horas o destino de Howard ficou mais transparente, parece que tudo volta a ficar turvo e embaçado. Não se sabe quem arriscará ter Howard por apenas um ano. Novela que segue.

quarta-feira, julho 18, 2012

Como fica o Knicks sem Lin?


Fim de novela. O New York Knicks não igualou a proposta e a sensação Jeremy Lin é oficialmente jogador do Houston Rockets para as próximas 4 temporadas da NBA. Apesar dos rumores iniciais indicarem que o Knicks cobriria qualquer oferta pelo armador, no sábado estourou que a situação não era bem assim. E os rumores se provaram verdadeiros. 

Mas com a saída de Jeremy Lin consolidada, como fica o New York Knicks? Já dito antes, não dá para dizer que Jeremy Lin não sabe jogar. Mas fará tanta falta ao Knicks?  Com Kidd e Lin, o Knicks usaria o experiente armador como titular e Lin viria do banco. Haveria um sistema de mentor e aluno entre os dois. Kidd prepararia e moldaria Jeremy Lin para os próximos anos de NBA, transmitindo todo a sua experiência para o jovem asiático.

Com Lin fora, a situação muda. Raymond Felton será o titular e Kidd o reserva. Uma boa dupla e que pode fazer o jogo fluir. A grande questão do New York Knicks independe de Lin. É ainda saber se as duas principais estrelas conseguem atuar juntos. Duas estrelas que vão precisar descobrir como fazer o jogo de ambos renderem. Carmelo e Amar'e podem jogar um do lado do outro? Também há a questão sobre Amar'e Stoudemire. A temporada do Knicks deve muito a sua saúde. Se ele estiver saudável, o Knicks é um time. Se tudo cair nas costas de Carmelo Anthony, o Knicks passa a ser outro time.

Hoje no Leste ainda há 4 times melhores que New York. São eles Miami, Chicago, Boston e Brooklyn. O Knicks fica com a 5ª posição, já que Orlando e Atlanta já não são mais os mesmos. A verdade também é que o New York Knicks é a 5ª equipe do Leste com ou sem Jeremy Lin.  Sua saída não será sentida assim logo de cara, no quesito dentro de quadra. 

Fora de quadra, a história é outra. O Knicks deixa de arrecadar muito dinheiro sem a figura de Jeremy Lin. Camisas, ingressos, souvenirs... O Knicks perdeu uma enorme fonte extra de renda, mas pensou racionalmente em manter o teto salarial da equipe estável para os próximos anos. Um dos argumentos usados pelo Knicks é que Stoudemire e Carmelo têm 3 anos ainda de contrato. Lin poderia não se tornar o armador que todos pensam que ele pode ser em 3 anos e isto comprometeria a janela de título para os dois All Stars.

Sem assinar um contrato pesado com Lin, o Knicks abre espaço para mover algumas peças e ser campeão dentro destes 3 anos. Não arrisca na aposta. Faz o chamado "correto". Se a opção foi acertada, só o tempo dirá.