terça-feira, agosto 14, 2012

Chegou a hora?


Que a janela para o Dallas Cowboys está se fechando aos poucos não é novidade para ninguém. E não sou eu quem diz isso, mas sim o próprio dono da franquia, Jerry Jones. Mais uma temporada começa e Dallas tem outra chance de provar que pode, enfim, vencer um jogo de Playoff. Será este o ano de Tony Romo conseguir este feito?

Se depender dele, 2012 é o ano. 2012 tem que ser o ano. Não se discute o talento de Romo como quarterback. Ele coloca ano atrás de ano boas marcas. Na temporada passada teve o 5º QBR da NFL. Mas Romo vive o mesmo dilema que alguns jogadores enfretam/enfrentaram. Entre a lista, seletos nomes como LeBron James e Peyton Manning. O dilema de não conseguir ser decisivo. Ou melhor. Não vencer quando se é preciso.

É injusto colocar toda a culpa em Romo, mas como a NFL tem a posição de quarterback como a mais importante e valorizada, é natural que o fracasso recaia mais no colo do QB, mesmo que de forma exagerada. E é justamente isso que acontece em Dallas. Não dá pra eximir Tony Romo de tudo, mas é simplista colocar a culpa de todo o fracasso da última temporada nele. A secundária era fraquíssima e a linha ofensiva permitiu que Romo fosse sackado 36 vezes.

Este ano, pelo o que se viu, as coisas não devem melhorar muito. Tony Romo vai precisar jogar muito se quiser sonhar em ganhar um jogo de Playoff. O maior problema dos Cowboys volta a ser a linha ofensiva. Jogadores lesionados e outros jogando improvisados. Logo, problemas à vista.

É verdade também que um time com a grandeza e torcida como os Cowboys não podem se dar por satisfeitos com apenas uma vitória nos Playoffs. O objetivo deve ser vencer o Super Bowl. Ver o maior rival, o New York Giants, ganhar dois deles em um curto espaço de tempo não é fácil para quem torce para a equipe do Texas.

As coisas precisam mudar por lá. Tony Romo tem tudo para ter mais um ano com excelentes números. Mas Romo quer o plus. O algo a mais. Quer mostrar ao mundo que é um quarterback de elite. Não basta mais apenas uma temporada. Em 2012, tudo se resume a vitórias.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Time a ser batido?

 
21 de maio. O Lakers era eliminado em cinco jogos pela 2ª rodada dos Playoffs do NBA. Em 2011, o mesma já havia acontecido contra o Dallas Mavericks, este ano a derrota veio para o Oklahoma City Thunder. Perguntado sobre o futuro da equipe de Los Angeles, a estrela Kobe Bryant sorriu e apenas respondeu "Não sou a pessoa mais paciente e a organização também não. Queremos ganhar e ganhar agora. Tenho certeza que nós vamos dar um jeito. Nós sempre demos e eu tenho certeza que vamos de novo", afirmou Kobe.

Naquela época, a estrela do Lakers confiou na tradição da franquia em não se acomodar e sempre estar em busca de títulos, fazendo sempre o possível para adquirir novas peças. E desta vez não foi diferente. Kobe ao sorrir, parecia já imaginar que o futuro do Lakers realmente seria, no mínimo, interessante.

Tudo começou com a chegada do armador Steve Nash. Ok. O armador tem idade e assinou por longos dois anos, mas mesmo já rodado e com seus 38 anos de bagagem, Nash conseguiu ter bons números em Phoenix e continua sendo até hoje um dos melhores armadores da NBA. Com talento de sobra e técnica apurada, Nash deu ao Lakers o que há muito tempo não se via. Um jogador capaz de comandar o showtime do Lakers com velocidade e com a força e velocidade do contra-ataque como não se via desde a época de Magic Johnson.

Se com Nash o Lakers já passava a ter outra cara, depois de sexta, dá para dizer que chegou a Los Angeles a cereja do bolo. Sim, a novela acabou e Dwight Howard, enfim, vestirá a camisa roxa e dourada da equipe da Califórnia. Howard chegou em troca que envolveu outros três times. Os boatos estavam certos e o superpivô agora integra um dos prováveis favoritos ao título.

Vale lembrar que o Lakers conseguiu manter também o pivô Pau Gasol. Tem como lineup agora Steve Nash, Kobe Bryant, Metta World Peace, Pau Gasol e Dwight Howard. Time que impressiona no papel e deve impressionar quando o Lakers entrar em quadra no início da temporada. Se os favoritos para o título eram Miami e Oklahoma, dá para dizer que com as novas aquisições, o Lakers entra forte na corrida por mais um anel.
 
Os dois fracassos consecutivos do Lakers serviram de chamado de atenção para Los Angeles. A franquia e seus managers perceberam que para voltar e brigar e disputar o título seria preciso que mudasse a espinha dorsal do time. E aí está. Se Miami conta com o Big Three, dá para dizer que o Lakers agora tem o Big Four da NBA.
 
É verdade que por mais brilhante que seja Dwight Howard, o dono do time ainda é Kobe. E o Lakers também só chegará até onde Kobe conseguir levar a equipe. Acreditava-se que a janela para o Black Mamba estava se fechando, mas com D12, ela voltou a se escancarar. 
 
Por mais que Miami e o Thunder já estejam arumados, a verdade é que em 2012-2013, o time a ser batido voltou a ser o Los Angeles Lakers.

quinta-feira, agosto 09, 2012

Novela chegando ao final?


Parece que a novela tem tudo para acabar nesta sexta. De novo, são fontes que dizem que o negócio está praticamente selado, mas agora são muitas que confirmam a chegada de Dwight Howard no Los Angeles Lakers. A troca que faria o superpivô chegar ao time da Califórnia envolveria 4 times. Além do Lakers, o Philadelphia 76ers, o Denver Nuggets e, obviamente, o Orlando Magic.

Com a negociação, o Lakers adicionaria ao seu plantel Dwight Howard. Pelo lado do Denver Nuggets, chegaria Andre Iguodala. Já o time da Philadelphia pegaria Jason Richardson e Andrew Bynum. Por fim, Orlando teria Arron Afflalo, Al Harrington, Nikola Vucevic e uma primeira rodada futura do draft de cada uma das três outras equipes.

Há quem diga que Pau Gasol também poderia estar envolvido na troca e iria jogar pelo Nuggets, mas as fontes dizem que existem cenários com e sem o pivô espanhol dentro do bolo de jogadores. Um fator complicador também seria Andrew Bynum. Sempre ele. o 76ers não teria conversado ainda com o pivô e seus agentes. Não sabem se Bynum toparia se comprometer com a equipe do Sixers.

Outras fontes afirmam que Bynum só aceitaria assinar uma entensão de contrato com o Lakers. Há o risco de Bynum sair de graça após um ano, quando ele se torna agente livre e pode assinar por 5 anos, no valor de U$102 milhões. Caso Bynum assinasse a extensão, seriam mais 3 anos e U$60 milhões no bolso do pivô do Lakers.

Que Howard quer sair, não há novidade alguma. Há meses se escuta que ele fala pra quem quiser ouvir sobre o desejo de se transferir. O Lakers assumiria o risco de trazer Howard e poder vê-lo sair no ano seguinte como agente livre. Mas Los Angeles parece querer assumir este risco. Acredita que Howard se sentiria bem em um ambiente que pudesse ganhar o anel da NBA.

De novo, são especulações e fontes. Mas parece que agora vai.

terça-feira, agosto 07, 2012

Existe vida sem Sean Payton?


Os jogos de pré-temporada da NFL podem não significar muita coisa, mas no pontapé inicial temporada 2012-2013 da NFL, já deu para ver como será o New Orleans Saints sem o técnico Sean Payton. Primeiro é difícil se acostumar com a ideia de ver outro treinador na beira do campo vestindo as cores dourada e preta do time da Lousiana. 

Payton tornou-se figura emblemática da equipe. Não apenas pelo o que conquistou, mas por tudo que ele representou. E ainda representa. Reconstruiu o time ao mesmo tempo em que uma cidade destruída pelo furacão Katrina se levantava aos poucos. Trouxe felicidade a uma população que sofria com o título do Super Bowl e de uma franquia que antes não tinha importância na NFL, levou o Saints a ser olhado com olhos atentos por todos.

Tudo mudou entre a temporada passada e a atual. Os Saints se viram em meio a uma enorme confusão e muitos escândalos. O maior deles envolvendo um programa de recompensas para jogadores de defesa que conseguissem lesionar adversários e, consequentemente, tirá-los do jogo. A NFL julgou Payton como cúmplice do esquema e puniu-o por um ano. E aí está um dos grandes problemas para esta temporada. É possível sobreviver sem Sean Payton?

Sobreviver sim. O New Orleans Saints não é qualquer equipe da NFL. Conta com um quarterback excepcional, um ataque carregado de boas opções e uma defesa que mesmo desfalcada do líder Johnathan Vilma consegue ser eficiente. Mas isso é suficiente para fazer com que New Orleans volte a dominar a NFC e seja potencial favorito a chegar ao Super Bowl?

A resposta é: muito provavelmente não. Payton tinha uma relação quase paternalista com a equipe. Era querido por todos e se envolvia como time como muito poucos outros técnicos. Tinha como carro-chefe definir as chamadas ofensivas. Sempre jogando para frente. Ou alguém não se lembra do onside kick contra o Indianapolis Colts, logo no kickoff do segundo tempo?

Apesar de Drew Brees dizer que o seu desempenho deve melhorar com ele tendo mais liberdade para chamar as jogadas, isso não deve ser muito visto. Payton lê defesas adversárias como poucos. Brees também tem nas costas o peso de ser, mais do que nunca, o líder dos Saints em campo. Não que já não tivesse esse papel, mas agora é Brees ou Brees. E é aí que pode morar o perigo. Após uma temporada impecável e de poucas interceptações, Brees pode ter um ano com muitas falhas, ao tentar forçar os passes e salvar o dia.

Se os Saints chegarão aos Playoffs? Bem possível que sim. Além da qualidade técnica da equipe, os Saints contam com a arena mais hostil da NFL. O Superdome realmente faz diferença e exercendo o mando de campo, o caminho para a pós-temporada já vai estar bem encaminhado.

A temporada também terá um gostinho de todos contra o New Orleans Saints. Pode ter certeza que a punição aplicada ao time da Lousiana servirá de motivação para que a equipe tente chegar o mais longe possível. Os Saints querem mostrar que Roger Goodell errou e pegou pesado nas punições. Que o New Orleans Saints foi injustamente condenado. 

Depois do Spygate, o New England Patriot viu na punição uma motivação e chegou ao Super Bowl com uma campanha invicta. A "pequena" diferença é que Bill Belichick não foi suspenso. Já Sean Payton...

sexta-feira, agosto 03, 2012

A Discussão do Team USA


Como em todo início de Jogos Olímpicos, a conversa é a mesma. O time atual venceria o antológico time de 1992, o chamado Dream Team? Este ano não foi diferente. Kobe e LeBron disseram que apesar de ser um jogo duro, o time atual venceria de Jordan, Magic, Bird, Barkley e cia. Logo falaram que as atuais estrelas estariam supervalorizando o time de hoje, mas depois do jogo contra a Nigéria, as coisas talvez tenham mudado um pouco.

Não. O time de hoje não é melhor que o time de Barcelona, mas ainda é um senhor time. Uma equipe que deve ser bastante respeitada. Uma equipe que se dá ao luxo de contar com Kevin Durant, Kobe Bryant, LeBron James, Carmelo Anthony. Com alguns deles na melhor fase da carreira. Um time que só ainda não é mais espetacular graças as lesões de Derrick Rose, Dwight Howard e Dwyane Wade.

Quem se rende ao time de Londres são os próprios integrantes do Dream Team original. Para a ESPN, Magic Johnson rasgou elogios a LeBron e os demais. "Quero parabenizar nossos jogadores por continuarem a dominar a quadra em Londres. Eles estão parecendo com o nosso time de 1992. Quero vê-los  continuarem  essa jornada e trazer a medalha de ouro para cá", disse o armador. Já Charles Barkley elogiou a seleção americana de maneira humorada. "Eles ganhariam do nosso time (o Dream team) por 83 pontos sim. Mas só se nós jogássemos hoje", brincou.

Os Estados Unidos massacraram a Nigéria e venceram por 83 pontos de diferença. A maior na história dos jogos de basquete em Olimpíadas. Foram 29 bolas de três que fizeram o atual Team USA bater o recorde do Team USA de 1992. Se a maior diferença de pontos tinha sido contra Angola por 68, a nova marca agora é de 83 pontos. Marca que também supera a maior diferença de pontos que o Team USA de 1992 já conseguiu. Antes dos Jogos Olímpicos de Barcelona, o Dream Team fez 79 pontos a mais que Cuba.

O time de Londres também tem médias de pontos superiores ao time de Barcelona. Enquanto o Dream Team original anotou 110 pontos, a equipe atual marca 121.3 de média. Apesar disso, os passeios devem ter uma pausa agora. Os Estados Unidos encaram Argentina e Lituânia, duas seleções ranqueadas entre as 5 melhores do mundo pela FIBA. Depois começam as fases de mata-mata e mesmo jogando bem, não devemos ver mais placares tão elásticos e exibições cinematográficas.

Nunca acabará o debate sobre qual seleção for melhor. Vai começar outra Olimpíada e, novamente, o mesmo assunto virá. É inevitável e quase inconsciente comparar as seleções americanas de basquete com Aquela. Aquela escrita em letras maiúsculas justamente por elar ter sido o maior time de basquete da história. Por ter contado com os jogadores mais fantásticos e ter representado o que representou. Não. Não dá pra diminuir o que o time de hoje faz. É outra equipe brilhante. Só não é o time de 1992.

quinta-feira, agosto 02, 2012

Novo Líder em Boston


Foi-se a época de Paul Pierce, Kevin Garnett e Ray Allen. Não que os dois primeiros não continuem tendo papel importante no Boston Celtics, mas está mais claro do que nunca que o time antes comandado pelo trio, agora, passa a ser liderado pelo armador. E quem disse isso não foi nada mais, nada menos que o respeitado treinador do time de Massachussetts, Doc Rivers.

O treinador do Celtics ratificou essa posição e ficou do lado do armador, acusado de ser um dos responsáveis pela saída de Ray Allen para o Miami Heat. "As pessoas podem usar isso de que o Rondo tinha problemas de relacionamento com Ray Allen. Sim, realmente tinham, mas foi mais eu do que o Rondo. Eu fui o cara que deu a bola para Rondo e isso não significa que algumas pessoas gostaram disso, entre elas Ray", defendeu o treinador do Celtics, em entrevista ao Yahoo Sports.

Essa foi a primeira vez que não se ouve rumores sobre uma suposta troca envolvendo Rajon Rondo e também a primeira vez que Rivers escancarou sua defesa em torno do armador. De quase jogador trocado, para conseguir Chris Paul antes do início da temporada, a estrela que se monta um time em torno, a ascensão de Rondo como franchise player de Boston veio muito em função das seguras atuações na última temporada.

Com médias sólidas de 11.9 pontos por jogo e a liderança na liga em médias de assistência com 11.7, Rondo levou Boston a outro patamar e fez a equipe verde sonhar até em derrotar o poderoso Miami Heat. De time envelhecido e acabado, Rondo colocou Boston de volta a conversa de melhores times da Liga e comandou uma incrível sequência de recuperação pós-All Star Game.

Rivers admitiu ainda  que foi dando poder e liderança aos poucos para o jogador de 26 anos. Rondo soube assumir a posição e garantiu seu lugar como um dos principais armadores da Liga. Hoje é fundamental para o esquema de Boston. De um time armado sobre três pilares, Boston hoje tem como protagonista o seu armador e vê Garnett e Pierce como coadjuvantes de luxo.

"Durantes os Playoffs, eles entenderam que Rondo é o líder do time. Todos jogam com ele. Garnett é ainda um ótimo jogador e Pierce é o nosso melhor pontuador. Cada um entendeu seu papel no time", afirmou Doc Rivers.

A nova responsabilidade assumida por Rondo não tira dos outros dois veteranos o importante papel exercido por cada um. Garnett e Pierce ainda vão ser fundamentais para Boston sonhar com um próximo anel. Mas Boston viu temporada passada que pode contar com uma nova estrela. Que pode confiar em Rondo para montar um time que possa vencer campeonatos quando a janela de Pierce e Garnett se fechar.

Boston teve a prova de que Rajon Rondo tem o gene da liderança. Soube passar de jogador secundário a estrela da companhia. Resta saber quais serão os próximos passos do armador como líder. À primeira vista, ele não parece ter problemas em assumir tal posto. Porque isso é o Rondo faz de melhor.

quarta-feira, agosto 01, 2012

Big Ben lesionado. Motivo para se preocupar?


Nova temporada para o Steelers após o baque de ser eliminado por Tim Tebow na prorrogação. Jogo que teve um Big Ben lesionado e que não conseguiu ser o Big Ben que costuma ser. Fundamental para Pittsburgh, Roethlisberger deu uma entrevista para o Pittsburgh Post-Gazette, nesta quarta, para contar um pouco do que se pode esperar do time amarelo e preto este ano.

Perguntado como ele está para a temporada que já começa no próximo mês, Big Ben foi sincero. Disse que ainda sente uma lesão no ombro. Lesão ainda remanescente do jogo contra o Baltimore Ravens, em novembro. Sacado 40 vezes na última temporada, alcançando a marca de QB mais derrubado da AFC, Big Ben que ainda teve o dedão fraturado e uma lesão no tornozelo temporada passada, não parece se preocupar muito.

"Estou bem, ok. Ainda dói um pouco, essa lesão ainda não melhorou, mas é torcer para que ao longo dos jogos não piore", disse Roethlisberger. Com 30 anos completados, Big Ben também comentou sobre os novos treinamentos, em que vem lançando menos bolas. "Faz parte de envelhecer. Costumava lançar a todo tempo, mas agora diminuí um pouco o ritmo. Acho que é a opção certa. Você vai ficando velho e vendo o que é melhor para você", afirmou o quarterback.

Apesar da lesão, Big Ben está preocupado mesmo é com o principal recebedor dos Steelers. Mike Wallace ainda vive impasse na renovação de contrato e não se apresentou nos treinamentos abertos.  "Não sei o que está acontecendo entre Mike o agente. Conversei com Mike e eles quer estar aqui", disse Roethlisberger.

Motivo para preocupar a lesão de Big Ben? Tratando-se dele, não. Jogar machucado e no sacrifício é com ele mesmo. Parece até que o quarterback atua melhor quando não está 100%. Saber que ele está falando sobre lesões mostra que Big ben está pronto para começar a temporada 2012-13.