quinta-feira, maio 31, 2012

Pressa em Dallas


Ele é o Mark Cuban da NBA. Curiosamente, os dois são da mesma cidade. Cuban é dono do Mavericks, já a figura em questão é dona do Dallas Cowboys. Seu nome é Jerry Jones. Bilionário e apaixonado pelo Cowboys, Jones, que completa 70 anos em outubro, quer um título de Super Bowl mais do que nada. E ele acredita que chegou a hora.

"Acho que há uma urgência. É minha visão. Digo que está na hora da gente começar a trabalhar, chegar aos Playoffs e ao Super Bowl". Essas são as palavras de Jerry Jones. Urgência realmente há. Dono desde 1989, quando comprou o Cowboys por U$140 milhões, Jones levantou o troféu do Super Bowl três vezes. Em 1992, 1993 e 1995. Mas aí está o grande problema. Desde então, o Cowboys só venceu um jogo em pós-temporadas.

Pouquíssimo para quem investe o que investe. Pouquíssimo pelo time que tem e pelo time que é. O jejum por vitórias nos momentos decisivos é a principal preocupação de Jerry Jones. A janela está começando a se fechar. Apesar dele dizer o contrário. Com 69 anos, Jones começa a ter urgência em ver seu time do coração levantar outro troféu de campeão.

Ao longo dos anos de pífias participações, Jones viu o maior rival levantar 2 Super Bowls. E pior. Da forma como o Giants venceu. Ambas as vezes por cima do New England Patriots. Ambas as vezes tidos como azarões.

Graças a isso, só se pensa em vencer em Dallas. Filho de Jerry Jones e segundo homem forte da franquia, Stephen Jones, pressionou para que o departamento da equipe conseguisse contratar bons jogadores no período de Free Agents e que o Drarft fosse positivo.

Não faltam reclamações em cima de Jerry Jones. E ele quer apagar anos negros sem vitórias nos Playoffs. Ele quer mais que nunca vencer a NFL e mostrar que é sim um dono de respeito. Quer ser lembrado como um dos maiores GMs e donos da história.. Jerry Jonesn ão pensa em se aposentar. Pensa apenas em vencer.

quarta-feira, maio 30, 2012

Fim de Série?


E no Oeste continua dando Spurs. Agora com vantagem de duas vitórias em dois jogos, o San Antonio se apresentou bem novamente e passou pelo Oklahoma. 120 pontos anotados, jogo sem sustos e que teve liderança larga, principalmente nos 2º e 3º quartos, quando o Spurs jogou um basquete fino e que não deu chances para Durant ou Westbrook, sequer sonharem.

O Spurs chega a uma impressionante marca na pós-temporada 2011-12. São 10 vitórias em 10 jogos. Mais do que apenas número, San Antonio impressiona pela qualidade de jogo apresentada. É difícil imaginar hoje um time conseguir 4 vitórias sobre o time do Texas.

Mais do que uma ou outra estrela, o Spurs não depende apenas de certos nomes. Pode se dar ao luxo de ver titulares jogando mal e mesmo assim vencer. Exemplo ontem de Tim Duncan. Com 2 arremessos de quadra convertidos em 11, Duncan estava longe de ser o Duncan que vimos este ano. Danny Green também está irreconhecíve na série. Converteu 2 tiros para 3 em 12, mas o Spurs continua amassando os adversários.

A força do Spurs está no coletivo. Tony Parker é hoje o melhor armador na NBA. Joga como o verdadeiro MVP. Distribui o jogo, infiltra, arremessa. É completo. Não existe hoje jogador mais decisivo para fechar jogos que Manu Ginobili. Com a canhotinha certeira, ele vem causnado estragos. Também está para aparecer alguém que proteja o aro e seja mais reboteiro que Tim Duncan.

Com cara de campeão, o Spurs abre 2x0 contra o Thunder. A série agora vai para Oklahoma. Difícil pensar em varrida. Oklahoma tem seu valor e conta com Kevin Durant. Mas difícil também imaginar que o Spurs já não esteja de olho em Miami ou Boston.

terça-feira, maio 29, 2012

Miami passeia em 1º jogo


Se a ideia era impressionar e dizer logo de cara que o Heat ainda é o melhor time, Miami conseguiu. Com uma atuação expressiva e sem contestação, mesmo para os mais céticos, LeBron e Wade comandaram a primeira vitória sobre o Boston Celtics e deram mais um passo para o objetivo. Vencer a NBA.

Comparando time a time, o Miami é, sem dúvidas, superior. Mas na atuação de ontem, o Heat que foi muito bem ou Miami que foi muito mal? A noite na Flórida juntou ambos elementos. O Heat tem, na teoria, a melhor dupla de jogadores da NBA. LeBron James e Dwyane têm um potencial talento que combinados podem fazer um incrível estrago.

Ontem a dupla funcionou também na prática. Os dois combinaram para 54 pontos. LeBron não sentiu o peso da decisãoe  anotou 32 pontos e pegou 12 rebotes. Miami nunca se viu em apuros. Desde o início dominando e impondo seu jogo. Fez valer o mando de quadra como manda o figurino.

Já Boston não foi o Boston que conhecemos. O Celtics não é melhor que o Heat, mas é um time que pode sim dar mais trabalho para LeBron e cia. Defensivamente, apenas GKevin garnett apareceu para o jogo. E só com ele, não dá tem como parar o rolo compressor que é o ataque do time da Flórida.

A série continua na quarta. De novo em Miami. O Celtics precisa mudar de postura, caso queira ter alguma chance. O Miami precisa repetir a dose. Abrir 2x0 daria tranquilidade e colocaria o Heat bem próximo do que sonha desde quando perdeu para o Dallas, ano passado.

domingo, maio 27, 2012

Quem leva no Oeste?


Começam hoje as finais da Conferência Oeste. De um lado, o San Antonio Spurs. De outro, o Oklahoma City Thunder. Duelo de gerações na NBA. Duelo dos melhores ataques da Liga e das duas melhores equipes, até aqui, dos Playoffs. Duelo que todos queriam ver e que promete ser a final antecipada da Liga.

Quando a temporada começou, foi unanimidade apostar no Oklahoma City Thunder, em uma eventual final. Nada mais natural. O time com o melhor jogador da NBA, com dinamismo, torcida apaixonada e excelente conjunto. Tudo estava preparado para a chegada do Thunder ao título. Para o 1º anel do craque Durant. Esse ano pareceia não ter como escapar. Todos só não esperavam na volta do temido San Antonio Spurs.

A equipe do Texas, apesar da idade, mostrou que ainda é um dos times mais perigosos da NBA. Usando e abusando da experiência do trio prinicipal, o Spurs teve uma fantástica campanha depois do All Star Game. Logo se alçou a melhor time da Liga. Era difícil acreditar no que era visto. Um time tão envelhecido jogar como verdadeiros jovens.

Duncan com 36 anos e 13 temporadas na bagagem parece viver o melhor momento como jogador de basquete. Forma física impecável e atuação defensiva de dar inveja. O papel de protagonista passou para o armador Tony Parker. Mais maduro, Parker desbancou Rose, Rondo, Deron Willians e Chris Paul. Hoje ele é o melhor armador da Liga. Sem contar com Ginobili. O argentino voltou a sofrer com lesões, mas voltou a tempo de ser decisivo e importante para San Antonio.

Já o Thunder confia na continuidade das atuações de Westbrook. Principal jogador na série contra o Lakers, o armador do Thunder tenta provar que é,sim, um jogador de valor para Oklahoma e que também é tão importante quanto Kevin Durant. A defesa do Thunder também conta com dois ótimos nomes. Ibaka e Perkins dão o equilíbrio necessário ao setor defensivo. Ibaka é, inclusive, para muitos, o melhor jogador de defesa hoje na NBA.

Vale lembrar que ambas equipes têm mostrado um basquete de altíssimo nível nos jogos da pós-temporada. Enquanto o Spurs varreu o Utah Jazz e Los Angeles Clippers, o Thunder varreu o campeão passado, Dallas Mavericks, e perdeu apenas um jogo para o Los Angeles Lakers.

No confronto direto entre as duas equipes, nos últimos 10 jogos, foram 8 vitórias para o lado do Spurs. Dos 3 jogos, nessa temporada de tiro curto, o Spurs venceu os 2 últimos. Um deles com direito a atuação de gala do francês Tony Parker, e no ginásio do Oklahoma. Parker tirou o sono de Russell Westbrook, com 42 pontos e 9 assistências.Vale lembrar também que nos 3 confrontos da temporada regular, Ginobili esteve machucado e não esteve, sequer, um minuto em quadra contra Durant e cia.

É certo que podemos esperar uma série espetacular pela frente. Ambos os conjuntos e elencos são fora de série. As duas melhores equipes do Oeste chegaram à final com todos os méritos. Todas as duas equipe têm muito a perder. Já nós, amantes do melhor basquete do mundo, só temos a ganhar.

sexta-feira, maio 25, 2012

O menino de New Orleans

 
De jogador não draftado a ídolo da cidade. Essa é a história do campeão do Super Bowl, o widereceiver do New Orleans Saints, Lance Moore. Em coletiva após os primeiros workouts dos Saints, Moore opinou sobre Drew Brees. O recebedor considerou o quarterback o principal responsável por onde Moore hoje está. Perguntado se Brees deveria ser o mais bem pago QB da NFL, Moore não hesitou em afirmar que Drew Bress merece, inclusive, o mundo.

Herói da cidade de New Orleans, Brees ultrapassa a atuação no campo. É exemplo e ídolo da cidade que foi desvastada pelo furacão Katrina. Voltou a trazer alegria para New Orleans com a vitória no Super Bowl. É muito mais que um simples jogador. A relação de Brees e a cidade é especial. Transcende a barreira do profissionalismo.
 
 Se ele merece ser o mais bem pago quarterback da NFL? Talvez. Os números não escondem a superioridade de Brees sobre os demais. Se pegarmos os melhores QBs da atualidade, Brees leva vantagem sobre todos. Sejam eles Manning, Brady ou Rodgers.
 
Desde que assinou com o New Orleans Saints ,em 2006, a equipe da Louisiana é número 1 em jardas passadas, passes para touchdown, porcentagem de passes completos e a 3ª equipe em rating no passe. Drew Brees tem também, desde 2006, 7000 jardas pelo alto a mais que Peyton Manning e Tom Brady. Já contra Aaron Rodgers, são 2000 jardas a mais e um melhor índice de aproveitamento nos passes.

O que Drew Brees faz, joga e representa é incrível. É o melhor quarterback da NFL? É discutível, mas está entre os 5, sem dúvidas. Merece ser o quarterback mais bem pago? Isso ele já provou que sim.

quinta-feira, maio 24, 2012

Voltou?


Dezesseis meses depois, ele está de volta. Peyton Manning treinou após um longo hiato todo o período. E segundo relatos de quem esteva presente, o novo camisa 18 de Denver não decepcionou. Muito pelo contrário. Surpreendeu.

Com passes precisos e sempre no meio dos números, Peyton Manning mostrou uma forma que poucos acreditavam que seria possível. Ainda mais para um jogador tanto tempo sem praticar. Mas craque é craque. E Manning parece querer voltar à velha forma.

O 4 vezes MVP da temporada regular e campeão do Super Bowl vem com sangue no olho para 2012-13. Foi esnobado e desacreditado pelo Indianapolis Colts. Indy preferiu arriscar no novato Andrew Luck e deixou Peyton assinar com Denver. Peyton aceitou o desafio. De todas as opções, escolheu a que será mais difícil triunfar.

O cornerback Champ Bailey, dos Broncos, mostrou o entusiamo e alertou os rivais para o que Peyton pode aprontar essa temporada ainda. "É muito bom saber que ele vai estar jogando do nosso lado. Nós podemos não ver um quarterback jogando como ele nesta temporada. Estou muito animado para setembro", disse Bailey.

As expectativas em cima de Peyton Manning voltam a subir. E pelo o que ele mostrou só nesse início, muito provavelmente elas serão confirmadas.

terça-feira, maio 22, 2012

Próximos Passos


Deu a lógica na NBA. Já era esperado e o Los Angeles Lakers caiu diante de um muito melhor Oklahoma City Thunder. Não foi tão fácil como se pensou. A equipe de Los Angeles fez jogos duros. Quase venceu os jogos 2 e 4. No jogo 5, uma apagão no início do 4º período e lá se foi a série. Indiscutível a superioridade do Thunder e do craque Kevin Durant

A pergunta que fica agora é: O que fazer com a equipe do Lakers? Continuar do mesmo jeito que acabou esta temporada é inviável. A não ser que o Lakers queira ser figurante em mais uma temporada. O que não é o caso. Então quem precisa sair? O que é preciso para a equipe da Califórnia voltar a sonhar com títulos?

Vamos caso a caso. O primeiro nome, logo de cara, é Kobe Bryant. Kobe está com idade. Vai fazer 34 anos e jogará em 2012-13 a sua 17ª temporada de NBA. Mas e daí? Kobe ainda é o cara, ainda pode decidir e é a cara do Los Angeles Lakers. O Black Mamba ficará e, realmente, precisa ficar. O próximo nome é Pau Gasol. De extrema importância na conquista dos 2 últimos campeonatos do Lakers, o espanhol não é mais sombra do jogador que foi.

Não bastasse isso, Gasol tem contrato ainda de dois anos com cláusulas milionárias. E nem de perto tem o valor que teria há 2 anos atrás para uma posível troca no mercado. Vale a pena perder Gasol? Talvez. Depende do que se fosse conseguir por dele. Poucos seriam os times que arriscariam uma jogada como essa. Outro nome é Metta World Peace. Bom jogador? Sim. Mas não tem valor também como moeda de troca. Sofre do mesmo problema de Gasol. Caro, já com idade e sem garantia de efetividade como jogador. Quer quer pegar e pagar um contrato de 2 anos no valor de U$15 milhões?

E assim chegamos ao maior nome do plantel do Lakers. Maior tanto em tamanho, quanto em polêmica. Andrew Bynum. Cercado de controvérsias esta temporada, Bynum brigou com o técnico, deu declarações polêmicas e fez todo um circo em Los Angeles. Que Bynum é um dos melhores pivôs da NFL, isso é indiscutível. Mas vale a dor de cabeça? Justamente por isso, o pivô é, sem dúvidas, a maior moeda de troca de LA.

Bynum poderia ser a solução para negociar a vinda de Dwight Howard para Hollywood. Ou então a chegada de um armador capaz e realmente eficiente. Perguntado ontem ao fim do jogo, Bynum não teve o mínimo pudor em falar do seu futuro na equipe do Lakers e na NBA. "Não me importa para onde eu vou, para mim, não tem importância", disse o pivô. Atitudes como esta que jogam contra Bynum.

A maturidade parece estar longe de chegar. Com 24 anos, Andrew Bynum pode ter uma carreira brilhante pela frente. Mas não com essa cabeça. Chegará a lugar nenhum pensando apenas em si mesmo. O desgaste no Staples Center também já é evidente. Não há mais clima por lá. Principalmente, se Mike Brown permanecer.

A saída é trocar Andrew Bynum. Há riscos? Com certeza. Bynum tornando-se o jogador com o potencial que pode tornar-se, pode trazer problemas futuros. É forte, dominante, tem incrível habilidade no ataque e consistência defensiva. Imagine o sangue no olho que o pivô viria em um eventual jogo de Playoff contra a atual equipe?

 A questão é que no atual momento, o Lakers deve pensar no presente e não no futuro. E hoje, trocar Bynum é o primeiro passo para quem sonha em voltar aos títulos.