sábado, janeiro 07, 2012

E Deu Texans


Começaram os Playoffs da NFL. No primeiro jogo de sábado, o Cincinnati Bengals foi a Houston encarar o Houston Texans. Duelo inédito na NFL de calouros. Nunca dois times liderados por quarterbacks iniciantes se enfrentaram na pós-temporada. Yates por Houston e Dalton pelo Bengals.

Mas quem brilhou foi o running back Arian Foster. Com 153 jardas e 2 TDs, liderou o Houston Texans na primeira vitória de Houston nos Playoffs. 31x10. Também foi o primeiro jogo da história da franquia na pós-temporada.

Andy Dalton, pelos Bengals, acabou sendo o destaque negativo. Após um bom início na partida, Dalton lançou uma interceptação ao fim do 2º quarto retornada para Touchdown por JJ Watt. E foi aí que o trem descarrilhou. Os Bengals voltaram ao campo do Reliant Stadium após o intervalo. Mas só em corpo. Porque a alma ficou em outro lugar. Irreconhecível, Cincinnati apenas assistiu um completo domínio do Houston Texans e Andy Dalton ainda lançou mais duas INTs.

Semana que vem Houston encara o temido Baltimore Ravens. Agora o buraco é mais embaixo.

Novas Regras


Introduzidas na temporada 2010-11, as regras para a prorrogação na NFL estão desde o ano passado um pouco diferentes. Nada de muito diferente, apenas em caso de prorrogação.

Em jogos de temporada regular, o time que pontuar primeiro leva. Muitas vezes sem dar chance ao adversário nem entrar em campo. A chamada morte súbita. Medida que beneficia as TVs e o rígido horário. Mas que também dá peso imenso a um simples cara ou coroa. Um simples Field Goal pode vencer um jogo. Já nos Playofffs a história é um pouco diferente.

Na pós-temporada, o Field Goal na prorrogação não tem tanto peso. Se marcado, o outro time adversário ainda tem a chance de voltar a campo. Caso o time adversário empate, qualquer pontuação seguinte, tanto de uma equipe quanto da outra encerra o jogo. Sendo ela Field Goal, Touchdown ou Safety. Mas a morte súbita continua para TDs. Quem marcar primeiro um TD vence. Tanto vindo do time ofensivo, ou do time defensivo, por meio de turnovers.

As mudanças na regra são positivas? Sim. Dá mais chance aos times e pode diminuir injustiças. Mas é estranho que ao longo de toda a temporada se jogue 16 jogos e só nos Playoffs as regras mudem. Discussão interessante para a NFL reavliar e quem sabe mudar ano que vem.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Bosh pra 3!


Três pontos atrás para o time da Flórida. Miami precisa levar o jogo para para a prorrogação. A bola vai para mão de quem? LeBron ou Wade? Bem, a situação da noite de ontem foi um pouco diferente. Poupados para curar pequenas lesões, Wade e LeBron viram a bola ir para a mão de Chris Bosh.

Sim, o ala de força de Miami pegou a bola restando poucos segundos e acertou um longo tiro de 3 pontos caindo para trás que levou o jogo para a prorrogação. Após 3 períodos de OT, Miami venceu o jogo. Apesar dos dois grandes desfalques. A vitória não quer dizer muita coisa. O Heat segue como melhor time no Leste e possivelmente o melhor de toda a NBA. Atlanta parecia estar meio desligado. Sem muito interesse pelo jogo.

A importância mesmo deste jogo foi mostrar que Bosh pode ser sim importante para Miami, quando de fato, as coisas passarem a valer. Bosh lembrou o velho Bosh do Toronto Raptors. O arremesso que levou à proporrogação pode ser o jogo da virada da carreira de Chris Bosh como jogador de Miami. Antes um apenas bom coadjuvante, Bosh, quem sabe, pode sonhar com o papel de protagonista.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Tebow Fever


Não adianta. Por mais que se tente fugir, não há assunto mais palpitante na NFL hoje que Tim Tebow. Discutido em todas as mesas-redondas, conversas de botequim, jornais, artigos, revistas. Não importa. Por onde se fala de futebol americano, sempre há espaço para discutir Tim Tebow.

O jovem quarterback chegou em Denver e logo foi posto como uma das últimas opções para lançar a bola pelos Broncos. O grande problema de Tebow era justamente esse. Lançar a bola. Uma mecânica que foge ao padrão convencional da NFL. Um quarterback que não se sente confiante dentro do pocket. Que percorre os lados do campo. Que prefere correr, a lançar. Tebow chegou ao Denver logo após a troca que mandou o então QB Jay Cutler para o Chicago Bears. Denver recebeu em troca o também quarterback Kyle Orton.

Orton teve 18 jogos como QB de Denver. Ganhou apenas 4 deles. Começou a temporada com uma fraquíssima campanha. Uma vitória em 5 jogos. Estava na hora de mudar. O torcedor de Denver via-se desesperado. Não gritava o nome de Orton. E logo ele foi sacado. Tebow deu lugar a ele. E quem diria? Tim Tebow, apesar de tudo, levou Denver a 7 vitórias em 8 jogos. 5 delas no 4º quarto. Jogos em que Denver perdia e Tebow ia lá. Ia lá e vencia o jogo. Nascia aí o jogador, entre todos os esportes americanos, mais comentados da atualidade. Nascia aí também a Tebowmania. Fenômeno nos EUA. Tebow dominou os meios de mídia. Fale-se bem ou fale-se mal. Só se fala nele desde então. Não há um meio de comunicação que não o cite por dia. Todos querem ouvir, comentar e debater Tebow.

É bem verdade também que Denver após a euforia e seus 7 triunfos perdeu os últimos 3 jogos. Buffalo e Kansas City. Em ambas partidas Tebow não foi o jogador que se viu antes. Denver precisou lançar a bola. Tim Tebow esteve em uma posição nunca enfrentada na carreira. Precisava de grandes jogadas. As conhecidas jogadas explosivas. Mas não dava. Não é o perfil dele. Nunca foi. Vieram as interceptações e os pontos de interrogação sobre ele.

Mesmo com atuações fraquíssimas e com derrota na última rodada, Denver chegou aos Playoffs. Mas as contestadas atuações só serviram de prato cheio para mais críticas. Tim Tebow, antes aclamado por fazer do impossível algo tangível, passou a ser a nova fraude da NFL para muitos. Analistas e mais analistas não acreditam nele como quarterback na NFL. Ele não é o padrão estabelecido na Liga. É inconcebível para estes imaginar um quarterback que não saiba passar sendo quarterback.

Não bastasse isso, junte dois explosivos componentes, o racial e religioso, e pronto. Você chega a conclusão de porque Tebow é tão comentado. Há muita inveja e ressentimento sobre Tim Tebow. E não sou eu quem digo isso. É consenso nos EUA. Tim Tebow é um quarterback branco que joga como um quarterback negro. Um jogador mais físico, não tão técnico e que corre com a bola. Muitos ex-quarterbacks negros que não tiveram chance na NFL por serem contestados como quarterback olham Tim Tebow e se perguntam. "Por que ele pode jogar e eu não pude?" "Por que ele tem chances, mesmo falhando e eu não tive?". Tebow é visto por muitos negros, principalmente os mais antigos que tiveram problemas em jogar como quarterbacks na NFL, como um quarterback limitado que está lá apenas por ser branco.

Não bastasse o elemento racial, a religião é outro componente da complicada equação que envolve o jovem dos Broncos. Assumidamente evangélico, é comum ver Tebow na sideline rezando. Todas suas entrevistas são iniciadas agradecendo a Deus. Tebow faz parte de uma religião com posição mais radical. Que não agrada a todos pelas forte decisões tomadas. Tebow é aberto sobre suas crenças e pensamentos. Não tem vergonha das suas posições. Nãoq ue isso seja algo ruim. Pelo contrário. Mas muitos não gostam de ver essa excessiva exposição de Deus na mídia. Outros muitos acham que o diálogo com Deus e a sua fé devem ser deixados na esfera privada e não trazidas para um estádio de futebol.

Outro ponto interessante sobre Tim Tebow e que também ressente a muitos é o fato de um jovem quarterback ter o espaço na mídia que Tebow hoje possui. Muitos jogadores por aí, com anos de experiência na NFL, títulos conquistados e já consagrados não tem ou tiveram a exposição que Tim Tebow tem. Tim estrela comerciais, é capa de revista, dá entrevistas e é falado. Da hora que se acorda a hora que se dorme se fala de Tebow. Os veteranos se perguntam "O que esse rapaz fez para conseguir tudo isso?" "Como um quarterback medíocre consegue tanto espaço e eu que estou na estrada há anos não?". Só aumentando assim o alvo nas costas de Tebow.

Ame ou odeie, é inegável a polêmica e discussão que gira em torno de Tim Tebow. Denver domingo encara o favoritíssimo Pittsburgh Steelers por uma vaga na semifinal da AFC. Tebow tem mais uma chance de provar que pode ser um quarterback titular na NFL. Tebow também tem a chance de dar mais argumentos para os que não acreditam nele. O que se sabe é que querendo ou não, vencendo ou perdendo, ele será assunto no dia seguinte.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

O que fazer?


Aproveitando a demissão do lendário General Manager do Indianapolis Colts, Bill Polian, o que você faria se fosse o chefão do futebol lá pelo Lucas Oil Stadium?

Os Colts encaram no Draft uma das decisões mais difíceis da história da franquia. Decisão que pode definir o futuro da franquia como vencedora ou apenas coadjuvante. Escolher Andrew Luck e descartar Peyton Manning ou acreditar em Peyton Mannig?

Por um lado temos Andrew Luck. Uma das maiores promessas que surgem no futebol universitário. O Draft protagonizado por ele já é esperado há anos. Luck não vem para NFL esperar para jogar. Quer entrar de cara como titular e já ser peça chave para a equipe que o escolher. Assim como algumas primeieras escolhas têm feito. Matthew Sttaford pelo Lions e Cam Newton pelo Panthers. O que ele não contava era o pior time da temporada 2011-12 ser Indianapolis.

Escolher Luck significa não acreditar mais em Manning. Quarterback que teria pelo menos três temporadas ainda no auge. Não fosse as três cirurgias que ele já contabiliza no pescoço. Luck quebrou recorde atrás de recorde na NCAA. Acontece que Stanford conta com excelente jogo corrido e ótima offensive line. E na NFL, ser a escolha número 1 do Draft não quer dizer que você enfileirará vitórias e SuperBowls.

Não se sabe como está a saúde de Peyton Manning hoje. Ele quis jogar os dois últimos jogos da temporada. Foi vetado. Mas qual o risco de mais lesões como essa aparecerem? E é seguro que ele ainda jogue futebol americano? Há quem diga que não. Que Peyton deve priorizar sua saúde e família. Já venceu o SuperBowl e mais 4 MVPs. Não precisa provar mais nad aa ninguém. Mas não é fácil parar após fazer da bola oval a sua vida por mais de 15 anos. Só sabe quem já parou. Peyton, se saudável, ainda é Top 5 da NFL. O melhor quarterback de temporada regular. Talvez da história de toda a NFL.

Mas apostar na saúde de Peyton Mannig é extremamente arriscado. É pagar 29 milhões de dólares por mais uma temporada com ele. É poder abrir mão de um possível próximo grande quarterback e arruinar o longo prazo de uma franquia. Também é poder remontar um time. Peyton Manning ficando em Indianoplis significa três picks de 1ª rodada e duas picks de 2º rodada. É o que vale uma troca envolvendo Andrew Luck, segundo fontes na ESPN apuraram.

Apostar em um potencial talento ou apostar na saúde de um quarterback de 35 anos? As cartas estão na mesa em Indianapolis. Não se sabe ainda o que fazer. É o chamado "definig moment" da franquia. A certeza é que há muito em jogo para o próximo GM dos Colts. Seja lá quem ele for.

terça-feira, janeiro 03, 2012

Quem foi O cara?


Numa espetacular temporada da bola oval, tivemos também espetaculares performances. Mas três, em especial, se destacaram como os grandes jogadores da temporada regular. Todos os três quarterbacks e todos eles como grandes pilares das três melhores equipes, hoje, na NFL. Aaron Rodgers, Tom Brady e Drew Brees.

Aaron Rodgers


Primeiro é impossível falar de Rodgers e não remeter à temporada quase perfeita. Não fosse o revés contra Kansas City. 15 vitórias. Recorde bastante expressivo. Ao qualificar um quarterback temos a estatística chamada rating. Não há melhor forma de avaliar a perfomance geral de um quarterback. O cálculo tem como base o número de TDs, jardas passadas, passes tentados e completados e número de interceptações. Rodgers nesse ponto foi impecável.

Rating de 122.5 (156.6 é o máximo que o rating pode chegar) em toda a temporada. Recorde na história da NFL. 45 TDs e somente 6 INTs em 15 jogos (Rodgers foi poupado na Semana 17). O quarterback também encarou cinco vezes times que vão aos Playoffs. Venceu as cinco. Green Bay também teve um ataque unidimensional. Foi apenas 0 27º no jogo corrido. Tudo dependeu do braço do quarterback. Deixando a estatística de lado, Rodgers é um dos QBs mais preciso dos últimos tempos. Também sai do pocket com desenvoltura e protege muito bem a bola.

O que pode ir contra Rodgers é o beneficio que ele tira de estar em uma grande equipe. Ser um "quarterback do sistema". Green Bay teve uma fraca defesa. Muitas jardas cedidas. Mas líder em tomar a bola e forçar turnovers. Sem contar o time de recebedores e de proteção. Com os mesmos receivers e guards, Matt Flynn, sustituto do poupado Rodgers na semana 17, passou para 480 jardas e anotou 6 TDs contra os Lions. Time que queria a vitória e vai aos Playoffs.

Drew Brees


Mas que tal Drew Brees? Recordista da história da NFL em jardas passadas. 5476. Recordista também da história em porcentagem de passes conectados. 71,2%. E recordista em passes completados.468. Líder da NFL essa temporada em TDs. Foram 46. Brees é o cara que pressiona o time não só fisicamente, mas também mentalmente. Monta esquemas de formação e jogadas complicadas de marcação para qualquer defesa.

Brees teve um incrível fim de temporada, apesar do início mediano, em que Drew não foi Drew. Nos últimos 8 jogos, 27 TDs e apenas 4 INTs. 7 jogos consecutivos ultrapassando a marca de 300 jardas por partida.Mas ao mesmo tempo, Brees beneficiou-se de um eficiente jogo terrestre. Os Saints foram 6º na liga. E se Drew Brees teve a melhor temporada que um quarterback já teve, sem dúvidas, o legitima ao prêmio de MVP.

Tom Brady


Tom Brady é outro que se destacou esse ano. Nem um pouco novidade. O MVP da temporada passada brilhou ao levar o New England Patriots ao topo da AFC. Hoje é impossível imaginar New England funcionar sem a sua principal estrela. Assim como em Indianapolis, o nível de dependêcia é bem similar. Olhando as estatísticas, Brady também ultrapassou o recorde de jardas passadas em uma única temporada de Dan Marino. É o segundo da lista, atrás apenas de Drew Brees.

O que levanta as chances de Tom Brady é o fato de ele ser New England. A defesa dos Patriots é praticamente inexistente. Brady praticamente carrega a equipe em seus ombros. E mesmo assim levou new England à primeira posição da AFC. Brady também teve alguns momentos marcantes na temporada. 42 pontos seguidos contra Buffalo no último jogo. Após estar perdendo por 21x0. A drive qeue levou os Patriots a vitória contra Dallas, e os segundos tempos contra os Eagles e os Jets.

O que pesa contra ele são os adversários enfrentados. Os Patriots não venceram sequer um adversário que terminou a NFL com mais vitórias que derrotas. New England enfrentou três vezes times que vão aos Playoffs. Perdeu duas delas. Giants e Pittsburgh. Venceu do contestado Denver. Outro aspecto no jogo de Brady é que já estamos tão acostumados com o quão sensacional ele é, que nos espantamos e nos surpreendemos pouco com ele. Justamente por ele ser Tom Brady e por sabermos que ele é capaz do mais fantástico e inesperado. Brady faz o extraordinário parecer ordinário.

A corrida foi apertada. Os três brilhantes. Não há discussão. Apesar do favoritismo de Aaron Rodgers, o troféu de MVP estará em boas mãos. Seja lá quem ganhar.

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Hora da verdade


Fim da temporada regular na NFL e os Playoffs ficaram assim:

NFC:

Detroit Lions @ New Orleans Saints - 23h do sábado 07/01

Atlanta Falcons @ New York Giants - 16h do domingo 08/01


AFC:

Cincinnati Bengals @ Houston Texans - 19:30 do sábado 07/01

Pittsburgh Steelers @ Denver Broncos - 19:30 do domingo 08/01


Rápida geral no que rolou durante o fim de semana:

- Os Colts asseguraram a 1ª escolha no Draft da próxima temporada e já demitiram o GM da franquia.

- Denver se classificou mesmo perdendo, com Tebow tendo uma partida horrorosa, talvez a pior de sua carreira.

- Mesmo perdendo para os Bears, o defensor dos Vikings, Jared Allen terminou a temporada como líder de sacks, único orgulho da franquia essa temporada, que amrgou 13 derrotas e apenas 3 vitórias.

- Os Giants jogaram muito e faturaram a NFC Leste. Dallas volta pra casa e Romo continua sem ser decisivo. Sobra talento em Dallas, mas falta vontade, garra, energia. Jerry Jones, dono da franquia, deve deixar o cargo de GM ou seu ego não deixará?

- O que foi Tom Brady? MVP?

- E mesmo sem Aaron Rodgers, Matt Flynn passou para mais de 400 jardas e teve 6 TDs. Quando a fase é boa...