quarta-feira, janeiro 11, 2012

Panela velha é que faz comida boa


"Nada mal para o 7º melhor jogador da Liga". Foi assim que Kobe definiu o seu incrível jogo na noite de terça-feira contra o Phoenix Suns. Chutando incríveis 58% de quadra (18/31) e marcando 48 pontos, a estrela liderou a equipe do Lakers na vitória de 99x83 sobre o time do Arizona. Kobe também se tornou o jogador com mais pontos em uma 16ª temporada.

No jogo da noite seguinte, contra o Jazz, em Utah, mais um jogo de 40 pontos e outra vitória do Lakers, agora na prorrogação. 90x87. Kobe é o cestinha da Liga. Tem média de 30.3 pontos por jogo. Também chegou ao seu jogo de número 109 superando a marca dos 40 pontos. 3º maior da história da NBA. Só ficando atrás de Michael Jordan, com 173, e Wilt Chamberlain, com 271. Falando mais um pouco nas estatístiscas, só houve na história da NBA 6 jogos de jogadores com 40 pontos ou mais em suas 16ªs temporadas. O Black Mamba tem dois deles. Tudo isso em 24 horas.

Kobe foi questionado antes da temporada começar. Seria ele capaz de liderar o Lakers e ser Kobe com 33 anos? Problemas para o camisa 24 não faltaram. A saída do companheiro Lamar Odom, o divórcio com a mulher e uma lesão no pulso, conseguida logo no 1º jogo da pré-temporada. Mas Bryant faz o inimaginável no início dessa temporada. Prova a cada jogo que ainda tem muito gás no tanque para queimar. Muitos apostavam contra o Mamba. Mas Kobe mostra a cada jogo que não há como duvidar dele.

Los Angeles ainda não é o time ideal. Longe disso. Precisa melhorar muito se quiser sonhar com uma possível final no Oeste. Final então nem se fala. Mas enquanto o melhor jogador de basquete do mundo estiver por lá, não desacreditem nele.

Pode dar Giants?


Uma das grandes discussões essa semana nos EUA é: Até onde o New York Giants pode chegar? O time de Nova York teve um bom começo na NFL. Na primeira metade da temporada, venceu 6 jogos, perdendo apenas dois confrontos. Após esse empolgante início, os Giants passaram por um pequeno período de turbulência. Muitas más atuações, apatia e o técnico Tom Coughlim esteve na corda bamba.

Um início impressionante, uma metade de temporada bem fraca e um sprint final interessante. Esses foi o New York Giants que chegou na última rodada dependendo da vitória, em casa, para se classificar. E venceu os Cowboys. No final surgiu também uma das grandes revelações desse ano. Victor Cruz. Explosivo recebedor, autor de dois longos TDs e ótima via de escape para o ataque nova iorquino. O jogo terrestre também voltou a funcionar com Brandon Jacobs bem e a volta de Ahmad Bradshaw. Além da consistência no time de defesa. Resultado: O New York Giants tem os três pilares fundamentais para vencer na NFL. Defesa, jogo terrestre terrestre eficiente e ótimo time de recebedores.

A incontestável vitória sobre os Falcons provaram isso. Atlanta não teve chance alguma, no MetLife Stadium. Fez apenas dois pontos, em Intentional Grounding cometido na Endzone por Eli Manning. E só. Deja vú de 2007? É o que parece. Assim como em 2007, os Giants esse ano pegaram fogo tarde. São azarões. E esse ano cruzam o caminho de Green Bay, mais uma vez. A diferença é a experiência. Ainda há muitos jogadores remascentes do épico SuperBowl XLII. E o principal deles é Eli Manning.

Há anos vivendo na sombra do irmão, Peyton Manning, Dá para dizer que se Eli não é hoje um quarterback de elite na Liga, do nível de Brady, Rodgers ou Brees, ele está entre os 7, pelo menos. Ele provou isso com uma temporada bastante efetiva. E se há uma coisa que não se pode contestar nele é o "clutch gene". Na hora de decidir, ele decide.

Se New York passará pelo time de melhor campanha da NFL só saberemos no domingo. Os Giants são os underdogs da vez. De novo. Mas não se surpreenda se Eli e cia. por fim a temporada de Green Bay, em pleno Lambeau Field. Eles nos ensinaram a não duvidar deles.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Tebow e a Bíblia


Mais Tebow. Não bastasse as grandes jogadas e o TD que deu a vitória aos Broncos sobre os Steelers. Algumas curiosidades sobre o jogo da carreira do quarterback de Denver.

Sempre citado por Tebow como o verso bíblico que ele mais se identifica e já citado e rezado pelo quarterback na sideline, João 3:16 " Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna", alguns fatos, no mínimo, curiosos chamaram a atenção.

Coincidêcia ou não, no quarto em que Tim Tebow costuma se destacar, o 4º período, o rating (audiência da TV Americana que mede índice de pessoas assistindo ao programa entre 18-49 anos) da transmissão da CBS atingiu pico de 31.6.
OBS: Steelers x Broncos foi inclusive o jogo mais visto em confrontos de rodada de Wildcard, desde 1988. O jogo de domingo levou para frente da TV 41 milhões de espectadores.

Outro número interessante foi o total de jardas que Tebow terminou jogo. Foram 316.

Pequenos fatos interessantes, sem muita relevância, mas que só somam a esse fenômeno Tim Tebow.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

O Day After


Baixada um pouco a poeira do espetacular jogo do último fim de semana. Ainda não dá pra falar de outra coisa. Tim Tebow. O quarterback que chocou os Estados Unidos e o mundo dos esportes.

Passado um dia depois do brilhante jogo, só deu Tebow . Jornais, revistas, programas de TV. O assunto do dia foi Tim Tebow. E não tem hora para acabar. Apesar de muitos ainda terem um pé atrás com o quarterback de Denver, não dá para negar que ele enfrentou e passou com louvor no maior teste de sua carreira. Ninguém bancou que ele pudesse lançar contra uma defesa como a de Pittsburgh. Tebow mostrou que é sim um vencedor.

Não importa a forma que ele vença. O importante no esporte é vencer. E não dá para tirar isso dele. Pegou um time com uma vitória em 4 jogos e teve um brilhante início de 7 vitórias e uma derrota. Curioso notar que ainda há muitos pontos de interrogação sobre ele. Analistas hoje bancavam que ele não terá uma carreira longa na NFL. Muitos ainda acreditam que Denver o dispensará na próxima temporada. O que não é nem um pouco improvável.

Houve fortes rumores que o GM e ídolo John Elway e o técnico John Fox já conversaram sobre draftar um quarterback. Tebow, sem dúvidas, não é o favorito de ambos. Nem de longe. Elway quer um quarterback que saiba ser seguro e que jogue dentro do pocket.

Tebow mostrou que é possível vencer, mesmo sem ser um brilhante lançador. O quarterback dos Broncos teve o pior índice de aproveitamento de passes completos em toda a temporada. Mas ele continua vencendo uma atrás da outra. Há quem diga que isso é o que importa, vencer. Outros já não acham isso. Acreditam que uma hora essa "sorte" chegará ao fim.

O que não dá para discutir é que Tebow por onde passou venceu. Possivelmente foi o maior jogador da história do futebol universitário, ganhando dois títulos nacionais e colecionando troféus de MVP. Agora ele vence na NFL. Se ele é capaz de levar um time a um SuperBowl, ainda é cedo para falar. Mas a temporada 2012-13 nos ensinou a nunca duvidar dele.

Ainda essa semana no Blog, discutiremos a chance de Denver contra New England.

domingo, janeiro 08, 2012

He Did It Again!


Incrível. Insano. Espetacular. Inacreditável. Escolha o seu adjetivo. Qualquer um destes serve para simbolizar o que foi Denver Broncos x Pittsburgh Steelers, pelos Playoffs da NFL. Tim Tebow, contestado por grande parte dos analistas, cronistas, torcedores e jogadores, mostrou o tal "Clutch gene". Mostrou que na hora da decisão, ele aparece e decide. Como fez em 5 jogos, levando Denver à vitória. Hoje foi a 6ª vez, e sem dúvidas, a mais espetacular de todas. TD de 80 jardas na prorrogação para classificar o Denver Broncos para as semifinais da AFC. 29x26

Não houve uma pessoa que apostasse em Denver. Grande azarão da pós-temporada, os Broncos chegaram aos Playoffs após 3 derrotas seguidas, com atuações bizarras de Tim Tebow e tendo que torcer contra o Oakland Raiders no apagar das luzes. Denver era mesmo o underdog. Encarava a melhor defesa da temporada 2011-12 da NFL. Com um ataque unidimensional, baseado totalmente no jogo terrestre e com um quarterback visivelmente sem confiança. Prato cheio para os Steelers.

Tebow teve uma semana duríssima. Foi criticado e mais criticado. Não que isso seja novidade. Tim Tebow está cercado de desconfiança desde quando assumiu o posto de titular dos Broncos. Se ganhasse 1 dólar para cada "Esse rapaz não sabe lançar" estaria milionário. Mas a pressão era enorme. Até esse semana, Tebow não tinha o aval do maior QB da história de Denver. John Elway, lenda viva vencedor de 2 SuperBowls, era mais um dos que encabeçavam a lista dos que não eram fãs de Tebow. Essa semana mudou o discurso. Chamou o quarterback e pediu para que ele se soltasse. Que puxasse o gatilho.

Se isso, de fato, teve efeito, ninguém nunca saberá. Mas Tim Tebow entrou hoje no Sports Autorithy Field diferente. Começou o jogo com jogadas explosivas. Todos começavam a ficar chocados. Tebow acabou com a secundária dos Steelers com uma facilidade incrível. Nem de longe lembrava a defesa que teve melhor marca da NFL. Tebow tinha tempo para trabalhar e buscar seus alvos. quando não dava pelo alto, ia pelo chão. Demaryus Thomas ia se consagrando junto com o quarterback. Com excelentes recepções, Denver foi para o intervalo vencendo por impressionantes 20 x 6.

O mundo boquiaberto não acreditava no que via. De onde Tebow havia tirado essa performance? Os Broncos que, até então, em toda a temporada haviam feito apenas 33 pontos no 2º quarto, marcavam 20 em um só jogo. E contra Pittsburgh. Na volta dos vestiários, os Steelers mostaram o porquê são os maiores vencedores de SuperBowls. Não se pode cutucar eles com vara curta. Pittsburgh é aquele gigante adormecido. Prestes a acordar e cometer estragos. E acordou. No 2º tempo, Ben Roethlisberger tirava um coelho da cartola trás do outro. Com o tornozelo em condições precárias, mancando, Big ben liderava seu time até o empate em 23x23. Espírito guerreiro. Com muita vontade e coração. Um exemplo para muito atleta. Mostrando que faz o que ama.

O Pittsburgh Steelers teve a chance de vencer o jogo. Mas brilhou a defesa de Denver. Faltando segundos para o encerramento, um fumble foi forçado. Big Ben recuperou. Mas a posição de campo que daria uma chance de Field Goal ficou longe. Pittsburgh teve que se contentar então com a prorrogação.

Foi o primeiro jogo da NFL, com as novas regras, instituídas no ano passado. Os Broncos venceram o cara ou coroa e escolheram por receber a bola. E foi aí que começou a magia. Tebow tirou o coelho da cartola. Fez o que não havia feito a temporada inteira. Lançar a bola na primeira descida. Tebow fez isso desta vez. Logo agora. Demaryus Thomas, sumido depois do 2º quarto, apareceu. E como apareceu! Recebeu o passe e arrancou para a Endzone. Para o paraíso. 80 jardas. Prorrogação com final mais rápido da história da NFL. Maior recepção da história da prorrogação em Playoffs.

Tebow fez aquilo que ninguém acreditou. Venceu o Pittsburgh Steelers. De forma fantástica, Como em um conto de fadas. Da maneira que nem o mais aficcionado torcedor dos Broncos imaginaria. Da maneira que nem o mais brilhante escritor poderia imaginar e narrar.

Sendo criticado ou não, sabendo lançar a bola ou não. Não dá para discutir o que Tim Tebow faz de melhor. Vencer.

Jogando como Gigantes


O time pegou fogo tarde. Bem mediano durante a temporada, os Giants cresceram na parte final e hoje estão nas semifinais da NFC. Encaram o poderoso Green Bay Packers. Hoje bateram o Atlanta Falcons. Não bateram. Atropelaram. 24 x 2 em Nova York. Inapelável.

A defesa de New York, umas das melhores da Liga, mostrou jogo. Não ofereceu resistência ao, até então, efetivo ataque dos Falcons que se limitou a pontuar com um Safety cometido por um Intentional Grounding de Eli Manning. Matt Ryan e Tony González seguem sem vencer na pós-temporada. Nunca na carreiga, nenhum dos dois sentiram o gostinho de ganhar um jogo de Playoff.

Já os Giants se aproveitam do muito bom Eli Manning. Subestimado por quase toda a NFL. Eli já deixou há algum tempo as sombras do irmão. Já venceu um SuperBowl e hoje está muito mais maduro e experiente. Os Giants em 2007 também esquentaram só no final. O resultado foi bater o invicto New England Patriots e chocar o mundo inteiro. Dessa vez a missão é tão difícil como há 4 anos atrás. Roer o osso dos packers será duríssimo. AInda mais no Lambeau Field. Será que o raio cai pela segunda vez?

sábado, janeiro 07, 2012

Imparáveis


A zebra ameaçou passear pelo SuperDome. Mas não deu. Drew Brees e cia. mostraram a força do New Orleans Saints. Com 8 vitórias e nenhuma derrota em casa durante a temporada regular, imaginou-se um verdadeiro massacre. Não foi muito bem o que aconteceu.

Detroit bem que tentou. Matthew Stafford foi muito bem. Principalmente no 1º tempo. Os Lions venceram por 14x10. Espanto. Os Saints perdiam, apesar de uma sólida performance do, talvez, melhor quarterback da NFL. Detroit fazia o quase impossível. Convertia suas posses de bola, parava na medida do possível o explosivo ataque dos Saints e forçava dois fumbles. Raridade nessa temporada para a equipe de New Orleans.

Voltamos ao 2º tempo e com início ainda parelho, os Saints viraram o jogo. Stafford precisou jogar estando atrás no placar. Mas o grande nome mesmo foi Drew Brees. Quem para esse rapaz? A variação de opções no ataque de New Orleans é incrível. Tem Sproles, Colston, Graham, Thomas... Se não dá certo pelo ar, vai pelo chão. E a eficiência é a mesma. Foram TDs em todas as posses nos dois últimos quartos. Fim de papo no SuperDome. 45 x 28. Fora o baile.

Drew Brees conseguiu mais um jogo de 400 jardas. Foram 466 e 3 TDs. Segunda maior atuação de um QB em jardas, num jogo de Playoff. Segundo jogo seguido em pós-temporada que ele consegue mais de 400 jardas. Único QB da história com essa marca. Os Saints também são o time com mais jardas totais em um jogo de Playoff. Foram 626.

Outro grande componenete do sucesso dessa máquina de time é o treinador Sean Payton. Sem conservadorismos, sem medo de arriscar 4ªs descidas. Jogando sempre pra frente.

Para os Lions, valeu voltar aos Playoffs. O time chega a 9 jogos sem vitórias na pós-temporada, maior marca da NFL, mas já é algo. Um time que em 2008 perdeu todos os jogos e teve a pior campanha da história da Liga se reergue e quem sabe em algum tempo possa sonhar com algo maior?

Já os Saints não são apenas uma máquina dentro de campo. Também são máquinas de quebrar marcas. Um Guiness ambulante. Batem recorde atrás de recorde. Vemos a história se escrever diante dos nossos olhos. Drew Brees é fantástico. Os Saints idem. A próxima parada agora é contra a surpresa do ano. O San Fracisco 49ers. Excelente defesa, indiscutível. Mas se eu jogase no time de defensores dos 49ers, eu já estaria com dificuldades pra dormir. Motivo? The Saints are coming.